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Divulgada a homologação das inscrições do curso de mestrado do PPGBIO-INTERAÇÂO

Divulgado hoje (17/10) o resultado da primeira etapa do processo seletivo do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O resultado refere-se à homologação das inscrições e fornece informações sobre o local da prova de conhecimentos específicos.

Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos a seguir para a segunda etapa, que compreende a submissão à prova escrita discursiva, a ser realizada no Salão Canoas do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no dia 26/10, de 14h às 17h.

Na correção da prova de conhecimentos específicos serão observados os seguintes critérios: adequação entre respostas e perguntas formuladas; Compreensão da bibliografia indicada; capacidade de contextualização teórica e metodológica da bibliografia indicada; capacidade de expressão escrita, incluindo coesão argumentativa; precisão conceitual; clareza e fluência; bem como adequação à norma culta do português escrito.

O resultado da homologação das inscrições está disponível no sistema Sigass em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 .

O ILMD/Fiocruz Amazônia situa-se na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Este é o segundo processo seletivo para o PPGBIO-Interação. A primeira turma iniciou o curso em março deste ano.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Cortes em Ciência e Tecnologia podem inviabilizar pesquisas

A queda no orçamento público para Ciência e Tecnologia neste ano e no próximo pode inviabilizar pesquisas em andamento no país. Este é o diagnóstico dos pesquisadores brasileiros que estiveram na Câmara dos Deputados na última terça-feira (10/10) para entregar um abaixo-assinado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contra os cortes. O documento da campanha Conhecimento sem Cortes reuniu mais de 80 mil assinaturas. Proposto pelo deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), o debate envolveu membros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), além de universidades e outras entidades representativas.

A comunidade científica afirma que o orçamento de investimentos do setor passou de R$ 8,4 bilhões em 2014 para R$ 3,2 bilhões este ano. Para 2018, o programado é ainda menor, de R$ 2,7 bilhões.

Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lembrou que 23 ganhadores do Prêmio Nobel enviaram uma carta ao presidente Michel Temer em setembro, alertando que os cortes podem comprometer o futuro do Brasil.

“Reconhecer a importância da ciência brasileira, assinar uma carta, o que não é comum. Assinar uma carta ao presidente da República de um país, dizendo da importância da ciência brasileira, que ela tenha continuidade. E, no entanto, nos envergonha que a gente veja que cientistas do exterior, desse alto quilate, tenham mais sensibilidade com a ciência brasileira que nossos governantes”, afirmou o presidente da SBPC.

O coordenador de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Wilson Savino, que representou a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, na audiência pública, disse que “sem sombra de dúvida, a resposta que o Brasil deu na epidemia de zika, quando fomos confrontados com uma doença cuja causa era até então desconhecida, só foi possível porque estávamos preparados do ponto de vista de informação e equipamentos. Uma política que dê continuidade aos cortes fará com que, em outra epidemia, não tenhamos condições de dar a resposta que demos. É fundamental que em todas as áreas do conhecimento, inclusive na Saúde, possamos recuperar o orçamento”.

MINISTÉRIO

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações informou, por meio de nota, que está trabalhando para elevar os recursos deste ano e que os valores de 2018 ainda não estão fechados.

Helena Nader, da Academia Brasileira de Ciências, disse que o trabalho dos pesquisadores está presente na alta produtividade agrícola do país e na exploração de petróleo em águas profundas. Ela disse que países como a Coreia do Sul gastam mais de 4% do Produto Interno Bruto em Ciência e Tecnologia; enquanto o Brasil investe cerca de 1%.

O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica, Fernando Peregrino, disse que o problema também é de gerenciamento de recursos. Segundo ele, o sistema de Justiça brasileiro gasta quase 2% do PIB, o dobro do que tem o setor de Ciência e Tecnologia. Nos Estados Unidos, segundo ele, os gastos com C&T representam 2,4% do PIB enquanto o sistema de justiça tem 0,2%.

A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) pediu aos colegas que atuem para reverter os cortes. “Como é que se quer disputar a hegemonia no mundo – e isso não se fará sem ciência, sem tecnologia, sem inovação – se vai se andando para trás na destinação de recursos públicos para essas áreas? É algo incompreensível, é algo burro, me desculpe a força da expressão”, disse.

TETO DE GASTOS

Outros deputados e convidados afirmaram que os cortes decorrem da emenda constitucional que fixou um teto de gastos para o país pelos próximos 20 anos, enquanto o pagamento da dívida pública não sofre interrupções. Eles também defenderam a manutenção do ensino superior público.

Fonte: Agência Fiocruz, por Ricardo Valverde (CCS/Fiocruz)

Alunos do ILMD são aprovados em Programa de Mobilidade Acadêmica da Fiocruz

A Coordenação Geral de Pós-graduação (CGPG) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou lista dos candidatos aprovados para o Programa de Mobilidade Acadêmica da Instituição. Dos cinco alunos selecionados, três são do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Thayana Cruz de Souza, aluna do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD, Eric Fabrício Marialva e Ismael Alexandre da Silva Nascimento, alunos do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) foram aprovados na chamada de seleção pública, oferecida para alunos de pós-graduação Stricto sensu, matriculados em programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado da Fiocruz.

O objetivo do programa é selecionar alunos, que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz, distintas daquelas nas quais estão regularmente associados. A ideia é induzir a formação de profissionais da saúde, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade.

PESQUISA E MOBILIDADE

Com o objetivo de estudar a biologia de L. migonei em condições de laboratório e sua interação com Leishmania infantum chagasi, o mestrando Eric Marialva desenvolverá no Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), o estudo “Biologia experimental de Lutzomyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae): Aprimoramento de técnicas de criação em massa e modelo experimental para infecção e transmissão de Leishmania infantum chagasi.

Segundo Marialva, a Fiocruz Minas “possui expertise em modelos de transmissão experimental de diversos insetos vetores e agentes etiológicos, incluindo modelos flebótomos-leishmânias. Irei desenvolver na unidade: Infecção experimental de Lutzomyia migonei por Leishmania infantum chagasi e Le. braziliensis; transmissão de Leishmania pela picada de L. migonei e qPCR em tempo real para detecção e quantificação das leishmânias, sob a orientação e supervisão da Dra. Nagila Francinete Costa Secundino, entre outubro e dezembro de 2017”.

Sob orientação do Dr. Felipe Gomes Naveca, o mestrando Ismael Nascimento teve aprovado o projeto “Diversidade genética do vírus Chikungunya e sua relação com sintomatologia observada durante a circulação em dois estados da Amazônia Ocidental (Amazonas e Roraima). O objetivo principal do estudo é analisar a diversidade genética intra e inter-hospedeiro, processos evolutivos e manifestações da infecção, relacionados ao vírus Chikungunya circulante nos estados de Roraima e Amazonas, entre os anos de 2014 e 2017.

Segundo Nascimento, outro objetivo deste intercâmbio é o treinamento em ferramentas de bioinformática para a análise da história evolutiva e filogeográfica de agentes virais e análise de dados gerados por Sequenciamento de Nova Geração (NGS).

“As atividades serão desenvolvidas no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), sob supervisão do Dr Gonzalo Bello, e compreenderão a inferência filogenética, entre sequências derivadas de genomas virais, reconstrução filogeográfica baseada nas sequencias de nucleotídeo e análises variadas de dados obtidos por NGS, como diversidade genética”, explicou.

A doutoranda Thayana Cruz está desenvolvendo o estudo “Identificação de proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, sua expressão em E. coli, purificação e caracterização bioquímica”, sob coorientação da Dra Ormezinda Fernandes.

Parte da tese será desenvolvida no Laboratório de Genômica Funcional e Bioinformática (LAGFB) do IOC, sob orientação do Dr. Wim Degrave, e pretende identificar e selecionar proteases fibrinolíticas em bactérias e fungos estocados no acervo da Coleção Biológica da Fiocruz Amazônia, visando desenvolver biomoléculas com potencial terapêutico, expressando os mesmos sob forma recombinante em E. coli.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

 

 

Em Manaus, Seminário Internacional aborda Desenvolvimento, Governança Territorial e Saúde

Entre os dias 2 e 5 de outubro, Manaus sedia o Seminário Internacional Desenvolvimento, Governança Territorial e Saúde, e o Encontro Regional de Determinantes Sociais da Saúde nos estados da Região Norte. O evento que reúne convidados da sociedade civil, governos e especialistas nacionais e internacionais, acontece no Hotel Intercity Manaus, à rua Prof. Márciano Armond, 544 – Adrianópolis.

O objetivo do evento é contextualizar a discussão dos determinantes sociais da saúde nas dinâmicas locais, entendendo o quanto são específicos e quanto têm de universal, como um primeiro passo na mobilização regional para a realização da I Conferência Regional sobre Determinantes Sociais da Saúde da Região Norte.

O tema dos determinantes sociais da saúde (DSS) vem assumindo grande importância tanto a nível global como nacional, particularmente a partir da criação da Comissão sobre Determinantes Sociais da Saúde da Organização Mundial de Saúde, em 2005, da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS), em 2006, e da realização da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde (CMDSS) em outubro de 2011.

O Relatório Final da CNDSS informou a participação do Governo Brasileiro na CMDSS e posteriormente resultou na proposição de conferências regionais no país com o objetivo de contextualizar a abordagem dos DSS a luz das recomendações da Conferência, sendo a primeira realizada para a região Nordeste em 2013.

Em 2015, a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, através do seu Departamento de Articulação Interfederativa, elaborou, em parceria com o Centro de Estudos, Políticas e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Cepi-DSS/Ensp/Fiocruz), o projeto Desenvolvimento, Governança Territorial e Saúde para a realização de atividades preparatórias a Conferência da Região Norte.

Participam da organização das atividades, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do centro de Estudos, Políticas e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (Cepi-DSS/Ensp) e do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS-BRA), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e outros parceiros.

Nesta terça-feira, 3/10, a organização do evento realizaou o “World Café”, processo de criação com base em discussões organizadas em grupos pequenos, por meio de rodadas de conversas envolvendo todos os participantes. A contribuição dos convidados, a partir de suas experiências e leituras das realidades locais, estaduais ou regionais, e os diálogos serão sistematizados e apresentados em plenária, amanhã 4/10.

No dia 5, pela manhã, no encontro com convidados dos Estados na Região Norte, serão identificados problema e temas prioritários que subsidiarão a programação de uma futura “Conferência Regional sobre Determinantes Sociais da Saúde da Região Norte”.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Outubro rosa alerta para diagnóstico precoce do câncer de mama

O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu na década de 1990 e tem como objetivo compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, e responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Ainda segundo o Inca, especificamente no Brasil, o percentual de casos desse tipo de câncer é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A seguir, Viviane Ferreira Esteves, gerente da Área de Atenção Clínico-cirúrgica à Mulher do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), esclarece dúvidas sobre a doença.

  1. Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco?

Toda mulher tem risco de câncer de mama, mesmo aquelas sem histórico familiar.

  1. Quais são os sintomas do câncer de mama?

Os principais sintomas do câncer de mama são nódulos endurecidos, alterações na pele ou retrações, saída de secreção espontânea pelo mamilo, alterações no mamilo e gânglios aumentados na região da axila. No entanto, o ideal é diagnosticar o câncer de mama na ausência de sintomas, pelo exame de mamografia.

  1. Como faço o autoexame da mama?

Não é mais recomendada a realização do autoexame como diagnóstico precoce do câncer de mama. A orientação atual é que a mulher faça a observação e a auto palpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame, em um determinado período do mês, como preconizado nos anos 80. E, diante de alguma anormalidade, procure o especialista.

  1. Quais são os exames para diagnóstico da doença?

Para diagnóstico precoce do câncer de mama os exames recomendados são a mamografia e o exame clínico das mamas. Além desses, podemos realizar a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas em situações especiais, por exemplo em alguns casos de mamas densas.

  1. Quando devo fazer o exame de mamografia? Qual a finalidade desse exame?

O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia em mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos. A mulher com risco elevado de câncer de mama deve ter seu caso avaliado pelo médico especialista.

A finalidade da mamografia é a detecção precoce do câncer, em fases com maior possibilidade de cura e com menores taxas de cirurgias radicais.

  1. A mamografia é um exame doloroso?

A compressão mamária é desconfortável, mas necessária para a correta avaliação do médico radiologista.

  1. Mulheres que têm silicone na mama podem fazer o exame da mamografia?

Sim. Inclusive existe uma incidência específica para avaliação destas mulheres com silicone.

  1. Qual é o tratamento para a doença?

Existe o tratamento local e o tratamento sistêmico. O tratamento local é realizado com a cirurgia, que pode ser radical, ou seja, mastectomia, ou parcial, com as ressecções segmentares, que consiste na remoção do tumor com margem de segurança. Além da cirurgia da mama, deve ser realizada a investigação dos gânglios da axila. A cirurgia é complementada com a radioterapia em casos selecionados. O tratamento sistêmico pode ser realizado com a quimioterapia, o tratamento hormonal ou, ainda, a imunoterapia.

  1. Como deve ser feita a prevenção?

A prevenção primária evita o aparecimento da doença. Nesse caso, uma alimentação saudável, exercício físico, evitar bebidas alcoólicas e tabagismo são estratégias de prevenção. A amamentação também funciona como fator protetor. A prevenção secundária é o diagnóstico precoce da doença em fases com maior possibilidade de cura. Esse tipo de prevenção é garantida com a realização da mamografia e do exame clínico das mamas.

Por: Juliana Xavier (IFF/Fiocruz)

 

Outubro rosa alerta para diagnóstico precoce do câncer de mama

O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu na década de 1990 e tem como objetivo compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, e responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Ainda segundo o Inca, especificamente no Brasil, o percentual de casos desse tipo de câncer é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A seguir, Viviane Ferreira Esteves, gerente da Área de Atenção Clínico-cirúrgica à Mulher do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), esclarece dúvidas sobre a doença.

  1. Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco?

Toda mulher tem risco de câncer de mama, mesmo aquelas sem histórico familiar.

  1. Quais são os sintomas do câncer de mama?

Os principais sintomas do câncer de mama são nódulos endurecidos, alterações na pele ou retrações, saída de secreção espontânea pelo mamilo, alterações no mamilo e gânglios aumentados na região da axila. No entanto, o ideal é diagnosticar o câncer de mama na ausência de sintomas, pelo exame de mamografia.

  1. Como faço o autoexame da mama?

Não é mais recomendada a realização do autoexame como diagnóstico precoce do câncer de mama. A orientação atual é que a mulher faça a observação e a auto palpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame, em um determinado período do mês, como preconizado nos anos 80. E, diante de alguma anormalidade, procure o especialista.

  1. Quais são os exames para diagnóstico da doença?

Para diagnóstico precoce do câncer de mama os exames recomendados são a mamografia e o exame clínico das mamas. Além desses, podemos realizar a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas em situações especiais, por exemplo em alguns casos de mamas densas.

  1. Quando devo fazer o exame de mamografia? Qual a finalidade desse exame?

O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia em mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos. A mulher com risco elevado de câncer de mama deve ter seu caso avaliado pelo médico especialista.

A finalidade da mamografia é a detecção precoce do câncer, em fases com maior possibilidade de cura e com menores taxas de cirurgias radicais.

  1. A mamografia é um exame doloroso?

A compressão mamária é desconfortável, mas necessária para a correta avaliação do médico radiologista.

  1. Mulheres que têm silicone na mama podem fazer o exame da mamografia?

Sim. Inclusive existe uma incidência específica para avaliação destas mulheres com silicone.

  1. Qual é o tratamento para a doença?

Existe o tratamento local e o tratamento sistêmico. O tratamento local é realizado com a cirurgia, que pode ser radical, ou seja, mastectomia, ou parcial, com as ressecções segmentares, que consiste na remoção do tumor com margem de segurança. Além da cirurgia da mama, deve ser realizada a investigação dos gânglios da axila. A cirurgia é complementada com a radioterapia em casos selecionados. O tratamento sistêmico pode ser realizado com a quimioterapia, o tratamento hormonal ou, ainda, a imunoterapia.

  1. Como deve ser feita a prevenção?

A prevenção primária evita o aparecimento da doença. Nesse caso, uma alimentação saudável, exercício físico, evitar bebidas alcoólicas e tabagismo são estratégias de prevenção. A amamentação também funciona como fator protetor. A prevenção secundária é o diagnóstico precoce da doença em fases com maior possibilidade de cura. Esse tipo de prevenção é garantida com a realização da mamografia e do exame clínico das mamas.

Por: Juliana Xavier (IFF/Fiocruz)

 

Estudo propõe aumento de gastos com medicamentos

Pesquisadores da Escola Nacional Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) lançam, nesta quinta-feira (28/9), um estudo que simula os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com os medicamentos usados no tratamento de HIV/Aids e de hepatite C, caso as propostas da União Europeia (UE) para o capítulo de propriedade intelectual do Tratado de Livre Comércio (TLC) sejam aceitas pelos países do Mercosul. O estudo conclui que o governo brasileiro desembolsará um valor adicional de até R$ 1,9 bilhão por ano só com a compra desses medicamentos – uma média de R$ 1,8 bilhão para hepatite C e R$ 142 milhões em antirretrovirais (ARV).

A pesquisa foi realizada a partir da análise das compras de 22 ARVs pelo SUS em 2015 e dos três medicamentos para hepatite C adquiridos em 2016. Os valores encontrados no estudo correspondem aos custos anuais do tratamento de aproximadamente 60 mil pessoas com hepatite, com medicamentos de última geração, e mais de 57 mil pacientes com HIV.

“Essa é só a ponta do iceberg, já que a pesquisa se restringe aos 25 medicamentos usados no tratamento de apenas duas doenças. O governo compra muitos outros medicamentos para outras dezenas de doenças. O impacto das propostas da União Europeia no capítulo de propriedade intelectual pode refletir um gasto muito mais alto do que os R$ 1,9 bilhão anuais estimados pela pesquisa”, diz Gabriela Chaves, pesquisadora do Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica da Ensp/Fiocruz.

A próxima rodada de negociações do TLC será realizada em Brasília, entre os dias 2 e 6 de outubro, em 2017. No que diz respeito ao capítulo de propriedade intelectual, o principal objetivo da União Europeia é aumentar os padrões de proteção, com a adoção de medidas chamadas Trips-plus, garantindo maior exclusividade de mercado para as empresas multinacionais, o que afeta diretamente a área de medicamentos. Essas medidas concedem maior proteção do que aquelas já previstas no Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio (Trips, na sigla em inglês) da Organização Mundial de Comércio (OMC), do qual o Brasil é signatário.

A proteção da propriedade intelectual no Brasil já é bastante ampla. Em 1996, o Brasil se adiantou à obrigação assumida no âmbito da OMC e aprovou a atual lei que concede proteção patentária para medicamentos, o que poderia ter sido feito só nove anos mais tarde. “Quem paga essa conta, que fica ainda mais alta com as medidas Trips-plus, é o SUS”, avalia Gabriela. “O que está em jogo nos resultados dessas negociações é a sustentabilidade do sistema público de saúde, já que medidas que fortalecem o monopólio de tecnologias essenciais em saúde possibilitam que as empresas pratiquem preços muito altos, ameaçando o princípio da universalidade do SUS”, afirma.

A proteção patentária de medicamentos foi sentida inicialmente no SUS com a adoção dos primeiros ARVs patenteados no final da década de 1990. Os ARVs anteriores a essa proteção foram produzidos localmente a preços mais baixos do que aqueles praticados pelas multinacionais. Quando as patentes de medicamentos entraram em vigor, em 1997, o governo brasileiro teve que adotar diferentes estratégias para a redução dos preços de  medicamentos sob monopólio, como as  flexibilidades de proteção da saúde pública previstas no acordo Trips da OMC para comprar e produzir genéricos e, assim, garantir a universalidade do tratamento de HIV.

Em 2007, por exemplo, o governo licenciou compulsoriamente o medicamento Efavirenz, o que possibilitou a importação e a posterior produção local de versões genéricas de 67% a 77% mais baratas do que o preço do produto patenteado. O mesmo ainda não aconteceu com os medicamentos de hepatite C.

A pesquisa realizada pela Fiocruz segue as recomendações do Painel de Alto Nível da ONU sobre Acesso a Medicamentos, que incluem a realização de estudos para avaliar o impacto que negociações comerciais na área de propriedade intelectual podem gerar na saúde pública e na garantia de direitos humanos.

Portal Esnp, por Vânia Alves

 

Fiocruz Amazônia promove II seminário de projetos de discentes do PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 26 e 28 de setembro, o II Seminário de Projetos de Discentes do Programa PPGVIDA.

O Seminário aconteceu sob coordenação dos pesquisadores seniores Bernardo Horta e Carlos Coimbra, além da pesquisadora e chefe do Serviço de pós-graduação do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Rosana Parente. Na ocasião, foram apresentados 25 trabalhos de mestrandos das turmas de 2016 e 2017 do PPGVIDA.

Segundo o pesquisador, Carlos Coimbra, o objetivo do seminário “é expor os projetos desenvolvidos pelos alunos, para que o mestrando possa sair um pouco da zona de conforto, que é a relação entre ele, o orientador e os colegas mais próximos”. Além disso, a atividade possibilita que eventualmente os trabalhos possam receber sugestões, e apontamentos sobre questões que não estão muito claras.

Coimbra destacou a originalidade dos temas e a relevância das dissertações para a saúde coletiva. O pesquisador enfatizou que “trazer essas informações para um cenário maior, com participação da comunidade acadêmica, comunicólogos, jornalistas, visando ampliar e fazer circular essa informação, é uma enorme contribuição para a própria reflexão sobre os determinantes de saúde na região, no intuito de reduzir as desigualdades existentes no Amazonas e no Brasil”.

Para a mestranda, Priscilla Correia, a iniciativa foi de grande relevância para o desenvolvimento do projeto de pesquisa. “A realização do seminário foi muito importante para o delineamento e construção das pesquisas que serão desenvolvidas, a partir da contribuição dos pesquisadores. Conseguimos conhecer melhor o funcionamento do programa, das linhas de pesquisa e dos projetos em desenvolvimento, tendo como fim uma experiência muito positiva para nossa formação enquanto pesquisadores”, explicou.

SOBRE O PROGRAMA

O PPGVIDA tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Para mais informações sobre o Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, clique.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Centro de Estudos vai apresentar software utilizado em pesquisa sobre vulnerabilidade climática

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece nesta sexta-feira 29/9, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “O sistema de vulnerabilidade climática (SisVuClima): apresentação da ferramenta e principais resultados”, que será ministrada pela Dra. Júlia Alves Menezes, uma das responsáveis pelo estudo no Amazonas.

O objetivo do encontro é apresentar os resultados do estudos, obtidos por meio de uma inovação tecnológica, um software, intitulado Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), que gera mapas temáticos, tabelas e gráficos sobre os 62 municípios do Amazonas.

A proposta da ferramenta é possibilitar o planejamento de ações a médio e longo prazo para reduzir os impactos das mudanças climáticas e aumentar a capacidade de adaptação da população a este novo cenário. O sistema é um produto do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, executado pela Fiocruz Minas em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

O SisVuClima gera 67 tipos de informações sobre os municípios amazonenses, incluindo dados sobre a ocorrência de desastres naturais. Segundo os resultados da pesquisa, as porções sul e sudeste do estado seriam as mais impactadas para este indicador.

O município de São Paulo de Olivença, por exemplo, seria o mais suscetível a lidar com deslizamentos decorrentes de fortes chuvas, enchentes, enxurradas, alagamentos, seca/estiagem e incêndios florestais. Boca do Acre, Canutama e Humaitá também seriam cidades mais vulneráveis a essas situações.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Júlia Menezes é Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado de Minas Gerais (FUNEDI/ UEMG). Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto René Rachou (Fiocruz), área de concentração Doenças Infecciosas e Parasitárias, doutora em Saúde Coletiva na mesma instituição na área de Epidemiologia.

Atua especialmente nas seguintes áreas: eco-epidemiologia das leishmanioses, mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde humana, vulnerabilidade socioambiental ao clima, e indicadores de vulnerabilidade humana ao clima.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

 

 

Fiocruz promove Conferência Livre de Vigilância em Saúde

A Fiocruz sedia no dia 17 de outubro, das 9h às 16h30, a Conferência Livre de Vigilância em Saúde Fiocruz – Direito, conquista e defesa de um SUS público e de qualidade. O encontro, que acontece no Museu da Vida, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, faz parte da preparação da Fundação para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), a ser realizada em novembro em Brasília.

A Conferência Livre da Fiocruz tem o objetivo de discutir os principais pontos do documento orientador divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). Espera-se identificar lacunas e possíveis contribuições da Fundação para o documento.

Ao final das discussões, ocorrerá a eleição de representantes da Fiocruz para a CNVS. Grupos que se organizem acima de 50 pessoas podem indicar delegados para a Conferência Nacional, até o limite de quatro.

Segundo Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação, que participa da Conferência da Fiocruz representando a Abrasco, “a primeira CNVS é uma possibilidade extraordinária de conectar por definitivo a vigilância em saúde ao SUS, ou seja, compreender a vigilância como responsabilidade do estado e como direito da sociedade. É uma possibilidade também de ressaltar o papel estratégico da vigilância na melhoria do quadro sanitário, em especial a redução da mortalidade infantil e da desnutrição e do aumento da expectativa de vida”.

Quatro eixos temáticos estão previstos para a Conferência Livre: 1) o lugar da vigilância em saúde no SUS; 2) responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde; 3) saberes, práticas, processos de trabalho e tecnologias na vigilância em saúde; 4) vigilância em saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde.

“Esta é a primeira conferência de Vigilância em Saúde do país, e fornecerá subsídios para as políticas na área”, diz Tânia Maria Peixoto Fonseca, assessora da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz. ”Para a Fiocruz, ela é especialmente importante, porque vigilância se confunde com a própria história da Fundação. A Fiocruz trabalha em todas as áreas de vigilância, desde a sanitária até a formação de profissionais, incluindo também o combate a doenças transmissíveis e a produção”.

De acordo com Ronald dos Santos, que participará da mesa de abertura da Conferência Livre da Fiocruz ao lado da presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, a CNVS tem o objetivo de “construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Mais informações podem ser obtidas com a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência (CVSLR). Tel: (21)3885-1614. E-mail: cvslr@fiocruz.br

Confira a programação:

André Costa (Agência Fiocruz de Notícias)