Assembleia encerra votação do novo regimento do ILMD/ Fiocruz Amazônia

Assembleia encerra votação do novo regimento do ILMD/ Fiocruz Amazônia
A direção do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) reuniu conselheiros, chefes de laboratório, bolsistas e colaboradores em geral, para deliberar sobre o novo Regimento Interno do Instituto. A assembleia realizada nos dias 13 e 14 de fevereiro, debateu sobre normas de trabalho, funcionamento das estruturas da instituição, competências, formas e fluxos de afazeres.
Segundo Sérgio Luiz Bessa Luz, diretor do ILMD, “tudo isso precisava ser revisado e ser adequado a nova realidade do Instituto, que foi construída no ensino, na pesquisa e na gestão. Isso significa um grande amadurecimento da unidade, no sentido de envolver todos os pesquisadores e participar de um momento tão importante que é adequar o nosso regulamento”, disse.
De acordo com a direção, o próximo passo será encaminhar o regimento para a Diretoria de Recursos Humanos (Direh) da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), que vai fazer uma avaliação comparativa com as normas do estatuto geral da Fundação, visando verificar se o regimento está de acordo, para posterior encaminhamento para aprovação final ou devidas adequações, se for o caso.
Para Sérgio Luiz, a aprovação do novo regimento marca o avanço na busca por melhorias institucionais. “Existem grandes avanços, pois esse estatuto não é atualizado há mais de dez anos. Estamos tendo a oportunidade de modernizar nosso regimento de acordo com a nova estrutura organizacional, a qual estamos trabalhamos nesses últimos quatro anos. Isso é de suma importância para que possamos trazer melhorias para o próprio controle social da nossa unidade”.
Conforme regimento anterior, tiveram direito ao voto 49 pessoas, entre servidores, representantes do corpo discente e terceirizados do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

Palestra no ILMD vai abordar risco cardiovascular e biomarcadores metabólicos

Nos últimos anos foram identificados fatores de risco importantes para o risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes mellitus, tabagismo e hipercolesterolemia. Pensando em debater estes temas, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira (17/02), às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Risco cardiovascular e biomarcadores metabólicos”, que será ministrada pelo Dr. Pritesh Lalwani, pesquisador do ILMD.

Na ocasião, o pesquisador vai abordar estudos científicos em andamento sobre moléculas metabólicas, o estado atual da pesquisa e a força da evidência que apoia esses biomarcadores emergentes. Segundo Pritesh, “embora esses fatores de risco padrão sejam importantes, existe uma grande oportunidade para aproveitar as pesquisas científicas em andamento, visando estratificar os indivíduos e identificar novas metas de tratamento”.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Pritesh é Graduado em Ciências e Biotecnologia pela Faculdade Moderna de Artes, Ciência e Comércio, da Universidade de Pune (Índia), Mestre em Virologia pelo Instituto Nacional de Virologia, da Universidade de Pune. É também doutor em Imunologia pelo Instituto de Virologia Médica, Charite (Berlim).
 
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Foto: Divulgação

Fiocruz lembra centenário da morte de seu fundador

O médico Oswaldo Cruz encabeça a lista de cientistas brasileiros importantes da enquete promovida em 2010 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil. Graças ao empenho e visão do médico e sanitarista, uma geração de importantes cientistas foi formada no Instituto de Manguinhos, que ganhou projeção internacional. Cruz deixou um rico legado para a história biomédica nacional e o Castelo da Fiocruz é um símbolo de produção de conhecimento científico, inovação e tecnologia em saúde. No centenário de sua morte, lembrado em 11 de fevereiro de 2017, o Brasil tem sim motivo para comemorar a vida e a obra de Oswaldo Cruz. Em sua trajetória, a instituição manteve seu compromisso com a saúde pública para todos, mantendo sua origem dedicada à produção, à pesquisa, ao ensino e à defesa dos valores democráticos.

O sanitarista é lembrado pela contribuição decisiva no combate a doenças como febre amarela – que, atualmente, causa temor e registra surtos em algumas regiões do país -, peste bubônica e varíola, que assolavam no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras desde a segunda metade do século 19. As ações do médico reduziram as mortes por febre amarela e as demais doenças. Em 1903, houve 584 óbitos causados pela doença no Rio de Janeiro; em 1908, apenas quatro pessoas morreram vítimas da enfermidade.

Ao trazer ao país diversas inovações no campo da microbiologia e da pesquisa experimental aprendidas na França, onde se especializou no Instituto Pasteur no final do século 19, Oswaldo Cruz se destacou em sua área. As dificuldades que encontrou no combate às doenças na capital federal, prejudicando inclusive a relação comercial do Brasil com o mundo, não foram poucas. O jovem médico precisou adotar medidas duras de saneamento na cidade, que passou por grande transformação urbana conduzida pelo prefeito Pereira Passos durante a presidência de Rodrigues Alves.

Dirigido pelo Barão de Pedro Afonso, que era também proprietário do Instituto Vacínico Municipal do Rio de Janeiro, o Instituto Soroterápico Federal tinha a missão de produzir o soro e a vacina antipestosos. Para coordenar esta tarefa, Oswaldo Cruz foi designado como seu diretor técnico. Em 1902, após o afastamento do Barão de Pedro Afonso, Oswaldo Cruz tornou-se diretor geral do ISF. Também à frente da Diretoria Geral de Saúde Pública, entre 1903 e 1909, promoveria uma verdadeira batalha contra a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Para isso foi necessário elaborar e aprovar um novo código sanitário, que instituía, entre outras medidas, a obrigatoriedade da vacinação antivariólica. Este fato foi o estopim do levante popular que sacudiu as ruas do Rio de Janeiro em novembro de 1904, e que ficaria conhecido como Revolta da Vacina.

No entanto, apesar de críticas por parte da imprensa, de médicos, políticos e da rebelião popular, Oswaldo Cruz obteve êxito em suas campanhas sanitárias e foi consagrado com várias homenagens. Em 1907 recebeu a medalha de ouro em nome da seção brasileira presente no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. De volta ao Brasil em 1908, foi recepcionado como herói nacional. A ocasião também marcou o fim das críticas por sua conduta frente às campanhas sanitárias. Em 1913 Oswaldo Cruzou ingressou na Academia Brasileira de Letras, e um ano depois foi agraciado com o título de oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra da França.

Ele realizou o levantamento das condições sanitárias do interior do país promovendo expedições científicas com pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, como em 1910, quando, ao lado de Belisário Penna, combateu a malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, na Região Amazônica.

A Casa de Oswaldo Cruz, instituto da Fiocruz dedicado à história e à memória da instituição, preserva acervos que revelam a trajetória do sanitarista, por meio de documentos, imagens, livros e objetos. O público também encontra reportagens, programas especiais e documentários dedicados a Oswaldo Cruz.

Confira o especial da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

Fonte: COC/ Fiocruz

Estimador de máxima verossimilhança é usado para calcular taxas de infecção em ‘pools’ de diferentes tamanhos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresentou nesta sexta-feira (10/02), a palestra An approximate likelihood estimator for the prevalence of infection in vectors using pools of varying size, ministrada pelo pesquisador, James Dean, professor do Departamento de Estatística e do Programa de Pós-graduação em Matemática da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O estudo sugere um estimador de verossimilhança aproximado para calcular taxas de infecção em vetores, usando pools de diferentes tamanhos quando a variabilidade do tamanho for pequena e a taxa de infecção baixa.

De acordo com o pesquisador, existem vários artrópodes que podem transmitir doenças aos seres humanos. No intuito de fazer inferências sobre a taxa de infecção desses artrópodes, é comum coletar uma grande amostra de vetores, dividi-los em grupos (chamados pools) e aplicar um teste para detectar a infecção.

Os vetores são agrupados em um pool. Em seguida, é aplicado um teste para verificar se existe contaminação no conjunto (por exemplo, análise por PCR). O desempenho do estimador foi avaliado em quatro cenários simulados, criados a partir de experimentos reais selecionados na literatura.

Segundo Dean, a demanda de criação de um novo estimador deu-se pela necessidade de chegar a um cálculo mais próximo sobre as taxas de infecções de vetores, corrigindo erros encontrados em estimadores usados em métodos tradicionais. “Os estimadores que haviam na literatura, tinham um problema de serem muito viciados. Como não havia uma alternativa de correção de viés, pela complexidade numérica da obtenção dos estimadores usuais, fizemos uma aproximação para possibilitar essa correção de vício. Nosso estimador tem essa propriedade que em média está mais próximo da verdadeira taxa de infecção”.

O novo estimador apresentou bom desempenho em três desses cenários. Além disso, apresentou um fraco desempenho no cenário com grande variabilidade no tamanho dos pools para alguns valores do espaço de parâmetros. A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e parceria da extinta Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Inovação (SECTI).

Para o mestrando do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), Jordan Pereira, “uma das maiores complicações que a gente encontra é estar acostumado a trabalhar com amostras individuais, onde calculamos a taxa de infecção, através do número de indivíduos infectados pelo número de indivíduos testados. Como calcular a taxa de infecção em grupos maiores? A equações apresentadas pelo palestrante conseguem dar exatamente os resultados que nós precisamos, e isso pode ser aplicado inclusive na pesquisa que estou desenvolvendo”.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

James Dean é graduado em estatística pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), mestre em estatística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é professor da UFAM. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística, com ênfase em Inferência Bayesiana, atuando principalmente nos seguintes temas: modelos lineares dinâmicos, eficiência técnica produtiva, fronteira de produção, inferência bayesiana e aglomerados.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Texto e Fotos: Eduardo Gomes

Transmissão de cargo de presidente da Fiocruz ocorre nesta sexta (10/2)

A cerimônia de transmissão de cargo de presidente da Fiocruz de Paulo Gadelha (2009 a 2016) para Nísia Trindade Lima acontece, nesta sexta-feira (10/2), a partir das 9h30, na Praça Pasteur, ao lado do Castelo Mourisco. A solenidade contará com a presença de diversas autoridades da ciência, saúde e política brasileira. Doutora em Sociologia e servidora da Fiocruz desde 1987, a pesquisadora, professora e gestora Nísia Trindade Lima será a primeira mulher a comandar a Fundação, em 116 anos de história.

No evento, também estarão presentes o governador do estado do Ceará, Camilo Santana; o presidente da Firjan, Eduardo Vieira, como representante do Conselho Superior da Fiocruz; a presidente da Asfoc Sindical, Justa Helena Franco; a coordenadora do Projeto Marias, Norma Maria de Souza; e a representante da Associação de Pós-Graduandos (APG), Maria Fantinatti. Outras autoridades ainda estão com presença a serem confirmadas, como o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. A cerimônica também contará com atividades culturais, como a participação do Coral Fiocruz, um ato ecumênico e apresentações da Bateria da Mangueira e do Bloco Discípulos de Oswaldo.

Nomeada pelo presidente da República, Michel Temer, em decreto publicado no Diário Oficial da União do dia 4 de janeiro, para a gestão 2017-2020, Nísia Trindade Lima foi a candidata mais votada nas eleições internas da Fiocruz, realizadas em novembro de 2016, com 59,7% dos votos em primeira opção. De 2011 a 2016, Nísia esteve à frente da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). Em 2015, recebeu o prêmio Nise da Silveira, na categoria Mulher Cientista, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Clique aqui e confira a programação oficial da cerimônia de transmissão de cargo.

CCS/Fiocruz
Fonte: Portal Fiocruz

PROFSAÚDE divulga gabarito das provas de inglês e conhecimentos

Divulgado hoje (8/2), os gabaritos das provas de inglês e conhecimentos, referente ao processo seletivo do curso de Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) 2017.

Confira aqui os gabaritos
SOBRE O CURSO

O ProfSaúde é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.
O mestrado está em sintonia com os objetivos do Programa Mais Médicos, lançado pelo Governo Federal em julho de 2013, como parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, que pretende capacitar médicos para atuação nas políticas públicas do país e na organização e funcionamento do SUS. Além disso, o curso visa estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores e os usuários, contribuindo para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com fotos de pesquisadores, livro apresenta aspectos da Comunidade de Rio Pardo, Presidente Figueiredo (AM)

Estabelecer um diálogo através da fotografia entre pesquisadores e moradores da Comunidade do Rio Pardo, Zona Rural do Município de Presidente Figueiredo (AM) é o objetivo central do livro “Visão PARDO”, organizado pelos pesquisadores e fotógrafos Ricardo Agum, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Sávio Stoco, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e Leandro Giatti, da Faculdade de Saúde Pública (FSP/USP). A obra é um ensaio fotográfico idealizado com a proposta de narrar aspectos da realidade da Comunidade, distante aproximadamente 200 km de Manaus.
Segundo Agum, trata-se de um diálogo com a comunidade, um livro que trabalha com fotografias contemporâneas, resultado de uma experiência com pesquisadores que já faziam fotos em comunidades para suas pesquisas, relatando através das imagens o que perceberam nas suas coletas de dados.
As pesquisas realizadas pelos fotógrafos/pesquisadores aconteciam em comunidades dos mais variados tipos: comunidades ribeirinhas, comunidades quilombolas, assentamentos rurais, “populações que podem ser consideradas como vulneráveis, que estão a margem de alguns processos políticos, decisórios, de implementações de políticas públicas, e os pesquisadores já transitavam por essas áreas”. O trabalho de imersão feito em Rio Pardo, possibilitou a percepção sobre a forma de vida dessas pessoas, elaborando um paralelo com o trabalho de pesquisa que os mesmos já desenvolviam.
Parte do projeto foi desenvolvido com recursos do Fundo Nacional de Cultura, investimento do Edital Amazônia Cultural, do Ministério da Cultura (MinC), destinado aos projetos que estimulam, capacitam e difundam ações da cultura brasileira na Região Norte. O projeto foi também contemplado no Edital de popularização da ciência, Pop C&T, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

 

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Agum explicou que as fotografias narram os lugares, paisagens, pessoas, movimentos, trabalhos e ações que representam a comunidade, por esse motivo existe uma transação entre as imagens selecionadas, que compõem o catálogo. “As fotos foram feitas por diferentes pesquisadores, que possuem olhares diferenciados, em momentos distintos. Nos debruçamos em cima da seleção dessas fotos para que existisse uma linha narrativa sobre elas”.
As fotos e textos publicados em Visão PARDO são de autoria dos pesquisadores Ricardo Agum, Sávio Stoco, Leandro Giatti, Alessandra Nava, Rodrigo Mexas, Sérgio de Souza, Danielle Ferreira, Márcio Miranda, Sully Sampaio e Alexandre Sequeira. Publicado pela Editora Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o catálogo recebeu o apoio institucional do Programa de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC) do ILMD, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT).
Entre os desafios, Agum destacou a importância de ter sensibilidade, entendimento e engajamento de que a publicação é um trabalho feito para o outro. “É preciso criar um diálogo de entendimento daquilo que você pretende fazer e aquilo que eles esperam do trabalho, ser o mais objetivo possível, além de executar uma obra que se torne atraente para a comunidade e não só para quem fez o trabalho”, disse.
Um dos destaques da publicação é o ensaio “Pinhole PARDO”, composto por fotografias das oficinas de pinhole, também conhecida como fotografia artesanal. As fotos foram feitas por estudantes do 8º e 9º da escola Municipal Zita Gomes, que participaram de oficinas sobre fotografia, enfocando desde a fabricação das câmeras até a revelação química das imagens. A obra tem distribuição gratuita e foi entregue para os alunos e professores de Rio Pardo, além de terem sido distribuídas para algumas bibliotecas do Amazonas, Rondônia, Pará e Roraima.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Mosquitos podem ser usados para disseminar larvicida, aponta estudo realizado no Amazonas

Os próprios mosquitos transmissores dos vírus zika, dengue, chikungunya ou febre amarela podem atuar no controle de surtos epidêmicos dessas doenças, aponta um estudo de pesquisadores da Fiocruz Amazônia.  Os ensaios foram realizados em Manacapuru (AM), durante dois anos –  de fevereiro de 2014 a janeiro de 2016. O resultado foi surpreendente, pois em 15 dias ficaram evidentes as mudanças na população de mosquitos de toda a cidade.

No estudo, os pesquisadores Fernando Abad-Franch, Elvira Zamora-Perea e Sérgio Luiz Bessa Luz, do Instituto Leônidas & Maria Deane/Fiocruz Amazônia, verificaram a capacidade de utilização dos próprios mosquitos para disseminar o larvicida Pyriproxyfen em criadouros aquáticos, por meio de uma espécie de armadilha, chamada de estação disseminadora de larvicida. A conclusão foi de que, mesmo sob cenários adversos, a estratégia pode tornar-se uma importante ferramenta para melhorar a saúde pública global, sinalizando novos caminhos na prevenção de doenças transmitidas por mosquitos. A pesquisa foi publicada recentemente na PLOS Medicine, intitulado Mosquito-Disseminated Insecticide for Citywide Vector Control and Its Potential to Block Arbovirus Epidemics: Entomological Observations and Modeling Results from Amazonian Brazil.

Metodologia

Para a pesquisa foram selecionadas 100 habitações em Manacapuru, distribuídas uniformemente pela cidade, para a vigilância de mosquitos, como criadouros sentinela, monitorando as populações locais de mosquitos, por um ano. Depois, foram distribuídas por toda a cidade mil estações disseminadoras de larvicida – recipientes com as paredes cobertas por um pano preto, tratado com pó de Pyriproxyfen. As estações disseminadoras continham um pouco de água para atrair as fêmeas dos mosquitos.

As mudanças na população de mosquitos foram percebidas 15 dias após a distribuição das estações disseminadoras. O número de larvas de Aedes nos criadouros sentinela caiu em 80-90%, e a mortalidade das larvas aumentou para 80-90% durante a disseminação de Pyriproxyfen. O número de mosquitos adultos emergindo dos criadouros despencou em mais de 95% na cidade inteira, de forma que a emergência de fêmeas de Aedes caiu de 500-600 por mês antes da intervenção, para um mínimo de uma única fêmea no sexto mês de disseminação.

Por fim, os pesquisadores usaram modelos matemáticos para investigar o impacto potencial desta drástica redução da emergência de fêmeas de Aedes na cidade. O número de fêmeas de Aedes na localidade simplesmente não seria suficiente para manter a transmissão do vírus, e o surto desapareceria rapidamente, sem alcançar dimensões de epidemia.

Política pública

Os autores do trabalho destacam que novos testes devem ser feitos, incluindo cidades maiores e cenários ecológicos e socioeconômicos diversos. É também essencial medir diretamente o impacto da intervenção na transmissão de doenças, para comprovar se as predições dos modelos matemáticos se ajustam à realidade.

Portanto, novos ensaios ocorrerão ainda em 2017, com pesquisadores da Fiocruz trabalhando em parceria e com financiamento do Ministério da Saúde – por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Programa Nacional de Controle da Dengue (Decit & PNCD) -, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS) e com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde, em diferentes regiões do Brasil.

Com isso, as estações de disseminação de larvicida serão usadas em seis cidades da Amazônia: Boa Vista (RR), Tabatinga (AM), Tefé (AM), Parintins (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Borba (AM). Da mesma forma, cinco capitais e um munícipio de São Paulo também receberão as Estações Disseminadoras: Natal, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Marília. Se estes ensaios em larga escala confirmarem os resultados obtidos até agora, a estratégia (simples e de baixa complexidade tecnológica) do “autocontrole” dos mosquitos, por meio do Pyriproxyfen, poderá se transformar numa ferramenta crucial para a melhora da saúde pública global.

 

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Para o pesquisador Sérgio Luz, o resultado da pesquisa foi animador, mas a oportunidade de transformar o conhecimento obtido com o estudo em política pública, é o principal ganho do trabalho. “Estamos muito contentes com todas essas conquistas, principalmente por termos desenhado, desenvolvido e executado essa pesquisa por meio da Fiocruz Amazônia”, comenta.

A pesquisa realizada em Manacapuru (AM) contou com recursos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e apoio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), da Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde de Manacapuru, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Imagem: Eduardo Gomes

Aplicativo da Fiocruz colabora na prevenção da febre amarela

Um aplicativo desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz que transforma cidadãos comuns em agentes ativos para prevenir febre amarela e outras doenças de origem animal foi um dos destaques da segunda metade do painel de Febre Amarela, na última terça-feira (31/1), no campus da Fiocruz em Manguinhos. A bióloga Márcia Chame, coordenadora do Centro de Informação em Saúde Silvestre e do Programa Institucional Biodiversidade & Saúde apresentou o aplicativo SISS-Geo, do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS), discorrendo sobre como o programa pode se tornar uma ferramenta útil no enfrentamento a doenças silvestres.

Segundo a pesquisadora, o principal trunfo do SISS-GEo é estimular a participação da sociedade no monitoramento de epizootias (termo usado para definir eventos de doenças em animais não humanos, análogo ao conceito de epidemia em pessoas). O aplicativo trabalha com a perspectiva de “ciência cidadã”, que entende que qualquer pessoa pode contribuir com a ciência.

Sua proposta é bastante simples: cada vez que alguém se deparar com um animal silvestre, deve reportá-lo no aplicativo, informando o tipo de animal observado, suas características, localização, características do ambiente e fotos. O aplicativo é gratuito, muito leve – tem menos de 3 MB – e simples de usar, possibilitando vasta implementação. “Apostamos que qualquer pessoa é capaz de gerar informação sobre a saúde dos animais, estando onde estiverem, mesmo com nível de alfabetização muito baixa. Com o celular, qualquer um pode prevenir doenças e ajudar a monitorar a situação de saúde dos animais”, disse Márcia.

Após o registro, os dados são disponibilizados em um banco de dados, e então cruzados com 2.600 parâmetros, distribuídos em 39 camadas temáticas. Eles podem ser relacionados com outras bases de dados, permitindo que se estude, por exemplo, como doenças em animais se relacionam a eventos climáticos, ou então que se monitore a dinâmica de animais reintroduzidos em ambiente silvestre, ou ainda que se emitam alertas de moléstias que atingem determinadas espécies.

A pesquisadora explicou que a iniciativa objetiva responder o desafio de “um país de dimensões continentais, com vasta diversidade de parasitas, vetores e hospedeiros”. Somam-se a este cenário difícil a alta complexidade da ecologia das doenças, a capacidade limitada de ir a campo e a deficiência de infraestrutura em Big Data. Para se contrapor a isso, o sistema procura gerar, em tempo real, “informações digitalizadas que permitam explorar esses dados com grande potência”.

Como exemplo, o sistema permitiu saber que, nos últimos 70 dias, houve o registro de 24 indivíduos mortos de tartarugas marinhas, com intervalo médio espacial de 19km entre cada indivíduo, e de 4,33 dias entre o registro de cada óbito.

Para que o sucesso do SISS-Geo seja pleno, entretanto, é crucial a expansão da participação social. No momento da apresentação, o sistema contava com 1.109 colaboradores, com 1.404 registros válidos. A título de comparação, uma iniciativa semelhante para monitoramento de pássaros nos Estados Unidos conta com 80 mil participantes. Márcia confia que o aplicativo da Fiocruz pode chegar lá: “Podemos e queremos também ter 80 mil colaboradores”, afirmou.

Saiba mais em: https://goo.gl/m7ReOF

Fonte: AFN, por André Costa
Foto: Eduardo Gomes, ILMD/ Fiocruz Amazônia

Palestra sobre Imunidade inata e doença de Alzheimer será apresentada no ILMD

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) convida para a palestra “Innate immunity and Alzheimer disease”, a ser ministrada pelo Dr. Douglas Golenbock, professor adjunto da Boston University School of Medicine, e chefe da Division of Infectious Diseases and Immunology, U Mass Medical School. A palestra será apresentada em inglês, e mostrará os recentes resultados sobre a resposta imune inata e suas implicações na patogenia e tratamento da doença de Alzheimer.

Data: 03 de Fevereiro de 2017

Hora: 9h

Local: Salão Canoas, auditório da Instituição, situada na Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Saiba mais em: https://goo.gl/26KkJi

Foto: Divulgação