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(Foto: Eduardo Gomes)

Fiocruz Amazônia abre inscrições para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre na próxima segunda-feira (24/4) as inscrições para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). O prazo termina dia 16 de maio, e a seleção seguirá quatro etapas: homologação das inscrições; prova escrita; entrega da documentação para a quarta etapa; e prova de inglês e prova oral (projeto de pesquisa e Currículo Lattes).

Serão oferecidas 12 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com nove vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com três vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 28 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 24 de maio.

Para mais informações, consulte a chamada pública.

Foto: Érico Xavier

Coleção biológica da Fiocruz Amazônia abriga diversidade de fungos e bactérias da região

Você sabe o que são coleções biológicas? são conjuntos de organismos, organizados para fornecer informações sobre a procedência, coleta e identificação de cada um de seus espécimes. As coleções biológicas podem ser divididas em categorias como: microbiológicas, zoológicas, histopatológicas e coleções de botânica.

De grande relevância para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento de novas pesquisas na área da saúde, as coleções microbiológicas são responsáveis por organizar, classificar e documentar amostras, tornando-as disponíveis para o acesso de pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Pensando nisso, em 2001, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), à época Escritório Técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na região, inseriu em sua política institucional as Coleções Biológicas, como eixo agregador de suas pesquisas. Atualmente, o acervo conta com 600 exemplares de bactérias e 1.200 amostras de fungos de grande importância para pesquisas que beneficiam a saúde humana.

(Foto: Érico Xavier)

(Foto: Érico Xavier)

Na Coleção de Bactérias da Amazônia (CBAM), encontram-se amostras provenientes de doenças diarreicas, infecções hospitalares, entre outras, enquanto que na Coleção de Fungos da Amazônia (CFAM) agrupam-se algumas leveduras provenientes de candidíases, ou seja, infecção fúngica causada por qualquer tipo do fungo Candida, que apresentam-se sob a forma unicelular, invisíveis a olho nu. A doença pode ser provocada por mais de vinte tipos de fungos do género Candida, um tipo de levedura, dos quais a Candida albicans é o mais comum.

Entre os principais tipos de bactérias que podem ser encontrados na coleção estão: Salmonella spp, Escherichia coli, Shigella spp, Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. Já os fungos estão representados por diferentes gêneros, como: Aspergillus spp, Penicillium spp, Trichoderma spp, Fusarium spp, leveduras e leveduras negras.

Foto: Eduardo Gomes

(Foto: Eduardo Gomes)

Segundo a Curadora das Coleções Biológicas e Pesquisadora do Instituto, Ormezinda Fernandes, “projetos de cunho biotecnológico estão sendo desenvolvidos, no intuito de apresentar protótipos de fármacos com potencialidades para atuar no combate de doenças como tuberculose e doenças diarreicas, além de estudos visando a produção de enzimas, corantes, biossulfactantes, antitumorais, antioxidantes e antimicrobianos com aplicabilidade na indústria da saúde”.

O escopo da Coleção é constituído por amostras provenientes do ambiente e de amostras clinicas, são microrganismos de risco biológico 2, ou seja, apresentam risco moderado para o manipulador e fraco para a comunidade e há sempre um tratamento preventivo. “A CFAM é constituída por amostras provenientes dos mais diversos substratos e ambientes, tais como ar, solo, vegetais, água, homem, animais silvestres e domésticos. A CBAM, possui suas linhagens provenientes de amostras clínicas como orofaringe e fezes humanas, e do meio ambiente como água dos rios, igarapés, plantas, solo e microbiota bucal de animais”, destacou Ormezinda Fernandes.

SERVIÇOS

As duas coleções realizam aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras, caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamentos. Além disso, a Coleção Biológica do ILMD/ Fiocruz Amazônia realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos, e realizando ainda orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

O material biológico é disponibilizado a pesquisadores, alunos de Iniciação Científica (IC), mestrandos, doutorandos, instituições públicas e privadas de pesquisa, indústrias, mediante formulário de solicitação. O primeiro contato deve ser feito através dos e-mails cbam@fiocruz.br e cfam@fiocruz.br, e caso a coleção detenha a amostra solicitada, um formulário será enviado ao requente.

As amostras contam com os seguintes dados de coleta: número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

(Foto: Érico Xavier)

(Foto: Érico Xavier)

CARACTERIZAÇÃO TAXONÔMICA

A CBAM identifica e autentica as culturas bacterianas utilizando testes bioquímicos e por métodos genotípicos. O serviço pode ser oferecido independente da solicitação de depósito, neste caso, as culturas identificadas não são depositadas na coleção. Toda caracterização é realizada mediante o preenchimento de fichas de solicitação e termo de compromisso de utilização da cultura.

CREDENCIAMENTO

As Coleções de fungos e bactérias do ILMD/ Fiocruz Amazônia são filiadas a World Federation for Culture Collection (WFCC), e credenciadas como fieis depositárias pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN) do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Além disso, estão Integradas no Centro de Referência de Informação Ambiental (CRIA), Sistema de Informação de Coleções de Interesse Biotecnológico (SICoL), Sistema de Informação Distribuído para Coleções Biológicas (Rede Species Link) e Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr).

Ormezinda Fernandes, relatou também que pesquisadores do ILMD/ Fiocruz Amazônia, junto ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), estudam a criação de uma rede estadual de coleções biológicas. “Estamos juntamente com colegas do INPA, tentando criar uma rede de Coleções Biológicas do Amazonas, por entendermos o valor e a importância estratégica de mantermos nossas coleções, visto que são a base para consultas e pesquisas, sendo representativos da biodiversidade e do patrimônio genético do País”, enfatizou.

SOBRE O ILMD

O Instituto produz conhecimento científico, tecnológico e de inovação em saúde, integrados ao conhecimento cultural na Amazônia. Para isso, desenvolve projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando dados essenciais para a criação de políticas públicas que proporcionam a melhoria da qualidade de vida da sociedade em geral.

Acesse as Coleções Biológicas de Fungos e Bactérias da Fiocruz Amazônia.

Palestra vai abordar aplicações de raio-x na biotecnologia

A biotecnologia cuida normalmente da parte orgânica das substâncias, e nisso os métodos de Raios-X podem auxiliar com a determinação das estruturas tridimensionais destas moléculas. Para expor a utilização desses métodos, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta no dia 7/4, às 9h, a palestra “Métodos de raio-x e suas aplicações na Biotecnologia”, a ser ministrada pela Dra. Cláudia Cândida, pesquisadora do Grupo Crowfoot, e professora do curso de engenharia química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo Cândida, os elementos inorgânicos podem influenciar na ação antioxidante, na coordenação de moléculas complexas utilizadas como fármacos, bem como serem extraídos e influenciar na toxicidade do produto final.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Cláudia Cândida é graduada em Química e doutora em Físico-Química pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professora do curso de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde é líder do Grupo Crowfoot de Métodos de Raios-X de pesquisa.

Trabalha principalmente com os seguintes temas: cristalografia, química quântica (método semi-empírico), quimiometria, deternimação de estruturas de pequenas moléculas por difração de raios-X por monocristais, difração de raios-X por amostras policristalinas e fluorescência de raios-X.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Divulgação

(Foto: Bernardo Portella

Febre Amarela: até 9 milhões de doses da vacina por mês

O Instituto Tecnológico em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, é o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela. Bio-Manguinhos é também o principal fornecedor de vacinas do Ministério da Saúde e sua produção é feita a partir da previsão anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em situações de rotina, a produção mensal da vacina de febre amarela em Bio-Manguinhos é de 4 milhões de doses. Em função do aumento da demanda e da priorização por este insumo, atualmente a produção está em 6 milhões de doses. O Instituto, no entanto, tem capacidade para produzir 9 milhões de doses por mês, o que representam 108 milhões anuais.

As vacinas produzidas em Bio-Manguinhos são transportadas em caminhões frigoríficos para o Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), permanecendo em câmaras frias até a aprovação dos lotes de vacinas e diluentes pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). Uma vez liberados os lotes, o Cenadi os envia em caixas térmicas para as coordenações estaduais de Saúde, que por sua vez encaminham para as centrais regionais, onde as vacinas ficam armazenadas. Então os representantes dos postos de vacinação retiram a quantidade necessária para um determinado período na região em que atuam.

Até quarta-feira (29/3) foram confirmados 574 casos de febre amarela no país. Ao todo, foram notificados 1.987 casos suspeitos, sendo que 487 permanecem em investigação e 926 foram descartados. Dos 282 óbitos notificados, 187 foram confirmados, 71 ainda são investigados e 24 foram descartados.

A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento também estão sendo vacinadas de forma escalonada as populações de Rio de Janeiro e Espírito Santo. As pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.

Desde o início deste ano o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 20,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,7 milhões), Espírito Santo (3,6 milhões), Rio de Janeiro (3,3 milhões) e Bahia (1,4 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,1 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da Federação.

Fonte: AFN, por Ricardo Valverde

Recursos permitiram abertura de novos serviços de assistência às crianças com a microcefalia e possibilitarão estudos relacionados às três doenças: dengue, Zika e chikungunya

Ministério da Saúde destina R$ 135,2 milhões para reabilitação e pesquisas

O Ministério da Saúde está investindo cerca de R$ 135,2 milhões na abertura de novos serviços de saúde para assistência às crianças com a síndrome congênita da zika e também para financiar pesquisas relacionadas às doenças causadas pelo Aedes aegypti. Para ampliar a assistência, foram destinados R$ 125,2 milhões à habilitação de Centros Especializados em Reabilitação (CER) e novas equipes de Núcleos de Apoio de Saúde da Família. Para elaboração de pesquisas sobre doenças causadas pelo mosquito, foram alocados R$ 10 milhões. Deste total, R$ 6 milhões será para criação de um banco nacional de amostras biológicas, relacionados às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como sangue, urina e saliva.

O anúncio dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (29/03), durante a abertura do 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika).

“Há um esforço do Governo Federal na produção de conhecimento sobre Zika, não só para atender a demanda interna, mas também para compartilhar com o resto do mundo”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

ASSISTÊNCIA

Desde outubro do ano passado, as crianças com síndrome congênita de Zika contam com 52 novos CER´s. Por ano, o Ministério da Saúde repassará R$ 114,3 milhões para o custeio dessas unidades. Esses Centros são referência na reabilitação e oferecem serviços como, por exemplo, estimulação precoce. Atualmente existem no país 187 CERs.

Também foram destinados recursos, na ordem de R$ 10,9 milhões por ano, para custear 51 novas equipes para o Núcleo de Apoio de Saúde da Família. Essas equipes contam com profissionais de fisioterapia, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogos.

Outra medida que permitiu a assistência adequada às crianças com a síndrome foi a estratégia de ação rápida. Dos 2.347 casos de microcefalia confirmados no país entre março e outubro de 2016, 80% (1.898) receberam atendimento na atenção especializada. Esse serviço é a porta de entrada para a assistência, já que é lá onde o médico identifica e avalia qual o tratamento que cada criança precisa. “Todos nós, governo federal, estados e municípios, temos que identificar a síndrome o mais rápido possível e, desta forma, encaminhar essas crianças para o atendimento adequado”, afirmou Ricardo Barros.

Outra ação que ampliou a assistência foi a oferta de capacitações, tanto para profissionais quanto para as famílias e cuidadores que lidam com a síndrome congênita de zika. Em parceria com a Unicef, foram capacitados, em estimulação precoce, 133 profissionais de saúde, educação e proteção social, e 380 famílias e cuidadores. Também estão sendo oferecidos cursos de estimulação precoce e triagem ocular à distância pela Universidade Aberta do SUS (Una-SUS), que já contam com 16.139 matriculados. Até março deste ano foram confirmados 2.542 casos de microcefalia, sendo 63 prováveis, 4.152 estão em investigação e 5.516 descartados.

PESQUISAS

O recurso de R$ 10 milhões será financiado por emendas que contemplam o Plano de Enfrentamento ao Aedes e suas Consequências, deste ano.

O Biobanco servirá de suporte aos especialistas e pesquisadores, permitindo que análises futuras possam ser realizadas com a ajuda destes materiais. O Ministério da Saúde auxiliará a rede na coordenação do banco, juntamente a centros de pesquisas que ainda serão definidos. A ideia é que a estruturação do Biobanco se inicie ainda em 2017.

Ainda serão definidas prioridades de pesquisas relacionadas à Chikungunya, com previsão de um estudo de abrangência nacional. Além disso, o Ministério da Saúde pretende auxiliar pesquisadores a publicarem artigos de grande impacto relacionados às arboviroses. Ao todo, já foram investidos, pelo Governo Federal, mais de R$ 250 milhões no financiamento de pesquisas relacionadas às três doenças causadas pelo Aedes.

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

As medidas de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, realizadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios, têm sido intensificadas desde o final de 2015, com a identificação do Zika e suas consequências como a microcefalia e outras alterações em bebês cujas mães são infectadas pelo vírus durante a gravidez. O conjunto de ações voltadas para a eliminação do mosquito resultou na queda expressiva nos casos de dengue, zika e chikungunya.

Em 2017 (até 25 de março) foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 97%, passando de 411 (em 2016) para 11, em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Até 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos, neste mesmo período.

Também até 25 de março, o Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

O Ministério da Saúde adquiriu, neste ano, 54 veículos para apoiar as ações de vigilância. Os veículos serão enviados aos estados brasileiros. Além disso, também foram adquiridos outros 18 carros para montagem de equipamentos de pulverização de inseticidas contra o mosquito Aedes aegypti.

CONTROLE NACIONAL

Em 2015, foi criada a Sala Nacional de Coordenação e Controle, além de 27 Salas Estaduais e 2.029 Salas Municipais, com o objetivo de gerenciar e monitorar as iniciativas de mobilização e combate ao vetor, bem como a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. A Sala Nacional é coordenada pelo Ministério da Saúde e conta com a presença dos integrantes de outras oito pastas federais.

No primeiro ciclo de visitas domiciliares de 2017 (janeiro e fevereiro), foram visitados 41,8 milhões de imóveis em todo o país. No total, 34,9 milhões foram vistoriados (83,5%) e em 6,8 milhões, houve recusa ou estavam fechados.

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (29), o livro “Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS”, que reúne, em um único volume, a experiência do período de um ano de trabalho intensivo para identificar a causa do surto de microcefalia, que atingiu o país a partir do final do ano de 2015. O material detalha todo o processo da descoberta da origem do agravo e suas consequências.

ENCONTRO

Cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, gestores, profissionais da saúde, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), do Center for Disease Control and Prevention (CDC) e da Global Research Collaboration for Infectious Disease Preparedness (GloPID-R), bem como do setor produtivo público e privado, participarão desse encontro. Foram convidados todos os secretários de saúde estaduais e também gestores de secretarias municipais de locais em que a epidemia de zika, chikungunya, ou dengue teve maior impacto.

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) citou a Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika), como um bom exemplo de resposta rápida e eficaz para o enfrentamento da emergência de Zika no país. A Renezika foi apresentada como uma rede que congrega especialistas que contribuem para os avanços científicos e tecnológicos, fornecendo evidências que subsidiam a execução de políticas públicas.

Fonte: Portal da Saúde, por Victor Maciel e Camila Bogaz

(Foto: Erico Xavier)

Centro de Estudos vai abordar coleções biológicas como fonte de conhecimento

Você sabe o que são coleções biológicas? As coleções biológicas são responsáveis por documentar a biodiversidade, são registros da variação morfológica e genética, da distribuição geográfica, preservando informações de grande utilidade para o desenvolvimento de pesquisas no mundo inteiro.

Para falar sobre coleções biológicas como fontes de conhecimento, o Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta no dia (31/03), às 9h, a palestra “Coleções Biológicas: fonte dinâmica e permanente de conhecimento”, a ser ministrada pela Dra. Ormezinda Fernandes, pesquisadora e curadora da coleção biológica do ILMD.

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

SOBRE A PALESTRA

A apresentação vai abordar os tipos de coleções biológicas, e apresentar o histórico e atividades desenvolvidas na coleção biológica do Instituto, dividida em duas coleções: Coleção de Bactérias da Amazônia (CBAM) e Coleção de Fungos da Amazônia (CFAM).

Para Ormezinda Fernandes, a preservação das amostras pode colaborar com o desenvolvimento de outras pesquisas. “Através desse material armazenado, catalogado e preservado da maneira adequada, o pesquisador tem uma possibilidade maior de acessar a coleção para verificar se existe a amostra de interesse dele, sem precisar ir a campo”

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

FUNGOS E BACTÉRIAS

A coleção biológica conta com amostras de fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificados e conservados. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma, e foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica. As bacterianas são provenientes de amostras clínicas (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais).

As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto por linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileira, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Ormezinda Fernandes é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mestre em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Programa Multi-institucional de Pós-graduação em Biotecnologia pela Ufam. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Biologia e Fisiologia dos Microorganismos.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado na rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Flebótomos apresentam facilidade de adaptação em áreas de peridomicílios

Associados geralmente a áreas de florestas, alguns insetos apresentam facilidade de adaptação e provável reprodução em áreas de peridomicílio. O alerta foi feito no último encontro do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante a palestra “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”, ministrada pelo pesquisador e professor do ILMD, Dr. Felipe Arley Pessoa.

Segundo Pessoa, “durante muitos anos os flebótomos, vetores de leishmaniose, foram associados a áreas de floresta ou áreas tipicamente rurais”. Acreditava-se que ao adentrarem as florestas, em contato com os insetos infectados, as pessoas eram contaminadas e posteriormente desenvolveriam sintomas da doença.

Nos últimos anos, pesquisas realizadas no Nordeste e no Suldeste do Brasil, indicam que duas espécies apresentaram bom desenvolvimento no convívio humano. “Esses insetos possuem um índice de abundância muito grande no peridomicílio, mas quando você vai investigar a quantidade de espécies de flebótomos associados com sua abundância, o valor fica muito baixo. Em uma região que encontraríamos entre 25 e 30 espécies de flebotomíneos, apenas duas ou três estavam associadas ao ambiente urbano”, explicou Pessoa.

Apesar de estar sendo pouco acompanhado na Região Amazônica, o pesquisador ressalta que alguns estudos realizados na Comunidade do Rio Pardo, distante aproximadamente 200 quilômetros de Manaus, mostram que o comportamento dos insetos pode estar avançando próximo ao convívio humano. “Aqui na região Amazônica, estamos conseguindo acompanhar em um projeto com flebotomíneos, e observamos que o índice de diversidade e abundância desses insetos em áreas de peridomicílio são muito próximo do que estamos encontrando em floresta”.

FLEBÓTOMOS

Os flebótomos são pequenos insetos, que chegam a medir de 1 a 3 mm de comprimento, e podem ser encontrados ao redor das residências em locais sombreados e com matéria orgânica, como galinheiros, chiqueiros, canis e em lixeiras. As fêmeas precisam ingerir sangue para o desenvolvimento dos ovos e, dessa forma, picam tanto o cão quanto o homem, principalmente durante a estação chuvosa quando invadem as residências.

Ao picar o cão ou o homem, o flebótomo pode transmitir o protozoário chamado Leishmania chagasi, responsável, no Brasil, pela Leishmaniose visceral e tegumentar. Uma vez infectado o cão torna-se reservatório da doença, e pode ser fonte de infecção para outros animais ou mesmo para seres humanos que vivem ao seu redor.

(Foto: Eduardo Gomes)

(Foto: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

 

 

 

Especialistas debatem sobre classificação indígena nos censos demográficos

“As categorias de identidade indígena se transformaram em termos de percepção social ao longo das últimas décadas”, destacou o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Ricardo Ventura, durante a última reunião do seminário de pesquisa do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O encontro realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) reuniu indígenas, antropólogos, cientistas sociais e profissionais da área da saúde pública.

A palestra de Ricardo Ventura abordou questões teóricas e metodológicas envolvidas na captação de dados sobre indígenas pelos censos demográficos no País, trazendo exemplos do Amazonas. “As perguntas sobre classificação de cor e raça dentro de um censo estão presentes desde a década de 40. Há uma discussão muito importante de cientistas sociais, participando desse debate sobre sistema classificatório, que certamente influencia nas categorias, no âmbito do censo ao longo dessas décadas”, explicou.

Ricardo Ventura (Foto: Eduardo Gomes)

Na ocasião, o pesquisador lembrou avanços significativos sobre as questões demográficas na classificação dos indígenas no Brasil, conduzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Ventura, no Censo de 1991 foi incluída a categoria indígena como mais uma opção de resposta para a pergunta sobre cor e raça, presente no questionário aplicado pelo Instituto, o que se repetiu em 2000.

No censo de 2010, o questionamento sobre cor e raça, que até 2000 era investigado apenas no questionário da amostra, passou a contemplar também o questionário básico. Além disso, Ventura lembrou também que no último censo, se a pessoa se declarava indígena, eram feitas perguntas adicionais sobre pertencimento étnico e línguas faladas.

INVISIBILIDADE SOCIODEMOGRÁFICA

Durante a apresentação, o pesquisador chamou a atenção para a redução no número de autodeclarados indígenas em áreas urbanas. Segundo ele, é possível que a inclusão das perguntas sobre pertencimento étnico e língua falada tenha influenciado a declaração de ser ou não indígena, por parte dos entrevistados.

Ventura acredita que a constante interlocução entre demógrafos e antropólogos, poderá estruturar métodos relevantes para a contínua inserção dos povos indígenas nos censos nacionais. “Mesmo frente aos muitos desafios, trilha-se no Brasil uma bem-sucedida trajetória de incluir os indígenas nas estatísticas nacionais e, com isso, reduzir sua invisibilidade sociodemográfica, com implicações importantes para fins de políticas públicas, inclusive na área da saúde”.

(Foto: Eduardo Gomes)

(Foto: Eduardo Gomes)

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

SOBRE O NEAI

O NEAI é um grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e ao Departamento de Antropologia da Ufam. O grupo reúne pesquisadores, professores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, que se dedicam ao estudo e pesquisas sobre temas relacionados aos povos e comunidades tradicionais.

O núcleo desenvolve suas ações através de pesquisas coletivas e individuais, projetos de extensão, encontros, palestras, seminários, seções de estudo e cursos de curta duração.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

 

 

 

 

 

Foto: ENSP/Fiocruz

Seminário sobre indígenas na Amazônia e censos nacionais

“Qual é o indígena da Amazônia que emerge a partir dos censos nacionais?”, este é o tema da palestra que Ricardo Ventura, especialista em demografia indígena, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordará no Seminário de Pesquisa do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que será realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O evento acontece na próxima quinta-feira, 23/3, às 14h, na sala 12, do NEAI,  na  Faculdade de Direito da Ufam, à avenida. Gal. Rodrigo Octávio Jordão Ramos, 6200 – Coroado.

A palestra de Ricardo Ventura vai abordar questões teóricas e metodológicas envolvidas na captação de dados sobre indígenas pelos censos demográficos no País, trazendo exemplos do Amazonas. Serão também abordados aos desafios que se colocam para a coleta de dados sobre as populações indígenas no Censo 2020.

SOBRE O NEAI

O NEAI é um grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e ao Departamento de Antropologia da Ufam. O grupo congrega pesquisadores, professores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, que se dedicam ao estudo e pesquisas sobre temas e problemas relacionados aos povos e comunidades tradicionais.

Os resultados de suas atividades objetivam contribuir para o fortalecimento da pesquisa em Etnologia e subsidiar atividades de ensino, extensão e intervenção. O NEAI desenvolve suas ações através de pesquisas coletivas e individuais, projetos de extensão, encontros, palestras, seminários, seções de estudo e cursos de curta duração.

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O seminário é aberto ao público.

SOBRE O PALESTRANTE

Ricardo Ventura é graduado em Biologia pela Universidade de Brasília,  Mestre e Doutor em Antropologia pela Indiana University, pós-doutorado em Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na University of Massachusetts (1998-99), assim como no Max Planck Institute for the History of Science, Berlin. É Professor Titular no Dept. Antropologia do Museu Nacional – MN/ UFRJ e Pesquisador Titular na Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

*Com informações do NEAI

Foto: ENSP/Fiocruz

 

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Ciência em Pauta apresenta “A Trajetória da Mulher na Ciência”

Especialmente neste mês de março o Instituto Leônidas e Maria de Deane/ILMD Fiocruz Amazônia será Instituto Maria e Leônidas Deane. A mudança foi anunciada pelo diretor da unidade, Sérgio Luz, durante atividade de popularização da ciência, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, destinada a estudantes do ensino médio.

Na pauta da atividade, foi discutida A Trajetória da Mulher na Ciência, em painel apresentado pelas pesquisadoras Claudia Rios Velasquez, Michele de Araújo El Kadri, e Evelyne Marie Mainbourg. A ação integra o ciclo de palestras de popularização e divulgação científica Ciência em Pauta.

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Claudia Rios Velasquez, Evelyne Mainbourg e Michele El Kadri

Para a pesquisadora Michele El Kadrin, o esforço que a mulher tem que desempenhar como pesquisadora, não é muito diferente da dedicação que ela tem que assumir em outras carreiras profissionais, ou seja, muito estudo e empenho.
Claudia Velasquez destacou a importância de se fazer conexões com áreas que se tem habilidade e preferência na hora de se ter que optar uma profissão, e exemplificou com sua trajetória até chegar à pesquisa, pois ainda muito jovem já sabia que queria atuar com biologia ou com biblioteconomia, então reuniu as duas coisas e hoje é pesquisadora.

Para Evelyne Mainbourg, a curiosidade foi um dos ingredientes que a levaram à pesquisa. Ela admite ser desde muito jovem curiosa para saber o porquê das coisas e como elas acontecem. Lembra que as aulas no laboratório de biologia sempre a impressionaram bastante e já sinalizavam sua escolha em ciências da saúde, conhecimento complementado posteriormente com outras formações na área de humanas.

EQUIDADE
Com a exposição sobre suas experiências acadêmicas e profissionais, as pesquisadoras suscitaram também o debate sobre a luta das mulheres pela equidade profissional e salarial, momento em que os estudantes manifestaram-se sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, bem como fizeram perguntas sobre a atuação da mulher na academia.
Para a estudante Isabele Moraes, o encontro com as pesquisadoras foi muito proveitoso, pois pensa em cursar Biologia, “por motivos pessoais, penso em seguir na área da pesquisa, em especial pesquisa na área da saúde”, admite.

O estudante Caio Oliveira disse ter ficado muito satisfeito com o bate-papo com as pesquisadoras, pois “tirou várias dúvidas sobre as atividades de pesquisa e adquiriu mais conhecimento”, o que é relevante para um finalista do ensino médio.

Emilly de Souza disse ter gostado muito da palestra, mas ainda está em dúvida entre arquitetura e dança. Já Anna Júlia, admitiu que sempre teve curiosidade sobre o trabalho na pesquisa, principalmente em área diferente da que ela já escolheu, com a conversa com as pesquisadoras pode ter contato com outras experiências e saber de outras realidades profissionais.

CIÊNCIA EM PAUTA
Com o objetivo de divulgar e popularizar a ciência, o ILMD/Fiocruz Amazônia inicia com o painel A Trajetória da Mulher na Ciência, um ciclo de palestras com pesquisadores do instituto e a sociedade, visando promover o diálogo entre cientistas e público em geral sobre diversos assuntos, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.
Para Sérgio Luz, o ciclo de palestras Ciência em Pauta inicia num momento bastante significativo, não só por ser o Dia Internacional da Mulher, mas principalmente pelo fato da Fiocruz, em seu centenário, estar sendo pela primeira vez presidida por uma mulher, além disso hoje a representatividade da mulher no mercado de trabalho e na educação é superior à participação dos homens.

A próxima atividade do Ciência em Pauta está prevista para o mês de maio, em data a ser confirmada.

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Maria Deane

MARIA DEANE
Em reconhecimento a uma vida dedicada à saúde pública no Brasil, principalmente na Amazônia, a Fiocruz homenageou os cientistas Leônidas de Mello Deane e Maria José Von Paumgartten Deane, dando à sua unidade na Amazônia, o nome do casal.
Neste mês de março, a unidade adotará em suas matérias de divulgação científica o nome Instituto Maria e Leônidas Deane, em homenagem especial à Maria Deane (1916-1995), protozoologista, que registrou significativas descobertas sobre leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas, durante a carreira científica, iniciada em 1936. Sobre a doença de Chagas, desenvolveu importantes estudos a respeito do agente desta moléstia: Trypanosoma cruzi.
A expectativa é de que com essa alteração simbólica o instituto chame a atenção da sociedade sobre a responsabilidade de homens e mulheres na luta pelo respeito às diferenças e à luta das mulheres pela garantia de seus direitos sociais, econômicos e políticos.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes, e do arquivo IOC/Fiocruz