Fiocruz Amazônia inicia em Tabatinga (AM) curso de especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS

O município de Tabatinga (AM) recebe nesta semana profissionais de saúde do Brasil, Peru e Colômbia para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

 A abertura do curso ocorreu na segunda-feira (23/10), no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos.

O curso inicia com 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.  A mesa de abertura foi composta por Carlós Campelo (Organização Panamericana de Saúde – Opas), Edgard Magalhães (Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde – Aisa/MS), Miriam de Moura Mar  (Laboratório de Fronteira de Tabatinga), Hermísio Coelho Pedrosa (Coordenadoria Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai), Ercivan Gomes de Oliveira (Ifam/Campus Tabatinga), Fernando Herkrath (coordenador do curso, do ILMD/Fiocruz Amazônia) e Sérgio Luz (diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia).

Sérgio Luz revelou que há algum tempo a Fiocruz Amazônia vinha tentando trazer um curso dessa magnitude para os profissionais que atuam no Alto Solimões, na tríplice fronteira, e que dessa vez, com apoio dos parceiros, foi possível para a Fiocruz oferecer curso presencial, que une a parte de vigilância com a atenção primária e percebe essa região como um único território.

“Nossa finalidade com este curso é justamente capacitar os profissionais que estão à frente desses serviços e começar a ter um olhar diferenciado para essa região, que será transformado em medidas diretas para a população que aqui vive, e que enfrenta sérios problemas de saúde. Esse quadro nós começamos a reverter, a partir do momento em que se tem profissionais mais capacitados e prontos para agir e pensar o que é melhor para resolução dos nossos problemas”, disse Sérgio Luz.

Carlós Campelo, parabenizou a Fiocruz Amazônia pela iniciativa e disse que a proposta do curso de integrar a vigilância em saúde com a atenção primária é uma oportunidade e também um desafio, especialmente por estar numa região de fronteira amazônica.  “Esse curso vai ter muita história a contar”, presumiu, recomendando também que os alunos aproveitem o curso ao máximo.

Edgard Magalhães lembrou que a Aisa-MS é apoiadora do curso desde a sua concepção, principalmente por apresentar uma possibilidade de proposta internacional e por pensar a vigilância em saúde e a atenção primária não só na bacia do Rio Solimões, mas também do Rio Amazonas, que é uma bacia plurinacional e que compartilha as mesmas experiências, o que torna o curso uma oportunidade riquíssima.

Para Fernando Herkrath, o curso é resultado um grande esforço e investimento das instituições e profissionais envolvidos para a realização da especialização em  Tabatinga. Além disso,  haverá um esforço permanente no decorrer do curso, para a compreensão por parte dos alunos, dos distintos sistemas de saúde e de vigilância dos países envolvidos, como ferramenta indutora de futuros programas e ações conjuntas.

ALUNOS

Para o aluno Moisés Solimões Pinheiro, antropólogo, que atua na vigilância sanitária, no município de Benjamin Constant (AM), região fronteiriça, o curso é uma oportunidade para enriquecer o conhecimento e também melhorar o serviço que desempenha na fronteira com o Peru.

O agente de endemias, Adriano Saldanha, também de Benjamim Constant, espera aprimorar seus conhecimentos e tornar-se multiplicador de tudo que aprender para compartilhar com os outros profissionais de saúde que atuam na fronteira.

 

Para a bióloga e especialista em  análises clínicas,  Deijane Alves Grandes, de Tabatinga, que trabalha na Prefeitura, o curso é uma excelente oportunidade para interagir com outros profissionais da saúde e, a partir dessas experiências, enriquecer seu conhecimento, juntamente com o que for levado pelos professores.

 

Para Wieslawa Guivanni Alava Flores, do Centro de Investigacion em Enfermidades Tropicales – INS-Cietrop, de Iquitos – Peru, o curso irá oferecer uma grande oportunidade de integração e discussão em torno das endemias comuns na região.

INÍCIO DAS AULAS

Após a abertura do evento, os alunos deslocaram-se à sala de aula, no Ifam/Tabatinga, para receberem informações sobre o curso, tais como carga horária, presença, sistema de avaliação etc. Em seguida, iniciaram o primeiro módulo: “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrado por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo  (ProEpi/MS).

Segundo a professora Sarah Ferraz, do ProEpi/MS, que atua em saúde pública, saúde coletiva e em vigilância em saúde com foco em APS, a disciplina tem como finalidade fazer a integração entre os alunos, conduzindo-os para que cada um conheça um pouco do cenário do outro, de outro país, e discutir possibilidade de integração entre países e sistemas de saúde.

Ainda nesta semana, os alunos terão Metodologia, com o coordenador e professor do curso, Fernando Herkrath.

PARCEIROS

O curso é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Evento na Fiocruz Amazônia aborda infecção fúngica negligenciada no Amazonas

Pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação participaram na última sexta-feira (20/10) do “I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM”. O evento foi promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), organizado pelas pesquisadoras da Instituição, Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

Segundo a coordenadora do encontro, Joycenea Matsuda, o objetivo principal do evento foi reunir profissionais da saúde pública para discutir sobre a doença negligenciada, e propor iniciativas que auxiliem na criação de programas que possam orientar melhor os pacientes no Amazonas. “A ideia inicial era organizar com várias instituições, profissionais de saúde para tentar dar início a um ciclo de debates sobre os problemas dessa doença, que ocorre no nosso Estado”, explicou.

Durante palestra, a médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra, apresentou um panorama da Criptococose no Brasil. Ainda na ocasião, houve mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

“Essa micose é na verdade uma infecção fúngica, que entra pelo organismo humano através da respiração, da mesma maneira como a tuberculose, se instala nos pulmões e pode progredir para outras áreas do corpo. Essa é uma realidade que precisa ser conhecida”, destacou a pesquisadora.

Márcia Lazéra avaliou de forma positiva o evento. “Foi uma proposta muito feliz do grupo das diversas instituições que trabalham com doenças infecciosas aqui no Estado do Amazonas. Foi uma percepção muito boa, que nasceu de uma necessidade de uma situação que já ocorre na Amazônia”.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

Matsuda destacou que é importante difundir os conhecimentos sobre a criptococose, uma vez que os sintomas podem assemelhar-se com outras doenças. “A imagem que o fungo ocasiona no pulmão é semelhante a imagem do câncer. Muitos casos de Criptococose são confundidos com outras doenças”, disse.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Fiocruz Amazônia promove I Encontro de Criptococose 

Acontece nesta sexta—feira, 20/10, o I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM. O evento é promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia) e será realizado no Salão  Canoas, na sede do Instituto, à  rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

O Encontro tem como público-alvo pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação. A organização  é das pesquisadoras do ILMD/Fiocruz Amazônia Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

A abertura do evento será 9h e, em seguida, haverá a palestra da médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra,  que abordará O Panorama da Criptococose no Brasil. Depois, haverá mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

Acesse aqui a programação completa.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Pesquisadora do ILMD recebe Prêmio Enfermeira Miracy Vasconcelos Guimarães

A pesquisadora Joycenea Matsuda, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi uma das personalidades agraciadas com o Prêmio Enfermeira Miracy Vasconcelos Guimarães, durante a realização do I Simpósio Estadual de Tuberculose e HIV do Amazonas, organizado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), ocorrido de 16 a 18/10, no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

O Amazonas é o Estado com maior número de casos de tuberculose no País. O Simpósio teve como objetivo apresentar o contexto atual da Tuberculose, sua interação com outras doenças nos municípios do Estado e as medidas necessárias para o controle da doença. Durante o evento, Joycenea Matsuda ministrou a palestra “Diagnóstico e Tratamento da Tuberculose em maiores de 10 anos”.

PREMIAÇÃO

O Prêmio Enfermeira Miracy Vasconcelos Gonçalves foi lançado no Simpósio, chamado de ‘Oscar da TB’, e homenageou instituições, personalidades, profissionais e municípios que se destacam na luta pelo controle da tuberculose no Estado.

Joycenea Matsuda recebeu o prêmio na categoria Destaque Profissional, por sua atuação no tratamento e controle da tuberculose no Amazonas.

SOBRE A PESQUISADORA

Joycenea Matsuda é graduada em medicina pela Universidade do Rio de Janeiro (Unirio), especialista em Pneumologia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp-Fiocruz), mestre em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia e médica da Policlínica Cardoso Fontes, da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam). Sua atuação médica é na área de Pneumologia Sanitária, especialmente com as temáticas Tuberculose, Epidemiologia e Micologia Médica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Divulgação

 

Fiocruz Amazônia abre processo seletivo para pesquisador visitante

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lança chamada pública para seleção simplificada de candidatos à bolsa de Pesquisador Visitante para brasileiros e estrangeiros.   As inscrições iniciam amanhã (18/10) e vão até o próximo dia 3 de novembro.

Para esta chamada pública está sendo oferecida uma bolsa na modalidade Pesquisador Visitante, no entanto, pode haver ampliação para até três bolsas, dependendo da disponibilidade orçamentária e financeira do ILMD/Fiocruz Amazônia. A linha de pesquisa da oferta é Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a Populações Indígenas e Outros Grupos em Situações de Vulnerabilidade do Programa de Pós-graduação Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

O valor mensal da bolsa é de R$ 6.136,00 (seis mil e cento e trinta e seis reais), e terá a duração de dois anos, podendo ser prorrogada por mais dois.

O processo seletivo é realizado em conformidade com a Portaria ILMD N.044/2017, que institui o Programa de Pesquisador Visitante (PV/ILMD/Fiocruz Amazônia), no âmbito do Programa de Fomento ao Ensino e à Pesquisa do Instituto, sob contrato Nº 26/2016, com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (PFEP/ILMD/Fiotec).

Acesse aqui a página do processo seletivo.

SOBRE O PV/ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA

O Programa de Pesquisador Visitante tem por objetivos fixar temporariamente pesquisadores com título de doutor, para atuar na Instituição; viabilizar a participação de pesquisadores e profissionais de alto nível nas equipes de pesquisadores e docentes da Instituição, visando o intercâmbio cientifico, tecnológico e a inovação;  possibilitar a participação de pesquisadores e profissionais de alto nível em projetos de pesquisa científica e/ou de desenvolvimento tecnológico, e de desenvolvimento e aperfeiçoamento qualitativo dos Programas de Pós-graduação Stricto e Lato Sensu; além de colaborar com o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC/ILMD), nas áreas de saúde, ciências biológicas e das ciências sociais e humanas em saúde.

Informações sobre o processo seletivo podem ser solicitados através do e-mail posgradvida.ilmd@fiocruz.br

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: divulgação

Divulgada a homologação das inscrições do curso de mestrado do PPGBIO-INTERAÇÂO

Divulgado hoje (17/10) o resultado da primeira etapa do processo seletivo do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O resultado refere-se à homologação das inscrições e fornece informações sobre o local da prova de conhecimentos específicos.

Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos a seguir para a segunda etapa, que compreende a submissão à prova escrita discursiva, a ser realizada no Salão Canoas do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no dia 26/10, de 14h às 17h.

Na correção da prova de conhecimentos específicos serão observados os seguintes critérios: adequação entre respostas e perguntas formuladas; Compreensão da bibliografia indicada; capacidade de contextualização teórica e metodológica da bibliografia indicada; capacidade de expressão escrita, incluindo coesão argumentativa; precisão conceitual; clareza e fluência; bem como adequação à norma culta do português escrito.

O resultado da homologação das inscrições está disponível no sistema Sigass em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 .

O ILMD/Fiocruz Amazônia situa-se na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Este é o segundo processo seletivo para o PPGBIO-Interação. A primeira turma iniciou o curso em março deste ano.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Alimentação saudável na fase escolar foi tema de atividades no ILMD

Em homenagem ao Dias das Crianças, o Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) por meio da Vice diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional, através do Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) promoveu na última quarta-feira (11/10) o evento “Lancheira Saudável”.

A ação foi composta por uma palestra para os pais, ministrada pela nutricionista Camila Cyrino, visando estimular o hábito da alimentação saudável em crianças na fase escolar. As crianças participaram ainda de uma oficina de culinária, com a proposta de orientar quanto a importância do preparo correto de lancheiras saudáveis.

Segundo o coordenador do Nust/ILMD, Rafael Petersen, a inciativa faz parte de um ciclo de ações voltadas para os colaboradores da Unidade. “Quando pensamos em promover a saúde do trabalhador, é importante pensar que ela não é apenas voltada para o trabalhador, mas também se estende para os familiares. A nossa intenção é orientar e trazer informações para que esses trabalhadores disseminem as ações de saúde para seus familiares, pensando no conceito de qualidade de vida”, explicou.

Confira aqui a galeria de fotos.

Na ocasião, a nutricionista Camila Cyrino destacou que a principal dificuldade apontada pelos pais é a rotina. “A dificuldade em consumir menos ou mais determinados alimentos está no planejamento, na rotina acelerada, no tempo para preparar a refeição”, disse.

Camila Cyrino é umas das idealizadoras do projeto Lápis de maçã, uma ação de educação nutricional, idealizado juntamente com a nutricionista Renata Dantas. O projeto possui o objetivo de estimular a alimentação saudável de forma divertida e adequada para crianças dentro das escolas da cidade de Manaus.

LANCHEIRA SAUDÁVEL

Durante a oficina, as crianças receberam orientações sobre quais alimentos devem compor o lanche escolar. De forma lúdica, as nutricionistas auxiliaram as crianças na montagem de uma lancheira mais colorida, composta por frutas variadas.

Segundo a nutricionista do Nust/ILMD, Sarah Cordeiro, é muito significante passar essas informações, para que as crianças tenham o conhecimento sobre o que devem ou não comer. “A educação nutricional ajuda a criança a entender melhor a alimentação saudável, mesmo que ela esteja olhando muitas vezes para comerciais de TV, que falam que determinados alimentos são saudáveis sem ser”.

SOBRE O NUST

O Núcleo também promove ações para a realização de exames médicos periódicos, análise ergonômica dos postos de trabalho, palestras de orientação em saúde, ações em biossegurança e brigada de incêndio, além de parcerias com diversos órgãos públicos da região de Manaus para a formação de uma rede de relacionamento e colaboração em estudos e intervenções em saúde do trabalhador.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Cortes em Ciência e Tecnologia podem inviabilizar pesquisas

A queda no orçamento público para Ciência e Tecnologia neste ano e no próximo pode inviabilizar pesquisas em andamento no país. Este é o diagnóstico dos pesquisadores brasileiros que estiveram na Câmara dos Deputados na última terça-feira (10/10) para entregar um abaixo-assinado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contra os cortes. O documento da campanha Conhecimento sem Cortes reuniu mais de 80 mil assinaturas. Proposto pelo deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), o debate envolveu membros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), além de universidades e outras entidades representativas.

A comunidade científica afirma que o orçamento de investimentos do setor passou de R$ 8,4 bilhões em 2014 para R$ 3,2 bilhões este ano. Para 2018, o programado é ainda menor, de R$ 2,7 bilhões.

Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Ildeu Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lembrou que 23 ganhadores do Prêmio Nobel enviaram uma carta ao presidente Michel Temer em setembro, alertando que os cortes podem comprometer o futuro do Brasil.

“Reconhecer a importância da ciência brasileira, assinar uma carta, o que não é comum. Assinar uma carta ao presidente da República de um país, dizendo da importância da ciência brasileira, que ela tenha continuidade. E, no entanto, nos envergonha que a gente veja que cientistas do exterior, desse alto quilate, tenham mais sensibilidade com a ciência brasileira que nossos governantes”, afirmou o presidente da SBPC.

O coordenador de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Wilson Savino, que representou a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, na audiência pública, disse que “sem sombra de dúvida, a resposta que o Brasil deu na epidemia de zika, quando fomos confrontados com uma doença cuja causa era até então desconhecida, só foi possível porque estávamos preparados do ponto de vista de informação e equipamentos. Uma política que dê continuidade aos cortes fará com que, em outra epidemia, não tenhamos condições de dar a resposta que demos. É fundamental que em todas as áreas do conhecimento, inclusive na Saúde, possamos recuperar o orçamento”.

MINISTÉRIO

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações informou, por meio de nota, que está trabalhando para elevar os recursos deste ano e que os valores de 2018 ainda não estão fechados.

Helena Nader, da Academia Brasileira de Ciências, disse que o trabalho dos pesquisadores está presente na alta produtividade agrícola do país e na exploração de petróleo em águas profundas. Ela disse que países como a Coreia do Sul gastam mais de 4% do Produto Interno Bruto em Ciência e Tecnologia; enquanto o Brasil investe cerca de 1%.

O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica, Fernando Peregrino, disse que o problema também é de gerenciamento de recursos. Segundo ele, o sistema de Justiça brasileiro gasta quase 2% do PIB, o dobro do que tem o setor de Ciência e Tecnologia. Nos Estados Unidos, segundo ele, os gastos com C&T representam 2,4% do PIB enquanto o sistema de justiça tem 0,2%.

A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) pediu aos colegas que atuem para reverter os cortes. “Como é que se quer disputar a hegemonia no mundo – e isso não se fará sem ciência, sem tecnologia, sem inovação – se vai se andando para trás na destinação de recursos públicos para essas áreas? É algo incompreensível, é algo burro, me desculpe a força da expressão”, disse.

TETO DE GASTOS

Outros deputados e convidados afirmaram que os cortes decorrem da emenda constitucional que fixou um teto de gastos para o país pelos próximos 20 anos, enquanto o pagamento da dívida pública não sofre interrupções. Eles também defenderam a manutenção do ensino superior público.

Fonte: Agência Fiocruz, por Ricardo Valverde (CCS/Fiocruz)

Projeto da Fiocruz Amazônia concorre ao Prêmio de Incentivo em CT&I para o SUS

O pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), é um dos indicados ao Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS, edição XVI, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

A indicação do projeto “Desenvolvimento e avaliação de metodologias simplificadas, com potencial utilização pela rede básica de saúde, para o diagnóstico molecular de agravos importantes na região Amazônica” ao Prêmio foi feita pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  (Susam).

Felipe Naveca recebeu com entusiasmo a indicação e disse que o projeto teve como objetivo principal avaliar e desenvolver alguns protocolos para detecção de patógenos de interesse da Região Norte, como tuberculose, dengue, malária e outros arbovírus.

“A ideia do projeto era desenvolver um protocolo que fosse o mais simples possível para ser utilizado em laboratórios com pouca estrutura, como por exemplo os laboratórios do interior do Amazonas, que têm uma estrutura menor; para isso trabalhamos com uma metodologia chamada LAMP, e junto com o Instituto Senai de Inovação e Microeletrônica, em Manaus, desenvolvemos o protótipo de um equipamento pensado com esse desafio de ser simples e capaz de nos dar as respostas que necessitamos. O ensaio é realizado dentro desse equipamento, que mantem a temperatura ideal, e o próprio equipamento faz a detecção se a amostra é positiva ou não.  O sistema foi todo desenvolvido pelas equipes da Fiocruz Amazônia e Senai”, explica Naveca.

O pesquisador revelou ainda que foi desenvolvido um aplicativo para celular que se comunica com o equipamento para que ele mostre os resultados, tornando-o mais simples e  fácil de ser levado para qualquer lugar.

O projeto foi financiado pelo Ministério da Saúde inscrito numa chamada do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS), através do Decit/SCTIE/MS e Fapeam.

A premiação ocorrerá em São Paulo, durante o evento “Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde: conectando pesquisas e soluções”, nos dias 29 e 30 de novembro, promovido pela Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).

Além da entrega do Prêmio, estão previstas palestras, painéis,  feira de oportunidades e rodas de conversas para que os pesquisadores possam apresentar seus produtos/processos a empresas e a gestores como estratégia de investimento no desenvolvimento tecnológico em saúde.

Confira a programação em  http://portalsaude.saude.gov.br/ctis2017

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Divulgado resultado do processo seletivo para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde

Divulgado nesta terça-feira 10/10, o resultado Final do Processo Seletivo da Chamada Pública Nº004/2017 – para o Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS na Tríplice Fronteira do Alto Solimões.

O curso é vinculado ao Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Vigilância em Saúde, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e será ministrado no município de Tabatinga (AM), à margem esquerda do Rio Solimões, na fronteira com a Colômbia e o Peru.

As vagas são destinadas a profissionais de nível superior que exerçam atividades em unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, ou equivalente.

O curso tem duração de 12 meses, com carga horaria de 440 horas, distribuídas entre disciplinas e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). As aulas ocorrerão em tempo integral – manhã e tarde – em sistema modular, ou seja, uma semana por mês, de segunda a sábado.

Acesse aqui o resultado

O curso é resultado de parceria com Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), ​Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde (Opas), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia

Foto: divulgação