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Nota de pesar pelo falecimento de Antônio Levino da Silva Neto

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) comunica, com pesar, o falecimento do médico, pesquisador e professor Antônio Levino da Silva Neto, em Manaus. O velório ocorre hoje (21/4),  até às 16h, na Funerária Canaã, à rua Major Gabriel, 1833, Centro, de onde sairá para o Cemitério São João Batista.

Além de sua atuação no ILMD/Fiocruz Amazônia, Antônio Levino foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), orientador permanente e subcoordenador do Programa Multi-institucional de Pós-Graduação em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia (PPGSSEA), da Ufam/Fiocruz, e trabalhou principalmente com temas relacionados  à saúde coletiva,  saúde pública, políticas públicas na área de saúde, avaliação de programas e serviços de saúde, saúde em áreas de fronteira, geoprocessamento, epidemiologia e educação em saúde.

Com a morte de Antônio Levino, o Amazonas perde um brilhante profissional, comprometido com a ciência e com a educação.

Por Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
O projeto é desenvolvido é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Fiocruz Amazônia e Susam realizam oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde

Começa hoje, 18/4, e vai até quinta-feira, 20/4, a oficina de trocas de saberes, do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”. A atividade acontece no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), das 8h às 17h (dias 18 e 19), e das 8h às 12h ( dia 20).

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), através do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam), com financiamento do Ministério da Saúde (MS).

A atividade visa valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas. O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para 2018.

TROCA DE SABERES

Durante três dias, parteiras do Amazonas, gestores e profissionais da saúde participam de rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, as técnicas utilizadas na oficina são entrevistas, grupo focal e usuário-guia. Para o mapeamento, a metodologia utilizada será a da cartografia social, que produzirá os mapas juntamente com as parteiras a partir da noção de territorialidade, ou seja, dos usos e significados dos territórios. “Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as nossas concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios”, destacou o coordenador.

Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Desse modo, estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia”, concluiu.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Assessoria Lahpsa/Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento

O encontro reuniu alunos, bolsistas, pesquisadores, servidores e demais colaboradores do ILMD.

Diagnóstico organizacional é apresentado na III Jornada de Pesquisa do ILMD

“Este trabalho é marco histórico que vai estimular e mudar o curso desta unidade”, assim Wilson Savino, diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador Estratégico de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, referiu-se à III Jornada de Pesquisa do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida na segunda-feira, 10/4, no Salão Canoas, na sede do Instituto.

O encontro reuniu alunos, bolsistas, pesquisadores, servidores e demais colaboradores do ILMD durante todo o dia para apresentar dados da produção geral de 2013-2016 da Fiocruz Amazônia, tanto em pesquisa, como no ensino.

Wilson Savino (IOC/Fiocruz) e Rodrigo Correa de Oliveira (VPPCB/Fiocruz). Foto: Eduardo Gomes.

Wilson Savino (IOC/Fiocruz) e Rodrigo Correa de Oliveira (VPPCB/Fiocruz). Foto: Eduardo Gomes.

Para ter uma visão geral da Unidade e de seu desempenho, participaram do encontro, Wilson Savino (IOC/Fiocruz)  e Rodrigo Correa de Oliveira, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) da Fiocruz.

Segundo Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a Jornada teve por finalidade apresentar a realidade institucional nas áreas de gestão, ensino, pesquisa e inovação, com a finalidade de identificar necessidades e buscar estratégias para vencer os desafios atuais e futuros.

Rodrigo Oliveira ressaltou a importância da Jornada e de todo o trabalho realizado para identificar lacunas na Unidade e buscar estratégias para avançar em todas as áreas. Para ele, é a partir daí que se pode encontrar caminhos para superar os desafios da inovação, ensino, laboratórios e integração.

Exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico foram distribuídos. Foto: Eduardo Gomes.

Exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico foram distribuídos. Foto: Eduardo Gomes.

DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL

Durante o evento foi apresentado pelas professoras Muriel Saragoussi e Maria Olívia Simão, ambas do Projeto de Gestão e Desenvolvimento Institucional (PDGI), o Diagnóstico Organizacional do ILMD que teve como base informações referentes ao período de 2013 a 2016.

As informações apresentadas pelo diagnóstico foram geradas a partir de relatórios, entrevistas, dados e percepções de técnicos e gestores de diferentes setores da instituição, compreendendo tanto as áreas de ensino, pesquisa e inovação quanto a de gestão.

Durante o evento foram distribuídos exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico.

INOVAÇÕES

Entre as ações inovadoras do ILMD destacadas durante o evento, o vice-diretor de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca apontou duas: o Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde: Ensino Médio Indígena, realizado pelo Instituto e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/ Fiocruz), e os novos ensaios, que começarão ainda em 2017, com a utilização das estações disseminadoras de larvicida, para o controle de surtos epidêmicos como os vírus zika, dengue ou chikungunya.

ENSINO

Na área de Ensino foi apresentada pela vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD, Luiza Garnelo, dados da avaliação da produção acadêmica dos docentes da Unidade, considerando as perspectivas global e per capita docente, bem como os resultados do Indicador intermediário de educação e formação do ILMD – Percentual de Execução das metas de ensino do Plano Anual (PEPA)  referentes ao período  2013 -2016.

Todos os dados apresentados e considerações feitas geraram um registro da atuação da Fiocruz Amazônia e motivam considerações e reflexões sobre a realidade e desafios da Unidade para os próximos anos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

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Conversar sobre depressão é preciso

“Depressão: vamos conversar” é o lema da campanha lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Segundo estimativas da OMS, no período de 2005 a 2015 houve um aumento de 18% no número de pessoas que vivem com depressão. Quase sete em cada 10 pessoas com depressão, nas Américas, não recebem o tratamento que necessitam.

O médico psiquiatra e pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Maximiliano Loiola Ponte, considera a temática da campanha da OMS muito importante visto que a depressão ainda é um tema negligenciado no sistema de saúde.

A depressão causa sofrimento ao indivíduo, a seus familiares, tem uma forte associação com o suicídio, e é um grave fator de afastamento do trabalho, além de piorar o prognóstico de doenças como diabetes e cardíacas.

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

“A depressão não é tão visível como algo que dá num exame, ou algo que a gente possa medir, daí a importância deste tema, mas é preciso lembrar que a depressão é uma condição que não é igual a tristeza. A tristeza todos nós temos, é normal, é importante que a tenhamos, ela é necessária para refletirmos sobre a vida, e para que os outros percebam que a gente precisa de ajuda. Como diz o poeta Vinícius de Moraes: pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza … – mas, o que difere a depressão da tristeza é o caráter continuado da depressão, a pessoa fica por pelo menos duas semanas com a tristeza, com o desânimo, com a desesperança, com dificuldades de se concentrar, de tomar decisões, de se alimentar, no sono, no desejo sexual, e tudo isso de forma constante, que não alivia nem quando coisas boas acontecem”, explica Maximiliano.

O pesquisador alerta que tem grupos em situação de vulnerabilidade como idosos e presos em que se torna ainda mais difícil se reconhecer a presença de sintomas depressivos. No entanto, não é incomum pessoas deprimidas sentirem-se mal, e buscarem tratamento no sistema público de saúde. “Mas é preciso que se verifique a rede de assistência psicossocial, precisamos entender que este é um problema de alta prevalência, que precisa ser abordado nos diferentes níveis de atenção”, recomenda.

Vamos conversar

A OMS alerta para as necessidades de investimentos em saúde mental e de acesso a um atendimento efetivo da depressão, pois negligenciar a doença causa um alto custo às nações.

Para Maximiliano Ponte a campanha indica uma reflexão sobre quem deve ser chamado para uma conversa, ou seja, esta conversa deve ser estabelecida com vários atores, entre eles gestores e profissionais de saúde – para que possam identificar a comorbidade com o quadro depressivo, ainda nos níveis primários do atendimento; precisa-se conversar também com a sociedade para que possa perceber as nuances entre tristeza e depressão; com os familiares da pessoa depressiva, para que possam entender e acompanhá-la;  e com a própria pessoa depressiva, para que ela possa entender a doença.

Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão. As estimativas foram divulgadas em 30 de março, pouco antes do Dia Mundial da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Com informações da Opas/OMS.

O evento é realizado pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Secretários municipais de saúde do AM discutem Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade – PMAQ

Encerra nesta sexta-feira, 24/3, o V Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas e Acolhimento aos Gestores Municipais do Estado do Amazonas. O evento é realizado pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), e iniciou no último dia 21, no Amazônia Golf Resort, no Rio Preto da Eva (AM). O tema desta edição é “Acolhimento aos novos gestores de Saúde: em busca de alternativas sustentáveis para o SUS”.

A programação do último dia de evento acontece de 8h às 11h e gira em torno da discussão sobre o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ). Nesta ocasião será debatido o processo de avaliação externa com foco na percepção das instituições avaliadoras, bem como serão discutidas também as mudanças no 3º. Ciclo do PMAQ, o papel e a importância da autoavaliação no processo de melhoria dos serviços de Atenção Básica com foco na Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade (AMAQ) Virtual e na implementação da Matriz de Intervenção.

A plenária será coordenada por Daniel de Sales Barroso, do Cosems, e terá como expositores a enfermeira Larissa Minelvino (gerente do Departamento de Atenção Básica e Ações Estratégicas –Dabe/Susam, Maria Luiza Garnelo (vice-diretora de Ensino, Comunicação e Informação do ILMD/Fiocruz Amazônia), e Esron Soares Rocha (professor da Universidade Federal do Amazonas).

SOBRE O COSEMS

O Conselho é uma entidade que representa os interesses das secretarias municipais de saúde e tem como membros-efetivos secretários de saúde.

Sua missão é fortalecer e representar o conjunto das secretarias municipais de saúde, objetivando a autonomia e intercâmbio dos municípios, bem como lutar pelos interesses coletivos e participar da formulação das políticas públicas de saúde, a fim de efetivar a consolidação do SUS e melhorar a saúde da população do estado do Amazonas.

Durante o V Congresso, o atual secretário de saúde do município de Manaquiri, Januário Neto, foi reeleito para presidir a instituição, no biênio 2017/2019.

Para mais informações sobre o Cosems-AM clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Foto: Cosems-AM

A palestra será ministrada pelo pesquisador e professor Felipe Arley Pessoa.

Centro de Estudos do ILMD promove palestra sobre flebotomíneos

Os insetos estão presentes em todos os ambientes, e algumas espécies não encontram barreiras nos espaços urbanos, pelo contrário, reproduzem-se facilmente nas cidades.  A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), traz em seu título o questionamento “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”?

O tema será abordado pelo pesquisador e professor Felipe Arley Pessoa, na sexta-feira, 24/3, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Felipe Pessoa, devido ao longo processo de desmatamento e ocupação, particularmente no Nordeste e Sudeste do País, pesquisadores observaram um processo de urbanização ou sinantropização  dos flebotomíneos e, consequentemente, a transmissão de leishmanioses em áreas urbanizadas, particularmente em áreas socioeconômicas de baixa renda.

Ele alerta que na Região Amazônica, esse processo de sinantropização dos flebótomos, ainda vem sendo pouco acompanhado, no entanto, há alguns resultados que mostram que esse fenômeno pode estar avançando em áreas ocupadas por assentamentos rurais, próximas de Manaus.

Os flebótomos são insetos pequenos que habitam em praticamente todos os ecótopos brasileiros, algumas espécies são transmissoras de leishmanioses, doenças que antes eram associadas apenas a áreas florestadas e rurais.

SOBRE O PALESTRANTE

Felipe Arley Pessoa é biólogo, graduado pela Universidade Federal do Ceará, mestre e doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e pesquisador titular em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia. Atua em Parasitologia, com ênfase em entomologia médica (ecologia, epidemiologia, sistemática e filogenia).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia  Seixas

Foto: Arquivo ILMD/Fiocruz Amazônia

O estudo foi realizado na Policlínica Cardoso Fontes, no Amazonas. Foto: Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Sintomas de tuberculose e aspergilose podem confundir especialistas

Você sabe o que é aspergilose pulmonar? Os sintomas da aspergilose pulmonar são semelhantes ao da tuberculose, porém se trata de uma doença que tem como principal agente o fungo Aspergillus fumigatus, que se instala no pulmão humano. Em estudo realizado na Policlínica Cardoso Fontes, no Amazonas, de dezembro de 2012 a novembro de 2014, com pacientes suspeitos de tuberculose pulmonar, 8% foram diagnosticados com aspergilose pulmonar, desses 61% com aspergiloma simples e 39% aspergilose pulmonar invasiva (forma mais grave).

Os dados chamam atenção pincipalmente pelo fato do Amazonas ser o primeiro estado do Brasil em incidência de casos novos de tuberculose, com registro de 2.806, em 2015, e Manaus a primeira capital, segundo dados do Ministério da Saúde.

Pesquisadores sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial. Foto: Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Pesquisadores sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial. Foto: Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Sintomas

Os sintomas das duas doenças se confundem, explica a médica e pesquisadora Joycenea Matsuda, são eles: tosse persistente, com catarro ou não, com sangue ou não; história previa de doença pulmonar; falta de ar; baixa imunidade; e, no caso da arpergilose pulmonar, observa-se no exame de raio-x do paciente lesões com características específicas de bola fúngica, além de haver um número considerável de co-morbidade diabetes e aspergilose pulmonar.

Diante disso, pesquisadores      sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial, em parceria com o programa de controle da tuberculose, para identificar a aspegilose pulmonar crônica.

A orientação foi feita em artigo dos pesquisadores Matsuda J.S. (Instituto Leônidas e Maria Deane  – ILMD/ Fiocruz Amazônia), Wanke B. (Fiocruz/RJ), Assumpção I.A. (Cardoso Fontes/AM), Balieiro A.A.S. (ILMD/Fiocruz Amazônia), Santos C.S.S. (Fundação de Medicina Tropical FMT-HVD/AM), Cavalcante R.C.S. (Laboratório Central /AM),  Muniz M.M. (Fiocruz/RJ), Torres D.R. (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia- Inpa), Martinez-Espinosa F.E. (ILMD/Fiocruz Amazônia), e Souza J.V.B. (Inpa), intitulado “Aspergilose pulmonar em pacientes de tuberculose pulmonar com baciloscopia negativa”.

Doença negligenciada

Segundo a pesquisadora Joycenea Matsuda, a aspergilose pulmonar ainda é negligenciada na Amazônia, principalmente por que a região apresenta alta prevalência de tuberculose, o que faz com que muitos dos casos de aspergilose sejam tratados clínica e radiologicamente como tuberculose crônica. Daí a importância de em março, mês de luta contra a tuberculose, se chamar atenção também para esta outra doença do pulmão.

“Os remédios são diferentes para as duas doenças: tuberculose e aspergilose pulmonar, e o atraso para iniciar o tratamento correto, sempre prejudica o paciente. Portanto, se foi iniciado o tratamento para tuberculose e o paciente não apresenta melhora, deve-se investigar outras doenças. Minha recomendação é que em pacientes com suspeita de tuberculose, mas com escarro negativo e lesões na radiografia de tórax, seja recomendado o exame de escarro para fungos, e o exame de sangue, que é sorologia para aspergilose”, orienta Matsuda.

O artigo Aspergilose pulmonar em pacientes de tuberculose pulmonar com baciloscopia negativa” está publicado no livro Diversidade microbiana da Amazônia, organizado por L. A. Oliveira e outros autores, pela editora Inpa, 2016.

Especial Fiocruz

Durante a semana do Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/3), a Agência Fiocruz de Notícias irá divulgar os principais estudos e as ações que têm sido realizados pela Fundação na luta contra a tuberculose. Para acessar o especial, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

 

Antônia Franco. (Foto: Eduardo Gomes)

De forma descontraída, ex-aluna de Maria Deane fala da cientista

“Uma mulher brava, que tinha que se impor num mundo dominado por homens”.  Esta e outras lembranças de Maria Deane foram compartilhadas por sua ex-aluna e pesquisadora, Antônia Franco, em palestra sobre a cientista, que juntamente com seu marido emprestam seus nomes à unidade da Fiocruz na Amazônia.

A palestra “Maria Deane: Lembranças de uma vida” foi proferida nesta sexta-feira, 17/3, por Antônia Franco, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e aluna de Maria Deane nos anos 80, em edição especial do Centro de Estudos.

A abertura do evento foi feita pelo diretor do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz, também ex-aluno do casal Deane, que em muito contribuiu com lembranças sobre a dupla de cientistas.

Antônia Franco trabalhou por 12 anos com o casal e lembra que Maria e Leônidas sempre foram parceiros. “Essa cumplicidade entre eles existia desde o tempo de universidade”, pois os dois nasceram no Pará e lá cursaram a universidade de medicina.

Maria Deane. (Foto: Arquivo IOC/Fiocruz)

Maria Deane. (Foto: Arquivo IOC/Fiocruz)

MARIA DEANE

Maria José von Paumgartten Deane (1916 – 1995) sempre foi uma mulher à frente de seu tempo, não media esforços em sua atuação a serviço da saúde pública. Segundo Antônia, ela dizia que todos a achavam brava, no entanto, as coisas saiam conforme o marido Leônidas queria, ele mais detalhista.

Antônia recorda ainda da perseguição política sofrida pelo casal que fez com os dois saíssem do País. Para ela, Maria era uma mulher firme, que trabalhou até seus últimos dias, sempre pesquisando, sempre atenta a tudo no laboratório.

Ela atuava na área de protozoologia, e ao lado do marido, percorreu o Norte e o Nordeste do País para investigar ocorrências de doenças como leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas.

ANTÔNIA FRANCO

Antônia Franco é graduada em Licenciatura Plena e Bacharel em Ciências Biológicas pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, mestre em Biologia Parasitária, e doutora em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz, com parte do estudo desenvolvido na Universidade de Yale (EUA). Atualmente é pesquisadora titular do Inpa.

Atuou diretamente com Maria Deane. “Conheci a Dra Deane desde o ano de minha entrada como estagiária na Fiocruz, no ano de 1982. Foi minha orientadora de mestrado, co-orientadora, de doutorado”, lembra.

Saiba mais sobre Antônia Franco.

As atividades do Centro de Estudos ocorrem às sextas-feiras. (Fotos: Eduardo Gomes)

As atividades do Centro de Estudos ocorrem às sextas-feiras. (Fotos: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza semanalmente encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde.

Atualmente, o Centro vem promovendo todas as sextas-feiras palestras para os alunos de pós-graduação e pesquisadores do ILMD/ Fiocruz Amazônia e para comunidade em geral.

Para Sérgio Luz, o Centro de Estudos do ILMD está consolidado, na medida em que vem cumprindo sua programação de atividades. “Sempre tentamos engrenar o Centro de Estudos aqui na Unidade, e dessa vez estamos conseguindo, pois nosso maior público são nossos alunos de pós-graduação. Aqui, eles têm oportunidade de encontrar os colegas, partilhar experiências e discutir suas pesquisas e trabalhos, e isso acaba sendo uma grande possibilidade de troca de conhecimento”.

As atividades são gratuitas, e todos podem participar, especialmente estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Sobre a atividade desta sexta-feira, Sérgio Luz disse que “foi uma excelente oportunidade não só pela experiência que a palestrante passou através do seu conhecimento, do tempo de trabalho, amizade e companheirismo que teve com a Dra Deane, mas também pelo sentido do que é fazer ciência, o que vai além dos papers e produção científica”.

INSTITUTO MARIA E LEÔNIDAS DEANE

Especialmente neste mês de março, a Unidade da Fiocruz na Amazônia, que se chama Instituto Leônidas e Maria Deane, em homenagem a mulher cientista está sendo chamado de Instituto Maria e Leônidas Deane.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

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Com fotos de pesquisadores, livro apresenta aspectos da Comunidade de Rio Pardo, Presidente Figueiredo (AM)

Estabelecer um diálogo através da fotografia entre pesquisadores e moradores da Comunidade do Rio Pardo, Zona Rural do Município de Presidente Figueiredo (AM) é o objetivo central do livro “Visão PARDO”, organizado pelos pesquisadores e fotógrafos Ricardo Agum, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Sávio Stoco, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e Leandro Giatti, da Faculdade de Saúde Pública (FSP/USP). A obra é um ensaio fotográfico idealizado com a proposta de narrar aspectos da realidade da Comunidade, distante aproximadamente 200 km de Manaus.
Segundo Agum, trata-se de um diálogo com a comunidade, um livro que trabalha com fotografias contemporâneas, resultado de uma experiência com pesquisadores que já faziam fotos em comunidades para suas pesquisas, relatando através das imagens o que perceberam nas suas coletas de dados.
As pesquisas realizadas pelos fotógrafos/pesquisadores aconteciam em comunidades dos mais variados tipos: comunidades ribeirinhas, comunidades quilombolas, assentamentos rurais, “populações que podem ser consideradas como vulneráveis, que estão a margem de alguns processos políticos, decisórios, de implementações de políticas públicas, e os pesquisadores já transitavam por essas áreas”. O trabalho de imersão feito em Rio Pardo, possibilitou a percepção sobre a forma de vida dessas pessoas, elaborando um paralelo com o trabalho de pesquisa que os mesmos já desenvolviam.
Parte do projeto foi desenvolvido com recursos do Fundo Nacional de Cultura, investimento do Edital Amazônia Cultural, do Ministério da Cultura (MinC), destinado aos projetos que estimulam, capacitam e difundam ações da cultura brasileira na Região Norte. O projeto foi também contemplado no Edital de popularização da ciência, Pop C&T, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

 

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Agum explicou que as fotografias narram os lugares, paisagens, pessoas, movimentos, trabalhos e ações que representam a comunidade, por esse motivo existe uma transação entre as imagens selecionadas, que compõem o catálogo. “As fotos foram feitas por diferentes pesquisadores, que possuem olhares diferenciados, em momentos distintos. Nos debruçamos em cima da seleção dessas fotos para que existisse uma linha narrativa sobre elas”.
As fotos e textos publicados em Visão PARDO são de autoria dos pesquisadores Ricardo Agum, Sávio Stoco, Leandro Giatti, Alessandra Nava, Rodrigo Mexas, Sérgio de Souza, Danielle Ferreira, Márcio Miranda, Sully Sampaio e Alexandre Sequeira. Publicado pela Editora Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o catálogo recebeu o apoio institucional do Programa de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC) do ILMD, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT).
Entre os desafios, Agum destacou a importância de ter sensibilidade, entendimento e engajamento de que a publicação é um trabalho feito para o outro. “É preciso criar um diálogo de entendimento daquilo que você pretende fazer e aquilo que eles esperam do trabalho, ser o mais objetivo possível, além de executar uma obra que se torne atraente para a comunidade e não só para quem fez o trabalho”, disse.
Um dos destaques da publicação é o ensaio “Pinhole PARDO”, composto por fotografias das oficinas de pinhole, também conhecida como fotografia artesanal. As fotos foram feitas por estudantes do 8º e 9º da escola Municipal Zita Gomes, que participaram de oficinas sobre fotografia, enfocando desde a fabricação das câmeras até a revelação química das imagens. A obra tem distribuição gratuita e foi entregue para os alunos e professores de Rio Pardo, além de terem sido distribuídas para algumas bibliotecas do Amazonas, Rondônia, Pará e Roraima.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes