A palestra será ministrada pelo pesquisador e professor Felipe Arley Pessoa.

Centro de Estudos do ILMD promove palestra sobre flebotomíneos

Os insetos estão presentes em todos os ambientes, e algumas espécies não encontram barreiras nos espaços urbanos, pelo contrário, reproduzem-se facilmente nas cidades.  A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), traz em seu título o questionamento “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”?

O tema será abordado pelo pesquisador e professor Felipe Arley Pessoa, na sexta-feira, 24/3, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Felipe Pessoa, devido ao longo processo de desmatamento e ocupação, particularmente no Nordeste e Sudeste do País, pesquisadores observaram um processo de urbanização ou sinantropização  dos flebotomíneos e, consequentemente, a transmissão de leishmanioses em áreas urbanizadas, particularmente em áreas socioeconômicas de baixa renda.

Ele alerta que na Região Amazônica, esse processo de sinantropização dos flebótomos, ainda vem sendo pouco acompanhado, no entanto, há alguns resultados que mostram que esse fenômeno pode estar avançando em áreas ocupadas por assentamentos rurais, próximas de Manaus.

Os flebótomos são insetos pequenos que habitam em praticamente todos os ecótopos brasileiros, algumas espécies são transmissoras de leishmanioses, doenças que antes eram associadas apenas a áreas florestadas e rurais.

SOBRE O PALESTRANTE

Felipe Arley Pessoa é biólogo, graduado pela Universidade Federal do Ceará, mestre e doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e pesquisador titular em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia. Atua em Parasitologia, com ênfase em entomologia médica (ecologia, epidemiologia, sistemática e filogenia).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia  Seixas

Foto: Arquivo ILMD/Fiocruz Amazônia

O estudo foi realizado na Policlínica Cardoso Fontes, no Amazonas. Foto: Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Sintomas de tuberculose e aspergilose podem confundir especialistas

Você sabe o que é aspergilose pulmonar? Os sintomas da aspergilose pulmonar são semelhantes ao da tuberculose, porém se trata de uma doença que tem como principal agente o fungo Aspergillus fumigatus, que se instala no pulmão humano. Em estudo realizado na Policlínica Cardoso Fontes, no Amazonas, de dezembro de 2012 a novembro de 2014, com pacientes suspeitos de tuberculose pulmonar, 8% foram diagnosticados com aspergilose pulmonar, desses 61% com aspergiloma simples e 39% aspergilose pulmonar invasiva (forma mais grave).

Os dados chamam atenção pincipalmente pelo fato do Amazonas ser o primeiro estado do Brasil em incidência de casos novos de tuberculose, com registro de 2.806, em 2015, e Manaus a primeira capital, segundo dados do Ministério da Saúde.

Pesquisadores sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial. Foto: Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Pesquisadores sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial. Foto: Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Sintomas

Os sintomas das duas doenças se confundem, explica a médica e pesquisadora Joycenea Matsuda, são eles: tosse persistente, com catarro ou não, com sangue ou não; história previa de doença pulmonar; falta de ar; baixa imunidade; e, no caso da arpergilose pulmonar, observa-se no exame de raio-x do paciente lesões com características específicas de bola fúngica, além de haver um número considerável de co-morbidade diabetes e aspergilose pulmonar.

Diante disso, pesquisadores      sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial, em parceria com o programa de controle da tuberculose, para identificar a aspegilose pulmonar crônica.

A orientação foi feita em artigo dos pesquisadores Matsuda J.S. (Instituto Leônidas e Maria Deane  – ILMD/ Fiocruz Amazônia), Wanke B. (Fiocruz/RJ), Assumpção I.A. (Cardoso Fontes/AM), Balieiro A.A.S. (ILMD/Fiocruz Amazônia), Santos C.S.S. (Fundação de Medicina Tropical FMT-HVD/AM), Cavalcante R.C.S. (Laboratório Central /AM),  Muniz M.M. (Fiocruz/RJ), Torres D.R. (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia- Inpa), Martinez-Espinosa F.E. (ILMD/Fiocruz Amazônia), e Souza J.V.B. (Inpa), intitulado “Aspergilose pulmonar em pacientes de tuberculose pulmonar com baciloscopia negativa”.

Doença negligenciada

Segundo a pesquisadora Joycenea Matsuda, a aspergilose pulmonar ainda é negligenciada na Amazônia, principalmente por que a região apresenta alta prevalência de tuberculose, o que faz com que muitos dos casos de aspergilose sejam tratados clínica e radiologicamente como tuberculose crônica. Daí a importância de em março, mês de luta contra a tuberculose, se chamar atenção também para esta outra doença do pulmão.

“Os remédios são diferentes para as duas doenças: tuberculose e aspergilose pulmonar, e o atraso para iniciar o tratamento correto, sempre prejudica o paciente. Portanto, se foi iniciado o tratamento para tuberculose e o paciente não apresenta melhora, deve-se investigar outras doenças. Minha recomendação é que em pacientes com suspeita de tuberculose, mas com escarro negativo e lesões na radiografia de tórax, seja recomendado o exame de escarro para fungos, e o exame de sangue, que é sorologia para aspergilose”, orienta Matsuda.

O artigo Aspergilose pulmonar em pacientes de tuberculose pulmonar com baciloscopia negativa” está publicado no livro Diversidade microbiana da Amazônia, organizado por L. A. Oliveira e outros autores, pela editora Inpa, 2016.

Especial Fiocruz

Durante a semana do Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/3), a Agência Fiocruz de Notícias irá divulgar os principais estudos e as ações que têm sido realizados pela Fundação na luta contra a tuberculose. Para acessar o especial, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

 

Foto: ENSP/Fiocruz

Seminário sobre indígenas na Amazônia e censos nacionais

“Qual é o indígena da Amazônia que emerge a partir dos censos nacionais?”, este é o tema da palestra que Ricardo Ventura, especialista em demografia indígena, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abordará no Seminário de Pesquisa do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que será realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O evento acontece na próxima quinta-feira, 23/3, às 14h, na sala 12, do NEAI,  na  Faculdade de Direito da Ufam, à avenida. Gal. Rodrigo Octávio Jordão Ramos, 6200 – Coroado.

A palestra de Ricardo Ventura vai abordar questões teóricas e metodológicas envolvidas na captação de dados sobre indígenas pelos censos demográficos no País, trazendo exemplos do Amazonas. Serão também abordados aos desafios que se colocam para a coleta de dados sobre as populações indígenas no Censo 2020.

SOBRE O NEAI

O NEAI é um grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e ao Departamento de Antropologia da Ufam. O grupo congrega pesquisadores, professores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, que se dedicam ao estudo e pesquisas sobre temas e problemas relacionados aos povos e comunidades tradicionais.

Os resultados de suas atividades objetivam contribuir para o fortalecimento da pesquisa em Etnologia e subsidiar atividades de ensino, extensão e intervenção. O NEAI desenvolve suas ações através de pesquisas coletivas e individuais, projetos de extensão, encontros, palestras, seminários, seções de estudo e cursos de curta duração.

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O seminário é aberto ao público.

SOBRE O PALESTRANTE

Ricardo Ventura é graduado em Biologia pela Universidade de Brasília,  Mestre e Doutor em Antropologia pela Indiana University, pós-doutorado em Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na University of Massachusetts (1998-99), assim como no Max Planck Institute for the History of Science, Berlin. É Professor Titular no Dept. Antropologia do Museu Nacional – MN/ UFRJ e Pesquisador Titular na Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

*Com informações do NEAI

Foto: ENSP/Fiocruz

 

Antônia Franco. (Foto: Eduardo Gomes)

De forma descontraída, ex-aluna de Maria Deane fala da cientista

“Uma mulher brava, que tinha que se impor num mundo dominado por homens”.  Esta e outras lembranças de Maria Deane foram compartilhadas por sua ex-aluna e pesquisadora, Antônia Franco, em palestra sobre a cientista, que juntamente com seu marido emprestam seus nomes à unidade da Fiocruz na Amazônia.

A palestra “Maria Deane: Lembranças de uma vida” foi proferida nesta sexta-feira, 17/3, por Antônia Franco, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e aluna de Maria Deane nos anos 80, em edição especial do Centro de Estudos.

A abertura do evento foi feita pelo diretor do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz, também ex-aluno do casal Deane, que em muito contribuiu com lembranças sobre a dupla de cientistas.

Antônia Franco trabalhou por 12 anos com o casal e lembra que Maria e Leônidas sempre foram parceiros. “Essa cumplicidade entre eles existia desde o tempo de universidade”, pois os dois nasceram no Pará e lá cursaram a universidade de medicina.

Maria Deane. (Foto: Arquivo IOC/Fiocruz)

Maria Deane. (Foto: Arquivo IOC/Fiocruz)

MARIA DEANE

Maria José von Paumgartten Deane (1916 – 1995) sempre foi uma mulher à frente de seu tempo, não media esforços em sua atuação a serviço da saúde pública. Segundo Antônia, ela dizia que todos a achavam brava, no entanto, as coisas saiam conforme o marido Leônidas queria, ele mais detalhista.

Antônia recorda ainda da perseguição política sofrida pelo casal que fez com os dois saíssem do País. Para ela, Maria era uma mulher firme, que trabalhou até seus últimos dias, sempre pesquisando, sempre atenta a tudo no laboratório.

Ela atuava na área de protozoologia, e ao lado do marido, percorreu o Norte e o Nordeste do País para investigar ocorrências de doenças como leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas.

ANTÔNIA FRANCO

Antônia Franco é graduada em Licenciatura Plena e Bacharel em Ciências Biológicas pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, mestre em Biologia Parasitária, e doutora em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz, com parte do estudo desenvolvido na Universidade de Yale (EUA). Atualmente é pesquisadora titular do Inpa.

Atuou diretamente com Maria Deane. “Conheci a Dra Deane desde o ano de minha entrada como estagiária na Fiocruz, no ano de 1982. Foi minha orientadora de mestrado, co-orientadora, de doutorado”, lembra.

Saiba mais sobre Antônia Franco.

As atividades do Centro de Estudos ocorrem às sextas-feiras. (Fotos: Eduardo Gomes)

As atividades do Centro de Estudos ocorrem às sextas-feiras. (Fotos: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza semanalmente encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde.

Atualmente, o Centro vem promovendo todas as sextas-feiras palestras para os alunos de pós-graduação e pesquisadores do ILMD/ Fiocruz Amazônia e para comunidade em geral.

Para Sérgio Luz, o Centro de Estudos do ILMD está consolidado, na medida em que vem cumprindo sua programação de atividades. “Sempre tentamos engrenar o Centro de Estudos aqui na Unidade, e dessa vez estamos conseguindo, pois nosso maior público são nossos alunos de pós-graduação. Aqui, eles têm oportunidade de encontrar os colegas, partilhar experiências e discutir suas pesquisas e trabalhos, e isso acaba sendo uma grande possibilidade de troca de conhecimento”.

As atividades são gratuitas, e todos podem participar, especialmente estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Sobre a atividade desta sexta-feira, Sérgio Luz disse que “foi uma excelente oportunidade não só pela experiência que a palestrante passou através do seu conhecimento, do tempo de trabalho, amizade e companheirismo que teve com a Dra Deane, mas também pelo sentido do que é fazer ciência, o que vai além dos papers e produção científica”.

INSTITUTO MARIA E LEÔNIDAS DEANE

Especialmente neste mês de março, a Unidade da Fiocruz na Amazônia, que se chama Instituto Leônidas e Maria Deane, em homenagem a mulher cientista está sendo chamado de Instituto Maria e Leônidas Deane.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Centro de Estudos do ILMD vai abordar a trajetória da cientista Maria Deane

Em edição especial, o Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vai apresentar nesta sexta-feira (17/3), às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Maria Deane: Lembranças de uma vida”, que vai abordar a trajetória da cientista que junto ao seu marido, Leônidas Deane, deu nome ao ILMD. A palestra será conferida pela Dra. Antônia Franco, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), aluna de Deane nos anos 80.

A ação é uma homenagem à protozoologista por sua extensa contribuição científica. A iniciativa faz parte de um ciclo de atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, desenvolvidas especialmente neste mês de março, na Instituição.

De acordo com a pesquisadora, a ideia é mostrar que exemplos como o de Maria Deane podem ser úteis, como um incentivo a mulher na carreira cientifica, não ficando aquém do crescimento profissional, mesmo que a mulher tenha diversas outras ocupações como ser mãe, esposa, cientista, educadora ou dona de casa.

Segundo Antônia, Maria Deane fez parte de sua trajetória na carreira científica. “Conheci a Dra Deane desde o ano de minha entrada como estagiária na Fiocruz, no ano de 1982. Foi minha orientadora de mestrado, co-orientadora, de doutorado, coordenadora de projetos no qual participei com bolsa de recém-doutor pelo CNPq e como pesquisadora visitante na FIOCRUZ até janeiro de 2000”.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

MARIA DEANE

Mais que uma cientista pioneira, Maria Deane foi uma mulher à frente de seu tempo: na década de 1930, formou-se em medicina, tornou-se cientista e desbravou o interior do país para investigar doenças até hoje negligenciadas. Deane registrou significativas descobertas durante a carreira científica iniciada em 1936, no Pará, sua terra natal.

Sempre a serviço da saúde pública, dedicou-se ao enfretamento de importantes endemias e registrou contribuições ímpares para o desenvolvimento do conhecimento científico na área da protozoologia. Ao lado de Leonidas, integrou diferente serviços de saúde pública e percorreu o Brasil para investigar a ocorrência de doenças como leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas.

Uma das mais importantes descobertas da pesquisadora foi registrada em 1984, quando Maria Deane atuava como chefe do Departamento de Protozoologia do IOC. O estudo descreve pela primeira vez o duplo ciclo de multiplicação do agente etiológico da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, no gambá, reservatório mais antigo do parasito. Os resultados esclarecem a dinâmica de transmissão oral do parasito por este animal e representam contribuição fundamental para a compreensão da epidemiologia da doença em áreas livres de barbeiros domiciliados.

O legado do casal Deane ainda é visível, presente na formação de gerações de pesquisadores que foram seus alunos e hoje atuam como consagrados especialistas. “Sempre é muito bom lembrar das pessoas e de suas histórias de vida, é um bom exemplo a seguir pela força de ir a frente e enfrentar os desafios”, destacou Franco.

SOBRE A PALESTRANTE

Antônia Franco é graduada em Licenciatura Plena e Bacharel em Ciências Biológicas pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, mestre em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz, e doutora em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz, com parte do estudo desenvolvido na Universidade de Yale (EUA). Atualmente é pesquisadora titular do Inpa, e bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),

Atua nas áreas de Parasitologia Humana, com ênfase em Protozoologia de Parasitos, com experiência principalmente nos seguintes temas: Trypanosomatidae, gêneros Leishmania e Endotrypanum, ensaios in vitro e in vivo, caracterização e tipagem de parasitos, epidemiologia molecular, imunologia, tratamento e diagnóstico das Leishmanioses.

Participou entre 2011 e 2016 do Programa Marie Curie Fellowships, pela Universidade de Helsinki-Finland (Departamento de Química inorgânica) em parceria com o INPA, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Conselho Nacional de Pesquisas da Itália, Conselho de Pesquisas da Ucrânia/Química orgânica, tendo como objetivo o desenvolvimento de novas drogas e tecnologias a serem aplicadas no SUS.

 

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

*Com informações do IOC

Acervo de moluscos da Fiocruz ultrapassa marca de 10 mil lotes

De grande importância para o conhecimento e conservação da biodiversidade brasileira, a Coleção de Moluscos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) alcançou o número de 10 mil lotes depositados no acervo. O espaço reúne conchas e partes moles de aproximadamente 200 mil espécimes de moluscos provenientes de mais de 60 países. Este acervo variado inclui exemplares de importância para a saúde humana e animal, incluindo caramujos capazes de transmitir doenças parasitárias, como a esquistossomose, caracóis e lesmas que podem atuar como pragas agrícolas e mexilhões que causam grandes perdas econômicas à geração de energia.

A partir de investimentos institucionais e financiamentos de editais externos, o espaço recebeu uma série de melhorias de infraestrutura, com destaque para a modernização de armários e equipamentos. Pesquisadores do Laboratório de Malacologia do IOC, que abriga a Coleção, publicaram estudo sobre a diversidade e a distribuição geográfica dos espécimes incluídos na Coleção, que servem como fonte para estudos sobre biodiversidade, taxonomia e evolução. O artigo foi publicado no periódico científico Arquivos de Ciências do Mar, que reuniu trabalhos sobre diversas coleções de moluscos. A Coleção é credenciada como fiel depositária de amostras de patrimônio genético pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN/Ministério do Meio Ambiente).

Quem são? De onde vêm?

De acordo com o estudo, os mais de 10 mil lotes catalogados contemplam cerca de 200 mil espécimes que habitam rios, lagos e córregos e ambientes terrestres, além dos chamados bivalves (moluscos com concha dividida em duas partes, como os mexilhões, por exemplo). Com mais de nove mil lotes, os espécimes de água doce representam o maior grupo presente na Coleção. É o caso das espécies do gênero Biomphalaria, incluindo hospedeiras intermediárias do helminto Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose. Já os moluscos terrestres passaram a fazer parte da Coleção em 2015. O acervo conta com exemplares do caramujo africano, uma das espécies terrestres mais conhecidas atualmente, que atua como praga urbana, muito comum em quintais, praças, jardins e terrenos baldios. Um dos principais riscos para a saúde pública, nesse caso, é o seu potencial como agente transmissor da meningite eosinofílica ou angiostrongilíase cerebral, infecção causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis.

“Conhecer a origem, a distribuição e a diversidade das diferentes espécies de moluscos é um passo importante para a realização de estudos científicos. O conhecimento gerado pode, por exemplo, auxiliar na formulação de estratégias de prevenção de doenças, assim como melhorar técnicas, cuidados e formas de controle desses animais em plantações agrícolas”, destacou Silvana Thiengo, chefe do Laboratório de Malacologia do IOC e curadora da Coleção.

No que diz respeito à origem, o acervo conta com amostras de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. O Rio de Janeiro é o estado de maior representatividade, com amostras referentes a todos os 92 municípios. Além do Brasil, países como Argentina e Uruguai estão entre os mais expressivos. O acervo também abriga amostras de países das Américas, Europa, Ásia e Oceania.

Modernização

Investimentos recentes possibilitaram a modernização do espaço onde a Coleção fica instalada, garantindo melhorias na infraestrutura para acondicionamento das amostras. Isso incluiu novas salas e a aquisição de novos armários deslizantes de metal. As medidas ampliaram a capacidade de preservação e a oferta de serviços, como consultas e empréstimos de exemplares depositados, e o atendimento a profissionais e estudantes interessados em identificações taxonômicas feitas pela Coleção. Para evitar a degradação dos exemplares, a coleção foi separada em duas salas, uma para partes secas (conchas) e outra para partes úmidas (corpo dos moluscos). O sistema de rotulagem dos lotes também passou por mudanças ampliando o cuidado do material.

No quesito informatização, uma das recentes conquistas do acervo foi a aquisição de um novo microscópio, a partir de um projeto institucional submetido a um edital de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O equipamento possibilita a digitalização dos espécimes, ampliando o acesso, pela internet, à base sobre a biodiversidade presente na coleção. A iniciativa tem por objetivo reduzir a necessidade de empréstimos, viagens e manipulação dos espécimes a partir da oferta de imagens digitais de alta qualidade. Desde 2012, a base de dados da Coleção está disponível para consultas online, com acesso livre, por meio da plataforma SpeciesLink.

Serviços

A Coleção de Moluscos do IOC teve início em 1948 e, hoje, atua a pleno vapor, desempenhando um papel importante para pesquisas na área da Malacologia. O acervo oferece serviços de identificação taxonômica de moluscos e disponibiliza a consulta e empréstimos de espécimes a pesquisadores de instituições nacionais e estrangeiras, assim como o depósito de material biológico de espécimes utilizados para a elaboração de teses e artigos. A Coleção também fornece suporte a diversas atividades, como a identificação de espécimes para órgãos ligados à saúde e à agricultura do Brasil e de outros países. Para conhecer mais sobre uma das mais representativas coleções de moluscos de água doce das Américas, com representantes das principais espécies brasileiras de moluscos terrestres, clique aqui.

IOC/Fiocruz, por Lucas Rocha

Nísia Trindade foi eleita pela maioria dos servidores da Fiocruz nas eleições de 2016 (Foto: Peter Ilicciev)

Fiocruz investe e avança na promoção da equidade de gênero

Com 55,7% de sua força de trabalho composta por mulheres e tendo uma mulher eleita como presidente pela primeira vez na história da instituição, em 2016, a Fiocruz tem demonstrado enormes avanços na pauta de equidade de gênero.

Na área de pesquisa, as mulheres também são maioria, ocupando 60% das funções, segundo dados levantados pelo Observatório em Ciência, Tecnologia, Inovação em Saúde da Fiocruz, em 2015. O perfil dessas pesquisadoras é extremamente qualificado, tendo, a maioria delas, atingido o grau máximo acadêmico, com o título de doutorado, e em áreas que tradicionalmente são ocupadas por homens, como Ciências Biológicas e da Saúde.

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Chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pesquisadora Marilda Siqueira é um dos exemplos de mulheres que ocupam cargos de liderança na pesquisa da Fiocruz. Marilda acredita que a Fiocruz tem trabalhado bem a equidade de gênero ao longo do tempo e que o ambiente de instituições públicas pode facilitar a ascensão profissional das mulheres.

“Em nenhum momento, me senti constrangida ou percebi que meu trabalho fosse menos valorizado devido à questão gênero. Não acho que isso acontece na Fiocruz. Muito pelo contrário, sempre recebi um grande estímulo, principalmente por parte do pesquisador Hermann Schatzmayr [virologista, falecido em 2010, que chefiou o Departamento de Virologia do IOC por 26 anos]. Por um lado, acho que as conquistas femininas avançam com maior facilidade na Fiocruz porque esta é uma instituição pública. Em uma empresa privada, um chefe ou dono pode ditar as regras e há maior dificuldade em algumas situações que impactam muito na vida da mulher, como a licença maternidade. Dentro de uma instituição pública, existe um espaço maior, uma vez que o medo de perder o emprego ou de não ascender profissionalmente por causa de uma linha de pensamento diferente não tem tanto impacto”, comenta a pesquisadora.

Segundo a nova presidente da Fundação, Nísia Trindade, os avanços na Fiocruz têm refletido um movimento geral da sociedade em que a questão de gênero tem ganho uma importância cada vez maior. “Temos tido, sem dúvida, avanços nos últimos anos. Acho que isso reflete um movimento geral na sociedade e também na Fiocruz. A discussão sobre equidade e a liderança das mulheres vem se intensificando como uma das agendas democráticas importantes dentro da instituição”, comemora Nísia Trindade, que divulgou nesta quarta-feira (8/3) carta direcionada às trabalhadoras da instituição.

Mulheres na liderança

Com relação aos cargos de liderança, segundo dados de 2015 da pesquisa International Business Report (IBR) – Women in Business, realizada pela Grant Thornton, em 36 países, apenas 19% deles, no Brasil, são ocupados por mulheres, colocando o país entre os 10 com menos representatividade feminina em cargos de liderança, ficando atrás apenas do México (18%), Holanda (18%), Argentina (18%), Índia (16%), Alemanha (15%) e Japão (7%). No Brasil, 52% das empresas não possui mulheres em cargos de liderança.

A Fiocruz parece estar na contramão no que diz respeito à essa questão. Do total de cargos de confiança na Fundação, 53% são ocupados por mulheres. Dentre os pesquisadores, os dados também refletem uma predominância feminina na coordenação de projetos de pesquisa (60%); na distribuição das bolsas de produtividade do CNPq (53%); na coordenação dos programas de pós-graduação stricto sensu (53%) e nos cargos de assessoramento (58%).

No entanto, apesar de todas as conquistas, ainda há muito o que avançar. Embora a Fiocruz tenha 53% do total de seus cargos de chefia ocupados por mulheres, observa-se que há uma predominância masculina nos escalões superiores. Enquanto as mulheres ocupam 61% dos cargos DAS/FCPE 1, apenas 26% delas ocupam os cargos de Direção, que correspondem a DAS/FCPE 4.

“Nos níveis mais elevados dos cargos de confiança ainda há um predomínio de homens, o que indica que são espaços ainda a serem conquistados. O fato também de eu ser a primeira mulher presidente é uma referência fundamental, mas, à medida que nós temos os cargos de gestão nos níveis mais elevados, a presença masculina é preponderante, o que significa que ainda há o que se avançar para que tenhamos realmente uma equidade de gênero no desempenho das funções de gestão”, comenta a presidente da Fundação.

Em sua gestão, Nísia Trindade pretende avançar ainda mais na promoção de equidade de gênero na instituição, com o desenvolvimento de ações afirmativas que contribuam para reduzir as desigualdades de gênero e de raça, como o enfrentamento do assédio sexual no trabalho, a garantia de extensão do direito à licença gestante de 180 dias para as trabalhadoras terceirizadas e bolsistas, na perspectiva do programa empresa cidadã, e a promoção do aleitamento materno exclusivo nas dependências da instituição.

“Quanto mais valorizarmos a presença de mulheres e homens na nossa instituição e darmos a nós mulheres esse reconhecimento, teremos uma gestão que trabalha não só com valores de equidade, mas também com diferentes perfis e vivências, que corresponderão, inclusive, ao peso da representação das mulheres na própria força de trabalho na instituição, uma vez que somos a maioria do corpo de trabalhadores e nas funções de pesquisa. Acho que isso impacta a gestão, sem dúvida, de uma maneira a torná-la mais aberta, mais diversa, mais plural”, reflete Nísia Trindade.

Para marcar a semana do Dia Internacional da Mulher, a Fiocruz traz para a abertura do seu ano letivo duas cientistas brasileiras que tiveram participação crucial no enfrentamento à epidemia do vírus zika em 2016: a epidemiologista Celina Turchi, do Instituto Ageu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), e a virologista Ana Maria Bispo, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O evento, com o tema A ciência brasileira e o enfrentamento da situação de emergência em saúde, acontece na próxima sexta-feira (10/3), às 9h30, no Museu da Vida, no campus da Fiocruz em Manguinhos.

AFN, por Pamela Lang

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Centro de Estudos aborda entrevistas na pesquisa de saúde

Destacar e apresentar as especificidades dos diferentes tipos de entrevistas é o principal objetivo da palestra “A entrevista como instrumento de pesquisa em saúde”, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), a ser ministrada pelo Dr. Maximiliano Loiola Ponte, pesquisador do Instituto.

Segundo o pesquisador, a ideia é apresentar a entrevista como um instrumento de forma mais complexificada. “A entrevista é um instrumento que todo mundo usa, mas a gente não pensa nas especificidades dessa ferramenta no campo da pesquisa. Ela é uma espécie de interação social que acontece no campo das relações de poder entre as pessoas”, explicou.

Na oportunidade, serão abordados os aspectos envolvidos no processo de retorno da informação, os tipos de informações que podem ou não ser obtidas através de uma entrevista, os limites e possibilidades do uso dessa ferramenta. “A proposta é fazer uma explanação, a partir da literatura e também da minha experiência como pesquisador no campo da saúde”, disse Ponte.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Maximiliano é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, com residência médica em Psiquiatria, mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas, e doutor em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueiras, da Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, atua principalmente nas seguintes áreas: saúde indígena, antropologia da saúde e saúde mental.

A palestra ocorrerá na sexta-feira (10/3), às 9h, no salão Canoas, situado na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus- AM.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

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Ciência em Pauta apresenta “A Trajetória da Mulher na Ciência”

Especialmente neste mês de março o Instituto Leônidas e Maria de Deane/ILMD Fiocruz Amazônia será Instituto Maria e Leônidas Deane. A mudança foi anunciada pelo diretor da unidade, Sérgio Luz, durante atividade de popularização da ciência, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, destinada a estudantes do ensino médio.

Na pauta da atividade, foi discutida A Trajetória da Mulher na Ciência, em painel apresentado pelas pesquisadoras Claudia Rios Velasquez, Michele de Araújo El Kadri, e Evelyne Marie Mainbourg. A ação integra o ciclo de palestras de popularização e divulgação científica Ciência em Pauta.

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Claudia Rios Velasquez, Evelyne Mainbourg e Michele El Kadri

Para a pesquisadora Michele El Kadrin, o esforço que a mulher tem que desempenhar como pesquisadora, não é muito diferente da dedicação que ela tem que assumir em outras carreiras profissionais, ou seja, muito estudo e empenho.
Claudia Velasquez destacou a importância de se fazer conexões com áreas que se tem habilidade e preferência na hora de se ter que optar uma profissão, e exemplificou com sua trajetória até chegar à pesquisa, pois ainda muito jovem já sabia que queria atuar com biologia ou com biblioteconomia, então reuniu as duas coisas e hoje é pesquisadora.

Para Evelyne Mainbourg, a curiosidade foi um dos ingredientes que a levaram à pesquisa. Ela admite ser desde muito jovem curiosa para saber o porquê das coisas e como elas acontecem. Lembra que as aulas no laboratório de biologia sempre a impressionaram bastante e já sinalizavam sua escolha em ciências da saúde, conhecimento complementado posteriormente com outras formações na área de humanas.

EQUIDADE
Com a exposição sobre suas experiências acadêmicas e profissionais, as pesquisadoras suscitaram também o debate sobre a luta das mulheres pela equidade profissional e salarial, momento em que os estudantes manifestaram-se sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, bem como fizeram perguntas sobre a atuação da mulher na academia.
Para a estudante Isabele Moraes, o encontro com as pesquisadoras foi muito proveitoso, pois pensa em cursar Biologia, “por motivos pessoais, penso em seguir na área da pesquisa, em especial pesquisa na área da saúde”, admite.

O estudante Caio Oliveira disse ter ficado muito satisfeito com o bate-papo com as pesquisadoras, pois “tirou várias dúvidas sobre as atividades de pesquisa e adquiriu mais conhecimento”, o que é relevante para um finalista do ensino médio.

Emilly de Souza disse ter gostado muito da palestra, mas ainda está em dúvida entre arquitetura e dança. Já Anna Júlia, admitiu que sempre teve curiosidade sobre o trabalho na pesquisa, principalmente em área diferente da que ela já escolheu, com a conversa com as pesquisadoras pode ter contato com outras experiências e saber de outras realidades profissionais.

CIÊNCIA EM PAUTA
Com o objetivo de divulgar e popularizar a ciência, o ILMD/Fiocruz Amazônia inicia com o painel A Trajetória da Mulher na Ciência, um ciclo de palestras com pesquisadores do instituto e a sociedade, visando promover o diálogo entre cientistas e público em geral sobre diversos assuntos, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.
Para Sérgio Luz, o ciclo de palestras Ciência em Pauta inicia num momento bastante significativo, não só por ser o Dia Internacional da Mulher, mas principalmente pelo fato da Fiocruz, em seu centenário, estar sendo pela primeira vez presidida por uma mulher, além disso hoje a representatividade da mulher no mercado de trabalho e na educação é superior à participação dos homens.

A próxima atividade do Ciência em Pauta está prevista para o mês de maio, em data a ser confirmada.

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Maria Deane

MARIA DEANE
Em reconhecimento a uma vida dedicada à saúde pública no Brasil, principalmente na Amazônia, a Fiocruz homenageou os cientistas Leônidas de Mello Deane e Maria José Von Paumgartten Deane, dando à sua unidade na Amazônia, o nome do casal.
Neste mês de março, a unidade adotará em suas matérias de divulgação científica o nome Instituto Maria e Leônidas Deane, em homenagem especial à Maria Deane (1916-1995), protozoologista, que registrou significativas descobertas sobre leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas, durante a carreira científica, iniciada em 1936. Sobre a doença de Chagas, desenvolveu importantes estudos a respeito do agente desta moléstia: Trypanosoma cruzi.
A expectativa é de que com essa alteração simbólica o instituto chame a atenção da sociedade sobre a responsabilidade de homens e mulheres na luta pelo respeito às diferenças e à luta das mulheres pela garantia de seus direitos sociais, econômicos e políticos.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes, e do arquivo IOC/Fiocruz
bio

Palestra aborda Legalidade dos processos de P&D que fazem uso da biodiversidade brasileira

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) nos dias 8 e 9 de março, a partir de 14h, o seminário “Uso da biodiversidade – Questões regulatórias e oportunidades”. O objetivo é divulgar e promover esclarecimentos sobre a nova Lei da Biodiversidade (Lei nº 13.123/2015 e Decreto nº 8.772/2016) por meio de palestras e debates, com a participação de membros técnicos do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

Durante o evento será apresentada a palestra “Legalidade dos processos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico (P&D) que fazem uso da biodiversidade brasileira”, a ser ministrada pela Dra. Manuela da Silva, assessora da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Científicas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na ocasião, serão debatidos temas relacionados ao uso da biodiversidade, acesso ao patrimônio genético, conhecimento tradicional associado e repartição de benefícios, além do esclarecimento a respeito das medidas adotadas por instituições públicas e privadas para a implementação da Lei da Biodiversidade.

O evento é voltado para membros da comunidade científica regional, entidades de apoio produtivo, interessados ou envolvidos diretamente com os assuntos em pauta.

SOBRE A PALESTRANTE

Manuela da Silva é assessora da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Científicas, coordenando as Coleções Biológicas da Fiocruz. É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (INCQS/FIOCRUZ) desde 2003. Coordena a área de Coleções de Culturas da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM) e é membro do diretório executivo da World Federation of Culture Collection (WFCC).

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Edimilson Bibiani, ILMD/Fiocruz Amazônia