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Palestra aborda desafios para publicação em periódicos de alto impacto

Atualmente, existem milhares de periódicos científicos no mundo. Diante desse vasto universo bibliográfico, como driblar as barreiras na hora de escrever, e escolher a revista onde você vai publicar uma descoberta que acabou de fazer? A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), trouxe em seu título o questionamento “Como escrever e publicar artigos em revistas internacionais?”

A abordagem foi feita pela pesquisadora do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, doutora Marina Temudo. Na ocasião, a pesquisadora falou também sobre temas relacionados a suas pesquisas, desenvolvidas no campo da agronomia política e ecologia política e humana, com abordagem interdisciplinar que inclui técnicas qualitativas e quantitativas.

Para a pesquisadora, uma das principais barreiras na hora de escrever para revistas internacionais é o domínio da escrita em inglês. “Penso que o maior problema não só dos brasileiros, mas também dos portugueses é a escrita em inglês, não só pelo domínio da língua inglesa, mas também pelo estilo de escrita em português ser muito rebuscado, com períodos muito longos. Mesmo quando a pessoa escreve em português e manda traduzir, se não fizerem um esforço de simplificar a redação antes de tradução, o tradutor não vai conseguir traduzir aquilo bem, transformando o conteúdo em algo sem sentido”, destacou.

Segundo Marina Temudo, outra dificuldade é a escolha da revista. “Temos de ser muito criteriosos, pois perdemos muito tempo para encontrar as revistas que se adequam a cada um dos temas que estamos trabalhando. Precisamos ler a revista, saber qual é o público preferencial dessa revista e suas respectivas áreas disciplinares”, explicou.

IMPACTO DE PUBLICAÇÔES

Outro fator que merece atenção dos pesquisadores são os Rankings internacionais, que avaliam o impacto de publicações científicas com base no número de vezes que seus artigos são citados em textos de outros periódicos. Publicar estudos relevantes o suficiente para conseguir um número grande de menções é uma das metas dos autores e das revistas.

ESTRATÉGIAS

Para a escolha da revista, a pesquisadora destacou as seguintes dicas: Saber a experiência de colegas que escrevem para essa revista; Ler muitos artigos publicados na revista escolhida, para conhecer o público; Conhecer o estilo de redação dos artigos; Estar atento as regras do periódico: dimensão, enfoque, estilo, nível de detalhe exigido, citação.

Antes de submeter o artigo, ela sugere que colegas, da mesma área e de outras, possam ler e contribuir com críticas. Mariana também pontua que é importante afinar o título para ser sintético e agarrar os leitores, verificar se o resumo descreve bem o argumento e as principais conclusões, conferir se o argumento está claro e se as secções estão bem ligadas umas às outras por um fio condutor, além de examinar se as conclusões estão bem relacionadas com o argumento, se dialogam com a literatura teórica, e principalmente se respondem às perguntas formuladas na primeira secção do artigo.

Sobre os entraves para publicar nas revistas de alto impacto, Mariana destacou que é importante não desistir. “Publicar um artigo em uma boa revista não é um Sprint, é uma maratona. Se temos confiança de que nosso artigo é bom devemos continuar a tentar publicar das boas revistas, pois essas revistas é que vão valorizar o nosso trabalho. Uma má revista possui milhares de publicações, podemos conseguir publicar nessas revistas, mas é um tiro em falso que estamos dando. Quando temos a certeza de que nosso trabalho é bom, devemos continuar até conseguir publicar em uma revista de alto impacto”, enfatizou.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Centro de Estudos vai abordar publicação de artigos em revistas internacionais

A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), traz em seu título o questionamento “Como escrever e publicar artigos em revistas internacionais?”

O tema será abordado pela pesquisadora do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, doutora Marina Temudo. O encontro acontece na sexta-feira, 11/8, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Claudia Ríos, Coordenadora do Centro de Estudos, e Vice-Diretora de Ensino, Comunicação e Informação do Instituto, “a palestrante falará sobre sua experiência como pesquisadora e sobre o processo contínuo de aprendizagem de escrita e publicação de artigos em revistas internacionais de alto impacto”.

Na ocasião, Marina Temudo abordará também temas relacionados a suas pesquisas, desenvolvidas no campo da agronomia política e ecologia política e humana, com abordagem interdisciplinar que inclui técnicas qualitativas e quantitativas. Seus trabalhos abrangem desde o uso da terra e mudanças na paisagem, até seguridade alimentar, conservação de agrobiodiversidade e conservação de recursos naturais indígenas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

Centro de Estudos vai abordar efeitos da ivermectina na biologia de vetor da malária

A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) tem como título “Efeitos da ivermectina na biologia de Anopheles aquasalis: implicações no controle e eliminação da malária”. O tema será abordado pelo pesquisador da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Vanderson Sampaio, na sexta-feira, 7/7, às 9h, no Salão Canoas, na sede do Instituto, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

O objetivo é apresentar à ​comunidade científica as descobertas mais recentes sobre os efeitos da Ivermectina, em um dos vetores de malária da América Latina, e as implicações no controle de malária na região. A Ivermectina é uma droga conhecida como endectocida, ou seja, possui efeitos em parasitos internos e externos, é indicada para o​ tratamento de oncocercose, escabiose, pediculose, helmintoses etc.

De acordo com Sampaio, “o principal mecanismo de ação da Ivermectina é nos canais de cloro mediados pelo glutamato. A droga se liga nesses lugares, promovendo desequilíbrio eletrolítico e causando paralisia muscular, levando o organismo-alvo à morte”. O pesquisador destaca que trata-se de um medicamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que não é exatamente novo, mas que um novo uso foi dado para ele.

ANOPHELES AQUASALIS

O Anopheles aquasalis é um mosquito, hospedeiro e transmissor da malária, encontrado geralmente no litoral, devido a sua preferência por águas com alguma salinidade, preferência esta que deu origem a seu nome.

Sua distribuição é limitada pelo fator salinidade, pois é mais favorável para o desenvolvimento de suas larvas em ambientes com teor elevado de cloreto de sódio, preferindo águas paradas e salobras, como terrenos temporariamente inundados pelas águas do mar.

SOBRE O PALESTRANTE

Vanderson Sampaio é doutor em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Bioinformática pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e graduado em Biologia também pela UFPA.

É biólogo da FVS-AM desde 2006. Atua principalmente nas áreas de Epidemiologia, bioestatística e análise de dados, entomologia, controle vetorial, georreferenciamento, uso de sistemas de informação geográfica e desenvolvimento de softwares e scripts para análise de bancos de dados computacionais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: divulgação

Centro de Estudos do ILMD promove palestra sobre divulgação científica e popularização da ciência

Com o objetivo de mostrar os principais cenários, diálogos de dificuldades e oportunidades, e como pode ser feito o trabalho de divulgação científica e popularização da ciência, a partir das mídias existentes e do papel social que as instituições de pesquisa devem exercer, a palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), terá como tema: “Divulgação científica e popularização da ciência: responsabilidade social”.

O assunto será abordado pelas pesquisadoras, Maria Olívia Simão, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pela jornalista, Cristiane Barbosa, doutoranda em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa (UFP/Portugal), nesta sexta-feira, 23/6, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Para Maria Olívia, a comunicação do que se faz nos laboratórios precisa chegar até a comunidade. Ela destaca que a sociedade é quem subsidias as pesquisas com o pagamento de impostos, principalmente na área da saúde que é um dos temas que mais desperta interesse da população.

Sobre a oportunidade de falar a respeito desta temática na programação do Centro de Estudos, a pesquisadora ressalta a importância desta sensibilização como parte da formação acadêmica. “Esse espaço tem como público prioritário os alunos de pós-graduação e iniciação científica, então é importante que eles recebam na formação essa sensibilização, para que cheguem no mercado como profissionais mais aptos a lidar com essa realidade”, enfatizou Simão.

PIONEIRISMO

Visando oferecer formação profissional e acadêmica na área de divulgação e jornalismo científico em saúde na Amazônia, capacitar para os processos gerais e técnicas, e aprofundar a reflexão sobre divulgação e jornalismo científico em saúde, com ênfase no contexto Amazônico, o ILMD/Fiocruz Amazônia, já formou duas turmas do curso de especialização em Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde na Amazônia.

O curso foi realizado pela Fiocruz Amazônia e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz RJ), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (SECTI-AM).

Participaram da especialização aproximadamente 60 profissionais com formação em comunicação social e áreas afins, atuantes na mídia local e assessores de comunicação das Instituições de Ensino e Pesquisa; bem como profissionais de outras áreas com experiência na temática da Divulgação Científica na Amazônia.

SOBRE AS PALESTRANTES

Maria Olívia Simão é doutora em Biologia de Água Doce e Pesca Interior, e mestre em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Foi Secretária Executiva Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas, Diretora Técnico Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Diretora Presidente da FAPEAM.

Cristiane Barbosa é doutoranda em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa (UFP/Portugal), Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela UFAM, especialista em Jornalismo Científico e Divulgação Científica em Saúde da Amazônia pelo (ILMD/Fiocruz Amazônia) e em Marketing Empresarial pela UFAM.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

 

 

Palestra apresenta tecnologia para o desenvolvimento de testes diagnósticos específicos

A palestra “Microarrays de peptídeos de alta resolução: da pesquisa básica ao desenvolvimento de vacinas, testes diagnósticos e anticorpos monoclonais terapêuticos”, apresentada na última sexta-feira 26/5, pelo representante da Empresa BioAlbra Biotecnologia, Dr. Pedro Simonini, no Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), trouxe ao público a apresentação de uma plataforma voltada para o desenvolvimento de testes diagnósticos específicos, capaz de diferenciar especificidades dos vírus da Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela.

“Em princípio é uma tecnologia que já existe, mas o produto que nós desenvolvemos tem um diferencial: Temos a informação completa do genoma e proteoma do vírus da Zika ou Dengue, Chikungunya, Febre Amarela e conseguimos analisar toda essa informação de uma vez”, explicou Simonini.

A grande flexibilidade dessa plataforma permite sintetizar microarranjos personalizados cobrindo desde pequenas sequências peptídicas até proteínas inteiras ou genomas virais completos. Os microarranjos demandam amostras pequenas de soro e podem ser usados em diversas aplicações, como mapeamento de epítopo e análise de substituição, desenvolvimento de vacinas, monitoramento imunológico, descoberta de biomarcadores, perfil de anticorpos do soro, antes e depois de infecções, administração de vacinas, ingestão de medicamentos, perfil de anticorpos autoimunes no soro de pacientes e perfil de anticorpos relacionados com processos alérgicos.

De acordo com o palestrante, o desenvolvimento da tecnologia permitiu a elaboração de projetos complexos de proteômica high-throughput. Através de exemplos concretos, a palestra teve o objetivo de demonstrar o potencial único e as inúmeras aplicações dessa tecnologia tanto em pesquisa básica como aplicada.

A plataforma tem capacidade de sintetizar desde pequenas sequências peptídicas até proteomas completos, como por exemplo: Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. “A flexibilidade de síntese de peptídeos nos permite adaptar a plataforma para qualquer organismo cujo genoma tenha sido sequenciado. Usando microarranjos de peptídeos de alta resolução podemos, por exemplo, caracterizar e diferenciar a resposta humoral entre virus semelhantes, distinguindo inclusive entre infecção e vacinação”, esclareceu Simonini.

Os Microarrays de peptídeos é um equipamento indispensável para diversas aplicações moleculares. O problema principal dessa tecnologia é a sua produção, pois cada peptídeo necessita ser sintetizado individualmente. Após sua síntese cada peptídeo precisa passar por um processo para se ligar ao suporte do microarranjos.

O processo tem limitações intrínsecas, pois além do custo elevado, não permite a produção de microarranjos de peptídeos de alta densidade. Para superar essas limitações, pesquisadores do German Cancer Reserach Center, em Heidelberg, desenvolveram a tecnologia. Usando o princípio de impressão a laser, os peptídeos são sintetizados diretamente sobre a superfície do microarranjo. Essa tecnologia garante uma flexibilidade única e quase ilimitada para sintetizar microarranjos de peptídeos de alta densidade.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE O PALESTRANTE

Pedro Simonini é graduado em Biologia, pela Universidade de Kiel, Alemanha e mestre trinacional e trilíngue em Biotechnologia, pelas Universidades de Strasbourg (França), Basel (Suiça), Freiburg (Alemanha) e Karlsruhe (Alemanha). Possui doutorado em Biologia Molecular do Câncer, pela Universidade de Heidelberg / German Cancer Research Center (DKFZ), Alemanha. Atua nas áreas de biotecnologia e biologia molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: biotechnologia, oncologia molecular, biologia de microRNAs, epigenética.

 

 

Centro de Estudos apresentará tecnologia capaz de diferenciar resposta humoral entre vírus semelhantes

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece na próxima sexta-feira 26/5, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Microarrays de peptídeos de alta resolução: da pesquisa básica ao desenvolvimento de vacinas, testes diagnósticos e anticorpos monoclonais terapêuticos”, que será ministrada pelo representante da Empresa BioAlbra Biotecnologia, Dr. Pedro Simonini.

Segundo o palestrante, o desenvolvimento de Microarrays de peptídeos de alta resolução possibilitou a elaboração de projetos complexos de proteômica high-throughput. Através de exemplos concretos, a palestra tem o objetivo de demonstrar o potencial único e as inúmeras aplicações dessa tecnologia tanto em pesquisa básica como aplicada.

A plataforma tem capacidade de sintetizar desde pequenas sequências peptídicas até proteomas completos, como por exemplo: Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. “A flexibilidade de síntese de peptídeos nos permite adaptar a plataforma para qualquer organismo cujo genoma tenha sido sequenciado. Usando microarranjos de peptídeos de alta resolução podemos, por exemplo, caracterizar e diferenciar a resposta humoral entre vírus semelhantes, distinguindo inclusive entre infecção e vacinação”, explicou Simonini.

Os Microarrays de peptídeos é um equipamento indispensável para diversas aplicações moleculares. O problema principal dessa tecnologia é a sua produção, pois cada peptídeo necessita ser sintetizado individualmente. Após sua síntese cada peptídeo precisa passar por um processo para se ligar ao suporte do microarranjos.

Esse processo tem limitações intrínsecas, pois além do custo elevado, não permite a produção de microarranjos de peptídeos de alta densidade. Para superar essas limitações, pesquisadores do German Cancer Reserach Center, em Heidelberg, desenvolveram a tecnologia. Usando o princípio de impressão a laser, os peptídeos são sintetizados diretamente sobre a superfície do microarranjo. Essa tecnologia garante uma flexibilidade única e quase ilimitada para sintetizar microarranjos de peptídeos de alta densidade.

A grande flexibilidade dessa plataforma permite sintetizar microarranjos personalizados cobrindo desde pequenas sequências peptídicas até proteínas inteiras ou genomas virais completos. Os microarranjos demandam amostras pequenas de soro e podem ser usados em diversas aplicações, como mapeamento de epítopo e análise de substituição, desenvolvimento de vacinas, monitoramento imunológico, descoberta de biomarcadores, perfil de anticorpos do soro, antes e depois de infecções, administração de vacinas, ingestão de medicamentos, perfil de anticorpos autoimunes no soro de pacientes e perfil de anticorpos relacionados com processos alérgicos.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE O PALESTRANTE

Pedro Simonini é graduado em Biologia, pela Universidade de Kiel, Alemanha e mestre trinacional e trilíngue em Biotechnologia, pelas Universidades de Strasbourg (França), Basel (Suiça), Freiburg (Alemanha) e Karlsruhe (Alemanha). Possui doutorado em Biologia Molecular do Câncer, pela Universidade de Heidelberg / German Cancer Research Center (DKFZ), Alemanha. Atua nas áreas de biotecnologia e biologia molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: biotechnologia, oncologia molecular, biologia de microRNAs, epigenética.

Centro de Estudos vai abordar legalidade dos processos de P&D que fazem uso da biodiversidade brasileira

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece na próxima sexta-feira 19/5, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Nova legislação de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado e seu impacto nas pesquisas”, que será ministrada pela assessora da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e ex-integrante do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente (CGEN/MMA), Manuela da Silva.

A apresentação vai abordar a Lei da Biodiversidade e o impacto da regulamentação da legislação na pesquisa, e no desenvolvimento tecnológico. Na oportunidade, a palestrante vai falar também sobre o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen).

Segundo Manuela, desde 2015 existe uma nova legislação de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado e repartição de benefícios, que trouxe mudanças importantes em relação à legislação anterior (MP 2.186/2001). “Há consideráveis avanços, no entanto temos uma situação complexa que é a indisponibilização até o momento, do sistema eletrônico (SisGen) para cadastro e notificação. Outro aspecto importante é o fato de termos apenas 1 ano, a partir da disponibilização do SisGen, para a regularização de todos os projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico”, explicou.

Serão debatidos temas relacionados ao uso da biodiversidade brasileira, acesso ao patrimônio genético, conhecimento tradicional associado e repartição de benefícios, além de esclarecimentos a respeito das medidas adotadas por instituições públicas e privadas para a implementação da Lei da Biodiversidade. O evento é voltado para membros da comunidade científica regional, entidades de apoio produtivo, interessados ou envolvidos diretamente com os assuntos em pauta.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Manuela da Silva é assessora da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Científicas, coordenando as Coleções Biológicas da Fiocruz. É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (INCQS/FIOCRUZ) desde 2003. Coordena a área de Coleções de Culturas da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM) e é membro do diretório executivo da World Federation of Culture Collection (WFCC).

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Edimilson Bibiani, ILMD/Fiocruz Amazônia

 

Pesquisador destaca importância de estudos sobre envenenamento por animais peçonhentos

“Apesar de frequentes e muitas vezes levarem a quadros graves, os casos de envenenamento por animais peçonhentos são problemas de saúde negligenciados pelos pesquisadores e acima de tudo pela indústria farmacêutica”, destacou o Dr. Welton Monteiro, professor do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) durante edição do Centro de Estudos do ILMD, realizado nesta sexta-feira 5/5.

A apresentação teve o objetivo de expor resultados de estudos clínicos sobre envenenamentos por animais, que são muito prevalentes na Amazônia Brasileira, dentre os quais podem ser citados: o ofidismo (acidentes por serpentes), escorpionismo, araneísmo, acidentes por arraias e por alguns insetos, como as taturanas ou lagartas de fogo e os potós.

A Bothrops Atrox (Jararaca) é responsável por 90% dos acidentes por serpentes na Amazônia. (Foto: Paulo Bernarde / UFAC)

A Bothrops Atrox (Jararaca) é responsável por 90% dos acidentes por serpentes na Amazônia. (Foto: Paulo Bernarde / UFAC)

Entre as dificuldades enfrentadas no tratamento, o pesquisador destacou o atraso no atendimento como grande fator de risco para a evolução com sequelas e para a mortalidade. “O soro, para alguns destes problemas, é o único tratamento específico e eficaz, mas o atraso na sua administração é o que na maioria das vezes se relaciona com casos graves e fatais”, explicou.

Na ocasião, Monteiro ressaltou também a importância da qualificação profissional, visando a melhoria do atendimento.  “Os profissionais de saúde, muitas vezes por um problema de formação, não sabem muito bem como lidar com o tratamento destes problemas. Além disso, no interior os serviços de saúde não dispõem de condições adequadas para atender estes pacientes, que em alguns casos demandam UTI e tratamento cirúrgicos especializados”, explicou.

(Foto: Paulo Bernarde / UFAC)

(Foto: Paulo Bernarde / UFAC)

A FMT-HVD, em parceria com instituições nacionais, incluindo o Instituto Butantan e o ILMD/Fiocruz Amazônia, vem tentando preencher as lacunas de conhecimentos que ainda são muitas nessa área, bem como vem investindo na formação de pessoal qualificado para atuar na pesquisa e assistência dos pacientes.

SOBRE O PALESTRANTE

Wuelton Monteiro é graduado em Farmácia-Bioquímica e mestre em Análises Clínicas pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), doutor em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (UFAM). Em 2016, foi credenciado como docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Atualmente é pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), onde atua na Gerência de Malária, desde 2011. É também professor adjunto da disciplina de Epidemiologia dos cursos de Graduação em Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Wuelton é coordenador, membro do corpo docente permanente e professor das disciplinas de Epidemiologia, Bioestatística, Acidentes por Animais Peçonhentos e Diagnóstico Laboratorial das Parasitoses Humanas, dos cursos de mestrado e doutorado em Medicina Tropical, da UEA/FMT-HVD. A

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Palestra vai abordar pesquisa clínica em envenenamentos por animais no Amazonas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) oferece nesta sexta-feira 5/5, às 9h, a palestra “Pesquisa clínica em envenenamentos por animais no Estado do Amazonas”, a ser ministrada pelo Dr. Welton Monteiro, professor do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do ILMD/Fiocruz Amazônia, e pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

O objetivo é apresentar os recentes estudos, aspectos clínicos, epidemiológicos e terapêuticos dos envenenamentos por serpentes e outros animais peçonhentos. Na ocasião, o pesquisador vai falar sobre planejamento de estudos observacionais aplicados ao estudo da carga e de fatores associados aos envenenamentos, planejamento de estudos de prognóstico e estudos de intervenção aplicados à prevenção e terapêutica dos envenenamentos, e manejo dos envenenamentos baseado em evidências.

SOBRE O PALESTRANTE

Wuelton Monteiro é graduado em Farmácia-Bioquímica e mestre em Análises Clínicas pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), doutor em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (UFAM). Em 2016, foi credenciado como docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Atualmente é pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), onde atua na Gerência de Malária, desde 2011. É também professor adjunto da disciplina de Epidemiologia dos cursos de Graduação em Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Wuelton é coordenador, membro do corpo docente permanente e professor das disciplinas de Epidemiologia, Bioestatística, Acidentes por Animais Peçonhentos e Diagnóstico Laboratorial das Parasitoses Humanas, dos cursos de mestrado e doutorado em Medicina Tropical, da UEA/FMT-HVD. A

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Foto: Divulgação

 

Palestra vai abordar aplicações de raio-x na biotecnologia

A biotecnologia cuida normalmente da parte orgânica das substâncias, e nisso os métodos de Raios-X podem auxiliar com a determinação das estruturas tridimensionais destas moléculas. Para expor a utilização desses métodos, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta no dia 7/4, às 9h, a palestra “Métodos de raio-x e suas aplicações na Biotecnologia”, a ser ministrada pela Dra. Cláudia Cândida, pesquisadora do Grupo Crowfoot, e professora do curso de engenharia química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo Cândida, os elementos inorgânicos podem influenciar na ação antioxidante, na coordenação de moléculas complexas utilizadas como fármacos, bem como serem extraídos e influenciar na toxicidade do produto final.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Cláudia Cândida é graduada em Química e doutora em Físico-Química pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professora do curso de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde é líder do Grupo Crowfoot de Métodos de Raios-X de pesquisa.

Trabalha principalmente com os seguintes temas: cristalografia, química quântica (método semi-empírico), quimiometria, deternimação de estruturas de pequenas moléculas por difração de raios-X por monocristais, difração de raios-X por amostras policristalinas e fluorescência de raios-X.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Divulgação