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Pesquisadores devem estar atentos aos preceitos da nova Lei da Biodiversidade

A nova Lei da Biodiversidade, Lei nº 13.123/2015, regulamentada pelo Decreto nº 8.772/2016, trouxe importantes mudanças para as pesquisas com o patrimônio genético brasileiro, bem como para o desenvolvimento de produtos como nossa biodiversidade. Agora, para realizar pesquisas com a biodiversidade é necessário realizar cadastro eletrônico no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético (SISGen).

Para falar sobre “Nova legislação de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado e seu impacto nas pesquisas”, esteve em Manaus, na última sexta-feira,19/5, na sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a assessora da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e ex-integrante do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente (CGEN/MMA), Manuela da Silva.

O Brasil é pioneiro na implementação de uma lei de acesso ao patrimônio genético, ao conhecimento tradicional associado e à repartição de benefícios. Em 2001, com a  MP 2186-16, de 2001, alinhada à Convenção sobre Diversidade Biológica, buscou, de certa forma, evitar a biopirataria e garantir a repartição de benefícios oriundos da biodiversidade. Agora, com a nova lei, o procedimento concentra-se basicamente no cadastro durante a fase da pesquisa e desenvolvimento tecnológico e notificação antes do início da exploração econômica de um produto acabado ou material reprodutivo oriundos do acesso ao patrimônio genético do país e do acesso do conhecimento tradicional associado.

Manuela da Silva alertou os pesquisadores sobre suas responsabilidades em relação ao cadastro, que tanto pode ser feito por pessoa física ou jurídica, privada ou pública. Segundo ela, as Unidades da Fiocruz devem realizar reuniões de projetos para estabelecer a condução desses cadastros.

Pela nova Lei foi criado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético – CGen, e com este a criação de câmaras temáticas e setoriais, dentre essas a Câmara Setorial Acadêmica. As câmaras devem ter a participação paritária do Governo e da sociedade civil, representada pelos setores empresarial, acadêmico e representantes das populações indígenas, comunidades tradicionais e agricultores tradicionais, para subsidiar as decisões do plenário.

Para saber mais sobre o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado clique na página da Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia desenvolvem método de diagnóstico molecular da infecção pelos arbovírus Mayaro e Oropouche

Método desenvolvido por pesquisadores do Instituto Leônidas e Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebe aprovação de depósito de patente. Denominado Conjunto de oligonucleotídeos e método para o diagnóstico molecular da infecção pelos vírus Mayaro e Oropouche, a invenção é dos pesquisadores Felipe Gomes Naveca e Valdinete Alves do Nascimento

Com o novo método torna-se possível realizar o diagnóstico molecular da infecção pelos arbovírus Mayaro e Oropouche de maneira simultânea, com alta sensibilidade e especificidade, utilizando a técnica de PCR em Tempo Real.

Valdinete Nascimento e Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

Valdinete Nascimento e Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

Segundo Naveca, o método já está em uso e o protocolo tem sido utilizado para o estudo de casos humanos suspeitos, mas não confirmados, de Dengue, Zika e Chikungunya, tanto em projetos coordenados por pesquisadores do ILMD, quanto em projetos coordenados por pesquisadores de outras instituições parceiras.

“Temos novos resultados já obtidos com a utilização do protocolo, os quais foram informados ao sistema de vigilância em saúde e estão em fase de redação dos artigos científicos. Fomos contatados por algumas empresas que demonstram interesse pela invenção, estamos conversando”, acrescentou o pesquisador.

OBJETIVOS

A proposta é que o invento se torne uma nova ferramenta na identificação de casos de febre Mayaro e Oropouche, utilizando uma estrutura já existente nos laboratórios centrais dos estados brasileiros.

A ferramenta utiliza estrutura já existente nos laboratórios centrais. Foto Eduardo Gomes

A ferramenta utiliza estrutura já existente nos laboratórios centrais. Foto Eduardo Gomes

Naveca explica que arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números nos mostram que existe o risco de outros vírus se tornarem um importante problema de saúde pública. De fato, a emergência e o avanço epidêmico dos vírus Chikungunya e Zika nos últimos anos, é uma prova irrefutável desse risco. Por este motivo o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, disse.

O projeto teve como escopo desenvolver e validar estratégias para a detecção de dois arbovírus emergentes e de importância médica, em especial na região Amazônica e foi financiado pelo edital 012/2009 do Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores Programa Primeiros Projetos (PPP-CNPq/Fapeam).

PERSPECTIVA

O pesquisador salienta que a experiência com o depósito do pedido de patente permitiu aos pesquisadores reavaliar o potencial de outras invenções desenvolvidas por seu grupo de pesquisa, e adianta que em breve devem ocorrer novos pedidos de patentes, sempre com o foco de inovação para o SUS.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Sérgio Luz é reeleito diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia  

 

O candidato Sérgio Luiz Bessa Luz foi reeleito com 74,63% dos votos válidos, ao cargo de diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2017-2021.

Anúncio do resultado da eleição 2017. Foto: Eduardo Gomes

O resultado da eleição 2017 foi divulgado hoje, 5/5. Foto: Eduardo Gomes

A apuração foi realizada pela Comissão Eleitoral no final da tarde de hoje, 5/5. Ao todo, votaram 63 eleitores. O resultado da eleição será homologado em reunião do Conselho Deliberativo (CD) que deve ocorrer na segunda-feira dia, 8/5, no Salão Canoas, na sede do Instituto, no bairro de Adrianópolis.

Após a homologação, o nome do diretor eleito será enviado para a Presidência da Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Parceria com a Cogic agiliza demandas do ILMD

A partir da próxima semana o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) estará habilitado para fazer solicitações de serviços no sistema integrado de administração, Diracweb. A novidade, dentre outras, foi anunciada pelo coordenador-geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic/Fiocruz), José Damasceno Fernandes, em visita a Unidade em Manaus, na quinta-feira, 4/5.

Damasceno que esteve no ILMD/Fiocruz Amazônia juntamente com o chefe de gabinete da Cogic, Jorge Luiz Pessanha, considerou a visita proveitosa, diante dos encaminhamentos adotados. Outra novidade, é o início de um acordo de manutenção de equipamentos da Unidade, a ser realizado com a Cogic.

Além disso, a vinda dos técnicos a Manaus objetivou também alinhar junto à direção desta Unidade, questões junto à Superintendência do Patrimônio da União no Amazonas (SPU/AM), para agilizar a publicação no Diário Oficial da União, do termo de cessão do terreno onde será construída a nova sede do ILMD.

Para Sérgio Bessa Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a parceria com a Cogic  tem sido muito favorável, não só na resolução de questões que geram entraves para a Unidade, como a questão da manutenção dos equipamentos, mas também na articulação junto à SPU/AM.

MANUTENÇÃO

A Cogic lançou nesta semana um guia de orientações para manutenção de equipamentos científicos. O objetivo da publicação é possibilitar aos usuários encontrar  informações (descrição, modo de solicitação, tempo de espera e prioridades) sobre todos os serviços prestados pelo Departamento de Manutenção de Equipamentos, da Cogic.

No manual estão definidas as prioridades e compromissos da Coordenação com a prestação de serviço de qualidade ao usuário. O documento apresenta a relação dos equipamentos científicos que podem receber algum tipo de manutenção da Cogic, facilitando a solicitação de serviços e compras de novos instrumentos.

Para acessar o material clique aqui.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Homenagem a Antônio Levino acontece sexta, 5 de maio

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a família, amigos e colegas realizam nesta sexta-feira, 5/5, a partir das 17h30, homenagem ao médico, pesquisador e professor Dr Antônio Levino da Silva Neto (in memoriam). O evento será na Oca do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis.

Para este encontro estão sendo programadas várias atividades como apresentação musical, declamação de poesias, lembranças e memorias da convivência com Antonio Levino, e demais atividades culturais.

SOBRE LEVINO

Além de pesquisador e professor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Antônio Levino também foi docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) pesquisador orientador e subcoordenador do Programa Multiinstitucional de Pós-Graduação em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia (PPGSSEA) da Ufam/FIOCRUZ. Sua atuação era na área de Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, principalmente em temáticas ligadas a políticas públicas na área de saúde, avaliação de programas e serviços de saúde, saúde em áreas de fronteira, geoprocessamento, epidemiologia e educação em saúde.

HOMENAGEM

A homenagem está sendo organizada pelos colegas do ILMD/Fiocruz Amazônia, juntamente com a família, amigos de Antônio Levino e integrantes do Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O evento é aberto ao público e podem participar todos os que desejarem partilhar memórias vividas ao lado de Levino.

ILMD/Fiocruz, por Marlúcia Seixas

O ILMD está de luto: amigos e colegas falam sobre Antônio Levino

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia ) está de luto com a morte do  médico Antônio Levino da Silva Neto, pesquisador desta Unidade desde agosto de 2002.

Amigos e colegas de trabalho ainda consternados manifestaram-se sobre Levino:

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, lamentou a perda e ressaltou o comprometimento de Levino com o trabalho: “quando ocupei a vice de Ensino pude testemunhar o forte compromisso de Levino com a Educação, a Ciência e a Saúde”.

Luciano Toledo, ex-diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, também expressou tristeza com a notícia, e disse: “Levino sempre foi um colega e amigo muito leal. Fui seu orientador de mestrado. Uma dissertação muito bonita sobre tuberculose e aids em Manaus. Que tristeza”.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, salientou a lealdade e sobriedade de Levino. “Ele era uma pessoa muito coerente em suas observações; chegamos a publicar um trabalho juntos; ele fará uma grande falta pelo conhecimento e domínio que tinha sobre saúde pública no estado do Amazonas”.

Antônio Levino da Silva Neto, pesquisador e professor desta Unidade desde agosto de 2002.

Antônio Levino da Silva Neto, pesquisador e professor desta Unidade desde agosto de 2002.

Luiza Garnelo, vice-diretora de Ensino, Comunicação e Informação do ILMD disse que manifestar-se sobre Levino neste momento é ao mesmo tempo fácil e difícil – “fácil porque Levino foi alguém sobre quem se pode escrever com carinho, com verdade e com a certeza de que, enquanto esteve entre nós, se esmerou no compromisso com o coletivo, na luta incessante pela melhoria das injustiças e das desigualdades do mundo. Comunista orgulhoso de sua escolha, jamais renegou a ideia de que os trabalhadores, os oprimidos e os explorados deveriam virar a mesa e se colocar em pé de igualdade numa sociedade livre, justa e solidária. Assim viveu e assim pensou e agiu até sua morte. Mas essa é também uma difícil missão, pois como selecionar o que dizer sobre o longo caminho que trilhamos juntos como professora e aluno, colegas de trabalho, companheiros de lutas, amigos de ontem e de sempre? Como falar sobre alguém a quem sempre se podia recorrer quando o cansaço, o desânimo, a dúvida ou a felicidade demandavam diálogo, companhia, um café ou um dedo de prosa? Impossível selecionar para falar de uma entre tantas lembranças, quando o sentimento e as palavras se enroscam e se prendem no peito e na garganta”.

Júlio César Schweickardt, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia e chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), onde Levino também atuava destacou que o colega foi “um pesquisador coerente e comprometido com a superação das desigualdades sociais e em saúde na Amazônia”.

Cleinado Costa, reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), declarou ter perdido um amigo e um irmão, “mantemos no Levino um exemplo de coerência pela causa do nosso povo e uma vida dedicada ao avanço do Amazonas e do Brasil. Se foi o nosso irmão Levino e fica conosco um exemplo de luta”.

Levino atuava na área de Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, principalmente com os seguintes temas: políticas públicas na área de saúde, avaliação de programas e serviços de saúde, saúde em áreas de fronteira, geoprocessamento, epidemiologia e educação em saúde.

Ascom-ILMD/Amazônia Fiocruz
Fotos: ILMD/Fiocruz Amazônia

Nota de pesar pelo falecimento de Antônio Levino da Silva Neto

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) comunica, com pesar, o falecimento do médico, pesquisador e professor Antônio Levino da Silva Neto, em Manaus. O velório ocorre hoje (21/4),  até às 16h, na Funerária Canaã, à rua Major Gabriel, 1833, Centro, de onde sairá para o Cemitério São João Batista.

Além de sua atuação no ILMD/Fiocruz Amazônia, Antônio Levino foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), orientador permanente e subcoordenador do Programa Multi-institucional de Pós-Graduação em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia (PPGSSEA), da Ufam/Fiocruz, e trabalhou principalmente com temas relacionados  à saúde coletiva,  saúde pública, políticas públicas na área de saúde, avaliação de programas e serviços de saúde, saúde em áreas de fronteira, geoprocessamento, epidemiologia e educação em saúde.

Com a morte de Antônio Levino, o Amazonas perde um brilhante profissional, comprometido com a ciência e com a educação.

Por Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e Susam realizam oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde

Começa hoje, 18/4, e vai até quinta-feira, 20/4, a oficina de trocas de saberes, do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”. A atividade acontece no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), das 8h às 17h (dias 18 e 19), e das 8h às 12h ( dia 20).

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), através do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam), com financiamento do Ministério da Saúde (MS).

A atividade visa valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas. O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para 2018.

TROCA DE SABERES

Durante três dias, parteiras do Amazonas, gestores e profissionais da saúde participam de rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, as técnicas utilizadas na oficina são entrevistas, grupo focal e usuário-guia. Para o mapeamento, a metodologia utilizada será a da cartografia social, que produzirá os mapas juntamente com as parteiras a partir da noção de territorialidade, ou seja, dos usos e significados dos territórios. “Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as nossas concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios”, destacou o coordenador.

Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Desse modo, estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia”, concluiu.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Assessoria Lahpsa/Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento

Diagnóstico organizacional é apresentado na III Jornada de Pesquisa do ILMD

“Este trabalho é marco histórico que vai estimular e mudar o curso desta unidade”, assim Wilson Savino, diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador Estratégico de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, referiu-se à III Jornada de Pesquisa do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida na segunda-feira, 10/4, no Salão Canoas, na sede do Instituto.

O encontro reuniu alunos, bolsistas, pesquisadores, servidores e demais colaboradores do ILMD durante todo o dia para apresentar dados da produção geral de 2013-2016 da Fiocruz Amazônia, tanto em pesquisa, como no ensino.

Wilson Savino (IOC/Fiocruz) e Rodrigo Correa de Oliveira (VPPCB/Fiocruz). Foto: Eduardo Gomes.

Wilson Savino (IOC/Fiocruz) e Rodrigo Correa de Oliveira (VPPCB/Fiocruz). Foto: Eduardo Gomes.

Para ter uma visão geral da Unidade e de seu desempenho, participaram do encontro, Wilson Savino (IOC/Fiocruz)  e Rodrigo Correa de Oliveira, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) da Fiocruz.

Segundo Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a Jornada teve por finalidade apresentar a realidade institucional nas áreas de gestão, ensino, pesquisa e inovação, com a finalidade de identificar necessidades e buscar estratégias para vencer os desafios atuais e futuros.

Rodrigo Oliveira ressaltou a importância da Jornada e de todo o trabalho realizado para identificar lacunas na Unidade e buscar estratégias para avançar em todas as áreas. Para ele, é a partir daí que se pode encontrar caminhos para superar os desafios da inovação, ensino, laboratórios e integração.

Exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico foram distribuídos. Foto: Eduardo Gomes.

Exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico foram distribuídos. Foto: Eduardo Gomes.

DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL

Durante o evento foi apresentado pelas professoras Muriel Saragoussi e Maria Olívia Simão, ambas do Projeto de Gestão e Desenvolvimento Institucional (PDGI), o Diagnóstico Organizacional do ILMD que teve como base informações referentes ao período de 2013 a 2016.

As informações apresentadas pelo diagnóstico foram geradas a partir de relatórios, entrevistas, dados e percepções de técnicos e gestores de diferentes setores da instituição, compreendendo tanto as áreas de ensino, pesquisa e inovação quanto a de gestão.

Durante o evento foram distribuídos exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico.

INOVAÇÕES

Entre as ações inovadoras do ILMD destacadas durante o evento, o vice-diretor de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca apontou duas: o Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde: Ensino Médio Indígena, realizado pelo Instituto e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/ Fiocruz), e os novos ensaios, que começarão ainda em 2017, com a utilização das estações disseminadoras de larvicida, para o controle de surtos epidêmicos como os vírus zika, dengue ou chikungunya.

ENSINO

Na área de Ensino foi apresentada pela vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD, Luiza Garnelo, dados da avaliação da produção acadêmica dos docentes da Unidade, considerando as perspectivas global e per capita docente, bem como os resultados do Indicador intermediário de educação e formação do ILMD – Percentual de Execução das metas de ensino do Plano Anual (PEPA)  referentes ao período  2013 -2016.

Todos os dados apresentados e considerações feitas geraram um registro da atuação da Fiocruz Amazônia e motivam considerações e reflexões sobre a realidade e desafios da Unidade para os próximos anos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Conversar sobre depressão é preciso

“Depressão: vamos conversar” é o lema da campanha lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Segundo estimativas da OMS, no período de 2005 a 2015 houve um aumento de 18% no número de pessoas que vivem com depressão. Quase sete em cada 10 pessoas com depressão, nas Américas, não recebem o tratamento que necessitam.

O médico psiquiatra e pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Maximiliano Loiola Ponte, considera a temática da campanha da OMS muito importante visto que a depressão ainda é um tema negligenciado no sistema de saúde.

A depressão causa sofrimento ao indivíduo, a seus familiares, tem uma forte associação com o suicídio, e é um grave fator de afastamento do trabalho, além de piorar o prognóstico de doenças como diabetes e cardíacas.

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

“A depressão não é tão visível como algo que dá num exame, ou algo que a gente possa medir, daí a importância deste tema, mas é preciso lembrar que a depressão é uma condição que não é igual a tristeza. A tristeza todos nós temos, é normal, é importante que a tenhamos, ela é necessária para refletirmos sobre a vida, e para que os outros percebam que a gente precisa de ajuda. Como diz o poeta Vinícius de Moraes: pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza … – mas, o que difere a depressão da tristeza é o caráter continuado da depressão, a pessoa fica por pelo menos duas semanas com a tristeza, com o desânimo, com a desesperança, com dificuldades de se concentrar, de tomar decisões, de se alimentar, no sono, no desejo sexual, e tudo isso de forma constante, que não alivia nem quando coisas boas acontecem”, explica Maximiliano.

O pesquisador alerta que tem grupos em situação de vulnerabilidade como idosos e presos em que se torna ainda mais difícil se reconhecer a presença de sintomas depressivos. No entanto, não é incomum pessoas deprimidas sentirem-se mal, e buscarem tratamento no sistema público de saúde. “Mas é preciso que se verifique a rede de assistência psicossocial, precisamos entender que este é um problema de alta prevalência, que precisa ser abordado nos diferentes níveis de atenção”, recomenda.

Vamos conversar

A OMS alerta para as necessidades de investimentos em saúde mental e de acesso a um atendimento efetivo da depressão, pois negligenciar a doença causa um alto custo às nações.

Para Maximiliano Ponte a campanha indica uma reflexão sobre quem deve ser chamado para uma conversa, ou seja, esta conversa deve ser estabelecida com vários atores, entre eles gestores e profissionais de saúde – para que possam identificar a comorbidade com o quadro depressivo, ainda nos níveis primários do atendimento; precisa-se conversar também com a sociedade para que possa perceber as nuances entre tristeza e depressão; com os familiares da pessoa depressiva, para que possam entender e acompanhá-la;  e com a própria pessoa depressiva, para que ela possa entender a doença.

Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão. As estimativas foram divulgadas em 30 de março, pouco antes do Dia Mundial da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Com informações da Opas/OMS.