Divulgado resultado das inscrições homologadas para curso de especialização em vigilância em saúde

Divulgado nesta quarta-feira, 27/9, o resultado das inscrições homologadas para o processo seletivo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Vigilância em Saúde, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O curso será realizado no município de Tabatinga (AM), localizado à margem esquerda do Rio Solimões, na fronteira com a Colômbia e o Peru. As aulas iniciam no próximo mês de outubro e ocorrem de 23/10 a 29/10/17.

Confira aqui as inscrições homologadas

O curso é resultado de parceria com Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), ​Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde(Opas), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme o edital da Chamada Pública Nº 004/2017, estão sendo oferecidas 20 vagas. A carga horaria é de 440 horas, distribuídas em disciplinas e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que ocorrerão em 12 meses, em período integral – matutino e vespertino – em sistema modular, uma semana por mês, de segunda a sábado.

PÚBLICO-ALVO

O curso é destinado aos profissionais de nível superior que desempenham suas funções e exerçam atividades em unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, ou equivalente, na microrregião do Alto Solimões.

O ILMD/Fiocruz Amazônia não concederá bolsa de estudo para os classificados.

Ascom/ ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz promove Conferência Livre de Vigilância em Saúde

A Fiocruz sedia no dia 17 de outubro, das 9h às 16h30, a Conferência Livre de Vigilância em Saúde Fiocruz – Direito, conquista e defesa de um SUS público e de qualidade. O encontro, que acontece no Museu da Vida, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, faz parte da preparação da Fundação para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), a ser realizada em novembro em Brasília.

A Conferência Livre da Fiocruz tem o objetivo de discutir os principais pontos do documento orientador divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). Espera-se identificar lacunas e possíveis contribuições da Fundação para o documento.

Ao final das discussões, ocorrerá a eleição de representantes da Fiocruz para a CNVS. Grupos que se organizem acima de 50 pessoas podem indicar delegados para a Conferência Nacional, até o limite de quatro.

Segundo Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação, que participa da Conferência da Fiocruz representando a Abrasco, “a primeira CNVS é uma possibilidade extraordinária de conectar por definitivo a vigilância em saúde ao SUS, ou seja, compreender a vigilância como responsabilidade do estado e como direito da sociedade. É uma possibilidade também de ressaltar o papel estratégico da vigilância na melhoria do quadro sanitário, em especial a redução da mortalidade infantil e da desnutrição e do aumento da expectativa de vida”.

Quatro eixos temáticos estão previstos para a Conferência Livre: 1) o lugar da vigilância em saúde no SUS; 2) responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde; 3) saberes, práticas, processos de trabalho e tecnologias na vigilância em saúde; 4) vigilância em saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde.

“Esta é a primeira conferência de Vigilância em Saúde do país, e fornecerá subsídios para as políticas na área”, diz Tânia Maria Peixoto Fonseca, assessora da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz. ”Para a Fiocruz, ela é especialmente importante, porque vigilância se confunde com a própria história da Fundação. A Fiocruz trabalha em todas as áreas de vigilância, desde a sanitária até a formação de profissionais, incluindo também o combate a doenças transmissíveis e a produção”.

De acordo com Ronald dos Santos, que participará da mesa de abertura da Conferência Livre da Fiocruz ao lado da presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, a CNVS tem o objetivo de “construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Mais informações podem ser obtidas com a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência (CVSLR). Tel: (21)3885-1614. E-mail: cvslr@fiocruz.br

Confira a programação:

André Costa (Agência Fiocruz de Notícias)

 

Fiocruz realizará em Manaus capacitação para técnicos e gestores sobre o software SisVuClima

Aumento de temperatura de até 5°C, redução de 25% no volume da precipitação total anual e elevação de 36% no número de dias seguidos sem chuva. Esses cenários climáticos associados a dados sobre saúde, população vegetação, ocorrência de eventos extremos e estruturas socioeconômicas, permitem definir quais municípios do estado do Amazonas estariam vulneráveis à mudança do clima. Este diagnóstico é feito a partir de uma inovação tecnológica, um software, intitulado Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), que gera mapas temáticos, tabelas e gráficos sobre os 62 municípios do Amazonas. Nos dias 27 e 28 de setembro, 25 gestores e técnicos do estado, participarão de uma capacitação sobre o SisVuClima, no Quality Hotel Manaus (Avenida Mário Ypiranga, 1090, Adrianópolis).

A proposta da ferramenta é possibilitar o planejamento de ações a médio e longo prazo para reduzir os impactos das mudanças climáticas e aumentar a capacidade de adaptação da população a este novo cenário. O sistema é um produto do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, executado pela Fiocruz Minas em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

DESASTRE NATURAIS E CONSEQUÊNCIAS

O SisVuClima gera 67 tipos de informações sobre os municípios amazonenses, incluindo dados sobre a ocorrência de desastres naturais. De acordo com a ferramenta, as porções sul e sudeste do estado seriam as mais impactadas para este indicador. O município de São Paulo de Olivença, por exemplo, seria o mais suscetível a lidar com deslizamentos decorrentes de fortes chuvas, enchentes, enxurradas, alagamentos, seca/estiagem e incêndios florestais. Boca do Acre, Canutama e Humaitá também seriam cidades mais vulneráveis a essas situações.

A região de Manaus tende a ser afetada por deslizamentos e inundações devido à elevada concentração populacional. Os impactos das mudanças climáticas podem dificultar o acesso à água potável, gerar insegurança alimentar e prejudicar a pesca, a agricultura e a pecuária, principalmente de subsistência. Especificamente para o Amazonas, as secas comprometeriam a navegação e, consequentemente, o abastecimento de água, alimentos e combustível.

POBREZA E MUDANÇA DO CLIMA

Uma das análises feitas a partir do software se relaciona à pobreza, considerando o acesso da população a serviços de saúde, educação e qualidade de vida. Os municípios de Tapauá, Juruá, Santa Isabel do Rio Negro e Atalaia do Norte seriam os mais afetados ao se considerar este indicador, principalmente devido aos dados sobre mortalidade infantil, ao analfabetismo e à baixa renda. Tais fatores contribuem para uma vulnerabilidade elevada, tendo em vista que as populações residentes nessas cidades teriam mais dificuldades para lidar com os efeitos adversos do clima.

FERRAMENTA INOVADORA

O SisVuClima é composto por três módulos: cadastro de informações necessárias para o cálculo dos indicadores, a geração dos índices e subíndices e a visualização de resultados por meio de mapas temáticos e gráficos.

O coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Minas, Ulisses Confalonieri, destaca a relevância do software para os municípios do Amazonas. “O sistema possibilita identificar qual parte do território está mais e menos vulnerável às alterações do clima e os mais aptos a se recuperar de possíveis impactos climáticos. Com essas informações, o gestor terá um instrumento para nortear suas ações e um critério quantitativo para dar prioridade às estratégias de atuação”, ressalta o pesquisador.

A ferramenta também foi desenvolvida para avaliar a vulnerabilidade dos municípios do Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Na capacitação do Amazonas, participarão representantes das seguintes instituições: Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema); Secretaria de Estado de Saúde (Susam); Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Instituto Leônidas & Maria Deane – Fiocruz Amazônia; Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS – AM); Defesa Civil; Fundação Amazonas Sustentável; Fundação Vitória Amazônica e Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam).

O quê: Capacitação Software SisVuClima

Quando: dias 27 e 28 de setembro

Horário: de 8h30 às 18h

Onde: Quality Hotel Manaus (Avenida Mário Ypiranga, 1090, Adrianópolis)

Fiocruz Minas, por Reginaldo Alves 
Foto: Reginaldo Alves 

Sessão especial na Aleam para a Fiocruz Amazônia é marcada por fortes emoções

Emoções, recordações e homenagens calorosas marcam a Sessão Especial em celebração aos 23 anos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e ao Ano Oswaldo Cruz: 100 anos de falecimento do patrono da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ocorrida nesta sexta-feira, 22/9, no Plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

A homenagem foi requerida pelo deputado Luiz Castro (Rede/AM) e foi aprovada por unanimidade pelos deputados da Casa Legislativa. A Sessão inicialmente foi presidida pelo deputado Serafim Corrêa (PSB) e contou com a presença da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), autoridades, convidados e comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, que lotou o plenário.

O deputado Luiz Castro iniciou falando da importante missão da Fiocruz no Amazonas e do trabalho dos cientistas: “nada é mágico ou algo que se faça num repente”, disse o deputado, lembrando também do trabalho de Oswaldo Cruz e de sua passagem pela Amazônia, no início do século XX, para combater a malária e a febre amarela.

“Quando o agente de saúde entra em atuação, saiba que a Fiocruz já esteve ali antes”, complementa o deputado falando da importância da ciência e da necessidade de se integrar o mundo da ciência, tecnologia, saúde e inovação (CTS&I) com a política, e da necessidade de envolvimento dos cientistas na política, para defender e fortalecer a ciência.

A senadora Vanessa Grazziotin reforçou o discurso do deputado Luiz Castro, em relação à necessidade de aproximação entre cientistas e políticos, para a melhoria das condições de vida das populações, e para balizar proposituras e emendas que beneficiem o povo brasileiro. “Não dá para falar de saúde pública sem falar da Fiocruz”, complementa, lembrando que o momento político requer união para defender o povo brasileiro, pois “infelizmente, a saúde tem sido dirigida pela força de mercado”, denuncia a senadora.

Outro emocionante discurso foi feito pelo deputado Serafim Correa sobre o trabalho dos pesquisadores da Fiocruz no Amazonas e do esforço e comprometimento de pessoas como o médico e ex-diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Dr Marcus Barros, e do pesquisador do Instituto, Antônio Levino, falecido neste ano.

HOMENAGENS

Em reconhecimento às atividades e ações desenvolvidas na educação, pesquisa e desenvolvimento de produtos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, foi entregue ao diretor do Instituto, Sérgio Luz, uma placa alusiva aos 23 anos de oficialização do Instituto.

Na oportunidade, também foram reconhecidos pelo relevante trabalho frente ao ILMD/Fiocruz Amazônia, Marcus Barros (ex-diretor), Luciano Toledo (ex-diretor), Roberto Sena Rocha (ex-diretor), o pesquisador Antônio Levino (in memoriam), a pesquisadora Maria Luiza Garnelo, Carlos Alberto Duarte (servidor mais antigo) e Sérgio Luz, atual diretor. As homenagens representaram todos que contribuíram e contribuem para a atuação da Fiocruz no Amazonas.

Sérgio Luz, em sua fala, homenageou o patrono da Fundação, Oswaldo Cruz, que “lutou por questões que até hoje são caras para o povo brasileiro, como o saneamento básico”,  e nos legou “uma instituição que envolve todo o ciclo do conhecimento: da pesquisa à oferta de produtos e de serviços”.

Na oportunidade, o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia também discorreu sobre o trabalho e comprometimento de pessoas como Marcus Barros e Luciano Toledo, que tendo como exemplo o patrono da Fiocruz, uniram esforços para construir um saber regional e “contribuir para uma Amazônia mais justa através da educação, da ciência e da tecnologia para a saúde”, disse, ao reconhecer também a dedicação daqueles que não mediram esforços para consolidar uma unidade técnico-científica da Fiocruz na Amazônia, .

Representando o Governo do Amazonas, o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), Bernardino Albuquerque, ressaltou a importância do trabalho da Fiocruz na Amazônia, e lembrou o quanto é gratificante ler os escritos dos cientistas Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. Lembrou com carinho do casal Leônidas e Maria Deane, e da contribuição de Leônidas em sua formação acadêmica, pois ele foi membro de sua banca de mestrado, na década de 70.

PRESIDENTE

Outro momento especial foi marcado pela transmissão de vídeo enviado pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, que devido a compromisso internacional não pode estar presente à Sessão Especial, mas enviou depoimento agradecendo à Aleam e ao deputado Luiz Castro as homenagens a Oswaldo Cruz e seu legado, e aos 23 anos da Fiocruz Amazônia.

Nísia Lima ressaltou a importância do reconhecimento ao legado deixado pelo patrono da Fiocruz, “uma instituição voltada para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação, à serviço da vida, à serviço da população brasileira. Na região amazônica e no estado do Amazonas, o Instituto Leônidas & Maria Deane cumpre esse papel de estar realizando pesquisas, ações educacionais e de estar trabalhando em rede com as secretarias de estado e municipais, em prol do benefício da saúde na região, trazendo aportes importantes para todo o Brasil, em suas várias áreas de conhecimento”, disse.

A presidente finalizou seu discurso lembrando suas passagens pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, na realização de cursos de pós-graduação, e parabenizou a comunidade Fiocruz no Amazonas pelas homenagens.

APRESENTAÇÃO CULTURAL

A Sessão Especial encerrou com a apresentação musical de Inah Bastet, cantora e compositora, cabocla, nascida às margens do rio Madeira, que imprime em suas canções toques e requintes amazônicos, representando a ancestralidade, cotidiano, amor e demais elementos da região.

A cantora  se apresenta em festivais pelo Brasil, sempre destacando  sua pluralidade musical amazônica, entoando um timbre forte e envolvente. Em sua apresentação em homenagem ao Ano Oswaldo Cruz e 23 anos do  ILMD/Fiocruz Amazônia, Inah Bastet contou com a participação das musicistas Dani Colares (no violino)  e Fúlvia  (no violão).

COMEMORAÇÃO

Após a Sessão Especial, servidores, bolsistas, alunos, terceirizados, prestadores de serviço, homenageados, o deputado Luiz Castro e convidados foram recebidos na sede do Instituto, onde além dos emocionados discursos, cantaram os parabéns e cortaram bolo comemorativo ao aniversário de 23 anos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Estudo aponta que dengue aumenta risco à vida do feto

A zika não é mais a única infecção por arbovirose a ser considerada letal para um bebê em desenvolvimento. Um estudo científico detectou que a dengue também pode representar um risco à vida do feto. Ter dengue durante a gestação quase dobra a probabilidade de um bebê nascer morto ou morrer durante o parto, enquanto a dengue severa aumentaria em cinco vezes as chances de um natimorto – nome dado à morte do feto acima de 500g dentro do útero ou durante o parto.

O achado, publicado na edição de setembro do periódico The Lancet, foi obtido a partir da análise dos registros de sistemas de informações brasileiros. Para chegar a tais resultados, os pesquisadores cruzaram os dados de mais de 162 mil natimortos e 1,5 milhão de nascidos vivos, sendo que, desses, 275 natimortos e 1.507 nascidos vivos tinham sido expostos a dengue. Este é o primeiro estudo realizado em larga escala a demonstrar a associação. Apenas um estudo anterior, com uma pequena amostra de um hospital, indicou a relação entre a infecção e natimorto.

O artigo, intitulado Symtomatic dengue infection during pregnancy and the risk os stillbirth in Brazil, 2016-12: matched case-control study, contou com a autoria dos pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) Enny Paixão, Mauricio Barreto, Maria Glória Teixeira e Laura Rodrigues, em parceria com pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Universidade de São Paulo (USP) e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido.

DADOS

O estudo foi realizado com dados obtidos entre dezembro de 2012 e janeiro de 2016 do Sistema de informação de Nascimentos (Sinasc), Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan).

A análise indicou que o risco de natimortos, entre todos os nascimentos registrados no período, foi de 11 por 100 nascidos vivos. Já quando considerado apenas a amostra das mães infectadas por dengue, a taxa de incidência foi de 15 por 1.000. Quando considerada a gravidade da doença, a dengue severa aumenta o risco de natimorto em cinco vezes, cerca de três vezes mais que a dengue comum.

Os mecanismos pelos quais a dengue causaria o nascimento de natimortos é desconhecido, mas os pesquisadores apontam três hipóteses para explicar o fenômeno: os sintomas de dengue afetariam diretamente o feto; a dengue causaria mudanças na placenta; ou o próprio vírus teria um efeito direto no bebê em formação.

Apesar de, desde os anos 1980, o Brasil passar por sistemáticas epidemias de dengue, a doença era considerada letal apenas quando atingia sua forma hemorrágica, que agravava o quadro do infectado podendo levar a morte. No entanto, com a epidemia de anomalias congênitas associadas à zika ocorrida em 2015, a investigação científica se voltou para os efeitos das infecções virais durante a gestação.

Em 2015, cerca de 2.6 milhões de bebês foram considerados natimortos no mundo. A estimativa é que infecções virais, no geral, representam cerca de 14% de todos os óbitos fetais. Algumas infecções possuem forte evidência científica de associação com natimortos: sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus e parvovírus B19.

Confira no site da Fiocruz Bahia entrevista com a autora principal do estudo, a pesquisadora do Cidacs Enny Paixão, doutoranda da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres.

Fiocruz Bahia

Foto: Fiocruz Imagens

 

Sessão especial na Aleam contará com presença marcante da comunidade Fiocruz Amazônia

Na sexta-feira, 22/9, às 9h, a comunidade Fiocruz Amazônia comparecerá em sua totalidade à Sessão Especial em homenagem aos 23 anos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e ao Ano Oswaldo Cruz: 100 anos de falecimento do médico, sanitarista e pesquisador Oswaldo Cruz.

A homenagem é de autoria do deputado Luiz Castro (Rede/AM), e foi aprovada por unanimidade pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). O evento será no Plenário Ruy Araújo, que fica na Av. Mário Ypiranga Monteiro, nº 3.950, Parque Dez, Manaus (AM).

Servidores, terceirizados, alunos, prestadores de serviço, bolsistas e instituições parceiras do ILMD/Fiocruz Amazônia estarão presentes à solenidade, que expressa o reconhecimento do poder público pelo trabalho desenvolvido pela Fiocruz no Amazonas.

MOBILIZAÇÃO

O anúncio da Sessão Especial na Aleam foi muito bem recebido pela comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia. “Ficamos muito felizes com esta homenagem. Este reconhecimento é de grande importância para a Fiocruz que há 23 anos vem construindo sua história na Amazônia” declarou o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz.

A comunidade ILMD está se mobilizando para o evento e aproveita para refletir sobre os esforços alcançados pela Fiocruz Amazônia até 2017, bem como se enche de garra para cumprir sua missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública

“A homenagem é dirigida a todos que juntos estão na luta para construir uma Fiocruz na Amazônia, para a Amazônia”, complementa Sérgio Luz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Suframa e Fiocruz Amazônia discutem possibilidade de parceria para produção de biofármacos na ZFM

Em reunião ocorrida na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) com a presença do diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz, e do vice-diretor de gestão do Instituto, Carlos Carvalho, o superintendente da Suframa,  Appio Tolentino, afirmou que o potencial da região para desenvolver produtos com matéria prima local é algo que deve ser explorado e que pode gerar empregos tanto na Zona Franca de Manaus quanto em outras regiões.

Durante o encontro, ocorrido recentemente, foram debatidas oportunidades de parcerias entre as duas instituições com vistas a estabelecer um polo fitoterápico e de biofármacos na região, com aproveitamento da matéria prima regional.

Para Appio Tolentino, a perspectiva de um polo de fitoterápicos “possibilitará a formação de capital humano qualificado tanto para atender as demandas do setor industrial quanto para o setor comercial e de serviços, e isso poderá fomentar o segmento em todo o País”, afirmou.

Outros pontos positivos com o estabelecimento de um polo de biofármacos na Zona Franca será o incremento da produção de ciência e tecnologia na região, além de aperfeiçoar a cadeia produtiva do setor de medicamentos. “Acredito que temos que buscar uma maior aproximação entre a Suframa e a Fiocruz para realizarmos um trabalho em conjunto, que gere resultados imediatos para a sociedade”, destacou Tolentino.

Para o diretor da Fiocruz Amazônia, “há grandes oportunidades na região que podemos identificar e aproveitar, como a produção em escala industrial do anti-inflamatório ‘unha de gato’, tão conhecido localmente e tão efetivo. Parcerias público-privadas podem contribuir neste sentido”, complementou Sérgio Luz.

Como resultado deste encontro, brevemente o superintendente da Suframa irá conhecer as instalações do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), unidade da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, com vistas ao aprofundamento de parcerias.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Informações: Portal Suframa

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente lança novo prêmio

Estão abertas as inscrições para a 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) da Fiocruz. Coordenada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic) da Fundação, a Olimpíada é um projeto educativo voltado a professores e alunos da Educação Básica de todo o Brasil, que busca estimular a produção de trabalhos interdisciplinares sobre saúde e meio ambiente em escolas públicas e privadas. As inscrições são gratuitas e vão até 31 de julho de 2018. Acesse aqui o Regulamento.

A novidade na competição é o inédito Prêmio Obsma – Ano Oswaldo Cruz. Unindo-se às homenagens pelo centenário de morte do cientista, a Olimpíada irá conferir esta premiação especial a um trabalho sobre saúde e meio ambiente que tenha utilizado como fontes de pesquisa artigos, capítulos, livros, teses, dissertações e/ou recursos educacionais (multimídias, jogos educacionais, sites, entre outros) produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz.

Além disso, a 9ª Obsma vai reafirmar a importância dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pelas Nações Unidas estimulando que os trabalhos abordem de forma crítica e criativa temas da Agenda 2030. Uma das formas de promover esta iniciativa será por meio das Oficinas Pedagógicas, que a Olimpíada realiza desde 2013. Nelas, uma equipe multidisciplinar dialoga com grupos de professores sobre as relações entre educação, saúde, meio ambiente e ciência em sala de aula. As Oficinas, que acontecem com apoio do CNPq e parcerias locais, são gratuitas e abertas a professores da Educação Básica do estado, município ou região em que ocorrem, e a programação é sempre divulgada no site e nas redes sociais. Saiba mais aqui.

Professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), podem inscrever na 9ª Obsma trabalhos sendo desenvolvidos nas escolas entre 2017 e 2018, inserindo-se em uma das três modalidades: Produção Audiovisual, Produção de Texto ou Projeto de Ciências. As inscrições são gratuitas.

Acesse o site oficial para conferir o Regulamento completo da 9ª edição, os próximos eventos e outras notícias. A Obsma também está no Facebook, no Twitter e no YouTube.

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente conta com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 Obsma/Fiocruz, por Anna Carolina Düppre

Em reunião no ILMD/Fiocruz Amazônia, presidente do CNPq  assegura um olhar mais atencioso para Amazônia

Em tom de descontração e esperança o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, esteve nesta segunda-feira, 18/9, em encontro com pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O encontro foi articulado pelo diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, com o objetivo de aproximar a instituição do CNPq, o resultado foi uma reunião animada e participativa onde Mario Neto falou da sua gestão no CNPq, das prioridades e estratégias para o Conselho cumprir seus compromissos, mesmo diante das adversidades.

“A ideia é trazer uma expectativa positiva mesmo num momento de crise e de dificuldade, mas o CNPq está com um olhar muito preocupado, muito dedicado ao potencial que a Amazônia tem, em particular o estado do Amazonas’, declarou Mario Neto ao informar sobre alguns projetos lançados recentemente pelo CNPq, voltados para a região.

“Nós sabemos do potencial que a Amazônia tem, todo brasileiro sabe, então, o CNPq tem essa preocupação no radar. Nós temos desenhados alguns projetos, mesmo nessa dificuldade, como o que foi lançado agora para a biodiversidade da Amazônia; estamos negociando com empresas que têm interesse em explorar a biodiversidade, no sentido de fazer parceria de pesquisa com pesquisadores da área; além de projetos para a questão da saúde, de doenças infecciosas negligenciadas e doenças tropicais”, disse o presidente do CNPq ao defender também a formação de parcerias entre as instituições, inclusive entre as regiões com maior experiência com pesquisa, para o trabalho em conjunto.

Para o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, a vinda de Mario Neto ao Instituto sinaliza parcerias em projetos na área de saúde, desenvolvimento científico e tecnológico, pesquisa e educação.

Mario Neto assegurou que CNPq em sua gestão terá um olhar atencioso para a Amazônia, para as instituições de ensino e pesquisa da região, em especial para o ILMD/Fiocruz Amazônia.

SOBRE O PRESIDENTE DO CNPq

Mario Neto é graduado em Engenharia Elétrica, mestre em Acionamentos Elétricos, e doutor em Inteligência Artificial Aplicada à Educação. Foi presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) por dois mandatos, e foi membro do conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). É presidente do CNPq desde 20/10/2016.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

13º Congresso Internacional da Rede Unida recebe inscrições para monitoria

A Comissão organizadora do 13º Congresso Internacional da Rede Unida inicia nesta segunda-feira, (18/9), as inscrições de estudantes de graduação de todas as áreas do ensino para atuar como monitores no evento, que ocorre de 30 de maio a 02 de junho de 2018, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus.

Os interessados devem ficar atentos ao prazo para a realização da inscrição, que vai até o dia 20 de outubro de 2017, preencher o formulário eletrônico no link http://www.redeunida.org.br/pt-br/dashboard/monitoria/1, enviar carta de intenção e anexar os documentos exigidos conforme item 6 do Edital.

O presidente dessa edição do Congresso, Rodrigo Tobias, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) destaca a importância da monitoria para o evento e reforça os benefícios que os alunos recebem ao participarem do congresso. “A monitoria é uma parte importante para a realização do congresso, pois é formada de alunos de graduação de diversas áreas do conhecimento que tem a oportunidade de participar e apoiar ações e atividades do evento em parceria com especialistas da área da saúde pública de âmbito nacional e internacional. Além disso, tem como benefício adesão diferenciada com relação a inscrição e apresentação de trabalhos científicos. Isso contribui sobremaneira para a construção de conhecimento mútuo desses monitores”, salientou Tobias.

Segundo uma das coordenadoras da Comissão de Monitoria do Congresso, Sônia Lemos, a participação dos alunos como monitores oportuniza o relacionamento não só com a produção do conhecimento, mas também os protagonistas desse conhecimento. “O Congresso da Rede Unida faz com que os estudantes de graduação tenham uma outra perspectiva da sua atuação profissional. Para os monitores de outros estados, essa é uma oportunidade de conviver com pessoas que ele não conhece e isso faz com que ele desenvolva uma série de habilidades de conhecimentos”, destacou Lemos.

Todas as normas e requisitos necessários para concorrer as vagas podem ser conferidas no edital, assim como os critérios de seleção dos monitores. A relação dos estudantes selecionados será divulgada no dia 15 de novembro de 2017 no site da Rede Unida.
Rede Unida, por Mirineia Nascimento

Edição – Ascom – ILMD/ Fiocruz Amazônia