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Nota de pesar pelo falecimento de Antônio Levino da Silva Neto

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) comunica, com pesar, o falecimento do médico, pesquisador e professor Antônio Levino da Silva Neto, em Manaus. O velório ocorre hoje (21/4),  até às 16h, na Funerária Canaã, à rua Major Gabriel, 1833, Centro, de onde sairá para o Cemitério São João Batista.

Além de sua atuação no ILMD/Fiocruz Amazônia, Antônio Levino foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), orientador permanente e subcoordenador do Programa Multi-institucional de Pós-Graduação em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia (PPGSSEA), da Ufam/Fiocruz, e trabalhou principalmente com temas relacionados  à saúde coletiva,  saúde pública, políticas públicas na área de saúde, avaliação de programas e serviços de saúde, saúde em áreas de fronteira, geoprocessamento, epidemiologia e educação em saúde.

Com a morte de Antônio Levino, o Amazonas perde um brilhante profissional, comprometido com a ciência e com a educação.

Por Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
(Foto: Eduardo Gomes)

Fiocruz Amazônia abre inscrições para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre na próxima segunda-feira (24/4) as inscrições para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). O prazo termina dia 16 de maio, e a seleção seguirá quatro etapas: homologação das inscrições; prova escrita; entrega da documentação para a quarta etapa; e prova de inglês e prova oral (projeto de pesquisa e Currículo Lattes).

Serão oferecidas 12 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com nove vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com três vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 28 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 24 de maio.

Para mais informações, consulte a chamada pública.

O projeto é desenvolvido é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

Fiocruz Amazônia e Susam realizam oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde

Começa hoje, 18/4, e vai até quinta-feira, 20/4, a oficina de trocas de saberes, do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”. A atividade acontece no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), das 8h às 17h (dias 18 e 19), e das 8h às 12h ( dia 20).

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), através do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam), com financiamento do Ministério da Saúde (MS).

A atividade visa valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas. O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para 2018.

TROCA DE SABERES

Durante três dias, parteiras do Amazonas, gestores e profissionais da saúde participam de rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, as técnicas utilizadas na oficina são entrevistas, grupo focal e usuário-guia. Para o mapeamento, a metodologia utilizada será a da cartografia social, que produzirá os mapas juntamente com as parteiras a partir da noção de territorialidade, ou seja, dos usos e significados dos territórios. “Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as nossas concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios”, destacou o coordenador.

Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários. “Desse modo, estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia”, concluiu.

Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Assessoria Lahpsa/Fiocruz Amazônia, por Mirineia Nascimento

O encontro reuniu alunos, bolsistas, pesquisadores, servidores e demais colaboradores do ILMD.

Diagnóstico organizacional é apresentado na III Jornada de Pesquisa do ILMD

“Este trabalho é marco histórico que vai estimular e mudar o curso desta unidade”, assim Wilson Savino, diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador Estratégico de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, referiu-se à III Jornada de Pesquisa do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida na segunda-feira, 10/4, no Salão Canoas, na sede do Instituto.

O encontro reuniu alunos, bolsistas, pesquisadores, servidores e demais colaboradores do ILMD durante todo o dia para apresentar dados da produção geral de 2013-2016 da Fiocruz Amazônia, tanto em pesquisa, como no ensino.

Wilson Savino (IOC/Fiocruz) e Rodrigo Correa de Oliveira (VPPCB/Fiocruz). Foto: Eduardo Gomes.

Wilson Savino (IOC/Fiocruz) e Rodrigo Correa de Oliveira (VPPCB/Fiocruz). Foto: Eduardo Gomes.

Para ter uma visão geral da Unidade e de seu desempenho, participaram do encontro, Wilson Savino (IOC/Fiocruz)  e Rodrigo Correa de Oliveira, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) da Fiocruz.

Segundo Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a Jornada teve por finalidade apresentar a realidade institucional nas áreas de gestão, ensino, pesquisa e inovação, com a finalidade de identificar necessidades e buscar estratégias para vencer os desafios atuais e futuros.

Rodrigo Oliveira ressaltou a importância da Jornada e de todo o trabalho realizado para identificar lacunas na Unidade e buscar estratégias para avançar em todas as áreas. Para ele, é a partir daí que se pode encontrar caminhos para superar os desafios da inovação, ensino, laboratórios e integração.

Exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico foram distribuídos. Foto: Eduardo Gomes.

Exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico foram distribuídos. Foto: Eduardo Gomes.

DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL

Durante o evento foi apresentado pelas professoras Muriel Saragoussi e Maria Olívia Simão, ambas do Projeto de Gestão e Desenvolvimento Institucional (PDGI), o Diagnóstico Organizacional do ILMD que teve como base informações referentes ao período de 2013 a 2016.

As informações apresentadas pelo diagnóstico foram geradas a partir de relatórios, entrevistas, dados e percepções de técnicos e gestores de diferentes setores da instituição, compreendendo tanto as áreas de ensino, pesquisa e inovação quanto a de gestão.

Durante o evento foram distribuídos exemplares do Resumo Executivo do Diagnóstico.

INOVAÇÕES

Entre as ações inovadoras do ILMD destacadas durante o evento, o vice-diretor de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca apontou duas: o Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde: Ensino Médio Indígena, realizado pelo Instituto e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/ Fiocruz), e os novos ensaios, que começarão ainda em 2017, com a utilização das estações disseminadoras de larvicida, para o controle de surtos epidêmicos como os vírus zika, dengue ou chikungunya.

ENSINO

Na área de Ensino foi apresentada pela vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD, Luiza Garnelo, dados da avaliação da produção acadêmica dos docentes da Unidade, considerando as perspectivas global e per capita docente, bem como os resultados do Indicador intermediário de educação e formação do ILMD – Percentual de Execução das metas de ensino do Plano Anual (PEPA)  referentes ao período  2013 -2016.

Todos os dados apresentados e considerações feitas geraram um registro da atuação da Fiocruz Amazônia e motivam considerações e reflexões sobre a realidade e desafios da Unidade para os próximos anos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

MEC publica credenciamento da Fiocruz para cursos ‘lato sensu’

O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União, portaria que credencia o funcionamento da Escola de Governo da Fiocruz. A Portaria N.º 331/2017 regulariza a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu, presenciais e a distância, oferecidos pelas unidades da instituição. A Fiocruz oferta cerca de 50 cursos lato sensu por ano. Em 2016, mais de 5.000 estudantes concluíram a especialização na Fundação.

O credenciamento, válido pelo prazo de oito anos, garante a validade de todos os certificados de cursos lato sensu emitidos pela Fiocruz até hoje. Além disso, garantirá maior governabilidade institucional para o planejamento da oferta de cursos da modalidade, possibilitando a definição de metas institucionais para este segmento do ensino.

INTEGRAÇÃO

O processo de credenciamento foi iniciado em maio de 2015, coordenado pela atual Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), com participação ativa de profissionais de diferentes áreas e unidades da instituição. Em setembro de 2016, a Secretaria de Regulação do Ensino Superior (Seres/MEC) encaminhou parecer favorável ao credenciamento da Fiocruz como Escola de Governo ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Durante todo o processo, foram realizadas oficinas e ações integradas entre a VPEIC e as unidades.

Em encontros realizados com representantes da comunidade da Fundação, avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já tinham destacado a forma como a Fiocruz se preparou para o processo, ressaltando a construção do Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2020 e o engajamento demonstrado pelos trabalhadores da instituição de diversos segmentos.

CPA

Um fruto importante deste processo foi a criação da Comissão Própria de Avaliação (CPA), responsável por coordenar e implementar o processo de autoavaliação institucional relacionada à oferta de cursos de pós-graduação lato sensu pelas unidades da Fundação. O órgão tem uma página no Portal Fiocruz. Na área é possível conhecer um pouco mais da Comissão, como a estrutura, composição e as competências, além de ter acesso a documentos relacionados ao trabalho da CPA.

Leonardo Azevedo (CCS/Fiocruz)

Fonte: Portal Fiocruz

Foto: Divulgação

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Conversar sobre depressão é preciso

“Depressão: vamos conversar” é o lema da campanha lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Segundo estimativas da OMS, no período de 2005 a 2015 houve um aumento de 18% no número de pessoas que vivem com depressão. Quase sete em cada 10 pessoas com depressão, nas Américas, não recebem o tratamento que necessitam.

O médico psiquiatra e pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Maximiliano Loiola Ponte, considera a temática da campanha da OMS muito importante visto que a depressão ainda é um tema negligenciado no sistema de saúde.

A depressão causa sofrimento ao indivíduo, a seus familiares, tem uma forte associação com o suicídio, e é um grave fator de afastamento do trabalho, além de piorar o prognóstico de doenças como diabetes e cardíacas.

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

Maximiliano Loiola Ponte. Foto: Eduardo Gomes

“A depressão não é tão visível como algo que dá num exame, ou algo que a gente possa medir, daí a importância deste tema, mas é preciso lembrar que a depressão é uma condição que não é igual a tristeza. A tristeza todos nós temos, é normal, é importante que a tenhamos, ela é necessária para refletirmos sobre a vida, e para que os outros percebam que a gente precisa de ajuda. Como diz o poeta Vinícius de Moraes: pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza … – mas, o que difere a depressão da tristeza é o caráter continuado da depressão, a pessoa fica por pelo menos duas semanas com a tristeza, com o desânimo, com a desesperança, com dificuldades de se concentrar, de tomar decisões, de se alimentar, no sono, no desejo sexual, e tudo isso de forma constante, que não alivia nem quando coisas boas acontecem”, explica Maximiliano.

O pesquisador alerta que tem grupos em situação de vulnerabilidade como idosos e presos em que se torna ainda mais difícil se reconhecer a presença de sintomas depressivos. No entanto, não é incomum pessoas deprimidas sentirem-se mal, e buscarem tratamento no sistema público de saúde. “Mas é preciso que se verifique a rede de assistência psicossocial, precisamos entender que este é um problema de alta prevalência, que precisa ser abordado nos diferentes níveis de atenção”, recomenda.

Vamos conversar

A OMS alerta para as necessidades de investimentos em saúde mental e de acesso a um atendimento efetivo da depressão, pois negligenciar a doença causa um alto custo às nações.

Para Maximiliano Ponte a campanha indica uma reflexão sobre quem deve ser chamado para uma conversa, ou seja, esta conversa deve ser estabelecida com vários atores, entre eles gestores e profissionais de saúde – para que possam identificar a comorbidade com o quadro depressivo, ainda nos níveis primários do atendimento; precisa-se conversar também com a sociedade para que possa perceber as nuances entre tristeza e depressão; com os familiares da pessoa depressiva, para que possam entender e acompanhá-la;  e com a própria pessoa depressiva, para que ela possa entender a doença.

Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão. As estimativas foram divulgadas em 30 de março, pouco antes do Dia Mundial da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Com informações da Opas/OMS.

Palestra vai abordar aplicações de raio-x na biotecnologia

A biotecnologia cuida normalmente da parte orgânica das substâncias, e nisso os métodos de Raios-X podem auxiliar com a determinação das estruturas tridimensionais destas moléculas. Para expor a utilização desses métodos, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta no dia 7/4, às 9h, a palestra “Métodos de raio-x e suas aplicações na Biotecnologia”, a ser ministrada pela Dra. Cláudia Cândida, pesquisadora do Grupo Crowfoot, e professora do curso de engenharia química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo Cândida, os elementos inorgânicos podem influenciar na ação antioxidante, na coordenação de moléculas complexas utilizadas como fármacos, bem como serem extraídos e influenciar na toxicidade do produto final.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Cláudia Cândida é graduada em Química e doutora em Físico-Química pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professora do curso de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde é líder do Grupo Crowfoot de Métodos de Raios-X de pesquisa.

Trabalha principalmente com os seguintes temas: cristalografia, química quântica (método semi-empírico), quimiometria, deternimação de estruturas de pequenas moléculas por difração de raios-X por monocristais, difração de raios-X por amostras policristalinas e fluorescência de raios-X.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Divulgação

Recursos permitiram abertura de novos serviços de assistência às crianças com a microcefalia e possibilitarão estudos relacionados às três doenças: dengue, Zika e chikungunya

Ministério da Saúde destina R$ 135,2 milhões para reabilitação e pesquisas

O Ministério da Saúde está investindo cerca de R$ 135,2 milhões na abertura de novos serviços de saúde para assistência às crianças com a síndrome congênita da zika e também para financiar pesquisas relacionadas às doenças causadas pelo Aedes aegypti. Para ampliar a assistência, foram destinados R$ 125,2 milhões à habilitação de Centros Especializados em Reabilitação (CER) e novas equipes de Núcleos de Apoio de Saúde da Família. Para elaboração de pesquisas sobre doenças causadas pelo mosquito, foram alocados R$ 10 milhões. Deste total, R$ 6 milhões será para criação de um banco nacional de amostras biológicas, relacionados às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como sangue, urina e saliva.

O anúncio dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (29/03), durante a abertura do 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika).

“Há um esforço do Governo Federal na produção de conhecimento sobre Zika, não só para atender a demanda interna, mas também para compartilhar com o resto do mundo”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

ASSISTÊNCIA

Desde outubro do ano passado, as crianças com síndrome congênita de Zika contam com 52 novos CER´s. Por ano, o Ministério da Saúde repassará R$ 114,3 milhões para o custeio dessas unidades. Esses Centros são referência na reabilitação e oferecem serviços como, por exemplo, estimulação precoce. Atualmente existem no país 187 CERs.

Também foram destinados recursos, na ordem de R$ 10,9 milhões por ano, para custear 51 novas equipes para o Núcleo de Apoio de Saúde da Família. Essas equipes contam com profissionais de fisioterapia, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogos.

Outra medida que permitiu a assistência adequada às crianças com a síndrome foi a estratégia de ação rápida. Dos 2.347 casos de microcefalia confirmados no país entre março e outubro de 2016, 80% (1.898) receberam atendimento na atenção especializada. Esse serviço é a porta de entrada para a assistência, já que é lá onde o médico identifica e avalia qual o tratamento que cada criança precisa. “Todos nós, governo federal, estados e municípios, temos que identificar a síndrome o mais rápido possível e, desta forma, encaminhar essas crianças para o atendimento adequado”, afirmou Ricardo Barros.

Outra ação que ampliou a assistência foi a oferta de capacitações, tanto para profissionais quanto para as famílias e cuidadores que lidam com a síndrome congênita de zika. Em parceria com a Unicef, foram capacitados, em estimulação precoce, 133 profissionais de saúde, educação e proteção social, e 380 famílias e cuidadores. Também estão sendo oferecidos cursos de estimulação precoce e triagem ocular à distância pela Universidade Aberta do SUS (Una-SUS), que já contam com 16.139 matriculados. Até março deste ano foram confirmados 2.542 casos de microcefalia, sendo 63 prováveis, 4.152 estão em investigação e 5.516 descartados.

PESQUISAS

O recurso de R$ 10 milhões será financiado por emendas que contemplam o Plano de Enfrentamento ao Aedes e suas Consequências, deste ano.

O Biobanco servirá de suporte aos especialistas e pesquisadores, permitindo que análises futuras possam ser realizadas com a ajuda destes materiais. O Ministério da Saúde auxiliará a rede na coordenação do banco, juntamente a centros de pesquisas que ainda serão definidos. A ideia é que a estruturação do Biobanco se inicie ainda em 2017.

Ainda serão definidas prioridades de pesquisas relacionadas à Chikungunya, com previsão de um estudo de abrangência nacional. Além disso, o Ministério da Saúde pretende auxiliar pesquisadores a publicarem artigos de grande impacto relacionados às arboviroses. Ao todo, já foram investidos, pelo Governo Federal, mais de R$ 250 milhões no financiamento de pesquisas relacionadas às três doenças causadas pelo Aedes.

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

As medidas de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, realizadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios, têm sido intensificadas desde o final de 2015, com a identificação do Zika e suas consequências como a microcefalia e outras alterações em bebês cujas mães são infectadas pelo vírus durante a gravidez. O conjunto de ações voltadas para a eliminação do mosquito resultou na queda expressiva nos casos de dengue, zika e chikungunya.

Em 2017 (até 25 de março) foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 97%, passando de 411 (em 2016) para 11, em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Até 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos, neste mesmo período.

Também até 25 de março, o Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

O Ministério da Saúde adquiriu, neste ano, 54 veículos para apoiar as ações de vigilância. Os veículos serão enviados aos estados brasileiros. Além disso, também foram adquiridos outros 18 carros para montagem de equipamentos de pulverização de inseticidas contra o mosquito Aedes aegypti.

CONTROLE NACIONAL

Em 2015, foi criada a Sala Nacional de Coordenação e Controle, além de 27 Salas Estaduais e 2.029 Salas Municipais, com o objetivo de gerenciar e monitorar as iniciativas de mobilização e combate ao vetor, bem como a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. A Sala Nacional é coordenada pelo Ministério da Saúde e conta com a presença dos integrantes de outras oito pastas federais.

No primeiro ciclo de visitas domiciliares de 2017 (janeiro e fevereiro), foram visitados 41,8 milhões de imóveis em todo o país. No total, 34,9 milhões foram vistoriados (83,5%) e em 6,8 milhões, houve recusa ou estavam fechados.

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (29), o livro “Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS”, que reúne, em um único volume, a experiência do período de um ano de trabalho intensivo para identificar a causa do surto de microcefalia, que atingiu o país a partir do final do ano de 2015. O material detalha todo o processo da descoberta da origem do agravo e suas consequências.

ENCONTRO

Cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, gestores, profissionais da saúde, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), do Center for Disease Control and Prevention (CDC) e da Global Research Collaboration for Infectious Disease Preparedness (GloPID-R), bem como do setor produtivo público e privado, participarão desse encontro. Foram convidados todos os secretários de saúde estaduais e também gestores de secretarias municipais de locais em que a epidemia de zika, chikungunya, ou dengue teve maior impacto.

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) citou a Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika), como um bom exemplo de resposta rápida e eficaz para o enfrentamento da emergência de Zika no país. A Renezika foi apresentada como uma rede que congrega especialistas que contribuem para os avanços científicos e tecnológicos, fornecendo evidências que subsidiam a execução de políticas públicas.

Fonte: Portal da Saúde, por Victor Maciel e Camila Bogaz

(Foto: Erico Xavier)

Centro de Estudos vai abordar coleções biológicas como fonte de conhecimento

Você sabe o que são coleções biológicas? As coleções biológicas são responsáveis por documentar a biodiversidade, são registros da variação morfológica e genética, da distribuição geográfica, preservando informações de grande utilidade para o desenvolvimento de pesquisas no mundo inteiro.

Para falar sobre coleções biológicas como fontes de conhecimento, o Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta no dia (31/03), às 9h, a palestra “Coleções Biológicas: fonte dinâmica e permanente de conhecimento”, a ser ministrada pela Dra. Ormezinda Fernandes, pesquisadora e curadora da coleção biológica do ILMD.

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

SOBRE A PALESTRA

A apresentação vai abordar os tipos de coleções biológicas, e apresentar o histórico e atividades desenvolvidas na coleção biológica do Instituto, dividida em duas coleções: Coleção de Bactérias da Amazônia (CBAM) e Coleção de Fungos da Amazônia (CFAM).

Para Ormezinda Fernandes, a preservação das amostras pode colaborar com o desenvolvimento de outras pesquisas. “Através desse material armazenado, catalogado e preservado da maneira adequada, o pesquisador tem uma possibilidade maior de acessar a coleção para verificar se existe a amostra de interesse dele, sem precisar ir a campo”

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

FUNGOS E BACTÉRIAS

A coleção biológica conta com amostras de fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificados e conservados. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma, e foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica. As bacterianas são provenientes de amostras clínicas (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais).

As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto por linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileira, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Ormezinda Fernandes é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mestre em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Programa Multi-institucional de Pós-graduação em Biotecnologia pela Ufam. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Biologia e Fisiologia dos Microorganismos.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado na rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Flebótomos apresentam facilidade de adaptação em áreas de peridomicílios

Associados geralmente a áreas de florestas, alguns insetos apresentam facilidade de adaptação e provável reprodução em áreas de peridomicílio. O alerta foi feito no último encontro do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante a palestra “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”, ministrada pelo pesquisador e professor do ILMD, Dr. Felipe Arley Pessoa.

Segundo Pessoa, “durante muitos anos os flebótomos, vetores de leishmaniose, foram associados a áreas de floresta ou áreas tipicamente rurais”. Acreditava-se que ao adentrarem as florestas, em contato com os insetos infectados, as pessoas eram contaminadas e posteriormente desenvolveriam sintomas da doença.

Nos últimos anos, pesquisas realizadas no Nordeste e no Suldeste do Brasil, indicam que duas espécies apresentaram bom desenvolvimento no convívio humano. “Esses insetos possuem um índice de abundância muito grande no peridomicílio, mas quando você vai investigar a quantidade de espécies de flebótomos associados com sua abundância, o valor fica muito baixo. Em uma região que encontraríamos entre 25 e 30 espécies de flebotomíneos, apenas duas ou três estavam associadas ao ambiente urbano”, explicou Pessoa.

Apesar de estar sendo pouco acompanhado na Região Amazônica, o pesquisador ressalta que alguns estudos realizados na Comunidade do Rio Pardo, distante aproximadamente 200 quilômetros de Manaus, mostram que o comportamento dos insetos pode estar avançando próximo ao convívio humano. “Aqui na região Amazônica, estamos conseguindo acompanhar em um projeto com flebotomíneos, e observamos que o índice de diversidade e abundância desses insetos em áreas de peridomicílio são muito próximo do que estamos encontrando em floresta”.

FLEBÓTOMOS

Os flebótomos são pequenos insetos, que chegam a medir de 1 a 3 mm de comprimento, e podem ser encontrados ao redor das residências em locais sombreados e com matéria orgânica, como galinheiros, chiqueiros, canis e em lixeiras. As fêmeas precisam ingerir sangue para o desenvolvimento dos ovos e, dessa forma, picam tanto o cão quanto o homem, principalmente durante a estação chuvosa quando invadem as residências.

Ao picar o cão ou o homem, o flebótomo pode transmitir o protozoário chamado Leishmania chagasi, responsável, no Brasil, pela Leishmaniose visceral e tegumentar. Uma vez infectado o cão torna-se reservatório da doença, e pode ser fonte de infecção para outros animais ou mesmo para seres humanos que vivem ao seu redor.

(Foto: Eduardo Gomes)

(Foto: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.