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Divulgada a homologação das inscrições do curso de mestrado do PPGBIO-INTERAÇÂO

Divulgado hoje (17/10) o resultado da primeira etapa do processo seletivo do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O resultado refere-se à homologação das inscrições e fornece informações sobre o local da prova de conhecimentos específicos.

Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos a seguir para a segunda etapa, que compreende a submissão à prova escrita discursiva, a ser realizada no Salão Canoas do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no dia 26/10, de 14h às 17h.

Na correção da prova de conhecimentos específicos serão observados os seguintes critérios: adequação entre respostas e perguntas formuladas; Compreensão da bibliografia indicada; capacidade de contextualização teórica e metodológica da bibliografia indicada; capacidade de expressão escrita, incluindo coesão argumentativa; precisão conceitual; clareza e fluência; bem como adequação à norma culta do português escrito.

O resultado da homologação das inscrições está disponível no sistema Sigass em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 .

O ILMD/Fiocruz Amazônia situa-se na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Este é o segundo processo seletivo para o PPGBIO-Interação. A primeira turma iniciou o curso em março deste ano.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Alimentação saudável na fase escolar foi tema de atividades no ILMD

Em homenagem ao Dias das Crianças, o Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) por meio da Vice diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional, através do Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) promoveu na última quarta-feira (11/10) o evento “Lancheira Saudável”.

A ação foi composta por uma palestra para os pais, ministrada pela nutricionista Camila Cyrino, visando estimular o hábito da alimentação saudável em crianças na fase escolar. As crianças participaram ainda de uma oficina de culinária, com a proposta de orientar quanto a importância do preparo correto de lancheiras saudáveis.

Segundo o coordenador do Nust/ILMD, Rafael Petersen, a inciativa faz parte de um ciclo de ações voltadas para os colaboradores da Unidade. “Quando pensamos em promover a saúde do trabalhador, é importante pensar que ela não é apenas voltada para o trabalhador, mas também se estende para os familiares. A nossa intenção é orientar e trazer informações para que esses trabalhadores disseminem as ações de saúde para seus familiares, pensando no conceito de qualidade de vida”, explicou.

Confira aqui a galeria de fotos.

Na ocasião, a nutricionista Camila Cyrino destacou que a principal dificuldade apontada pelos pais é a rotina. “A dificuldade em consumir menos ou mais determinados alimentos está no planejamento, na rotina acelerada, no tempo para preparar a refeição”, disse.

Camila Cyrino é umas das idealizadoras do projeto Lápis de maçã, uma ação de educação nutricional, idealizado juntamente com a nutricionista Renata Dantas. O projeto possui o objetivo de estimular a alimentação saudável de forma divertida e adequada para crianças dentro das escolas da cidade de Manaus.

LANCHEIRA SAUDÁVEL

Durante a oficina, as crianças receberam orientações sobre quais alimentos devem compor o lanche escolar. De forma lúdica, as nutricionistas auxiliaram as crianças na montagem de uma lancheira mais colorida, composta por frutas variadas.

Segundo a nutricionista do Nust/ILMD, Sarah Cordeiro, é muito significante passar essas informações, para que as crianças tenham o conhecimento sobre o que devem ou não comer. “A educação nutricional ajuda a criança a entender melhor a alimentação saudável, mesmo que ela esteja olhando muitas vezes para comerciais de TV, que falam que determinados alimentos são saudáveis sem ser”.

SOBRE O NUST

O Núcleo também promove ações para a realização de exames médicos periódicos, análise ergonômica dos postos de trabalho, palestras de orientação em saúde, ações em biossegurança e brigada de incêndio, além de parcerias com diversos órgãos públicos da região de Manaus para a formação de uma rede de relacionamento e colaboração em estudos e intervenções em saúde do trabalhador.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Inscrições prorrogadas para o curso de mestrado PPGBIO-Interação   

Foram prorrogadas nesta terça-feira 10/10, as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia). As inscrições podem ser feitas até a próxima sexta-feira 13/10.

A Chamada Pública Nº 003/2017 do Programa oferece 20 vagas distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

INSCRIÇÃO

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a seguinte documentação:  Formulário de inscrição preenchido por meio da Plataforma SIGA , disponível em www.sigass.fiocruz.br (conforme orientação do edital);  apresentar Carta de Aceite do Orientador; diploma do curso de graduação ou documento equivalente; Histórico Escolar do curso superior; Curriculum vitae depositado na plataforma Lattes do CNPq; Projeto de Pesquisa; Carteira de Identidade; CPF; RNE ou passaporte, para candidatos estrangeiros;  comprovante de pagamento do boleto bancário no valor de R$ 100,00 (cem reais); dentre os outros documentos que constam no edital.

PROCESSO SELETIVO

A admissão no curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita e Prova Oral (Entrevista). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa, pontuação do currículo lattes e entrevista.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Este é o segundo processo seletivo para o PPGBIO-Interação. A primeira turma iniciou o curso em março deste ano.

Para mais informações acesse o edital.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Foto: Eduardo Gomes

 

 

Alunos do ILMD são aprovados em Programa de Mobilidade Acadêmica da Fiocruz

A Coordenação Geral de Pós-graduação (CGPG) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou lista dos candidatos aprovados para o Programa de Mobilidade Acadêmica da Instituição. Dos cinco alunos selecionados, três são do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Thayana Cruz de Souza, aluna do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD, Eric Fabrício Marialva e Ismael Alexandre da Silva Nascimento, alunos do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) foram aprovados na chamada de seleção pública, oferecida para alunos de pós-graduação Stricto sensu, matriculados em programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado da Fiocruz.

O objetivo do programa é selecionar alunos, que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz, distintas daquelas nas quais estão regularmente associados. A ideia é induzir a formação de profissionais da saúde, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade.

PESQUISA E MOBILIDADE

Com o objetivo de estudar a biologia de L. migonei em condições de laboratório e sua interação com Leishmania infantum chagasi, o mestrando Eric Marialva desenvolverá no Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), o estudo “Biologia experimental de Lutzomyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae): Aprimoramento de técnicas de criação em massa e modelo experimental para infecção e transmissão de Leishmania infantum chagasi.

Segundo Marialva, a Fiocruz Minas “possui expertise em modelos de transmissão experimental de diversos insetos vetores e agentes etiológicos, incluindo modelos flebótomos-leishmânias. Irei desenvolver na unidade: Infecção experimental de Lutzomyia migonei por Leishmania infantum chagasi e Le. braziliensis; transmissão de Leishmania pela picada de L. migonei e qPCR em tempo real para detecção e quantificação das leishmânias, sob a orientação e supervisão da Dra. Nagila Francinete Costa Secundino, entre outubro e dezembro de 2017”.

Sob orientação do Dr. Felipe Gomes Naveca, o mestrando Ismael Nascimento teve aprovado o projeto “Diversidade genética do vírus Chikungunya e sua relação com sintomatologia observada durante a circulação em dois estados da Amazônia Ocidental (Amazonas e Roraima). O objetivo principal do estudo é analisar a diversidade genética intra e inter-hospedeiro, processos evolutivos e manifestações da infecção, relacionados ao vírus Chikungunya circulante nos estados de Roraima e Amazonas, entre os anos de 2014 e 2017.

Segundo Nascimento, outro objetivo deste intercâmbio é o treinamento em ferramentas de bioinformática para a análise da história evolutiva e filogeográfica de agentes virais e análise de dados gerados por Sequenciamento de Nova Geração (NGS).

“As atividades serão desenvolvidas no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), sob supervisão do Dr Gonzalo Bello, e compreenderão a inferência filogenética, entre sequências derivadas de genomas virais, reconstrução filogeográfica baseada nas sequencias de nucleotídeo e análises variadas de dados obtidos por NGS, como diversidade genética”, explicou.

A doutoranda Thayana Cruz está desenvolvendo o estudo “Identificação de proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, sua expressão em E. coli, purificação e caracterização bioquímica”, sob coorientação da Dra Ormezinda Fernandes.

Parte da tese será desenvolvida no Laboratório de Genômica Funcional e Bioinformática (LAGFB) do IOC, sob orientação do Dr. Wim Degrave, e pretende identificar e selecionar proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos estocados no acervo da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, visando desenvolver biomoléculas com potencial terapêutico, expressando os mesmos sob forma recombinante em E. coli.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

 

 

Centro de Estudos vai abordar Lipofosfoglicano de Leishmania e seu papel na interação com vetores flebotomíneos

Em edição especial, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece nesta quinta-feira 5/10, a partir de 14h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Lipofosfoglicanos (LPGs) de Leishmania spp e seu papel na interação com vetores do Velho e Novo Mundo”, que será ministrada pelo Dr. Rodrigo Soares, do Laboratório de Parasitologia Celular e Molecular, do Instituto René Rachou (IRR/FIOCRUZ MG).

A palestra vai abordar sobre o Lipofosfoglicano (LPG) de Leishmania e seu papel na interação com vetores flebotomíneos, tanto do Novo quanto Velho Mundo. Segundo o palestrante, “serão enfocados os polimorfismos bioquímicos na molécula de LPG e como isso afeta a infeçcão no intestino médio dos vetores Lutzomyia longipalpis, Lutzomyia migonei, Lutzomyia umbratilis e Phlebotomus papatasi”.

SOBRE O PALESTRANTE

Rodrigo Soares é biólogo, Bacharel em Parasitologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre e doutor em Parasitologia pela UFMG.

Possui experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Entomologia e Protozoologia. Sua linha de pesquisa atual inclui a glicobiologia de espécies de Leishmania do Novo Mundo, estudando os lipofosfoglicanos (LPGs) e glicoinositolfosfolípides (GIPLs) e seu papel na interação com os hospedeiros vertebrado e invertebrado.

É membro da Sociedade Brasileira de Protozoologia (SBPz), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da International Society for Extracelullar Vesicles (ISEV). Atualmente é Líder do Grupo de Pesquisa Cadastrado no Diretório de Pesquisa do CNPq intitulado: Genômica Funcional e Glicobiologia de Leishmania spp. e Trypanosoma cruzi.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem orifinalmente às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Acervo do pesquisador

Fiocruz Amazônia promove II seminário de projetos de discentes do PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 26 e 28 de setembro, o II Seminário de Projetos de Discentes do Programa PPGVIDA.

O Seminário aconteceu sob coordenação dos pesquisadores seniores Bernardo Horta e Carlos Coimbra, além da pesquisadora e chefe do Serviço de pós-graduação do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Rosana Parente. Na ocasião, foram apresentados 25 trabalhos de mestrandos das turmas de 2016 e 2017 do PPGVIDA.

Segundo o pesquisador, Carlos Coimbra, o objetivo do seminário “é expor os projetos desenvolvidos pelos alunos, para que o mestrando possa sair um pouco da zona de conforto, que é a relação entre ele, o orientador e os colegas mais próximos”. Além disso, a atividade possibilita que eventualmente os trabalhos possam receber sugestões, e apontamentos sobre questões que não estão muito claras.

Coimbra destacou a originalidade dos temas e a relevância das dissertações para a saúde coletiva. O pesquisador enfatizou que “trazer essas informações para um cenário maior, com participação da comunidade acadêmica, comunicólogos, jornalistas, visando ampliar e fazer circular essa informação, é uma enorme contribuição para a própria reflexão sobre os determinantes de saúde na região, no intuito de reduzir as desigualdades existentes no Amazonas e no Brasil”.

Para a mestranda, Priscilla Correia, a iniciativa foi de grande relevância para o desenvolvimento do projeto de pesquisa. “A realização do seminário foi muito importante para o delineamento e construção das pesquisas que serão desenvolvidas, a partir da contribuição dos pesquisadores. Conseguimos conhecer melhor o funcionamento do programa, das linhas de pesquisa e dos projetos em desenvolvimento, tendo como fim uma experiência muito positiva para nossa formação enquanto pesquisadores”, explicou.

SOBRE O PROGRAMA

O PPGVIDA tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Para mais informações sobre o Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, clique.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Centro de Estudos vai apresentar software utilizado em pesquisa sobre vulnerabilidade climática

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece nesta sexta-feira 29/9, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “O sistema de vulnerabilidade climática (SisVuClima): apresentação da ferramenta e principais resultados”, que será ministrada pela Dra. Júlia Alves Menezes, uma das responsáveis pelo estudo no Amazonas.

O objetivo do encontro é apresentar os resultados do estudos, obtidos por meio de uma inovação tecnológica, um software, intitulado Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), que gera mapas temáticos, tabelas e gráficos sobre os 62 municípios do Amazonas.

A proposta da ferramenta é possibilitar o planejamento de ações a médio e longo prazo para reduzir os impactos das mudanças climáticas e aumentar a capacidade de adaptação da população a este novo cenário. O sistema é um produto do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, executado pela Fiocruz Minas em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

O SisVuClima gera 67 tipos de informações sobre os municípios amazonenses, incluindo dados sobre a ocorrência de desastres naturais. Segundo os resultados da pesquisa, as porções sul e sudeste do estado seriam as mais impactadas para este indicador.

O município de São Paulo de Olivença, por exemplo, seria o mais suscetível a lidar com deslizamentos decorrentes de fortes chuvas, enchentes, enxurradas, alagamentos, seca/estiagem e incêndios florestais. Boca do Acre, Canutama e Humaitá também seriam cidades mais vulneráveis a essas situações.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Júlia Menezes é Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado de Minas Gerais (FUNEDI/ UEMG). Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto René Rachou (Fiocruz), área de concentração Doenças Infecciosas e Parasitárias, doutora em Saúde Coletiva na mesma instituição na área de Epidemiologia.

Atua especialmente nas seguintes áreas: eco-epidemiologia das leishmanioses, mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde humana, vulnerabilidade socioambiental ao clima, e indicadores de vulnerabilidade humana ao clima.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

 

 

Ministério da Saúde declara fim do surto de febre amarela

O Brasil não registra casos de febre amarela desde junho, quando foi confirmado o último caso da doença no Espírito Santo. O anúncio do fim do surto foi feito nesta quarta-feira (6/9) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a apresentação do novo boletim epidemiológico sobre a situação da doença no país. Mesmo com a interrupção da transmissão, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter as ações de prevenção e ampliar a cobertura vacinal para a febre amarela para prevenir novos casos da doença no próximo verão, período com maior probabilidade de ocorrência.

“A situação, hoje, está sob controle, mas é fundamental que os estados e municípios se esforcem para aumentar as coberturas vacinais nas áreas com recomendação, seja com a busca ativa de pessoas não vacinadas ou por meio de campanhas específicas, envolvendo também as escolas. Além disso, é necessário manter as ações de prevenção, como o controle de vetor, capacitação de profissionais de saúde e intensificação das ações de vigilância de epizootias”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

Desde o início do surto, em 1º de dezembro do ano passado, até 1º de agosto deste ano, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela. Outros 2.270 casos foram descartados e 213 permanecem em investigação. Além disso, 304 casos foram considerados inconclusivos, pois não foi possível produzir evidências da infecção por febre amarela ou não se encaixavam na definição de caso. No total, foram 3.564 notificações. A região Sudeste concentrou a grande maioria dos casos. Foram 764 casos confirmados, seguida das regiões Norte (10 casos confirmados) e Centro-Oeste (3 casos). As regiões Sul e Nordeste não tiveram confirmações.

Para o diretor de vigilância das doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, João Paulo Toledo, o fim do surto se dá pelo fim da sazonalidade da doença e pelo sucesso das ações de vigilância. “Além do fim do período de maior número de casos, que é o verão, todo o empenho do Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, resultaram no controle do surto. Mas isso não significa que devemos encerrar as ações. A vacina está disponível para todos que moram ou viajam para as áreas com recomendação de vacinação”, explicou o diretor.

Para conter a transmissão do vírus e proteger a população, o Ministério da Saúde enviou aos estados brasileiros 36,7 milhões de doses da vacina ao longo deste ano, tanto para a rotina de vacinação como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para os estados de MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 27,8 milhões de doses extras.

O Ministério da Saúde intensificou a vacinação em 1.121 municípios desses cinco estados. Do total, apenas 205 cidades estão com a cobertura vacinal ideal (igual ou superior a 95%). Atualmente, a média da cobertura vacinal nessas localidades está em 60,3%. A pasta considera atingir a meta fundamental para evitar nova expansão da doença.

AÇÕES

Além da intensificação da vacinação, foram liberados R$ 66,7 milhões aos estados para controlar o surto e reforçar a assistência. Entre as medidas adotadas estão o envio de profissionais da Força Nacional do SUS a Minas Gerais e equipes para investigação de campo no Espírito Santo e Minas Gerais. Também foram realizadas videoconferências semanais para monitoramento dos registros em MG, ES, RJ, BA e SP e ações para eliminação do Aedes aegypti, reduzindo o risco de urbanização nos municípios com registro de epizootias.

A investigação e a notificação de morte e adoecimento de macacos são consideradas a mais importante forma de detectar precocemente a circulação do vírus em determinada região, o que permite que as medidas de prevenção de casos em humanos sejam antecipadas e aplicadas com mais eficácia pelos estados e municípios. Durante o período do surto, foram notificadas ao Ministério da Saúde 5.364 epizootias, das quais 1.412 foram confirmadas para febre amarela.

AMPLIAÇÃO

Em 2018, a vacina para febre amarela será incluída no calendário de vacinação para crianças a partir dos nove meses. Além disso, o Ministério da Saúde estuda a inclusão de outros municípios – que atualmente não fazem parte da área de recomendação -, na vacinação de rotina, para a população de todas as faixas etárias.

“Todas essas mudanças serão discutidas com grupos de especialistas, além de estados e municípios, para que sejam definidas quais cidades serão incluídas e em qual momento isso será possível. A forma como as ampliações serão feitas, a lista de quais cidades terão vacinação e quando isso vai ocorrer será definido até o fim deste ano”, esclareceu a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

DOSE ÚNICA

Desde abril deste ano, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, nenhum país utiliza mais o esquema de duas doses. Isso significa que quem já foi vacinado – em qualquer momento da vida – não precisa de dose de reforço.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina em 20 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

A vacina de febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo. Ela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas imunossuprimidas e pessoas com reação alérgica grave a ovo. Idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/AIDS ou com doenças hematológicas devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

INFLUENZA

Em 2017, foi registrada uma baixa circulação da gripe no país. O número de casos teve redução de 81% em relação ao ano passado, com 2.070 casos e 361 óbitos até 28 de agosto. No mesmo período de 2016, foram 11.062 casos e 2.007 mortes por influenza. Além disso, neste ano o vírus com maior circulação até o momento é o H3N2, quando no ano anterior predominou o H1N1.

Na campanha de vacinação deste ano, foram vacinadas 51,8 milhões de pessoas, uma cobertura de 87,5% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. A campanha foi realizada entre os dias 17 de abril e 26 de maio, e prorrogada até 9 de junho. Devido à baixa procura dos públicos prioritários, o Ministério da Saúde autorizou estados e municípios a ampliar a vacinação para toda a população. O objetivo foi evitar o desperdício de doses, uma vez que a vacinação é mais efetiva antes do início do inverno, época de maior sazonalidade da influenza.

Camila Bogaz (Agência Saúde)

Fiocruz Amazônia debate sobre arboviroses em evento da ABC

Com o tema “Arboviroses no Estado do Amazonas”, Sérgio Luiz Bessa Luz, pesquisador e diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), ministrou palestra no simpósio e diplomação de novos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Região Norte –  2017/2021, evento realizado na última quinta-feira (31/8), no Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A exposição fez parte da sessão “Arboviroses emergentes no Brasil: situação atual e perspectivas”, apresentada pelos pesquisadores Pedro Vasconcelos, Jannifer Chiang, Lívia Carício e Raimunda Azevedo, do Instituto Evandro Chagas (IEC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Sérgio Luz agradeceu o convite e destacou o estímulo em ver jovens pesquisadores sendo diplomados. “Agradeço a academia pelo convite, é uma honra participar de um evento desse porte, representando os trabalhos da Fiocruz Amazônia. É muito satisfatório ver esses colegas novos já sendo afiliados pela academia, isso é muito estimulante para a ciência e pesquisa na Amazônia e no Brasil.

“A Academia Brasileira de Ciências e o desenvolvimento científico e tecnológico nacional” foi o tema da conferência ministrada por Luiz Davidovich, presidente da ABC. A Academia é uma entidade que atua como sociedade científica honorífica e contribui para o estudo de temas de primeira importância para a sociedade, visando dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas, com foco no desenvolvimento científico do País, na interação entre os cientistas brasileiros com pesquisadores de outras nações.

Desde 2007, a academia criou uma nova categoria de membros, para jovens cientistas. Cada vice-presidência regional da ABC elege, a cada ano, até cinco pesquisadores de excelência, com menos de 40 anos, para que se tornem membros afiliados por cinco anos.

Wuelton Marcelo Monteiro, docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Foram diplomados os pesquisadores: Fernanda de Pinho Werneck, do INPA; José Júlio de Toledo, da Universidade Federal do Amapá (Unifap); José Nazareno Vieira Gomes, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Joyce Kelly do Rosário da Silva, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Wuelton Marcelo Monteiro, pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), professor adjunto da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

 

 

Estudantes do 6º CMPM recebem palestras e exposições do ILMD/ Fiocruz Amazônia

Com a proposta de incentivar, fomentar e apoiar o ensino e a pesquisa no âmbito escolar, o 6º Colégio Militar da Policia Militar do Amazonas (CMPM) – Escola Estadual Senador Evandro das Neves Carreira, realizou entre os dias 29 e 31 de agosto, a I Semana de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com o tema: “Educação em Saúde para viver melhor”.

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou do evento, por meio de apresentações de palestras e exposições. Um dos destaques entre as atividades apresentadas pela equipe da Fiocruz Amazônia, foi a exposição entomológica, bacteriana e de fungos, realizada pelos Laboratórios de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), e de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do ILMD.

“Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” foi o tema da palestra ministrada pela pesquisadora Rita Bacuri. Já a palestra ministrada por Layssa do Carmo, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), abordou a temática “micoses e doenças de pele”.

Os alunos puderam conferir ainda uma exposição de banners sobre a vida e obra do biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista brasileiro, Carlos Chagas, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, o pesquisador iniciou sua carreira no combate à malária.

O 6º CMPM fica situado à Avenida Felicidade s/n, no Conjunto Viver Melhor, Bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, e segue o modelo de administração dos demais Colégios sob Gestão da Policia Militar do Amazonas.

A ação visa potencializar as pesquisas realizadas no Instituto, por meio da divulgação dos resultados científicos e tecnológicos para além da academia, por meio de estratégias que alcancem a sociedade, realizando, assim, a popularização da ciência.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Foto: Edmilson Bibiani