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Fiocruz Amazônia promove atividades referentes à 14ª SNCT

Exposições, jogos e palestras marcaram o início das atividades referentes à 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovidas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). A abertura aconteceu no Espaço da Cidadania Ambiental (ECAM), localizado no mezanino do Manauara Shopping, zona centro-sul de Manaus.

O evento foi realizado pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a coordenação do Programa Ocas do Conhecimento Ambiental, da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Pela manhã, aproximadamente 40 alunos da Escola Municipal Villa Lobos, estiveram no espaço para participar das atividades e foram recepicionados pelo Diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, e pelo juiz da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), Adalberto Carim, que ressaltaram a importância do estudo científico e do contato dos jovens com esse tipo de conhecimento.

Na oportunidade, Sérgio Luz, ressaltou a importância do evento, e destacou exemplos para os alunos sobre a relevância da ciência na vida cotidiana. “Tem uma grande importância a semana de ciência e tecnologia na vida de cada um de nós, porque tudo hoje em dia é ciência, desde a comida que você come, a roupa que você veste, tudo é feito a partir de ciência.”

Os estudantes puderam assistir as palestras “Saúde Ecossistêmica”, ministrada pela pesquisadora Alessandra Nava, e “Ferramenta de detecção de aglomerados de doença”, ministrada pelo pesquisador Antônio Balieiro. Além disso, os alunos puderam acompanhar uma exposição sobre o trabalho do médico Carlos Chagas, responsável pela descoberta da doença de chagas.

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“Temos uma exposição sobre as doenças transmitidas por insetos, onde os alunos podem visualizar os insetos que transmitem doenças como dengue e malária, com o auxílio de microscópios e lupas. E temos também um espaço de jogos sobre saúde e alimentação, no qual apresentamos questões de saúde e alimentação saudável”, explicou Luz.

Carim destacou que a iniciativa promovida pela Fiocruz Amazônia se encaixa perfeitamente na proposta do espaço Ecam. “É uma oportunidade única que a gente tenha os jovens, que são nosso futuro, imergindo na ciência de maneira lúdica. Eles vão exercitar esse lado do conhecimento, vão se aprofundar de uma forma espontânea e divertida. E quando a gente percebe que esse espaço se presta a isso, a gente percebe que acertamos, pois a ideia era essa”, disse.

Para o gestor da Escola Municipal Villa Lobos, Enery Cavalcante, poder proporcionar esse tipo de atividade para os estudantes é fundamental. Ele informou que além de levar os alunos para atividades fora da escola, também pretende realizar esse tipo de trabalho dentro da unidade de ensino.

“Nós vamos realizar uma ação científica no dia 22 de novembro, chamada Bioexatas, onde vamos trabalhar diversos temas voltados para a Amazônia, acima de tudo, envolvendo geografia, ciências e matemática”, conclui.

SOBRE A SNCT

“A Matemática está em tudo” é o tema da 14ª SNCT, em 2017. A escolha deste tema se baseia Biênio da Matemática Gomes de Souza (2017-2018). Na Fiocruz Amazônia, as atividades terão continuidade entre os dias 21 e 24 de novembro.

A SNCT é realizada sempre no mês de outubro, sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

A ideia é aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País, criando uma linguagem acessível à população, por meios inovadores que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da Ciência, além de aprofundarem seus conhecimentos sobre o tema.

Ascom ILMD, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Estudantes do 6º CMPM recebem palestras e exposições do ILMD/ Fiocruz Amazônia

Com a proposta de incentivar, fomentar e apoiar o ensino e a pesquisa no âmbito escolar, o 6º Colégio Militar da Policia Militar do Amazonas (CMPM) – Escola Estadual Senador Evandro das Neves Carreira, realizou entre os dias 29 e 31 de agosto, a I Semana de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com o tema: “Educação em Saúde para viver melhor”.

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou do evento, por meio de apresentações de palestras e exposições. Um dos destaques entre as atividades apresentadas pela equipe da Fiocruz Amazônia, foi a exposição entomológica, bacteriana e de fungos, realizada pelos Laboratórios de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), e de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do ILMD.

“Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” foi o tema da palestra ministrada pela pesquisadora Rita Bacuri. Já a palestra ministrada por Layssa do Carmo, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), abordou a temática “micoses e doenças de pele”.

Os alunos puderam conferir ainda uma exposição de banners sobre a vida e obra do biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista brasileiro, Carlos Chagas, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, o pesquisador iniciou sua carreira no combate à malária.

O 6º CMPM fica situado à Avenida Felicidade s/n, no Conjunto Viver Melhor, Bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, e segue o modelo de administração dos demais Colégios sob Gestão da Policia Militar do Amazonas.

A ação visa potencializar as pesquisas realizadas no Instituto, por meio da divulgação dos resultados científicos e tecnológicos para além da academia, por meio de estratégias que alcancem a sociedade, realizando, assim, a popularização da ciência.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Foto: Edmilson Bibiani

Estudo sobre zika revela lesões oculares graves em bebês

Um ano e meio após o início da emergência sanitária internacional de microcefalia relacionada à infecção congênita do vírus zika, um novo estudo coordenado por especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) apontou que anormalidades oculares podem ser o único achado inicial dos bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta sugere a necessidade de se repensar os critérios de avaliação na triagem neonatal, para incluir o exame de fundo de olho de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus. Publicado na renomada revista americana The Journal of the American Medical Association (Jama) o artigo é fruto de uma parceria da Fiocruz, por meio do IFF e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), com a Universidade da Califórnia e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O trabalho envolveu a maior série de casos confirmados de exposição à zika com dados coletados sistematicamente. “Conseguimos fazer um estudo descritivo das anormalidades oculares, correlacionando-as com achados do sistema nervoso central, ocorrência de microcefalia e o momento da infecção materna a partir de uma coorte robusta, envolvendo bebês cujas mães tiveram resultado laboratorial positivo para a infecção na gestação”, destacou a oftalmologista pediátrica do IFF e autora do artigo, Andrea Zin.  Além de Andrea, participaram do estudo outros seis pesquisadores do Instituto: Maria Elisabeth Moreira, Zilton Vasconcelos, Marcos Vinicius Pone, Sheila Pone, Mitsue Aibe e Ana Carolina da Costa.

Das 112 crianças acompanhadas do nascimento até os seis meses de vida, 46 não tinham diagnóstico de microcefalia. No entanto, dez delas apresentaram anormalidades oculares ao exame de fundo de olho. O número representa 42% das crianças com algum tipo de lesão oftalmológica, sendo questões referentes ao nervo óptico e a retina os achados mais frequentes. O estudo também revelou que a maioria das gestantes foi infectada ainda no primeiro trimestre (58%). Em 33%, a infecção aconteceu no segundo trimestre e, em 8%, no final da gestação, já no terceiro trimestre.

As diretrizes atuais recomendam exames oculares em bebês com microcefalia, mas não inclui todas crianças potencialmente expostas ao vírus zika no útero. “Encontramos lesões significativas em crianças que não apresentavam microcefalia. Trata-se de alterações graves e quanto mais precoce for o diagnóstico, mais cedo a criança pode ser submetida a uma intervenção para habilitação da visão. Com esses achados, ressaltamos a necessidade de repensar os critérios de avaliação, de forma a incluir o exame de fundo de olho na triagem neonatal de todos os bebês com potencial exposição materna ao vírus”, destacou Andrea Zin.

Os achados, ilustrados no artigo do Jama, foram registrados por meio da RetCam, câmera fotográfica especial adquirida pela Fiocruz no final do ano passado. O investimento foi fundamental para possibilitar o estudo e sua publicação.  “Através deste equipamento, que fotografa em 360º o fundo de olho, conseguimos documentar as alterações com grande riqueza de detalhes, possibilitando a comparação de exames subsequentes. Com isso, foi possível não só refinar a capacidade de diagnóstico, como também tornar mais acessível a troca de informações entre especialistas”, finalizou a pesquisadora.

Por Aline Câmera (IFF/Fiocruz)

Fonte: AFN