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Saúde aponta que apenas 53% do público se vacinou contra a gripe

A pouco mais de uma semana do término da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, balanço do Ministério da Saúde mostra que até a quarta (17/5) apenas 28,7 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde em todo o país. O número representa 53% do público-alvo, formado por 54,2 milhões de pessoas, consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe. A meta, neste ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26 de maio, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorreu no último sábado, dia 13 de maio.

Para a campanha deste ano, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (76%), Paraná (69,8%), Santa Catarina (68%), Rio Grande do Sul (67%), e Goiás (60,6%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (34,7%), Pará (35,8%), Rondônia (39,9%), Mato Grosso (41,7%), Piauí (43,2%) e Maranhão (43,8%).

Entre a população prioritária, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 13 milhões de doses aplicadas, o que representa 62,3% deste público, seguido pelas puérperas (59,7%) e trabalhadores de saúde (54,7%). Os grupos que menos se vacinaram foram os indígenas (31,2%), crianças (39,6%), gestantes (44,6%) e professores (44,7%). Entre as regiões do país, o Sul apresentou o melhor desempenho em relação à cobertura vacinal contra a influenza, com 68,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (53,1%), Sudeste (52,9%); Nordeste (47,8%) e Norte (43%).

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, considera de fundamental importância que as pessoas se vacinem neste momento, para estarem protegidas no inverno, quando os vírus da Influenza começam a circular com maior intensidade. “A vacina demora cerca de 15 dias para fazer efeito após aplicada, por isso é necessário que as pessoas, integrantes do público-alvo, se conscientizem e procurem os postos de saúde para se vacinarem antes do período de inverno”, aconselhou a coordenadora.

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

PREVENÇÃO

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Confira aqui tabela de cobertura vacinal por estado divulgada pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Por Amanda Mendes (Agência Saúde)
Foto: divulgação

Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária será tema do Centro de Estudos

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 12/05, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Boletim da Unaids traz especial sobre medicamentos para HIV/Aids

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) lançou novo boletim sobre as Metas de tratamento 90-90-90 para todos. O objetivo é de que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% das pessoas neste grupo tenham carga viral indetectável. Esta edição traz como tema O poder dos medicamentos antirretrovirais.

O Brasil é hoje uma referência mundial de assistência ao paciente que vive com HIV/Aids. O País tem uma política sólida de distribuição de antirretrovirais, com o objetivo de dar acesso universal aos pacientes. Neste sentido, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) é um parceiro estratégico do Ministério da Saúde, produzindo sete dos 23 medicamentos que compõem o coquetel antiAids: atazanavir, efavirenz, lamivudina, nevirapina, zidovudina, lamivudina+zidovudina e tenofovir+lamivudina.

Para ampliar sua lista desta categoria de medicamentos, a unidade participa ainda de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Uma delas é o triplivir, que reúne três fármacos em um único comprimido (tenofovir, lamivudina e efavirenz). Os acordos envolvem a produção do medicamento e a do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), principal substância, responsável pelo efeito terapêutico.

Além de ofertar produtos de primeira linha no Sistema Único de Saúde (SUS), outro objetivo da PDP é nacionalizar novas tecnologias e, com isso, fortalecer também a indústria farmoquímica nacional. No momento, a unidade aguarda o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fabricação.

Texto: Alexandre Matos (Farmanguinhos/Fiocruz)
Foto: Peter Ilicciev/ Fiocruz
Fonte: Agência Fiocruz

Centro de Estudos promove palestra sobre Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 28/04, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre inscrições para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre na próxima segunda-feira (24/4) as inscrições para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). O prazo termina dia 16 de maio, e a seleção seguirá quatro etapas: homologação das inscrições; prova escrita; entrega da documentação para a quarta etapa; e prova de inglês e prova oral (projeto de pesquisa e Currículo Lattes).

Serão oferecidas 12 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com nove vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com três vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 28 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 24 de maio.

Para mais informações, consulte a chamada pública.

Coleção biológica da Fiocruz Amazônia abriga diversidade de fungos e bactérias da região

Você sabe o que são coleções biológicas? são conjuntos de organismos, organizados para fornecer informações sobre a procedência, coleta e identificação de cada um de seus espécimes. As coleções biológicas podem ser divididas em categorias como: microbiológicas, zoológicas, histopatológicas e coleções de botânica.

De grande relevância para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento de novas pesquisas na área da saúde, as coleções microbiológicas são responsáveis por organizar, classificar e documentar amostras, tornando-as disponíveis para o acesso de pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Pensando nisso, em 2001, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), à época Escritório Técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na região, inseriu em sua política institucional as Coleções Biológicas, como eixo agregador de suas pesquisas. Atualmente, o acervo conta com 600 exemplares de bactérias e 1.200 amostras de fungos de grande importância para pesquisas que beneficiam a saúde humana.

(Foto: Érico Xavier)

(Foto: Érico Xavier)

Na Coleção de Bactérias da Amazônia (CBAM), encontram-se amostras provenientes de doenças diarreicas, infecções hospitalares, entre outras, enquanto que na Coleção de Fungos da Amazônia (CFAM) agrupam-se algumas leveduras provenientes de candidíases, ou seja, infecção fúngica causada por qualquer tipo do fungo Candida, que apresentam-se sob a forma unicelular, invisíveis a olho nu. A doença pode ser provocada por mais de vinte tipos de fungos do género Candida, um tipo de levedura, dos quais a Candida albicans é o mais comum.

Entre os principais tipos de bactérias que podem ser encontrados na coleção estão: Salmonella spp, Escherichia coli, Shigella spp, Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. Já os fungos estão representados por diferentes gêneros, como: Aspergillus spp, Penicillium spp, Trichoderma spp, Fusarium spp, leveduras e leveduras negras.

Foto: Eduardo Gomes

(Foto: Eduardo Gomes)

Segundo a Curadora das Coleções Biológicas e Pesquisadora do Instituto, Ormezinda Fernandes, “projetos de cunho biotecnológico estão sendo desenvolvidos, no intuito de apresentar protótipos de fármacos com potencialidades para atuar no combate de doenças como tuberculose e doenças diarreicas, além de estudos visando a produção de enzimas, corantes, biossulfactantes, antitumorais, antioxidantes e antimicrobianos com aplicabilidade na indústria da saúde”.

O escopo da Coleção é constituído por amostras provenientes do ambiente e de amostras clinicas, são microrganismos de risco biológico 2, ou seja, apresentam risco moderado para o manipulador e fraco para a comunidade e há sempre um tratamento preventivo. “A CFAM é constituída por amostras provenientes dos mais diversos substratos e ambientes, tais como ar, solo, vegetais, água, homem, animais silvestres e domésticos. A CBAM, possui suas linhagens provenientes de amostras clínicas como orofaringe e fezes humanas, e do meio ambiente como água dos rios, igarapés, plantas, solo e microbiota bucal de animais”, destacou Ormezinda Fernandes.

SERVIÇOS

As duas coleções realizam aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras, caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamentos. Além disso, a Coleção Biológica do ILMD/ Fiocruz Amazônia realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos, e realizando ainda orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

O material biológico é disponibilizado a pesquisadores, alunos de Iniciação Científica (IC), mestrandos, doutorandos, instituições públicas e privadas de pesquisa, indústrias, mediante formulário de solicitação. O primeiro contato deve ser feito através dos e-mails cbam@fiocruz.br e cfam@fiocruz.br, e caso a coleção detenha a amostra solicitada, um formulário será enviado ao requente.

As amostras contam com os seguintes dados de coleta: número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

(Foto: Érico Xavier)

(Foto: Érico Xavier)

CARACTERIZAÇÃO TAXONÔMICA

A CBAM identifica e autentica as culturas bacterianas utilizando testes bioquímicos e por métodos genotípicos. O serviço pode ser oferecido independente da solicitação de depósito, neste caso, as culturas identificadas não são depositadas na coleção. Toda caracterização é realizada mediante o preenchimento de fichas de solicitação e termo de compromisso de utilização da cultura.

CREDENCIAMENTO

As Coleções de fungos e bactérias do ILMD/ Fiocruz Amazônia são filiadas a World Federation for Culture Collection (WFCC), e credenciadas como fieis depositárias pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN) do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Além disso, estão Integradas no Centro de Referência de Informação Ambiental (CRIA), Sistema de Informação de Coleções de Interesse Biotecnológico (SICoL), Sistema de Informação Distribuído para Coleções Biológicas (Rede Species Link) e Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr).

Ormezinda Fernandes, relatou também que pesquisadores do ILMD/ Fiocruz Amazônia, junto ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), estudam a criação de uma rede estadual de coleções biológicas. “Estamos juntamente com colegas do INPA, tentando criar uma rede de Coleções Biológicas do Amazonas, por entendermos o valor e a importância estratégica de mantermos nossas coleções, visto que são a base para consultas e pesquisas, sendo representativos da biodiversidade e do patrimônio genético do País”, enfatizou.

SOBRE O ILMD

O Instituto produz conhecimento científico, tecnológico e de inovação em saúde, integrados ao conhecimento cultural na Amazônia. Para isso, desenvolve projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando dados essenciais para a criação de políticas públicas que proporcionam a melhoria da qualidade de vida da sociedade em geral.

Acesse as Coleções Biológicas de Fungos e Bactérias da Fiocruz Amazônia.

Osteogênese imperfeita: cuidados com o paciente

Conforme dados estimados pela Associação Brasileira de Osteogênese Imperfeita (Aboi), existem cerca de 12 mil pessoas convivendo com osteogênese imperfeita (OI) no Brasil. A OI é uma doença genética e hereditária que ocorre por uma deficiência na produção de colágeno, proteína que dá sustentação às células dos ossos, tendões e da pele, causando fragilidade óssea ao portador.

O colágeno é um importante componente estrutural dos ossos, por isso, a sua falta ou deficiência os tornam anormalmente quebradiços, ou seja, as pessoas que sofrem desse mal têm fraturas por traumas simples, que não seriam suficientes para provocá-las em outras pessoas: uma pequena queda ou pancada, um esbarrão em algum obstáculo e até mesmo, nos casos mais graves da doença, um movimento do corpo mais brusco. Nesse sentido, é importante que a equipe de saúde envolvida no atendimento a esse paciente seja capacitada, principalmente na assistência à criança.

Para melhor explicar as técnicas do cuidado ao paciente com OI e como deve ser essa abordagem, entrevistamos a fisioterapeuta do Centro de Referência em Genética Médica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Nicolette Celani Cavalcanti foi convidada. Confira a entrevista.

Quais as outras manifestações da OI?

Dentre outras, as escleras azuladas, frouxidão dos ligamentos deixando as articulações mais frouxas e instáveis, a fragilidade dos vasos sanguíneos, dificultando bastante o acesso venoso para a infusão do medicamento, deficiência auditiva em alguns casos, dentinogênese imperfeita (doença genética do desenvolvimento dentário) e baixa estatura.

O que é importante saber na abordagem de crianças com OI?

Não é necessário saber classificar o tipo de OI, se é do tipo um, dois, três, quatro ou cinco. Precisamos saber se estamos lidando com a forma branda, intermediária ou grave da doença. Nossa conduta e manuseio serão diferentes nas diversas formas, variando de muito cuidado na forma mais grave e na intermediária, e mais próximo ao normal, na forma branda da doença.

Como segurar crianças com fragilidade óssea sem risco de fraturá-las?

A recomendação é que os recém-nascidos, com a forma grave da doença sejam transportados em um travesseiro, através do qual se pode levar o bebê e também fazer pequenas transferências laterais de peso, sem risco de fraturas. Após o sexto mês de vida, com o auxílio do tratamento medicamentoso e da fisioterapia, o bebê vai fortalecendo a estrutura óssea e ganhando tônus muscular. Desta forma, já será possível segurá-lo pelo tronco, não esquecendo de apoiar sempre a cabeça, pois eles costumam ter o perímetro cefálico aumentado, atrasando o controle de cabeça, que deveria estar completo aos três meses. Uma boa forma e segura de carregá-lo é em “cadeirinha”, com a criança recostada no tórax de quem o transporta. Nunca se deve segurar ou puxar a criança pelas extremidades (pés, mãos, cotovelos e joelhos), sempre pelos ombros e quadris. Não esquecer que os membros superiores ou inferiores soltos ficam sujeitos a fazer uma alavanca, prendendo-se em qualquer lugar, o que poderá causar fratura, portanto, devemos tê-los sempre à vista.

Que outros cuidados são importantes?

Conhecer e respeitar a amplitude dos movimentos das articulações antes de manusear o bebê. Ver primeiro como ele se movimenta, o que é capaz de alcançar e de que forma, para podermos solicitar dele qualquer atividade ou fazer alguma intervenção. Caso necessite de contenção para acesso, solicitar o auxílio da mãe para fazê-lo de forma global e não segmentária, evitando assim, uma alavanca e possível fratura. Ao trocar a roupa, lembrar sempre de segurar o segmento envolvido.

Alguma outra orientação?

Acrescentar que nós, profissionais de saúde, não devemos, por receio de causar fratura, evitar o atendimento/ manuseio desses pacientes. Ele deve ser cuidadoso e profissional, tendo a consciência de que na OI as fraturas podem ocorrer apesar de todo o cuidado que tenhamos, não esquecendo que estas crianças necessitam de estímulos, toque, carinho e movimento como qualquer outra.

IFF/Fiocruz, por Suely Amarante
Fonte: Portal Fiocruz
Foto: divulgação

Governo Federal lança campanha de prevenção a acidentes de trabalho

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou nesta terça-feira (11) do lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat), realizada em parceria com o Ministério do Trabalho. O tema deste ano, “Acidentes de Trabalho – Conhecer para Prevenir”, destaca a importância do conhecimento e análise dos dados relacionados a acidentes de trabalho para que seja possível descobrir as principais causas, sua relação com o tipo de ocupação e os grupos de trabalhadores mais vulneráveis, permitindo assim a adoção de medidas de prevenção mais eficazes.

O Ministério da Saúde vai fortalecer a vigilância e aprimorar os dados nacionais sobre o tema. Está em elaboração pela Coordenação de Vigilância em Saúde do Trabalhador da pasta Portaria que tornará obrigatório o preenchimento do campo Classificação Brasileira de Ocupações em todos os Sistemas de Informação do Ministério da Saúde. O objetivo é que a informação seja especificada em todas as fichas de atendimento do SUS para que a análise de cada caso seja mais efetiva, contribuindo assim para as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador. A previsão é que a portaria seja publicada ainda no primeiro semestre de 2017.

Para o ministro Ricardo Barros, a prevenção ao acidente de trabalho é um assunto que deve ser tratado com muita importância. “Acidentes de trabalho impõe um custo alto à Saúde e à Previdência, já que muitos desses trabalhadores não conseguem retomar a atividade produtiva. Para que nós possamos ampliar a avaliação dessas questões, nós teremos o preenchimento da atividade laboral na ficha única de saúde de cada paciente. Assim, terremos a capacidade construir dados para conseguir relacionar os atendimentos de saúde com a atividade laboral. Isso vai facilitar a análise efetiva do que é importante nesse sentido para o nosso país”, destacou.

Entre 2010 e 2015, o Ministério da Saúde registrou 439,4 mil acidentes de trabalho grave, 276,6 mil acidentes de trabalho por exposição a material biológico e 30,5 mil intoxicações exógenas (exposição a substâncias químicas) relacionadas ao trabalho.

A campanha faz parte do movimento Abril Verde, que será realizada durante todo o mês e envolverá ações de diversos órgãos federais. No âmbito da Saúde, serão promovidas palestras, seminários e outras atividades educativas nos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), além de eventos em praças e outras áreas públicas, envolvendo vários profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e trabalhadores de outros segmentos. Durante todo o mês, prédios e monumentos públicos serão iluminados na cor verde, uma forma de demonstrar a importância da adoção de uma cultura de segurança por todos os trabalhadores.

“A consolidação de uma cultura de prevenção depende de cada um de nós. É essencial que o cidadão brasileiro perceba que, quando acontece um acidente do trabalho, toda a sociedade é impactada”, afirma o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “Ocorrem no Brasil, em média, mais de 2.800 mortes de trabalhadores por ano, oito por dia, uma a cada três horas. Cada acidente de trabalho que acontece é catastrófico em termos individuais, familiares e sociais”, acrescentou.

A Organização Mundial do Trabalho (OIT) instituiu, em 2003, a data de 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, em razão da explosão de uma mina de carvão na cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969, que resultou na morte de 78 trabalhadores. A lei nº 11.121/2005 instituiu no Brasil o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, cuja data também 28 de abril.

ASSISTÊNCIA

A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) foi criada em 2002, pela Portaria 1.679, com objetivo de disseminar ações de saúde do trabalhador, articuladas às demais redes do Sistema Único de Saúde, na ótica da promoção, assistência e vigilância para o desenvolvimento das ações de Saúde do Trabalhador. Fazem parte desta Rede os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), que têm como objetivo realizar apoio para o desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador em todos os níveis de atenção, bem como executar ações de fiscalização, investigação e análise de causalidade entre o trabalho e o adoecimento. No Brasil, atualmente existem 214 centros habilitados, sendo 27 estaduais e 187 regionais.

Em 2012, a fim de fortalecer as ações em saúde do trabalhador, o Ministérioda Saúdepublicou aPortaria 1.823, com ênfase na Atenção Integral à saúde, na Vigilância, na Promoção e Proteção da saúde do trabalhador e na Redução da morbimortalidade, a partir da análise dos modelos de desenvolvimento e processos produtivos.

Camila Bogaz (Agência Saúde)

Fonte: Canal Saúde

MEC publica credenciamento da Fiocruz para cursos ‘lato sensu’

O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União, portaria que credencia o funcionamento da Escola de Governo da Fiocruz. A Portaria N.º 331/2017 regulariza a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu, presenciais e a distância, oferecidos pelas unidades da instituição. A Fiocruz oferta cerca de 50 cursos lato sensu por ano. Em 2016, mais de 5.000 estudantes concluíram a especialização na Fundação.

O credenciamento, válido pelo prazo de oito anos, garante a validade de todos os certificados de cursos lato sensu emitidos pela Fiocruz até hoje. Além disso, garantirá maior governabilidade institucional para o planejamento da oferta de cursos da modalidade, possibilitando a definição de metas institucionais para este segmento do ensino.

INTEGRAÇÃO

O processo de credenciamento foi iniciado em maio de 2015, coordenado pela atual Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), com participação ativa de profissionais de diferentes áreas e unidades da instituição. Em setembro de 2016, a Secretaria de Regulação do Ensino Superior (Seres/MEC) encaminhou parecer favorável ao credenciamento da Fiocruz como Escola de Governo ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Durante todo o processo, foram realizadas oficinas e ações integradas entre a VPEIC e as unidades.

Em encontros realizados com representantes da comunidade da Fundação, avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já tinham destacado a forma como a Fiocruz se preparou para o processo, ressaltando a construção do Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2020 e o engajamento demonstrado pelos trabalhadores da instituição de diversos segmentos.

CPA

Um fruto importante deste processo foi a criação da Comissão Própria de Avaliação (CPA), responsável por coordenar e implementar o processo de autoavaliação institucional relacionada à oferta de cursos de pós-graduação lato sensu pelas unidades da Fundação. O órgão tem uma página no Portal Fiocruz. Na área é possível conhecer um pouco mais da Comissão, como a estrutura, composição e as competências, além de ter acesso a documentos relacionados ao trabalho da CPA.

Leonardo Azevedo (CCS/Fiocruz)

Fonte: Portal Fiocruz

Foto: Divulgação

Bactéria pode contribuir para redução de açúcar no sangue

Desde que começou a ser estudada, a microbiota intestinal vem sendo associada a diversas funções do organismo. Recentemente, um estudo realizado pela Fiocruz Minas em parceria com outras instituições mostrou que este conjunto composto por cerca de 100 trilhões de micro-organismos pode ajudar a evitar uma doença que afeta aproximadamente 300 milhões de pessoas em todo o mundo: o diabetes tipo 2. A pesquisa foi publicada recentemente na Nature Communications, uma das mais influentes revistas científicas.

Segundo o estudo, a Akkermansia muciniphila, bactéria presente na microbiota intestinal, pode auxiliar na transformação da glicose em energia para o corpo, diminuindo a concentração de açúcar no sangue. Entretanto, a Akkermansia seria impedida de realizar essa atividade pelo Interferon-gama, uma proteína liberada pelo próprio organismo, sempre que precisa se proteger contra infecções virais e de alguns protozoários e bactérias.

“Algumas pesquisas consideram o diabetes tipo 2 como uma doença inflamatória crônica, que faz com que o Interferon-gama seja constantemente liberado, conforme ocorre com as doenças autoimunes. Por meio desse trabalho, constatamos que o Interferon atrapalha o papel modulador da Akkermansia, levando ao excesso de açúcar no sangue”, explica o pesquisador do Grupo de Informática de Biossistemas e Genômica da Fiocruz Minas Gabriel Fernandes.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores observaram a ação da Akkermansia no organismo de camundongos, incapazes de produzir o Interferon-gama. Para isso, eles alimentaram os animais e avaliaram o índice de queda da glicose somente pela ação da insulina. Depois, os cientistas introduziram a bactéria (Akkermansia) no intestino dos ratos e constataram que o nível de glicose caía ainda mais. Já em uma terceira etapa, o Interferon foi introduzido no organismo dos camundongos e, com isso, os efeitos benéficos da Akkermansia não foram mais observados.

Em uma fase subsequente desse estudo, verificou-se que também em humanos existe essa correlação entre a abundância de Akkermansia muciniphila e o nível de glicose no sangue.  Ou seja, quanto maior a quantidade dessa bactéria maior a capacidade de metabolização e consequente diminuição de açúcar no sangue. Foram avaliadas as microbiotas de 268 pacientes, bem como dados bioquímicos e antropométricos.

“Fizemos o sequenciamento da microbiota de cada um deles. Em seguida, por meio de análise estatística, avaliamos uma série de fatores, como quantidade de glicose, marcadores inflamatórios presentes, resistência à insulina, entre outros. Assim, verificamos que a Akkermansia e o Interferon seriam fatores determinantes da capacidade de metabolismo de glicose”, explica Fernandes.

Segundo o pesquisador, o estudo abre possibilidades para novas pesquisas voltadas para o tratamento do diabetes tipo 2. “Se você tem um paciente com resistência à insulina, é possível oferecer a ele nutrientes que favoreçam a Akkemansia e neutralize a ação do Interferon diante dessa bactéria. Um possível tratamento natural seria por meio de uso de prebióticos”, avalia.

DIABETES TIPO 2

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. Desse total, cerca de 90% têm o diabetes tipo 2. Um dos principais problemas enfrentados é que, muitas vezes, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações.

Diferentemente do que ocorre com o tipo 1, os indivíduos com diabetes tipo 2 produzem insulina. Entretanto, muitas pessoas desenvolvem resistência a esse hormônio e, com isso, a insulina não consegue cumprir seu papel de transportar a glicose para dento das células, para que ela seja transformada em energia para o corpo. Também pode acontecer de a pessoa não produzir insulina suficiente para suprir as demandas do organismo e, assim, o hormônio insuficiente não consegue carregar todo o açúcar, que acaba se acumulando no sangue.

Em boa parte dos casos, a diabetes tipo 2 pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outras situações, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

 

Keila Maia (Fiocruz Minas)

Fonte: AFN