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Sessão especial na Aleam para a Fiocruz Amazônia é marcada por fortes emoções

Emoções, recordações e homenagens calorosas marcam a Sessão Especial em celebração aos 23 anos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e ao Ano Oswaldo Cruz: 100 anos de falecimento do patrono da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ocorrida nesta sexta-feira, 22/9, no Plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

A homenagem foi requerida pelo deputado Luiz Castro (Rede/AM) e foi aprovada por unanimidade pelos deputados da Casa Legislativa. A Sessão inicialmente foi presidida pelo deputado Serafim Corrêa (PSB) e contou com a presença da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), autoridades, convidados e comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, que lotou o plenário.

O deputado Luiz Castro iniciou falando da importante missão da Fiocruz no Amazonas e do trabalho dos cientistas: “nada é mágico ou algo que se faça num repente”, disse o deputado, lembrando também do trabalho de Oswaldo Cruz e de sua passagem pela Amazônia, no início do século XX, para combater a malária e a febre amarela.

“Quando o agente de saúde entra em atuação, saiba que a Fiocruz já esteve ali antes”, complementa o deputado falando da importância da ciência e da necessidade de se integrar o mundo da ciência, tecnologia, saúde e inovação (CTS&I) com a política, e da necessidade de envolvimento dos cientistas na política, para defender e fortalecer a ciência.

A senadora Vanessa Grazziotin reforçou o discurso do deputado Luiz Castro, em relação à necessidade de aproximação entre cientistas e políticos, para a melhoria das condições de vida das populações, e para balizar proposituras e emendas que beneficiem o povo brasileiro. “Não dá para falar de saúde pública sem falar da Fiocruz”, complementa, lembrando que o momento político requer união para defender o povo brasileiro, pois “infelizmente, a saúde tem sido dirigida pela força de mercado”, denuncia a senadora.

Outro emocionante discurso foi feito pelo deputado Serafim Correa sobre o trabalho dos pesquisadores da Fiocruz no Amazonas e do esforço e comprometimento de pessoas como o médico e ex-diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Dr Marcus Barros, e do pesquisador do Instituto, Antônio Levino, falecido neste ano.

HOMENAGENS

Em reconhecimento às atividades e ações desenvolvidas na educação, pesquisa e desenvolvimento de produtos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, foi entregue ao diretor do Instituto, Sérgio Luz, uma placa alusiva aos 23 anos de oficialização do Instituto.

Na oportunidade, também foram reconhecidos pelo relevante trabalho frente ao ILMD/Fiocruz Amazônia, Marcus Barros (ex-diretor), Luciano Toledo (ex-diretor), Roberto Sena Rocha (ex-diretor), o pesquisador Antônio Levino (in memoriam), a pesquisadora Maria Luiza Garnelo, Carlos Alberto Duarte (servidor mais antigo) e Sérgio Luz, atual diretor. As homenagens representaram todos que contribuíram e contribuem para a atuação da Fiocruz no Amazonas.

Sérgio Luz, em sua fala, homenageou o patrono da Fundação, Oswaldo Cruz, que “lutou por questões que até hoje são caras para o povo brasileiro, como o saneamento básico”,  e nos legou “uma instituição que envolve todo o ciclo do conhecimento: da pesquisa à oferta de produtos e de serviços”.

Na oportunidade, o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia também discorreu sobre o trabalho e comprometimento de pessoas como Marcus Barros e Luciano Toledo, que tendo como exemplo o patrono da Fiocruz, uniram esforços para construir um saber regional e “contribuir para uma Amazônia mais justa através da educação, da ciência e da tecnologia para a saúde”, disse, ao reconhecer também a dedicação daqueles que não mediram esforços para consolidar uma unidade técnico-científica da Fiocruz na Amazônia, .

Representando o Governo do Amazonas, o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), Bernardino Albuquerque, ressaltou a importância do trabalho da Fiocruz na Amazônia, e lembrou o quanto é gratificante ler os escritos dos cientistas Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. Lembrou com carinho do casal Leônidas e Maria Deane, e da contribuição de Leônidas em sua formação acadêmica, pois ele foi membro de sua banca de mestrado, na década de 70.

PRESIDENTE

Outro momento especial foi marcado pela transmissão do vídeo enviado pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, que devido a compromisso internacional não pode estar presente à Sessão Especial, mas enviou depoimento agradecendo à Aleam e ao deputado Luiz Castro as homenagens a Oswaldo Cruz e seu legado, e aos 23 anos da Fiocruz Amazônia.

Nísia Lima ressaltou a importância do reconhecimento ao legado deixado pelo patrono da Fiocruz, “uma instituição voltada para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação, à serviço da vida, à serviço da população brasileira. Na região amazônica e no estado do Amazonas, o Instituto Leônidas & Maria Deane cumpre esse papel de estar realizando pesquisas, ações educacionais e de estar trabalhando em rede com as secretarias de estado e municipais, em prol do benefício da saúde na região, trazendo aportes importantes para todo o Brasil, em suas várias áreas de conhecimento”, disse.

A presidente finalizou seu discurso lembrando suas passagens pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, na realização de cursos de pós-graduação, e parabenizou a comunidade Fiocruz no Amazonas pelas homenagens.

APRESENTAÇÃO CULTURAL

A Sessão Especial encerrou com a apresentação musical de Inah Bastet, cantora e compositora, cabocla, nascida às margens do rio Madeira, que imprime em suas canções toques e requintes amazônicos, representando a ancestralidade, cotidiano, amor e demais elementos da região.

A cantora  se apresenta em festivais pelo Brasil, sempre destacando  sua pluralidade musical amazônica, entoando um timbre forte e envolvente. Em sua apresentação em homenagem ao Ano Oswaldo Cruz e 23 anos do  ILMD/Fiocruz Amazônia, Inah Bastet contou com a participação das musicistas Dani Colares (no violino)  e Fúlvia  (no violão).

COMEMORAÇÃO

Após a Sessão Especial, servidores, bolsistas, alunos, terceirizados, prestadores de serviço, homenageados, o deputado Luiz Castro e convidados foram recebidos na sede do Instituto, onde além dos emocionados discursos, cantaram parabéns e cortaram bolo comemorativo ao aniversário de 23 anos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia será homenageada na Aleam

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) aprovou por unanimidade Sessão Especial em homenagem aos 23 anos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e ao Ano Oswaldo Cruz: 100 anos de falecimento do médico, sanitarista e pesquisador Oswaldo Cruz.

O requerimento de homenagem é de autoria do deputado Luiz Castro (Rede/AM).  A Sessão Especial será no próximo dia 22, às 9h,  no Plenário Ruy Araújo, que fica na Av. Mário Ypiranga Monteiro, nº 3.950, Parque Dez, Manaus (AM).

O anúncio da Sessão Especial na Aleam foi muito bem recebido pela comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia. Para o diretor do Instituto, Sérgio Luz, a homenagem reflete o reconhecimento do poder público pelo trabalho desenvolvido pela Fiocruz no Amazonas.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia

“Ficamos muito felizes com esta primeira homenagem que a Fiocruz Amazônia recebe da Aleam. Este reconhecimento é de grande importância para a Fiocruz que há 23 anos vem construindo sua história na Amazônia. Agradecemos ao deputado Luiz Castro pela iniciativa e ao presidente da Casa Legislativa, deputado Abdala Fraxe”, declarou Sérgio Luz.

O diretor do ILMD ressaltou ainda que “a homenagem é dirigida a todos que juntos estão na luta para construir uma Fiocruz na Amazônia, para a Amazônia”. Portanto, a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, composta por servidores, alunos, bolsistas, terceirizados, prestadores de serviço e instituições parceiras, está convidada a participar da Sessão Especial.

Acesse o convite AQUI.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Câmara homenageia Oswaldo Cruz em sessão solene

Um projeto de lei tornando a Fiocruz “patrimônio nacional da Saúde Pública” foi apresentado pelo deputado Odorico Monteiro (PSB-CE) durante sessão solene em homenagem aos cem anos da morte do sanitarista Oswaldo Cruz, realizada na manhã de 9 de agosto no plenário da Câmara dos Deputados. A proposta de projeto de lei prevê a concessão do título para instituições com mais de 70 anos de atuação no campo da Saúde Pública, ao mesmo tempo em que o concede à Fiocruz. O parlamentar cearense também é responsável pelo requerimento para realização da sessão.

O Hino Nacional tocado pelo saxofonista Leopoldo Crisostómo marcou a abertura da sessão, onde, por mais de três horas, os feitos do sanitarista Oswaldo Cruz – ações de combate e controle da febre amarela, da peste bubônica, criação do Instituto Soroterápico Federal, dentre outras tantas – foram relembradas por parlamentares, cientistas, ex-ministros da saúde e convidados. Na mesa solene, o deputado Odorico Monteiro, o senador Humberto Costa (PT-PE), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Moreira, a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Maria Dolores Perez, o representante do Conselho Superior da Fiocruz, Pedro Tauil, e o representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Jurandir Frutuoso. Na plateia, os ex-ministros da Saúde, José Temporão, José Agenor Alvarez, Alceni Guerra e o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG).

Anunciando-se um “orgulhoso” servidor da Fiocruz, Odorico Monteiro destacou que a frase do sanitarista “Não esmorecer para não desmerecer” é lema a ser seguido, sobretudo, “em tempos difíceis como o atual”. Relatou ações da instituição em diversos campos do conhecimento, destacando o papel transformador da educação, lembrou os 26 cursos de mestrado e doutorado da Fiocruz. A capacidade de produzir 500 milhões de doses de vacina foi citada assim como a advertência “no século 20, o Brasil perdeu a tecnologia da química fina e estamos prestes a perder a janela de oportunidade dos biológicos. Penso que a Fiocruz tem um papel importante para reduzir essa dependência”.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, historiou a trajetória de Oswaldo Cruz e disse estar “administrando o Ministério da Saúde com muita energia e coragem para fazer as mudanças necessárias” e informou que irá propor um novo modelo de financiamento do SUS, o qual privilegiará a saúde e não a doença, e gerará uma economia de R$ 50 bilhões. Tais alterações estão sendo pactuadas na tripartite. Tão logo falou, o Ministro deixou a sessão alegando compromisso.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e o deputado Odorico Monteiro na abertura oficial de mostra sobre Oswaldo Cruz. Foto: Edilson Rodrigues.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, passeou rapidamente pela trajetória histórica da instituição destacando, dentre outros, a participação ativa na reforma sanitária e a articulação do processo produtivo da saúde. Falou de desafios do presente e projeções para o futuro. Dentre eles, o fortalecimento da Fiocruz na articulação do sistema de ciência, tecnologia e inovação nas dimensões regional, nacional e global, preparar a instituição para a quarta revolução tecnológica (internet das coisas, medicina personalizada como estratégia de saúde pública), a educação permanente, sistemas inteligentes e preditivos na vigilância, atenção e promoção da saúde, e outras. Destacou o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável, com a redução das assimetrias territoriais e regionais, nacionais e globais, em uma sociedade de conhecimento inclusiva e voltada para o cidadão.

“Meu avô deve estar dando voltas na tumba”, afirmou Vera H. Oswaldo Cruz, neta do fundador da Fiocruz. Veemente observou que, passado um século, o Brasil tem dengue, zika, chikungunya e “pasmem, a febre amarela!”. Rogou aos parlamentares que façam emendas a favor da saúde, bradando pelo cumprimento do preceito constitucional “saúde é direito de todos e dever do estado”. Disse estar na hora de arregaçar as mangas, deixar de lado discussões se mosquito é municipal, estadual ou federal e trabalhar muito. Observou que o maior legado da Fiocruz é ousar, buscar o novo, e que seu maior tesouro é a diversidade.

Pedro Tauil, integrante do Conselho Superior da Fiocruz, falou da importância histórica da Fiocruz no combate de doenças, nas campanhas e na produção de vacinas e na formação de profissionais para a saúde. Humberto Costa, ex- ministro da Saúde, destacou a monumental trajetória de conquistas da instituição.

Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, citou pesquisa da instituição que mostra ser Oswaldo Cruz e a Fiocruz, respectivamente, o cientista e a instituição científica mais conhecidos do pais. Falou do quadro difícil que enfrentam as instituições de pesquisa, alegando que os cortes e contingenciamento adotados pelo governo ameaçam fortemente o futuro do Brasil.

A representante adjunta da Opas/OMS no Brasil, Maria Dolores Perez-Rosales, disse que “a Opas se sente honrada em ter a fundação que leva o nome de Oswaldo Cruz [Fiocruz] como um Centro Colaborador para Políticas Farmacêuticas, para Educação de Técnicos de Saúde, para Saúde Pública e Ambiental, para Leptospirose e para Saúde Global e Cooperação Sul-Sul. Nossas instituições são parceiras há vários anos. Essa colaboração nos permite desenvolver ações que beneficiam milhões ou até mesmo bilhões de pessoas”.

Pela tribuna do plenário da Câmara dos Deputados, passaram diversos deputados, que destacaram a importância de Oswaldo Cruz e a fundação que criou, a exemplo de Raquel Muniz (PSDB-MG), Chico d’Ângelo (PT-RJ), Jandira Fegalli (PCdoB-RJ), Saraiva Felipe (PMDB-MG), Mandeta (DEM-MS), Lindbergh Faria (PT-RJ), Carmen Zanotto(PPS-SC), Jorge Solla (PT-BA) e Pollyana Gama (PPS-SP). Justa Helena, presidente da Asfoc, e Gerson Campos, da Associação dos Pós-graduandos da Fiocruz, também ocuparam a tribuna.

Finda a sessão, foi aberta oficialmente a mostra Oswaldo Cruz: ciência e saúde no projeto nacional, que ocupará até 17 de agosto, o corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Fiocruz Brasília, por Valéria Padrão

Fiocruz relembra os 100 anos de falecimento de Oswaldo Cruz

Neste ano a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) relembra os 100 anos de falecimento de seu patrono, Oswaldo Gonçalves Cruz. Para celebrar, foi instituído o Ano Oswaldo Cruz: ciência e saúde no projeto nacional, uma proposta de mobilização para todas as unidades da Fiocruz recordarem a trajetória de um dos maiores pesquisadores da história do Brasil.

A oportunidade também é propícia para revisitar o legado de Oswaldo Cruz e repensar a Fiocruz de hoje e do futuro. O projeto Ano Oswaldo Cruz tem oito eixos temáticos: Promoção da ciência, tecnologia e inovação em benefício da sociedade e a serviço da vida; A importância do papel de uma instituição pública na produção e inovação em saúde; Fiocruz na articulação do sistema de ciência, tecnologia e inovação, nas dimensões regional, nacional e global; Desafios dos objetivos de desenvolvimento sustentável; Políticas e Estratégias de Saúde: passado, presente e futuro com perspectivas ao fortalecimento do SUS; Preparação da Fiocruz para a 4ª Revolução Tecnológica; A Fiocruz e a Educação Permanente; e Democracia e perspectiva nacional na prospecção institucional.

O cientista, médico e sanitarista Oswaldo Cruz nasceu em São Luís do Paraitinga (SP), em 5 de agosto de 1872, e faleceu em 11 de fevereiro de 1917. Sua família se transferiu para o Rio de Janeiro em 1877. Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de janeiro em 1892, apresentando a tese de doutoramento A vehiculação microbiana pelas águas.

Para saber mais sobre a trajetória de Oswaldo Cruz, clique.

Confira aqui as informações sobre o Ano Oswaldo Cruz: ciência e saúde no projeto nacional.

Em sites e publicações das unidades da Fiocruz será utilizado o selo comemorativo ao Ano Oswaldo Cruz.

Ascom – ILMD/Fiocruz Amazônia