Posts

Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária será tema do Centro de Estudos

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 12/05, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Ministério da Saúde lança campanha para combate à malária

O Ministério da Saúde lança, nesta terça-feira (25), no Dia Mundial da Malária, campanha de prevenção e incentivo ao tratamento da doença. Com o slogan “Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor”, o foco é incentivar as pessoas a procurarem o diagnóstico de malária em uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso positivo, realizar o tratamento completo. A publicidade será veiculada na televisão, rádio, internet e outdoors a partir de hoje na Região Amazônica (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO) do país, que concentra 99% dos casos. A campanha será divulgada também em carros e barcos de som, para que a informação chegue à população das localidades mais vulneráveis à doença.

“É fundamental que as pessoas diagnosticadas com malária sigam com o tratamento recomendado até o final. Quem não completa o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam, pode acabar tendo agravamento do quadro, e além disso mantém o ciclo de transmissão da doença”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O esforço do Ministério da Saúde, em conjunto com os estados e municípios, para prevenir, controlar e reduzir a malária tem demonstrado resultados positivos a cada ano. Em 2016, foram notificados 129.195 casos (dados preliminares) em todo o país, que representa uma redução de 9,7% em relação a 2015 (143.161 casos). Na comparação dos últimos dez anos, a redução foi de 76,5%, uma vez que em 2006 foram registrados 550.847 mil casos da doença. Em relação ao número de óbitos por malária, também houve uma queda expressiva de 67,6%, passando de 105 em 2006 para 34 em 2015.

AÇÕES – Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 11,9 milhões para intensificação das ações de combate e controle de malária na Região Amazônica. Cabe esclarecer que estados de outras regiões podem apresentar casos da doença, portanto, a vigilância não deve ser negligenciada, diante do risco de reintrodução, agravado pelo fluxo migratório em áreas suscetíveis. Dos 129.195 casos registrados no país, 501 foram notificados fora da Região Amazônica.

O Ministério da Saúde realizou, na semana passada, a 26ª Reunião de Monitoramento e Avaliação do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, que teve como objetivo analisar e discutir ações desenvolvidas, em 2016, pelos estados e municípios, além de avaliar o plano de ações para 2017 das coordenações estaduais. A Região Amazônica apresentou uma redução de aproximadamente 10% do número de casos em 2016 (128.694), comparado com o ano de 2015 (142.644).

METAS – Em 2015, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Eliminação da Malária no Brasil, com ênfase na doença causada pelo Plasmodium falciparum. A medida faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio

O documento fornece orientação técnica para os municípios, define estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social. O Plano de Eliminação da Malária no Brasil é uma iniciativa para deter a doença com potencial de maior gravidade. Em 2000, a malária falciparum era responsável por 21% dos casos, caindo para 12% em 2016. Em 2016 foram registrados 13.828 (dados preliminares) casos autóctones de malária falciparum, uma redução de 10% em relação ao ano anterior, quando tinham sido registrados mais de 15 mil casos.

 

Centro de Estudos promove palestra sobre Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 28/04, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Febre Amarela: até 9 milhões de doses da vacina por mês

O Instituto Tecnológico em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, é o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela. Bio-Manguinhos é também o principal fornecedor de vacinas do Ministério da Saúde e sua produção é feita a partir da previsão anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em situações de rotina, a produção mensal da vacina de febre amarela em Bio-Manguinhos é de 4 milhões de doses. Em função do aumento da demanda e da priorização por este insumo, atualmente a produção está em 6 milhões de doses. O Instituto, no entanto, tem capacidade para produzir 9 milhões de doses por mês, o que representam 108 milhões anuais.

As vacinas produzidas em Bio-Manguinhos são transportadas em caminhões frigoríficos para o Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), permanecendo em câmaras frias até a aprovação dos lotes de vacinas e diluentes pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). Uma vez liberados os lotes, o Cenadi os envia em caixas térmicas para as coordenações estaduais de Saúde, que por sua vez encaminham para as centrais regionais, onde as vacinas ficam armazenadas. Então os representantes dos postos de vacinação retiram a quantidade necessária para um determinado período na região em que atuam.

Até quarta-feira (29/3) foram confirmados 574 casos de febre amarela no país. Ao todo, foram notificados 1.987 casos suspeitos, sendo que 487 permanecem em investigação e 926 foram descartados. Dos 282 óbitos notificados, 187 foram confirmados, 71 ainda são investigados e 24 foram descartados.

A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento também estão sendo vacinadas de forma escalonada as populações de Rio de Janeiro e Espírito Santo. As pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.

Desde o início deste ano o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 20,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,7 milhões), Espírito Santo (3,6 milhões), Rio de Janeiro (3,3 milhões) e Bahia (1,4 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,1 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da Federação.

Fonte: AFN, por Ricardo Valverde