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Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga mais um módulo do curso de Especialização Vigilância em Saúde na Rede de APS

Até sábado, 24/2, acontece em Tabatinga (AM), o quarto módulo Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A disciplina Vigilância Epidemiológica I está sendo ministrada desde o dia 19/2, pelos professores José Ueleres Braga e Daniel Barros de Castro. Nesta etapa são abordados conceitos e métodos epidemiológicos aplicados à vigilância e controle de doenças e agravos à saúde: medidas epidemiológicas e desenhos de estudo; técnicas de análise de dados aplicados ao diagnóstico de saúde da população residente na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru; e introdução à investigação de surtos e epidemias: propósitos, etapas e operacionalização.

O curso iniciou no dia 23/10/2017 com alunos do Brasil, Peru e Colômbia. As aulas são ministradas no Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga).

 O próximo módulo, Vigilância Epidemiológica II, será realizado no período de 19 a 24 de março.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Organização Panamericana de Saúde – Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Para outras informações sobre o curso, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Valderice Mendes

 

Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

O Ministério da Saúde atualizou nesta semana as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 30 de janeiro de 2018) foram confirmados 213 casos de febre amarela no país, sendo que 81 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.080 casos suspeitos, sendo que 432 foram descartados e 435 permanecem em investigação, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 30 janeiro de 2017, eram 468 casos confirmados e 147 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

CAMPANHA

A campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela começou na última quinta-feira (25) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A antecipação foi adotada porque o Ministério da Saúde já repassou, a ambos os estados, os insumos que serão utilizados nas campanhas. A campanha de vacinação no estado da Bahia começa no dia 19 de fevereiro.

Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde vai encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, e está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para a Bahia.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou, as Unidades Federadas, o quantitativo de aproximadamente 58,9 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 49,8 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 19,7 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 30/01/2018

Distribuição dos casos confirmados no período sazonal de monitoramento

Fonte: Ministério da Saúde
Foto: Fiocruz, por  Raquel Portugal