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ILMD promove III Jornada de Pesquisa

Será na próxima segunda-feira, 10/4, a III Jornada de Pesquisa do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O evento, direcionado a alunos, bolsistas, pesquisadores, servidores e demais colaboradores da instituição, acontecerá de 9h às 17h, no Salão Canoas, na sede do Instituto,  à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

A Jornada tem como finalidade reunir a produção geral de 2016 do ILMD/Fiocruz Amazônia, tanto em pesquisa, como no ensino, para apresentar o desempenho à comunidade institucional, bem como aos novos gestores da presidência da Fiocruz, possibilitando-lhes ter uma visão abrangente do Instituto.

Estão confirmadas as participações dos vice-presidentes da Fiocruz de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), e do diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador Estratégico de Integração Regional e Nacional da Fiocruz.

Para acessar a programação da III Jornada de Pesquisa clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Imagem: Mackesy Pinheiro

Palestra vai abordar aplicações de raio-x na biotecnologia

A biotecnologia cuida normalmente da parte orgânica das substâncias, e nisso os métodos de Raios-X podem auxiliar com a determinação das estruturas tridimensionais destas moléculas. Para expor a utilização desses métodos, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta no dia 7/4, às 9h, a palestra “Métodos de raio-x e suas aplicações na Biotecnologia”, a ser ministrada pela Dra. Cláudia Cândida, pesquisadora do Grupo Crowfoot, e professora do curso de engenharia química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo Cândida, os elementos inorgânicos podem influenciar na ação antioxidante, na coordenação de moléculas complexas utilizadas como fármacos, bem como serem extraídos e influenciar na toxicidade do produto final.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Cláudia Cândida é graduada em Química e doutora em Físico-Química pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professora do curso de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde é líder do Grupo Crowfoot de Métodos de Raios-X de pesquisa.

Trabalha principalmente com os seguintes temas: cristalografia, química quântica (método semi-empírico), quimiometria, deternimação de estruturas de pequenas moléculas por difração de raios-X por monocristais, difração de raios-X por amostras policristalinas e fluorescência de raios-X.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Divulgação

Pesquisa identifica alterações genéticas que causam resistência a medicamentos contra a tuberculose

Pesquisadores de cinco instituições, entre elas a Fiocruz Minas, estão envolvidos em um projeto que vai contribuir para superar um dos principais obstáculos no combate à tuberculose: a resistência a medicamentos usados no tratamento da doença. Desenvolvida por um número cada vez maior de pacientes, a resistência acontece quando as bactérias causadoras da infecção sofrem mutações genéticas, fazendo com que os antibióticos aplicados se tornem ineficazes. Por isso, os cientistas que estão à frente do projeto pretendem, por meio da bioinformática, obter uma compreensão aprofundada a respeito dessas alterações, identificando quais delas interferem no efeito dos medicamentos e que tipo de reações provocam no organismo do paciente, de forma a apontar tratamentos mais personalizados.

“Hoje, um dos principais problemas no enfrentamento da tuberculose resistente é o intervalo de tempo entre a suspeita e a confirmação de que o medicamento não está fazendo efeito. Assim, um dos nossos principais objetivos é agilizar esse diagnóstico, identificando o mais rápido possível as mutações responsáveis pela resistência, para que o tratamento possa ser reavaliado e modificado, tendo em vista as características da bactéria que está causando a doença”, explica o pesquisador da Fiocruz Minas Douglas Pires.

Para identificar e caracterizar as mutações, os pesquisadores Douglas Pires e David Ascher, da University of Melbourne (Austrália), desenvolverem um método computacional, o MCSM, primeira plataforma online capaz de predizer o efeito das alterações genéticas. Por meio dela, é possível analisar as estruturas moleculares de proteínas que sejam alvo das drogas e que tenham sofrido mutações, a partir de amostras de pacientes que tiveram resistência a medicamentos. A ferramenta, cujo principal diferencial é a capacidade de lidar com grande quantidade de dados, também realiza cálculos matemáticos, permitindo prever novas mutações, antes que aconteçam.

A plataforma vem sendo alimentada por um banco de dados proveniente do Bloomsbury Research Institute, na Inglaterra. São mais 3500 amostras de pacientes de diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil, que desenvolveram resistência a medicamentos contra a tuberculose.

“Em Bloomsburry, a profa. Sharon Peacock vem realizando um trabalho de longa data que consiste em catalogar e fazer o sequenciamento do genoma de amostras de paciente com tuberculose. É de lá que recebemos as cepas a serem analisadas”, explica Pires.

O estudo se completa com o envio das análises computacionais para Universidade de São Paulo (USP) e para a University of Cambridge, no Reino Unido, onde dois outros grupos envolvidos no projeto ficam responsáveis pela validação do estudo, por meio de ensaios biofísicos. “Ou seja, é o resultado computacional voltando para a clínica, para que sejam propostos melhores tratamentos e identificadas novos alvos para o desenvolvimento de fármacos”, destaca Pires.

A pesquisa vai ao encontro da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que, no início deste mês, emitiu uma declaração enfatizando a necessidade de estudos e desenvolvimento de novos medicamentos para enfrentar a tuberculose multidroga resistente. A OMS estima que, em 2015, tenha sido registradas 250 mil mortes relacionadas a essa questão.

Matéria publicada originalmente no Especial Tuberculose, da Agência Fiocruz de Notícias.

 

 

(Foto: Bernardo Portella

Febre Amarela: até 9 milhões de doses da vacina por mês

O Instituto Tecnológico em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, é o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela. Bio-Manguinhos é também o principal fornecedor de vacinas do Ministério da Saúde e sua produção é feita a partir da previsão anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em situações de rotina, a produção mensal da vacina de febre amarela em Bio-Manguinhos é de 4 milhões de doses. Em função do aumento da demanda e da priorização por este insumo, atualmente a produção está em 6 milhões de doses. O Instituto, no entanto, tem capacidade para produzir 9 milhões de doses por mês, o que representam 108 milhões anuais.

As vacinas produzidas em Bio-Manguinhos são transportadas em caminhões frigoríficos para o Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), permanecendo em câmaras frias até a aprovação dos lotes de vacinas e diluentes pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). Uma vez liberados os lotes, o Cenadi os envia em caixas térmicas para as coordenações estaduais de Saúde, que por sua vez encaminham para as centrais regionais, onde as vacinas ficam armazenadas. Então os representantes dos postos de vacinação retiram a quantidade necessária para um determinado período na região em que atuam.

Até quarta-feira (29/3) foram confirmados 574 casos de febre amarela no país. Ao todo, foram notificados 1.987 casos suspeitos, sendo que 487 permanecem em investigação e 926 foram descartados. Dos 282 óbitos notificados, 187 foram confirmados, 71 ainda são investigados e 24 foram descartados.

A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento também estão sendo vacinadas de forma escalonada as populações de Rio de Janeiro e Espírito Santo. As pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.

Desde o início deste ano o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 20,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,7 milhões), Espírito Santo (3,6 milhões), Rio de Janeiro (3,3 milhões) e Bahia (1,4 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,1 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da Federação.

Fonte: AFN, por Ricardo Valverde

Recursos permitiram abertura de novos serviços de assistência às crianças com a microcefalia e possibilitarão estudos relacionados às três doenças: dengue, Zika e chikungunya

Ministério da Saúde destina R$ 135,2 milhões para reabilitação e pesquisas

O Ministério da Saúde está investindo cerca de R$ 135,2 milhões na abertura de novos serviços de saúde para assistência às crianças com a síndrome congênita da zika e também para financiar pesquisas relacionadas às doenças causadas pelo Aedes aegypti. Para ampliar a assistência, foram destinados R$ 125,2 milhões à habilitação de Centros Especializados em Reabilitação (CER) e novas equipes de Núcleos de Apoio de Saúde da Família. Para elaboração de pesquisas sobre doenças causadas pelo mosquito, foram alocados R$ 10 milhões. Deste total, R$ 6 milhões será para criação de um banco nacional de amostras biológicas, relacionados às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como sangue, urina e saliva.

O anúncio dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (29/03), durante a abertura do 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika).

“Há um esforço do Governo Federal na produção de conhecimento sobre Zika, não só para atender a demanda interna, mas também para compartilhar com o resto do mundo”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

ASSISTÊNCIA

Desde outubro do ano passado, as crianças com síndrome congênita de Zika contam com 52 novos CER´s. Por ano, o Ministério da Saúde repassará R$ 114,3 milhões para o custeio dessas unidades. Esses Centros são referência na reabilitação e oferecem serviços como, por exemplo, estimulação precoce. Atualmente existem no país 187 CERs.

Também foram destinados recursos, na ordem de R$ 10,9 milhões por ano, para custear 51 novas equipes para o Núcleo de Apoio de Saúde da Família. Essas equipes contam com profissionais de fisioterapia, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogos.

Outra medida que permitiu a assistência adequada às crianças com a síndrome foi a estratégia de ação rápida. Dos 2.347 casos de microcefalia confirmados no país entre março e outubro de 2016, 80% (1.898) receberam atendimento na atenção especializada. Esse serviço é a porta de entrada para a assistência, já que é lá onde o médico identifica e avalia qual o tratamento que cada criança precisa. “Todos nós, governo federal, estados e municípios, temos que identificar a síndrome o mais rápido possível e, desta forma, encaminhar essas crianças para o atendimento adequado”, afirmou Ricardo Barros.

Outra ação que ampliou a assistência foi a oferta de capacitações, tanto para profissionais quanto para as famílias e cuidadores que lidam com a síndrome congênita de zika. Em parceria com a Unicef, foram capacitados, em estimulação precoce, 133 profissionais de saúde, educação e proteção social, e 380 famílias e cuidadores. Também estão sendo oferecidos cursos de estimulação precoce e triagem ocular à distância pela Universidade Aberta do SUS (Una-SUS), que já contam com 16.139 matriculados. Até março deste ano foram confirmados 2.542 casos de microcefalia, sendo 63 prováveis, 4.152 estão em investigação e 5.516 descartados.

PESQUISAS

O recurso de R$ 10 milhões será financiado por emendas que contemplam o Plano de Enfrentamento ao Aedes e suas Consequências, deste ano.

O Biobanco servirá de suporte aos especialistas e pesquisadores, permitindo que análises futuras possam ser realizadas com a ajuda destes materiais. O Ministério da Saúde auxiliará a rede na coordenação do banco, juntamente a centros de pesquisas que ainda serão definidos. A ideia é que a estruturação do Biobanco se inicie ainda em 2017.

Ainda serão definidas prioridades de pesquisas relacionadas à Chikungunya, com previsão de um estudo de abrangência nacional. Além disso, o Ministério da Saúde pretende auxiliar pesquisadores a publicarem artigos de grande impacto relacionados às arboviroses. Ao todo, já foram investidos, pelo Governo Federal, mais de R$ 250 milhões no financiamento de pesquisas relacionadas às três doenças causadas pelo Aedes.

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

As medidas de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, realizadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios, têm sido intensificadas desde o final de 2015, com a identificação do Zika e suas consequências como a microcefalia e outras alterações em bebês cujas mães são infectadas pelo vírus durante a gravidez. O conjunto de ações voltadas para a eliminação do mosquito resultou na queda expressiva nos casos de dengue, zika e chikungunya.

Em 2017 (até 25 de março) foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 97%, passando de 411 (em 2016) para 11, em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Até 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos, neste mesmo período.

Também até 25 de março, o Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

O Ministério da Saúde adquiriu, neste ano, 54 veículos para apoiar as ações de vigilância. Os veículos serão enviados aos estados brasileiros. Além disso, também foram adquiridos outros 18 carros para montagem de equipamentos de pulverização de inseticidas contra o mosquito Aedes aegypti.

CONTROLE NACIONAL

Em 2015, foi criada a Sala Nacional de Coordenação e Controle, além de 27 Salas Estaduais e 2.029 Salas Municipais, com o objetivo de gerenciar e monitorar as iniciativas de mobilização e combate ao vetor, bem como a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. A Sala Nacional é coordenada pelo Ministério da Saúde e conta com a presença dos integrantes de outras oito pastas federais.

No primeiro ciclo de visitas domiciliares de 2017 (janeiro e fevereiro), foram visitados 41,8 milhões de imóveis em todo o país. No total, 34,9 milhões foram vistoriados (83,5%) e em 6,8 milhões, houve recusa ou estavam fechados.

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (29), o livro “Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS”, que reúne, em um único volume, a experiência do período de um ano de trabalho intensivo para identificar a causa do surto de microcefalia, que atingiu o país a partir do final do ano de 2015. O material detalha todo o processo da descoberta da origem do agravo e suas consequências.

ENCONTRO

Cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, gestores, profissionais da saúde, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), do Center for Disease Control and Prevention (CDC) e da Global Research Collaboration for Infectious Disease Preparedness (GloPID-R), bem como do setor produtivo público e privado, participarão desse encontro. Foram convidados todos os secretários de saúde estaduais e também gestores de secretarias municipais de locais em que a epidemia de zika, chikungunya, ou dengue teve maior impacto.

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) citou a Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika), como um bom exemplo de resposta rápida e eficaz para o enfrentamento da emergência de Zika no país. A Renezika foi apresentada como uma rede que congrega especialistas que contribuem para os avanços científicos e tecnológicos, fornecendo evidências que subsidiam a execução de políticas públicas.

Fonte: Portal da Saúde, por Victor Maciel e Camila Bogaz

(Foto: Erico Xavier)

Centro de Estudos vai abordar coleções biológicas como fonte de conhecimento

Você sabe o que são coleções biológicas? As coleções biológicas são responsáveis por documentar a biodiversidade, são registros da variação morfológica e genética, da distribuição geográfica, preservando informações de grande utilidade para o desenvolvimento de pesquisas no mundo inteiro.

Para falar sobre coleções biológicas como fontes de conhecimento, o Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta no dia (31/03), às 9h, a palestra “Coleções Biológicas: fonte dinâmica e permanente de conhecimento”, a ser ministrada pela Dra. Ormezinda Fernandes, pesquisadora e curadora da coleção biológica do ILMD.

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

SOBRE A PALESTRA

A apresentação vai abordar os tipos de coleções biológicas, e apresentar o histórico e atividades desenvolvidas na coleção biológica do Instituto, dividida em duas coleções: Coleção de Bactérias da Amazônia (CBAM) e Coleção de Fungos da Amazônia (CFAM).

Para Ormezinda Fernandes, a preservação das amostras pode colaborar com o desenvolvimento de outras pesquisas. “Através desse material armazenado, catalogado e preservado da maneira adequada, o pesquisador tem uma possibilidade maior de acessar a coleção para verificar se existe a amostra de interesse dele, sem precisar ir a campo”

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

FUNGOS E BACTÉRIAS

A coleção biológica conta com amostras de fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificados e conservados. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma, e foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica. As bacterianas são provenientes de amostras clínicas (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais).

As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto por linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileira, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Ormezinda Fernandes é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mestre em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Programa Multi-institucional de Pós-graduação em Biotecnologia pela Ufam. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Biologia e Fisiologia dos Microorganismos.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado na rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Flebótomos apresentam facilidade de adaptação em áreas de peridomicílios

Associados geralmente a áreas de florestas, alguns insetos apresentam facilidade de adaptação e provável reprodução em áreas de peridomicílio. O alerta foi feito no último encontro do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante a palestra “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”, ministrada pelo pesquisador e professor do ILMD, Dr. Felipe Arley Pessoa.

Segundo Pessoa, “durante muitos anos os flebótomos, vetores de leishmaniose, foram associados a áreas de floresta ou áreas tipicamente rurais”. Acreditava-se que ao adentrarem as florestas, em contato com os insetos infectados, as pessoas eram contaminadas e posteriormente desenvolveriam sintomas da doença.

Nos últimos anos, pesquisas realizadas no Nordeste e no Suldeste do Brasil, indicam que duas espécies apresentaram bom desenvolvimento no convívio humano. “Esses insetos possuem um índice de abundância muito grande no peridomicílio, mas quando você vai investigar a quantidade de espécies de flebótomos associados com sua abundância, o valor fica muito baixo. Em uma região que encontraríamos entre 25 e 30 espécies de flebotomíneos, apenas duas ou três estavam associadas ao ambiente urbano”, explicou Pessoa.

Apesar de estar sendo pouco acompanhado na Região Amazônica, o pesquisador ressalta que alguns estudos realizados na Comunidade do Rio Pardo, distante aproximadamente 200 quilômetros de Manaus, mostram que o comportamento dos insetos pode estar avançando próximo ao convívio humano. “Aqui na região Amazônica, estamos conseguindo acompanhar em um projeto com flebotomíneos, e observamos que o índice de diversidade e abundância desses insetos em áreas de peridomicílio são muito próximo do que estamos encontrando em floresta”.

FLEBÓTOMOS

Os flebótomos são pequenos insetos, que chegam a medir de 1 a 3 mm de comprimento, e podem ser encontrados ao redor das residências em locais sombreados e com matéria orgânica, como galinheiros, chiqueiros, canis e em lixeiras. As fêmeas precisam ingerir sangue para o desenvolvimento dos ovos e, dessa forma, picam tanto o cão quanto o homem, principalmente durante a estação chuvosa quando invadem as residências.

Ao picar o cão ou o homem, o flebótomo pode transmitir o protozoário chamado Leishmania chagasi, responsável, no Brasil, pela Leishmaniose visceral e tegumentar. Uma vez infectado o cão torna-se reservatório da doença, e pode ser fonte de infecção para outros animais ou mesmo para seres humanos que vivem ao seu redor.

(Foto: Eduardo Gomes)

(Foto: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

 

 

 

virologia

Inscrições abertas para o Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr

Estão abertas as inscrições para o 4º Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr, que será realizado de 10 a 12 de maio de 2017, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O prazo para inscrição vai até 30 de abril, mas os interessados em submeter trabalhos precisam se inscrever e enviar o resumo até 23 de abril. Com foco na apresentação e discussão de resultados de pesquisas desenvolvidas na área da virologia no âmbito da pós-graduação, o evento conta com algumas novidades este ano. Uma delas é a oportunidade de participação de pós-doutorandos, além de estudantes de mestrado e doutorado, com estudos em andamento e com resultados ou concluídos nos últimos 12 meses. A atividade é promovida pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com apoio da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Editora Fiocruz, dos Programas de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular e em Medicina Tropical do IOC, da Prefeitura de Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, e das Sociedades Brasileiras de Medicina Tropical, Virologia, Infectologia e Mastozoologia.

“Nosso objetivo é valorizar a produção científica da pós-graduação, reunindo estudantes que realizam trabalhos na área de virologia e oferecendo um espaço para discussão de resultados, com a participação de pesquisadores seniores”, ressalta a pesquisadora Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC e uma das organizadoras do Simpósio. Segundo ela, a duração do evento vem sendo ampliada anualmente em resposta à grande demanda. “Este ano, teremos dois dias e meio de programação e contaremos com a participação de professores de universidades do Mato Grosso, além de pesquisadores de diversas instituições do Rio de Janeiro na moderação das sessões e no comitê científico”, comemora. Na sexta-feira, 12/05, as atividades da parte da manhã serão integradas à programação do Centro de Estudos do IOC.

Destaque para pôsteres

Entre os estudos submetidos para o Simpósio, 24 serão selecionados para as quatro sessões de apresentação oral, nas quais os autores terão 15 minutos para expor seus resultados. O melhor trabalho de cada sessão será premiado. Pela primeira vez, os projetos aceitos para a sessão de pôsteres também poderão ser divulgados em sessões de apresentação oral resumida, com único slide e cinco minutos para exposição. “O objetivo é que os estudantes destaquem os principais pontos das suas pesquisas para que os interessados possam procurá-los e aprofundar as discussões durante as sessões de pôsteres”, explica Elba. Todos os estudos apresentados no evento serão publicados em uma edição especial do periódico Virus Reviews and Research.

No primeiro dia da atividade, após a mesa de abertura, haverá uma mesa redonda sobre temas atuais da virologia. O infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz, vai abordar a situação atual das arboviroses no Brasil. Já o pesquisador Fábio Gouveia, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), discutirá a divulgação da ciência na mídia. Em seguida, ocorrerá a apresentação de um grupo indígena do Mato Grosso.

Como se inscrever

A inscrição deve ser realizada através do formulário online. Para submeter um trabalho, é preciso estar inscrito no Simpósio e ter um projeto de mestrado, doutorado ou pós-doutorado na área da virologia em fase de desenvolvimento e com resultados ou concluído nos últimos doze meses. O resumo em inglês deve ser enviado para o e-mail viroses@ioc.fiocruz.br. O texto deve ter, no máximo, 1.500 caracteres (na contagem sem espaços), em um único parágrafo, com espaçamento simples e fonte Times New Roman de tamanho 12. O conteúdo deve trazer breve introdução, materiais e métodos, discussão dos resultados e conclusão. Além do nome e e-mail do autor, devem constar os nomes dos orientadores, dos coautores e da instituição onde o trabalho está sendo realizado. O texto não deverá conter citações bibliográficas, nem lista de referências bibliográficas. Notas de rodapé e abreviações não definidas não devem ser utilizadas no resumo. Acesse o modelo de resumo.

Para mais informações  e programação clique.

IOC/Fiocruz, por Maíra Menezes

Especialistas debatem sobre classificação indígena nos censos demográficos

“As categorias de identidade indígena se transformaram em termos de percepção social ao longo das últimas décadas”, destacou o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Ricardo Ventura, durante a última reunião do seminário de pesquisa do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O encontro realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) reuniu indígenas, antropólogos, cientistas sociais e profissionais da área da saúde pública.

A palestra de Ricardo Ventura abordou questões teóricas e metodológicas envolvidas na captação de dados sobre indígenas pelos censos demográficos no País, trazendo exemplos do Amazonas. “As perguntas sobre classificação de cor e raça dentro de um censo estão presentes desde a década de 40. Há uma discussão muito importante de cientistas sociais, participando desse debate sobre sistema classificatório, que certamente influencia nas categorias, no âmbito do censo ao longo dessas décadas”, explicou.

Ricardo Ventura (Foto: Eduardo Gomes)

Na ocasião, o pesquisador lembrou avanços significativos sobre as questões demográficas na classificação dos indígenas no Brasil, conduzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Ventura, no Censo de 1991 foi incluída a categoria indígena como mais uma opção de resposta para a pergunta sobre cor e raça, presente no questionário aplicado pelo Instituto, o que se repetiu em 2000.

No censo de 2010, o questionamento sobre cor e raça, que até 2000 era investigado apenas no questionário da amostra, passou a contemplar também o questionário básico. Além disso, Ventura lembrou também que no último censo, se a pessoa se declarava indígena, eram feitas perguntas adicionais sobre pertencimento étnico e línguas faladas.

INVISIBILIDADE SOCIODEMOGRÁFICA

Durante a apresentação, o pesquisador chamou a atenção para a redução no número de autodeclarados indígenas em áreas urbanas. Segundo ele, é possível que a inclusão das perguntas sobre pertencimento étnico e língua falada tenha influenciado a declaração de ser ou não indígena, por parte dos entrevistados.

Ventura acredita que a constante interlocução entre demógrafos e antropólogos, poderá estruturar métodos relevantes para a contínua inserção dos povos indígenas nos censos nacionais. “Mesmo frente aos muitos desafios, trilha-se no Brasil uma bem-sucedida trajetória de incluir os indígenas nas estatísticas nacionais e, com isso, reduzir sua invisibilidade sociodemográfica, com implicações importantes para fins de políticas públicas, inclusive na área da saúde”.

(Foto: Eduardo Gomes)

(Foto: Eduardo Gomes)

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

SOBRE O NEAI

O NEAI é um grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e ao Departamento de Antropologia da Ufam. O grupo reúne pesquisadores, professores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, que se dedicam ao estudo e pesquisas sobre temas relacionados aos povos e comunidades tradicionais.

O núcleo desenvolve suas ações através de pesquisas coletivas e individuais, projetos de extensão, encontros, palestras, seminários, seções de estudo e cursos de curta duração.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

 

 

 

 

 

O evento é realizado pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Secretários municipais de saúde do AM discutem Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade – PMAQ

Encerra nesta sexta-feira, 24/3, o V Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas e Acolhimento aos Gestores Municipais do Estado do Amazonas. O evento é realizado pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), e iniciou no último dia 21, no Amazônia Golf Resort, no Rio Preto da Eva (AM). O tema desta edição é “Acolhimento aos novos gestores de Saúde: em busca de alternativas sustentáveis para o SUS”.

A programação do último dia de evento acontece de 8h às 11h e gira em torno da discussão sobre o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ). Nesta ocasião será debatido o processo de avaliação externa com foco na percepção das instituições avaliadoras, bem como serão discutidas também as mudanças no 3º. Ciclo do PMAQ, o papel e a importância da autoavaliação no processo de melhoria dos serviços de Atenção Básica com foco na Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade (AMAQ) Virtual e na implementação da Matriz de Intervenção.

A plenária será coordenada por Daniel de Sales Barroso, do Cosems, e terá como expositores a enfermeira Larissa Minelvino (gerente do Departamento de Atenção Básica e Ações Estratégicas –Dabe/Susam, Maria Luiza Garnelo (vice-diretora de Ensino, Comunicação e Informação do ILMD/Fiocruz Amazônia), e Esron Soares Rocha (professor da Universidade Federal do Amazonas).

SOBRE O COSEMS

O Conselho é uma entidade que representa os interesses das secretarias municipais de saúde e tem como membros-efetivos secretários de saúde.

Sua missão é fortalecer e representar o conjunto das secretarias municipais de saúde, objetivando a autonomia e intercâmbio dos municípios, bem como lutar pelos interesses coletivos e participar da formulação das políticas públicas de saúde, a fim de efetivar a consolidação do SUS e melhorar a saúde da população do estado do Amazonas.

Durante o V Congresso, o atual secretário de saúde do município de Manaquiri, Januário Neto, foi reeleito para presidir a instituição, no biênio 2017/2019.

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ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Foto: Cosems-AM