Oficina “SUS – Saúde para Todos” vai discutir a situação dos imigrantes e sua relação com o SUS

“SUS – Saúde para Todos” é a oficina que acontecerá nesta quinta-feira, 8/6, de 9h às 18h, na sala 2 do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O evento será realizado pelo Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social, do Ministério da Saúde (SGEP/MS) e visa mobilizar, fomentar e instrumentalizar gestores, conselheiros de saúde e trabalhadores para as práticas da gestão estratégica, democrática e participativa do SUS.

Entre as propostas da iniciativa, a organização pretende levantar informações e subsídios para a construção de uma Política Nacional de Saúde do Migrante, além de contribuir com possíveis ações estratégica e participativa de saúde em Manaus, na preservação do direito à saúde dos imigrantes.

Como o objetivo, a oficina pretende compreender a percepção dos atores envolvidos com a situação dos imigrantes e sua relação com o Sistema Único de Saúde (SUS), estimular a interlocução, troca de saberes e propostas de humanização nas práticas de profissionais de saúde, assistência social e defesa civil, atuantes no acolhimento e cuidado da população Migrante Venezuelana, na cidade de Manaus (AM).

MIGRAÇÃO

A migração de povos, em destaque nas regiões de fronteiras, é realidade permanente e  remete  ao Direito  Humano  de  livre  trânsito  e  vida.  Entretanto, em situações  de calamidade, crises econômicas e desastres naturais essa realidade torna-se desafio cotidiano às esferas públicas de gestão, em destaque aquelas envolvidas na construção de políticas sociais.

Na saúde, o SUS tem como um de seus princípios a promoção do acesso universal a saúde e vêm desenvolvendo permanentemente políticas e ações de controle sanitário em portos e fronteiras. O Amazonas tem demonstrado interesse e necessidade de promover a integração de políticas setoriais, o diálogo e a adaptação de seu sistema de saúde e demais estruturas e serviços de políticas públicas, com intuito de atender às demandas trazidas por migrantes venezuelanos nos municípios de fronteira e capital.

A sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Conferência sobre malária reunirá pesquisadores de vários países em Manaus

De 11 a 14 de junho, Manaus receberá pesquisadores de mais de 30 países para a 6th International Conference on Plasmodium vivax Research.  O encontro reunirá grupos de pesquisa de renome, com diversificado leque de conhecimentos, e que trabalham em estreita colaboração com as autoridades locais e internacionais, com o propósito comum do entendimento da malária vivax.

O evento acontecerá no Tropical Manaus Ecoresort, e seu objetivo é promover o intercâmbio de evidências inovadoras e de alta qualidade, para fundamentar o processo de tomada de decisões voltadas para o controle da malária pelo Plasmodium vivax, através de uma rede de pesquisa colaborativa plural e abrangente.

Dr. Marcus Lacerda

Esta edição da Conferência é presidida pelo médico e pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) Dr. Marcus Lacerda, que coordena o evento juntamente com o professor Dr.  Wuelton Monteiro (da UEA/FMT-HVD) e  com a pesquisadora Dra. Stefanie Lopes (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A Conferencia é realizada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT),  e tem como patrocinadores Bill & Melinda Gates Foundation, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação de Apoio Institucional Muraki, Advancing the World of Health BD, Emory Vaccine Center, Malaria Foundation International, Grupo Simões, Coca-Cola, AcessBio, Sanofi, Medicines for Malaria Venture, e Malaria Eradication Scientific Alliance (Mesa).

TAFENOQUINA

Um dos destaques desta edição, segundo a coordenação, será a  apresentação dos resultados dos testes clínicos de fase 3 da tafenoquina, medicamento administrado em dose única que pode mudar o paradigma de enfrentamento à malária. A pesquisa é feita  há mais de uma década, e teve como um dos braços do projeto, a cidade de Manaus (AM), além de ter sido ministrada em outros países como  Bangladesh, Peru e  Tailândia.

A terceira fase de um estudo clínico é a última etapa antes do registro e autorização para comercializar um produto farmacêutico – existe ainda a quarta etapa, executada quando a droga já está no mercado.

A tafenoquina age contra a forma hepática do parasita, o que a torna uma potente ferramenta visando à eliminação da malária vivax.

ALCANCE DA CONFERÊNCIA

A expectativa dos coordenadores é de que a partir de um evento deste porte e natureza haja um aumento da colaboração entre instituições e pesquisadores, que permita a concepção de ferramentas e estratégias inovadoras e acessíveis, que podem acelerar o caminho para o controle e eliminação malária.

Outro aspecto importante do evento é a capacitação de pessoal na Amazônia Brasileira, facilitando o intercâmbio de conhecimento com cientistas de renome internacional da área.

EVENTO ECOLÓGICO

A coordenação classifica o evento como ecológico, uma vez que não há distribuição de material impresso, e somente conta com a tecnologia a seu favor.

Para atender a demanda de divulgação de informações, inscrições e de produção científica, está sendo utilizado um aplicativo pelos participantes, que podem acessar pela internet a programação do evento, assim como os resumos dos artigos enviados.

Para mais informações sobre o evento, clique.

O evento inicia no domingo, 11/6. Durante o dia, de 9h às 18h, serão realizados seis cursos, e à noite, às 19h30 ocorrerá a cerimônia de abertura, que será presidida pelo Dr. Marcus Lacerda, contará ainda com o Dr. Kevin Baird (Indonésia), com a presidente da Fiocruz, Dra. Nísia Trindade, com o diretor do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Dr. Sérgio Luz, e demais autoridades.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: divulgação
Foto: Eduardo Gomes

 

Fiocruz Amazônia promove 14ª Reunião Anual de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará na próxima quinta-feira, dia 8/6, a 25ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) e 14ª Raic do ILMD, no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Fiocruz Amazônia de 2016/2017, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo o coordenador do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (Pic) da Fiocruz Amazônia, o objetivo da reunião é divulgar e avaliar 23 projetos de pesquisa de graduandos de diferentes Instituições de ensino de Manaus. “Essa é uma oportunidade de apresentar, avaliar e fazer uma reflexão sobre os trabalhos, de fazermos também uma avaliação indireta do orientador, no intuito de sabermos se ele soube formar aquele estudante, se soube despertar vocação científica no aluno”, destacou.

Entre os trabalhos apresentados há pesquisas nas áreas epidemiologia, parasitologia, imunologia, microbiologia, inovação tecnológica, científica e social. Segundo dados do PIC/ILMD, 75% dos alunos de iniciação científica que participaram do programa, desde seu início, conseguiram se formar como mestres e doutores, além de ter conseguido ingressar na Escola Nacional de Pública de Saúde (Ensp/Fiocruz).

(Foto: Eduardo Gomes)

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica (PIC) do ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com o CNPq e Fapeam, com o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar novos potenciais entre estudantes de graduação, além de estimular pesquisadores a envolverem os estudantes em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

Para Pessoa, o programa tem obtidos resultados relevantes e mostra-se como uma importante abertura de oportunidades no campo científico. “Nesses últimos anos o programa evoluiu bastante, e temos quantitativos que mostram essa evolução. Temos estudantes publicando como autores de artigos em revistas científicas em nível internacional, com bom índice de impacto. Eles estão passando nos nossos cursos de pós-graduação e também em cursos de outras instituições, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Temos acompanhado nesses últimos dez anos o desenvolvimento desses estudantes e só tem melhorado”, relatou.

As apresentações ocorrem no Salão Canoas, auditório da Instituição, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Confira a programação AQUI.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Divulgado resultado da prova de saúde coletiva para o PPGVIDA

Divulgado hoje (5/6) o resultado da segunda etapa – prova de saúde coletiva –  do processo seletivo, do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), área de Saúde Coletiva.

Os candidatos aprovados nesta etapa devem aguardar a divulgação do resultado da prova de conhecimentos específicos, que será publicado na próxima sexta-feira (9/6). O período para interposição de recursos do resultado da prova de saúde coletiva será nos dias 6 e 7 de junho, de 8h às 12h e de 13h às 15h.

O resultado da prova de saúde coletiva está disponível no site do ILMD/Fiocruz Amazônia em http://www.amazonia.fiocruz.br/doc/resultado_2_etapa_prova_saude_coletiva_ppgvida.pdf ou no sistema Sigass: http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

SOBRE O CURSO

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Neste processo seletivo foram oferecidas 12 vagas, divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com nove vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com três vagas.

O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 28 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Muriel Saragoussi é homenageada em sessão especial da Aleam, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou nesta sexta-feira (2/6), no Plenário Ruy Araújo, uma sessão especial, para discutir a importância das áreas verdes dentro dos espaços urbanos, e homenagear instituições e pessoas envolvidas com as questões socioambientais. A sessão foi uma propositura do deputado estadual Luiz Castro, que também é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Aleam.

Dentre os homenageados, a Dra.  Muriel Saragoussi, socioambientalista e bolsista do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi representada pela professora Maria Olívia Simão, também do Instituto e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Muriel Saragoussi encaminhou as seguintes palavras: “O Brasil cunhou o termo socioambientalismo e, no Brasil, sabemos que fomos nós, na Amazônia, que criamos e colocamos na prática este conceito, no final dos anos 90, na luta dos que defendiam e ainda defendem que podemos nos desenvolver e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo. Eu tenho o compromisso cotidiano de fazer com que a visão socioambiental, do desenvolvimento sustentável se realize aqui, no Brasil e no mundo. Conto com cada um de vocês para fazermos isso juntos”.

Luiz Castro destacou a interferência do meio ambiente na qualidade de vida das pessoas. “O ordenamento da expansão das cidades deve conter elementos socioambientais e planejamento de ações a longo prazo”, afirmou.

O subsecretário municipal de Gestão de Limpeza Pública de Manaus, Eisenhower Campos, falou da importância de interação entre os órgãos do poder público e a sociedade em prol dessas mudanças nas paisagens urbanas. “Precisamos dividir essa responsabilidade com a sociedade civil para que possamos humanizar o meio ambiente. Existe uma vacância muito grande entre a legislação e a realidade, precisamos humanizar as políticas públicas e apostar na educação ambiental para as crianças”, apontou.

Foram homenageados também a Associação de Agentes Voluntários, representada por Karen de Santis, e algumas pessoas receberam Certificados de Homenagem para Valdete Araújo, engenheira socioambientalista e professora coordenadora na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Eliana Veras, vice-presidente do comitê de Bacia Hidrográfica Tarumã-Açu, Maria do Socorro Perpetuo Chaves, representando a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Maria do Socorro Perpetuo Siqueira (representando o Fundo de Promoção Social (FPS),  Elizabeth da Conceição Santos, professora da UEA, Marcos Brito, representando a Arquidiocese de Manaus, Gabriel Carreira, representando o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), Suellen Cardoso Ramos, catadora da Associação Recicla Manaus, Heitor Liberato Junior, presidente da Sociedade Brasileira  de Arborização,  Isandra Dávila, Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Ana Cristina Ramos, Fundação Vitória Amazônica, Cristina Damasceno (Pedala Manaus), Fernando de Souza (Pedalando com você) e César Maiuruna (União dos Povos Indígenas do Povo Javari).

Para Muriel, que se diz “amazonense por escolha” a homenagem é uma honra por ter seu trabalho socioambiental reconhecido justamente na Aleam. “Agradeço a homenagem feita a mim por esta Comissão de Meio Ambiente e ao deputado Luiz Castro, da Rede Sustentabilidade, pela indicação”.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado oficialmente no dia 5 de junho.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Com informações da Aleam
Fotos: Aleam e Ascom-ILMD

Palestra vai abordar vigilância em tempo real do vírus zika e outros arbovírus no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece na próxima sexta-feira 2/6, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Vigilância em tempo real do vírus zika e outros arbovírus no Brasil”, que será ministrada pelo Dr. Luiz Carlos Alcântara, pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (IGM) e coordenador do projeto Zibra (Zika in Brazil Real-time Analisys).

O estudo faz parte do projeto Zibra, uma ação itinerante de investigação molecular dos genomas nas diferentes regiões geográficas do Brasil. “Adaptamos um ônibus, cedido pela Fiocruz Bahia, que funciona como um laboratório móvel, onde são realizados os experimentos de sequenciamento de genomas virais dos três arbovírus circulantes, chikungunya, zika e febre amarela”, explica Alcântara.

As amostras utilizadas foram disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Durante o estudo, os pesquisadores utilizam um sequenciador portátil com capacidade de sequenciamento para até 12 amostras em uma única corrida, podendo gerar genótipos precisos com cobertura de 99,7% do gene de interesse.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE O PALESTRANTE

Luiz Carlos Alcântara é graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), mestre em Bioquímica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pós-doutor pelas Universidades Nelson Mandela Medical School, na África do Sul, e Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA.

Atua principalmente nas áreas de Bioquímica, Biologia Molecular e Bioinformática dos Retrovírus Humanos (HIV e HTLV) e Arbovírus Humanos (Chikungunya, Zika, Dengue e Febre Amarela), com ênfase nos seguintes temas: epidemiologia molecular e evolução dos vírus humanos, polimorfismos nos genes dos hospedeiros vírus humanos, correlações clínico-epidemiológicas nas viroses humanas, desenvolvimento de novas ferramentas de bioinformática para estudo dos genes dos vírus humanos/hospedeiros.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Estudo da Fiocruz alerta para danos causados pelo tabagismo

No Dia Mundial sem Tabaco (31/5), o Ministério da Saúde (MS), juntamente com Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), lançaram o estudo Carga de doença atribuível ao uso do tabaco no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de impostos. O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes ao ano em todo mundo, das quais, cerca de cinco milhões são atribuídas ao uso do tabaco e mais de 600 mil são resultantes do tabagismo passivo.

No Brasil, estima-se 156.216 mortes anuais, ou seja, 428 mortes por dia são atribuídas ao tabagismo, o que corresponde a 12,6% das mortes que ocorrem no país. Deste total, 34.999 mortes são por infarto agudo do miocárdio, 23.762 por câncer de pulmão e 10.812 por acidente vascular cerebral (AVC). O tabagismo também é responsável por 59.509 casos de AVC, 73.500 novos diagnósticos de câncer e 378.594 pessoas adoecem devido às doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC) anualmente.

Dados das pessoas que adoecem – Infografia por: IECS

“A magnitude deste fator de risco também é observada nos custos que ele gera para o país e que somam 56,9 bilhões de reais ao ano, dos quais, 39,4 bilhões de reais são referentes aos custos médicos e 17,5 bilhões de reais aos custos por perda de produtividade. Este montante representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e a arrecadação de impostos sobre a venda de cigarros cobre apenas 23% das perdas geradas pelo tabagismo para o país”, explicou Márcia Pinto, pesquisadora do IFF/Fiocruz e uma das autoras do estudo.

A pesquisa teve coordenação científica da Fiocruz e do Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria (IECS), da Argentina e contou com a participação dos pesquisadores: Márcia Pinto, do IFF/Fiocruz, Ariel Bardach, Alfredo Palacios, Andrea Alcaraz, Belen Rodríguez, Federico Augustovski, Andrés Pichon-Riviere, do IECS e Aline Biz do Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O Inca financiou a pesquisa através de um acordo técnico com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), e que também contou com uma série de subsídios de pesquisa do Centro Internacional para o Desenvolvimento do Canadá (IDRC).

Dados de mortes – Infografia por: IECS

No Brasil, a prevalência do tabagismo vem se reduzindo nas últimas décadas devido às ações adotadas, tais como, a proibição da publicidade de cigarros nos meios de comunicação e pontos de venda e do consumo de derivados do tabaco em ambientes fechados, a obrigatoriedade de advertências nos maços e o programa de controle do tabagismo oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, segundo a OMS, a medida mais efetiva para reduzir o consumo de cigarros é o aumento de preços por meio da elevação dos impostos, pois desencoraja a iniciação de adultos e crianças e desestimula os ex-fumantes a voltarem a fumar. “Apesar do aumento da carga tributária, os maços de cigarros continuam muito baratos no Brasil. A experiência aqui e no mundo mostra que aumentar os impostos, e consequentemente os preços, é a medida mais eficiente para reduzir o consumo, principalmente entre os jovens”, afirma Tânia Cavalcante, secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ).

Tânia enfatizou que a proposta do CONICQ é a aprovação do projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que cria a contribuição de intervenção no domínio econômico, a Cide-Tabaco, nos moldes da Cide-Gasolina. “Os ganhos para os cofres públicos são duplos, no aumento da arrecadação e diminuição dos custos de saúde. Mas o principal são os ganhos para a saúde da nossa população”, conclui.

Dados se o preço aumentasse em 50% – Infografia por: IECS

O estudo também simulou o que aconteceria no país nos próximos dez anos, caso os preços dos cigarros fossem elevados em 50%. “A elevação de preços levaria a uma redução de consumo que evitaria cerca de 136 mil mortes, 507 mil infartos e outros eventos cardíacos, 100 mil AVCs e 64 mil novos casos de câncer. Além disso, a redução do consumo traria os seguintes ganhos econômicos, também em dez anos: 32,5 bilhões de reais de economia em custos de saúde, 45,4 bilhões de reais de aumento em arrecadação tributária (já considerando a redução nas vendas de cigarros) e 20 bilhões de reais de economia por perda de produtividade evitada, gerando um benefício econômico total de aproximadamente 98 bilhões de reais”, finalizou Márcia Pinto.

Fonte: IFF/Fiocruz, por Juliana Xavier

*Com a colaboração da Assessoria de Comunicação do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Divulgado resultado final da homologação das inscrições para o PPGVIDA

Divulgado hoje (30/5) o resultado final da primeira etapa do processo seletivo, do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), área de Saúde Coletiva.

O resultado refere-se à homologação das inscrições, após análise de recursos e fornece informações sobre o local das provas de Saúde Coletiva e conhecimentos específicos.

Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos a seguir para a segunda etapa, que compreende a submissão à prova escrita discursiva, a ser realizada no Salão Canoas do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), nesta quarta-feira 31/5, de 9h às 11h (Prova de Saúde Coletiva), e de 14h às 17h (Prova de conhecimentos específicos).

O resultado da homologação das inscrições, após análise dos recursos está disponível no sistema Sigass em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120.

O ILMD/Fiocruz Amazônia situa-se na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

RECOMENDAÇÕES PARA O DIA DAS PROVAS

Os candidatos devem comparecer ao local das provas no horário e dia estabelecido, com antecedência mínima de trinta minutos do horário de início das provas, munidos de caneta esferográfica (tinta azul ou preta) e do mesmo documento de identificação apresentado no ato da inscrição. Não será permitido o ingresso de candidatos, após o horário determinado para o início das provas.

Somente terá acesso a sala de provas o candidato que estiver munido de documento de identidade original, com mesmo número daquele que enviou no ato da inscrição. Durante a realização da prova não será admitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, porte de livros, manuais, impressos ou anotações, máquinas calculadoras (também em relógios), tablet, agendas eletrônicas ou similares, telefone celular, BIP, walkman, gravador ou qualquer outro receptor de mensagens.

É vedado o ingresso de candidato ao local da prova portando arma de qualquer natureza. O candidato somente poderá se ausentar do local de realização das provas após 30 (trinta) minutos de seu início, e não poderá levar o caderno de nenhuma das provas.

Em todas as provas, os três últimos candidatos deverão permanecer na sala e somente sairão juntos do recinto, após a aposição em Ata de suas respectivas assinaturas. Não haverá segunda chamada para as provas, seja qual for o motivo alegado para justificar a ausência do candidato. O não comparecimento/participação a qualquer das etapas do certame importará na eliminação do candidato do Processo Seletivo.

SOBRE O CURSO

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Neste processo seletivo foram oferecidas 12 vagas, divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com nove vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com três vagas.

O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 28 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Palestra apresenta tecnologia para o desenvolvimento de testes diagnósticos específicos

A palestra “Microarrays de peptídeos de alta resolução: da pesquisa básica ao desenvolvimento de vacinas, testes diagnósticos e anticorpos monoclonais terapêuticos”, apresentada na última sexta-feira 26/5, pelo representante da Empresa BioAlbra Biotecnologia, Dr. Pedro Simonini, no Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), trouxe ao público a apresentação de uma plataforma voltada para o desenvolvimento de testes diagnósticos específicos, capaz de diferenciar especificidades dos vírus da Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela.

“Em princípio é uma tecnologia que já existe, mas o produto que nós desenvolvemos tem um diferencial: Temos a informação completa do genoma e proteoma do vírus da Zika ou Dengue, Chikungunya, Febre Amarela e conseguimos analisar toda essa informação de uma vez”, explicou Simonini.

A grande flexibilidade dessa plataforma permite sintetizar microarranjos personalizados cobrindo desde pequenas sequências peptídicas até proteínas inteiras ou genomas virais completos. Os microarranjos demandam amostras pequenas de soro e podem ser usados em diversas aplicações, como mapeamento de epítopo e análise de substituição, desenvolvimento de vacinas, monitoramento imunológico, descoberta de biomarcadores, perfil de anticorpos do soro, antes e depois de infecções, administração de vacinas, ingestão de medicamentos, perfil de anticorpos autoimunes no soro de pacientes e perfil de anticorpos relacionados com processos alérgicos.

De acordo com o palestrante, o desenvolvimento da tecnologia permitiu a elaboração de projetos complexos de proteômica high-throughput. Através de exemplos concretos, a palestra teve o objetivo de demonstrar o potencial único e as inúmeras aplicações dessa tecnologia tanto em pesquisa básica como aplicada.

A plataforma tem capacidade de sintetizar desde pequenas sequências peptídicas até proteomas completos, como por exemplo: Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. “A flexibilidade de síntese de peptídeos nos permite adaptar a plataforma para qualquer organismo cujo genoma tenha sido sequenciado. Usando microarranjos de peptídeos de alta resolução podemos, por exemplo, caracterizar e diferenciar a resposta humoral entre virus semelhantes, distinguindo inclusive entre infecção e vacinação”, esclareceu Simonini.

Os Microarrays de peptídeos é um equipamento indispensável para diversas aplicações moleculares. O problema principal dessa tecnologia é a sua produção, pois cada peptídeo necessita ser sintetizado individualmente. Após sua síntese cada peptídeo precisa passar por um processo para se ligar ao suporte do microarranjos.

O processo tem limitações intrínsecas, pois além do custo elevado, não permite a produção de microarranjos de peptídeos de alta densidade. Para superar essas limitações, pesquisadores do German Cancer Reserach Center, em Heidelberg, desenvolveram a tecnologia. Usando o princípio de impressão a laser, os peptídeos são sintetizados diretamente sobre a superfície do microarranjo. Essa tecnologia garante uma flexibilidade única e quase ilimitada para sintetizar microarranjos de peptídeos de alta densidade.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE O PALESTRANTE

Pedro Simonini é graduado em Biologia, pela Universidade de Kiel, Alemanha e mestre trinacional e trilíngue em Biotechnologia, pelas Universidades de Strasbourg (França), Basel (Suiça), Freiburg (Alemanha) e Karlsruhe (Alemanha). Possui doutorado em Biologia Molecular do Câncer, pela Universidade de Heidelberg / German Cancer Research Center (DKFZ), Alemanha. Atua nas áreas de biotecnologia e biologia molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: biotechnologia, oncologia molecular, biologia de microRNAs, epigenética.

 

 

Livro que aborda crise e futuro da esquerda é tema de debate virtual (1/6)

Os desafios de uma esquerda enfraquecida frente à abertura de um novo ciclo político serão analisados no próximo debate online da série Futuros do Brasil, realizada pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. A discussão se dará em torno do livro Esquerda: crise e futuro, do professor e pesquisador José Maurício Domingues, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj e pesquisador associado do CEE-Fiocruz. Ao seu lado, participará do debate a professora Ingrid Sarti, do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional (Pepi-UFRJ), fazendo comentários à exposição do autor. O evento será realizado em 1 de junho de 2017, e como nos demais debates online da série, a participação é virtual. Qualquer pessoa pode se conectar pelo CEE-Fiocruz, acompanhar o debate em tempo real e fazer perguntas aos participantes.

No livro, José Maurício Domingues discute as perspectivas da esquerda, do século 19 às alternativas contemporâneas, conectando a discussão às escolhas feitas pela esquerda brasileira nas últimas décadas. “Busco apresentar que novos processos se apresentam e que respostas a esquerda precisa construir estrategicamente, para além do social liberalismo e do neodesenvolvimentismo, com o apoio ao combate à corrupção (neopatrimonialismo) que grassa no Estado brasileiro e com uma nova coalizão”, explica.

Segundo o professor, o longo ciclo democratizante iniciado nos anos 1970 se esgotou, juntamente com o fim do ciclo de hegemonia do Partido dos Trabalhadores na esquerda e na centro-esquerda, “desaguando em uma crise geral do sistema político, que acabou se caracterizando como gangsterismo político”. Como observa, “um novo ciclo está se abrindo e sua direção está em disputa no momento”.

José Maurício defende a importância de se buscar traçar uma nova agenda política calcada no aprofundamento radical da democracia e direitos universais. “Essa agenda precisa estar baseada numa aliança dos setores populares com as classes médias, pequenos empresários etc. Isso tem que se fundar na aliança de uma nova centro-esquerda, emergente, e a esquerda que hoje é pluralizada e na qual os jovens reivindicam mais horizontalidade nas relações de poder”, aponta.

Fonte: CEE/Fiocruz