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Pesquisadores da Fiocruz testam em BH alternativa de combate aos mosquitos transmissores da Dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela

Belo Horizonte é uma das capitais contempladas por projeto de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que avalia a eficácia de uma promissora alternativa no controle do Aedes aegypti e A. albopictu, transmissores dos vírus da Dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela.

O projeto dos pesquisadores Sérgio Luz e Elvira Zamora-Perea (do Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia) e Fernando Abad-Franch (do Instituto René Rachou – IRR/Fiocruz Minas) verifica a capacidade de utilização dos próprios mosquitos para disseminar o larvicida (pyriproxyfen) em criadouros, através do uso de um instrumento que eles denominam “estação disseminadora de larvicida”.

A pesquisa iniciou em Manaus e em Manacapuru, no Amazonas, onde apresentou resultados promissores na eliminação de larvas dos mosquitos, mesmo em ambientes adversos. Agora, com o apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e  com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde, os ensaios ocorrerão em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das estações disseminadoras de larvicida com pyriproxyfen para o controle do Aedes aegypti e A. albopictus, em diferentes paisagens geográficas e escalas.

Em BH as atividades iniciaram no último dia 2/10 com a capacitação dos agentes de endemias e implantação das estações disseminadoras de larvicida, em 3 mil imóveis localizados em três áreas da Regional Noroeste de Saúde.

Segundo Sérgio Luz, o trabalho de implantação será realizado até 11/10 e está sendo feito por equipe composta por técnicos do ILMD/Fiocruz Amazônia e IRR/Fiocruz Minas, atuando em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. O controle será realizado pelo período de um ano.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: arquivo da pesquisa

Em reunião no ILMD/Fiocruz Amazônia, presidente do CNPq  assegura um olhar mais atencioso para Amazônia

Em tom de descontração e esperança o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, esteve nesta segunda-feira, 18/9, em encontro com pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O encontro foi articulado pelo diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, com o objetivo de aproximar a instituição do CNPq, o resultado foi uma reunião animada e participativa onde Mario Neto falou da sua gestão no CNPq, das prioridades e estratégias para o Conselho cumprir seus compromissos, mesmo diante das adversidades.

“A ideia é trazer uma expectativa positiva mesmo num momento de crise e de dificuldade, mas o CNPq está com um olhar muito preocupado, muito dedicado ao potencial que a Amazônia tem, em particular o estado do Amazonas’, declarou Mario Neto ao informar sobre alguns projetos lançados recentemente pelo CNPq, voltados para a região.

“Nós sabemos do potencial que a Amazônia tem, todo brasileiro sabe, então, o CNPq tem essa preocupação no radar. Nós temos desenhados alguns projetos, mesmo nessa dificuldade, como o que foi lançado agora para a biodiversidade da Amazônia; estamos negociando com empresas que têm interesse em explorar a biodiversidade, no sentido de fazer parceria de pesquisa com pesquisadores da área; além de projetos para a questão da saúde, de doenças infecciosas negligenciadas e doenças tropicais”, disse o presidente do CNPq ao defender também a formação de parcerias entre as instituições, inclusive entre as regiões com maior experiência com pesquisa, para o trabalho em conjunto.

Para o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a vinda de Mario Neto ao Instituto sinaliza parcerias em projetos na área de saúde, desenvolvimento científico e tecnológico, pesquisa e educação.

Mario Neto assegurou que CNPq em sua gestão terá um olhar atencioso para a Amazônia, para as instituições de ensino e pesquisa da região, em especial para o ILMD/Fiocruz Amazônia.

SOBRE O PRESIDENTE DO CNPq

Mario Neto é graduado em Engenharia Elétrica, mestre em Acionamentos Elétricos, e doutor em Inteligência Artificial Aplicada à Educação. Foi presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) por dois mandatos, e foi membro do conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). É presidente do CNPq desde 20/10/2016.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Alegria e homenagens marcam a recondução de Sérgio Luz ao cargo de diretor do ILMD

Nesta segunda-feira, 12/6, a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, reconduziu o pesquisador Sérgio Luiz Bessa Luz ao cargo de diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A cerimônia de recondução ocorreu na sede do Instituto e contou com a presença de autoridades, amigos e colaboradores do ILMD.

Sérgio Luz foi reeleito no último dia 5 de maio, com mais de 74% dos votos válidos, para o quadriênio 2017-2021. O pesquisador agradeceu à comunidade ILMD que confiou em sua gestão e o reconduziu a mais um mandato de quatro anos.

Sérgio Luz e Nísia Trindade.

Para o pesquisador, nesse momento, mais do que nunca, é preciso encarar a ciência, tecnologia e saúde como um investimento em um bem fundamental para a produção de riqueza e desenvolvimento, portanto há muito o que se descobrir e redescobrir.

“A plataforma para nossa gestão 2017-2021 está assentada em quatro pilares: consolidar a Fiocruz Amazônia como órgão estratégico; integrar ciência, inovação e saúde para o desenvolvimento ambientalmente sustentável; o compromisso com o combate às iniquidades; e a excelência na gestão”, declarou Sérgio Luz.

FESTA DA DEMOCRACIA

A presidente da Fiocruz ressaltou a importância da manutenção da democracia na instituição. “É uma festa e um compromisso da democracia; agradeço a cada um dos trabalhadores do ILMD, sem os quais seria impossível consolidar o Instituto, como centro de pesquisa, de ensino, de formação e de inovação da Fiocruz, na região Amazônica”.

Ao fazer uma conexão com o discurso de Sérgio Luz sobre ciência e tecnologia, Nísia Trindade reconhece que a visão sobre C&T e democracia ainda é muito centrada no sudeste brasileiro, mas admite que adota um pouco de cada região. “São os vários brasis que dão o sentido maior da nacionalidade brasileira”, disse ao agradecer também a cada colaborador da instituição que de alguma forma contribui para que seja preservada a gestão democrática na Fiocruz.

André Ivan entrega lembrança à Nísia Trindade.

Na oportunidade, o servidor André Ivan Lopes de Oliveira, representando todos os colaboradores do ILMD, entregou à Dra. Nísia uma singela lembrança, feita a partir de matéria-prima da floresta amazônica, uma biojoia produzida pela artesã Kerolayne Kemblin.

RECONHECIMENTO

Durante o evento, a pesquisadora Sônia de Oliveira foi agraciada com uma placa comemorativa pelos 30 anos de serviço dedicado à Fiocruz. Ela começou atuando no Rio de Janeiro, e depois veio para Manaus, onde atua como coordenadora da Comissão de Biossegurança do ILMD.

Sônia de Oliveira recebe de Nísia a placa comemorativa.

“Quero agradecer a Deus pela oportunidade de ter entrado nesta instituição, que muitos almejam entrar. Quero agradecer ao diretor Dr. Sérgio, meu orientador, e à nossa presidente, Dra Nísia, pela homenagem”, disse lembrando também dos momentos dedicados ao trabalho em campo e de suas ausências da família, em função do trabalho.

AMAZÔNIAS

Na oportunidade, foi lançado o livro “Amazônias em tempos contemporâneos: entre diversidades e adversidades”, organizado por Jane Felipe Beltrão e por Paula Mendes Lacerda.

O livro reúne trabalhos de vinte autores.

Os autores da coletânea são de formação diversificada e têm em comum a luta por um Brasil plural e democrático. São eles: Ana Lúcia Pontes, Antonio Carlos de Souza Lima, Antonio Motta, Assis da Costa Oliveira, Bruno Pacheco de Oliveira, Camille Gouveia Castelo Branco Barata, Clarisse Callegari Jacques, Jane Felipe Beltrão, Katiane Silva, Laise Lopes Diniz, Luiza Garnelo, Mariah Torres Aleixo, Paula Mendes Lacerda, Rita de Cássia Melo Santos, Rodrigo de Magalhães Oliveira, Rosani de Fatima Fernandes, Rhuan Carlos dos Santos Lopes, Sully Sampaio, Thiago Lopes da Costa Oliveira, e William César Lopes Domingues.

ANTONIO LEVINO

Como parte da celebração, também, foi homenageado Antonio Levino da Silva Neto, pesquisador do ILMD, falecido recentemente, e que agora empresta seu nome à biblioteca do Instituto, que em 2017 completa 15 anos.

Descerramento da placa da biblioteca Antonio Levino da Silva Neto.

A placa com o nome da biblioteca foi descerrada pela família de Levino, esposa e filhas, e pela presidente da Fiocruz. Em suas palavras, a viúva agradeceu a homenagem e falou do carinho que o esposo tinha pela instituição, em especial pelo conhecimento e dedicação a formação de pessoas na região.

A biblioteca atualmente é conduzida pelo bibliotecário Ycaro Verçosa dos Santos, que acompanhou a atividade, e aproveitou para apresentar o espaço à presidente e convidados, bem como falar do acervo local.

CANTO E ALEGRIA

Orquestra Puxirum

O dia foi de homenagens e celebrações no ILMD/ Fiocruz Amazônia. Para propiciar ainda mais alegria e brilhantismo ao evento, convidados e comunidade foram agraciados com a belíssima voz da cantora regional Márcia Siqueira, e depois pela Orquestra Puxirum, de música popular instrumental.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Sérgio Luz é reeleito diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia  

 

O candidato Sérgio Luiz Bessa Luz foi reeleito com 74,63% dos votos válidos, ao cargo de diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2017-2021.

Anúncio do resultado da eleição 2017. Foto: Eduardo Gomes

O resultado da eleição 2017 foi divulgado hoje, 5/5. Foto: Eduardo Gomes

A apuração foi realizada pela Comissão Eleitoral no final da tarde de hoje, 5/5. Ao todo, votaram 63 eleitores. O resultado da eleição será homologado em reunião do Conselho Deliberativo (CD) que deve ocorrer na segunda-feira dia, 8/5, no Salão Canoas, na sede do Instituto, no bairro de Adrianópolis.

Após a homologação, o nome do diretor eleito será enviado para a Presidência da Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas