{"id":18422,"date":"2017-02-14T13:11:22","date_gmt":"2017-02-14T13:11:22","guid":{"rendered":"https:\/\/192.168.240.20\/?p=18422"},"modified":"2017-02-15T13:52:02","modified_gmt":"2017-02-15T13:52:02","slug":"fiocruz-lembra-centenario-da-morte-de-seu-fundador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=18422","title":{"rendered":"Fiocruz lembra centen\u00e1rio da morte de seu fundador"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00e9dico Oswaldo Cruz encabe\u00e7a a lista de cientistas brasileiros importantes da enquete promovida em 2010 pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia Percep\u00e7\u00e3o P\u00fablica da Ci\u00eancia e Tecnologia no Brasil. Gra\u00e7as ao empenho e vis\u00e3o do m\u00e9dico e sanitarista, uma gera\u00e7\u00e3o de importantes cientistas foi formada no Instituto de Manguinhos, que ganhou proje\u00e7\u00e3o internacional. Cruz deixou um rico legado para a hist\u00f3ria biom\u00e9dica nacional e o Castelo da Fiocruz \u00e9 um s\u00edmbolo de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico, inova\u00e7\u00e3o e tecnologia em sa\u00fade. No centen\u00e1rio de sua morte, lembrado em 11 de fevereiro de 2017, o Brasil tem sim motivo para comemorar a vida e a obra de Oswaldo Cruz. Em sua trajet\u00f3ria, a institui\u00e7\u00e3o manteve seu compromisso com a sa\u00fade p\u00fablica para todos, mantendo sua origem dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, \u00e0 pesquisa, ao ensino e \u00e0 defesa dos valores democr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O sanitarista \u00e9 lembrado pela contribui\u00e7\u00e3o decisiva no combate a doen\u00e7as como febre amarela \u2013 que, atualmente, causa temor e registra surtos em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds -, peste bub\u00f4nica e var\u00edola, que assolavam no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras desde a segunda metade do s\u00e9culo 19. As a\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico reduziram as mortes por febre amarela e as demais doen\u00e7as. Em 1903, houve 584 \u00f3bitos causados pela doen\u00e7a no Rio de Janeiro; em 1908, apenas quatro pessoas morreram v\u00edtimas da enfermidade.<\/p>\n<p>Ao trazer ao pa\u00eds diversas inova\u00e7\u00f5es no campo da microbiologia e da pesquisa experimental aprendidas na Fran\u00e7a, onde se especializou no Instituto Pasteur no final do s\u00e9culo 19, Oswaldo Cruz se destacou em sua \u00e1rea. As dificuldades que encontrou no combate \u00e0s doen\u00e7as na capital federal, prejudicando inclusive a rela\u00e7\u00e3o comercial do Brasil com o mundo, n\u00e3o foram poucas. O jovem m\u00e9dico precisou adotar medidas duras de saneamento na cidade, que passou por grande transforma\u00e7\u00e3o urbana conduzida pelo prefeito Pereira Passos durante a presid\u00eancia de Rodrigues Alves.<\/p>\n<p>Dirigido pelo Bar\u00e3o de Pedro Afonso, que era tamb\u00e9m propriet\u00e1rio do Instituto Vac\u00ednico Municipal do Rio de Janeiro, o Instituto Soroter\u00e1pico Federal tinha a miss\u00e3o de produzir o soro e a vacina antipestosos. Para coordenar esta tarefa, Oswaldo Cruz foi designado como seu diretor t\u00e9cnico. Em 1902, ap\u00f3s o afastamento do Bar\u00e3o de Pedro Afonso, Oswaldo Cruz tornou-se diretor geral do ISF. Tamb\u00e9m \u00e0 frente da Diretoria Geral de Sa\u00fade P\u00fablica, entre 1903 e 1909, promoveria uma verdadeira batalha contra a febre amarela, a peste bub\u00f4nica e a var\u00edola. Para isso foi necess\u00e1rio elaborar e aprovar um novo c\u00f3digo sanit\u00e1rio, que institu\u00eda, entre outras medidas, a obrigatoriedade da vacina\u00e7\u00e3o antivari\u00f3lica. Este fato foi o estopim do levante popular que sacudiu as ruas do Rio de Janeiro em novembro de 1904, e que ficaria conhecido como Revolta da Vacina.<\/p>\n<p>No entanto, apesar de cr\u00edticas por parte da imprensa, de m\u00e9dicos, pol\u00edticos e da rebeli\u00e3o popular, Oswaldo Cruz obteve \u00eaxito em suas campanhas sanit\u00e1rias e foi consagrado com v\u00e1rias homenagens. Em 1907 recebeu a medalha de ouro em nome da se\u00e7\u00e3o brasileira presente no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. De volta ao Brasil em 1908, foi recepcionado como her\u00f3i nacional. A ocasi\u00e3o tamb\u00e9m marcou o fim das cr\u00edticas por sua conduta frente \u00e0s campanhas sanit\u00e1rias. Em 1913 Oswaldo Cruzou ingressou na Academia Brasileira de Letras, e um ano depois foi agraciado com o t\u00edtulo de oficial da Ordem Nacional da Legi\u00e3o de Honra da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele realizou o levantamento das condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias do interior do pa\u00eds promovendo expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, como em 1910, quando, ao lado de Belis\u00e1rio Penna, combateu a mal\u00e1ria durante a constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia Madeira-Mamor\u00e9, na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>A Casa de Oswaldo Cruz, instituto da Fiocruz dedicado \u00e0 hist\u00f3ria e \u00e0 mem\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o, preserva acervos que revelam a trajet\u00f3ria do sanitarista, por meio de documentos, imagens, livros e objetos. O p\u00fablico tamb\u00e9m encontra reportagens, programas especiais e document\u00e1rios dedicados a Oswaldo Cruz.<\/p>\n<p>Confira o especial da Casa de Oswaldo Cruz (COC\/Fiocruz).<\/p>\n<p>Fonte: COC\/ Fiocruz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00e9dico Oswaldo Cruz encabe\u00e7a a lista de cientistas brasileiros importantes da enquete promovida em 2010 pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia Percep\u00e7\u00e3o P\u00fablica da Ci\u00eancia e Tecnologia no Brasil. Gra\u00e7as ao empenho e vis\u00e3o do m\u00e9dico e sanitarista, uma gera\u00e7\u00e3o de importantes cientistas foi formada no Instituto de Manguinhos, que ganhou proje\u00e7\u00e3o internacional. 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