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PPGVIDA promove oficina para discentes sobre publicações científicas

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 11 e 15 de dezembro, a oficina Publicações Científicas, voltada para discentes do programa. A atividade foi ministrada pelos pesquisadores sêniores do ILMD, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), e Carlos Coimbra, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a coordenadora do PPGVIDA, Maria Luiza Garnelo, a oficina visa apoiar os discentes que concluíram o mestrado, no intuito de agilizar as publicações que expressarão produtos do processo formador no PPGVIDA, e que também são requisito de avaliação do programa na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Para Horta, o trabalho de construção junto aos alunos tem o objetivo principal de desenvolver produtos que possam ser publicados em periódicos da área. “A ideia é trabalhar com os alunos que já concluíram o mestrado a transformação das dissertações em artigos, para que sejam submetidos a periódicos científicos. Estamos trabalhando com eles aspectos relacionado a como escrever um artigo”, explicou Horta.

Indexação, país da revista, classificação no Qualis da CAPES para a área de Saúde Coletiva, foram alguns dos temas abordados durante a oficina, em relação ao maior questionamento dos discentes: Em qual revista publicar? “Conversamos para que eles saibam o que é, como funciona, mas deixando aberto para que eles possam fazer suas escolhas”, salientou Coimbra.

O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.

Coimbra destacou ainda que a iniciativa do programa é de grande relevância nesse processo acadêmico. “Essas oficinas são importantes, pois o tempo do mestrado raramente é suficiente para os alunos defenderem, cumprirem com todos os créditos e ter um artigo publicado, visto que esse é um processo que demora muito. Alguns estão escrevendo o primeiro artigo científico, então essa oportunidade que está sendo oferecida para os alunos aqui do ILMD é extremamente relevante, pois abre portas para estimular os alunos a tornem público os resultados dos seus estudos.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

 

 

Segurança alimentar e o desafio da resiliência em cenários de seca e cheia são temas de oficina em Maués (AM)

Com o objetivo de divulgar os resultados parciais do Projeto Cidades amazônicas e eventos hidroclimáticos extremos: pesquisa para reduzir vulnerabilidade e estabelecer resiliência, o pesquisador Jesem Douglas Yamall Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com pesquisadores da Universidade de Lancaster – Inglaterra, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), organiza no município de Maués a Oficina cidadã: segurança alimentar e situação nutricional na Amazônia e o desafio da resiliência em cenários de seca e cheia extrema.

O evento será realizado no período de 16 a 18 de novembro no Instituto Federal do Amazonas (Ifam – Campus Maués), na Sala de Artes, no horário de 8h30 às 12h e das 14h às 17h30, e é dirigido a gestores e gerentes de órgãos públicos (em especial defesa civil, secretarias de saúde  e desenvolvimento social), pesquisadores, e demais interessados não só de Maués, mas também dos municípios vizinhos.

Na oportunidade, serão discutidos possíveis mecanismos que determinam como secas e enchentes afetam pessoas vulneráveis, especialmente as que habitam localidades não conectadas por acesso terrestre à capital ou a cidades de médio porte, assim como a discussão de estratégias para predizer a insegurança alimentar nessas populações.

Durante o evento também será discutida a possibilidade de estruturação de uma rede cidadã de cooperação e apoio entre gestores e gerentes locais das mais variadas áreas, pesquisadores e demais atores locais da sociedade civil organizada.

SOBRE O PESQUISADOR

Jesem Orellana é graduado em Enfermagem pela Universidade Federal de Rondônia (2003) e mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (2005). Atualmente é doutorando em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas. Atua como pesquisador colaborador da Lancaster University e é pesquisador assistente da Fundação Oswaldo Cruz. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia, violência e saúde, morbidade hospitalar, saúde da criança e da mulher.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: divulgação

Fiocruz Amazônia promove oficina de troca de saberes com parteiras e profissionais de saúde em Vila de Lindoia – Itacoatiara

Valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas é o objetivo geral do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no estado do Amazonas”, que está sendo desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e apoio financeiro do Ministério da Saúde (MS).

Dentre as atividades do projeto, está a realização de 20 oficinas de troca de saberes, em nove regiões de saúde do Amazonas até 2018, sendo a segunda programada para os dias 10, 11 e 12 de maio, no horário das 8h às 17h, na Comunidade de Lindóia (km 190 da AM-010), em Itacoatiara, município do Amazonas.

A primeira oficina de troca de saberes, realizada de 18 a 20 de abril, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed) teve um total de 30 participantes, dentre elas parteiras, gestores e profissionais de saúde, que ao final o encontro escreveram uma Carta de Demanda a ser encaminhada à gestão das secretarias de saúde e maternidades.

Para esta segunda oficina, o projeto conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Itacoatiara e a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Lindóia.

ATIVIDADES

Durante os três dias de oficina, acontecerão rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo uma das Coordenadoras do Projeto e Coordenadora da Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Sandra Cavalcante, a Secretaria da Saúde reconhecendo a importância das Parteiras Tradicionais na Amazônia, vem sistematicamente trabalhando com essas mulheres desde 2008, com muitas ações para o fortalecimento dessa categoria.

“Hoje no Amazonas contamos com aproximadamente 1.270 Parteiras Tradicionais cadastradas e cerca de 480 capacitadas. Com esse novo projeto, essa parceria entre Susam e Fiocruz Amazônia visa propiciar a valorização das práticas populares das parteiras por meio de pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado”, explica Cavalcante.

Para a outra Coordenadora do Projeto, Luena Matheus de Xerez, que também coordena o Grupo Condutor Estadual da Rede Cegonha e Comissão Intergestores Regional de Manaus, Alto Rio Negro e Entorno na Susam, o encontro demonstra a compreensão da importância destas pessoas na construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e na atenção prestada às mulheres. “As práticas deste projeto alimentam a reflexão sobre o modelo biomédico centrado no hospital e no profissional, enquanto o cuidado delas é todo norteado para as necessidades, inclusive emocionais, das mulheres e famílias. Essas práticas se sustentam no vinculo, na responsabilidade e na solidariedade, valores tão caros a uma sociedade que cuida dos seus cidadãos”, conclui Xerez.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Mirinéia Nascimento (Lahpsa- ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fiocruz Amazônia e Susam realizam oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde

Começa hoje, 18/4, e vai até quinta-feira, 20/4, a oficina de trocas de saberes, do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”. A atividade acontece no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), das 8h às 17h (dias 18 e 19), e das 8h às 12h ( dia 20).

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), através do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam), com financiamento do Ministério da Saúde (MS).

A atividade visa valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas. O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para 2018.

TROCA DE SABERES

Durante três dias, parteiras do Amazonas, gestores e profissionais da saúde participam de rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, as técnicas utilizadas na oficina são entrevistas, grupo focal e usuário-guia. Para o mapeamento, a metodologia utilizada será a da cartografia social, que produzirá os mapas juntamente com as parteiras a partir da noção de territorialidade, ou seja, dos usos e significados dos territórios. “Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as nossas concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios”, destacou o coordenador.

Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Desse modo, estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia”, concluiu.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Assessoria Lahpsa/Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento