Seminário da Rede Unida reúne profissionais da Saúde  para debater atenção básica no ILMD

Começou hoje, 9/8, o Seminário Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos.  O evento é resultado de parceria entre a Associação Brasileira Rede Unida e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A programação se estende até amanhã, 10.

O evento tem como objetivo intensificar o debate e a reflexão entre pesquisadores, estudantes, trabalhadores e gestores que atuam junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que defendem o seu aprimoramento e ampliação em todas as regiões do país.

A mesa de abertura foi composta por Érika Almeida, subcoordenadora da Coordenação Geral de Gestão da Atenção Básica, do Ministério da Saúde; Kátia Helena Schweickardt, secretária Municipal de Educação de Manaus; Lubélia Sá Freire, subsecretária Municipal de Saúde de Manaus; Júlio Cesar Schweickardt, coordenador da Rede Unida; e Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O coordenador abriu o evento falando da programação para os dois dias de Seminário e anunciando que hoje iniciam as inscrições para o 13º Congresso Internacional da Rede Unida, que acontecerá em Manaus, no período de 30 de maio a 2 de junho de 2018.

Érika Almeida ressaltou a importância do Seminário  Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos,  principalmente para reflexão e revisão da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB/MS).

Para Lúbélia Sá Freire, a participação dos atores municipais da Saúde nas discussões sobre vigilância em saúde são fundamentais, daí o empenho para que as equipes da Semsa participem do Seminário.

Kátia Helena Schweickardt enfatizou o quanto a educação tem a aprender com a saúde, principalmente num evento como o Seminário que faz uma interface entre as duas áreas. Na oportunidade, a secretária informou o apoio da Prefeitura de Manaus ao 13º Congresso Internacional da Rede Unida.

Sérgio Luz, deu as boas-vindas aos participantes do Seminário e falou da importância do evento, especialmente diante do que se tem passado na política do país. Lembrou da importância do trabalho da Rede Unida, que atua de forma a considerar as diferenças sociais, culturais e regionais do país plural.

O diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia também agradeceu às presenças de Kátia Silveira da Silva, coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde /Abrasco – Fiocruz), que na ocasião representou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima;  e de Júlio Manuel Suárez, representando  Carlos Rosales , da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

O Seminário é aberto ao público e está sendo realizado no ILMD/Fiocruz/Amazônia, no Salão Canoas, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

 

Saúde e Meio Ambiente: Obsma promove oficinas pedagógicas para professores em Belém

Se você é professor da Educação Básica e está em Belém-PA, não perca a chance de participar das Oficinas Pedagógicas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma/Fiocruz). 

São  120 vagas. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição a seguir e enviar para o Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor): cefor.seduc@gmail.com. Baixe o formulário de inscrição

Cada professor inscrito participará de três oficinas:

  • Produção audiovisual na Educação Básica: transdisciplinalidade entre saúde e meio ambiente;
  • Projeto de ciências na Educação Básica: trabalhando os temas saúde e meio ambiente;
  • Produção de texto no cotidiano escolar: como articular os temas saúde e meio ambiente na produção textual.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Obsma pelo e-mail olimpiada@fiocruz.br ou telefone (21) 2560-8259.

SERVIÇO

Oficinas Pedagógicas da Obsma em Belém-PA

Data: 9, 10 e 11 de agosto de 2017
Horário: 9h às 17h
Local: Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA) – Av. N. Sra. de Nazaré, 871, Nazaré – Belém-PA
Público-alvo: professores da rede pública do Pará
Parceria: Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc) e Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor)

SOBRE AS OFICINAS PEDAGÓGICAS

Para estimular educadores interessados em abordar as temáticas de saúde e meio ambiente em sala de aula, a Obsma oferece anualmente as Oficinas Pedagógicas, um canal de diálogo entre a equipe multidisciplinar da Olimpíada  e professores.

As atividades abordam as relações entre educação, saúde, meio ambiente e ciência, apresentando também aos participantes como podem trabalhar com os formatos projeto de ciênciasprodução de texto e produção audiovisual em sala de aula. Assim, queremos incentivar que professores e seus alunos elaborem projetos críticos e criativos para submeter à Obsma.

Os temas e os conteúdos curriculares das áreas de saúde e meio ambiente abordados nas oficinas compreendem um amplo leque de possibilidades, considerando as realidades local, regional e/ou nacional, com propostas pedagógicas construídas pelas escolas , professores e alunos.

Desde 2013, são realizadas Oficinas Pedagógicas. Veja como foram as Oficinas anteriores

Que tal levar as Oficinas Pedagógicas da Obsma para sua cidade? Clique AQUI e saiba como.

As Oficinas são realizadas com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Obsma

Inscrições abertas para curso online sobre Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica

Estão abertas as inscrições para o ‘II Curso de Formação na Gestão de Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica”. O curso é em formato e-learning, desenvolvido com conteúdos detalhados, incluindo vídeos, animações e modelagem 3D.

Trata-se de uma atividade de formação, com carga horária de 60 horas e duração de quatro meses, que enfatizará o diagnóstico e manejo clínico da malária. O público-alvo são profissionais da saúde.

As inscrições são feitas pelas instituições, com a indicação dos nomes dos alunos que vão fazer o curso. Para tanto, deve ser enviado formulário anexo preenchido com os nomes dos indicados, para os e-mails paulo.nogueira@fiocruz.br e marmutis@ioc.fiocruz.br,  com o assunto:  II Curso de Formação na Gestão de Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica.

O objetivo do curso é fortalecer a capacidade científica dos profissionais da saúde para distinguir os principais aspectos biológicos, clínicos, terapêuticos e epidemiológicos da malária que possibilitem uma gestão adequada dos pacientes na Amazônia.

O curso utiliza ferramentas que permitem conferência e  treinamento virtual (como Moodle e plataforma WebEx).

Durante a realização do curso serão feitas duas avaliações, uma inicial e a outra após a conclusão do curso, a fim de verificar o conhecimento alcançado.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O conteúdo do curso foi produzido por especialistas em malária na Amazônia, com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Serão 10 aulas, distribuídas em três módulos, totalizando 60 horas.

Confira a programação:

  1. Módulo I: etiologia e fisiologia Malária
    Lição 1: etiologia
    Lição 2: ciclo da malária
    Lição 3: fisiopatologia da doença
  2. Módulo II: Epidemiologia / clínica e diagnóstico
    Lição 4: epidemiologia da malária
    Lição 5: principais aspectos da malária grave
    Lição 6: infecção assintomática de plasmodium
    Lição 7: diagnóstico diferencial
    Lição 8: tratamento
  3. Módulo III: Destaques do vetor da doença na Amazônia (controle, eliminação, erradicação)
    Lição 9: aspectos do controle
    Lição 10: Controle, erradicação e eliminação: é possível?

A cada mês, um módulo estará disponível na plataforma, sendo a data de início de cada módulo acordada entre tutores e alunos.

MAIS INFORMAÇÕES

O curso será gratuito e as aulas estarão disponíveis em espanhol e português. Os certificados serão emitidos pela UFMG, para estudantes aprovados e que tiveram participação em mais de 70% do curso.

A  proposta do curso foi  desenvolvida pela PS /OTTO junto à UFMG, Fiocruz Amazônia e Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O aporte financeiro vem do Programa Regional da Amazônia (PRA), por meio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Novos membros do Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia são apresentados

Foram apresentados nessa segunda-feira (7/8), os novos membros do Conselho Deliberativo (CD) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante reunião ordinária do Conselho.

A Comissão Eleitoral apresentou os titulares e suplentes, representantes das áreas de Pesquisa, Ensino e Gestão da Fiocruz Amazônia, eleitos para o biênio 2017-2019.

A eleição ocorreu na última sexta-feira (4/8), e a apuração foi feita em seguida pela Comissão Eleitoral. A Comissão da eleição foi instituída e homologada pelo Conselho Deliberativo do ILMD/ Fiocruz Amazônia, por meio da Portaria número 018, de 19/6/2017, para organizar e coordenar os trabalhos relativos às eleições.

Foram eleitos na área da pesquisa: Priscila Aquino e Pritesh Lalwani, com 67,65% dos votos; Rodrigo Tobias e Fernando Herkrath, com 70,51%; Stefanie Lopes e Amandia Souza, com 58,82%; Ani Beatriz Matsuura e Maria Jacirema, com 79,41% dos votos válidos. Na área da gestão foram eleitos Helena Coutinho e Carlos Fabrício da Silva, com 91% dos votos; e no Ensino foram nomeados Aldemir Maquiné e Anízia Aguiar, com 100% dos votos válidos.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Habilitação de laboratórios de referência é assunto de reunião com a CVSLR/Fiocruz

Para apresentar a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência (CVSLR/Fiocruz), estiveram nesta segunda-feira, 7/8, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Tânia Fonseca e Marília Santini.

A visita, que será feita também a outras Unidades da Fiocruz no país, teve como objetivos reunir a comunidade do ILMD para falar sobre o papel que os Laboratórios de Referência exercem no SUS e na Fiocruz e como eles funcionam dentro da Fundação.

Durante o encontro Marilia Santini falou também sobre a Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública e sobre a expectativa de lançamento de um novo edital para credenciamento de laboratórios referência, conforme Portaria Nº 33, de 22 de junho de 2017, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (MS), que define o processo para habilitação dos Laboratórios de Referência Nacional e Regional, no âmbito da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública.

Segundo a Portaria 33/2017, a SVS/MS lançará até o próximo mês de outubro a chamada pública, por meio de edital a ser publicado no Diário Oficial da União, para composição da Rede de Referência Nacional e Regional de Laboratórios de Saúde Pública.

Para serem credenciados, os laboratórios públicos precisam dentre outros critérios, atender aos requisitos de Gestão da Qualidade, conforme o escopo do laboratório e tendo como referência as normas vigentes da ABNT; atender aos requisitos de Boas Práticas de Biossegurança; e possuir equipe técnica com formação profissional e experiência compatível com a área de conhecimento para a qual pretende se habilitar.

SOBRE A CVSLR/FIOCRUZ

 São atribuições da coordenação: elaborar, implementar, monitorar e avaliar o Programa de Vigilância em Saúde da Fiocruz; contribuir para a integração das atividades e ações de vigilância em saúde; coordenar o Núcleo de Vigilância em Saúde (NUVES) da Fiocruz; Elaborar, implementar, monitorar e avaliar o Programa Institucional de Apoio aos Laboratórios de Referência da Fiocruz; contribuir para a integração dos Laboratórios de Referência; ampliar as relações com o MS e demais gestores do SUS no que se refere a VS e LR; ampliar a participação na detecção e resposta às emergências sanitárias; e otimizar o papel da Central de Amostras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Pesquisa avalia o processo de trabalho das equipes de saúde no Brasil

Começaram as defesas da primeira turma de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

“Avaliação da atenção básica com foco no processo de trabalho das equipes de saúde através do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB – ciclo II)”, é o título da dissertação defendida por Bárbara Castro, sob a orientação da professora doutora, Rosana Parente.

O estudo avaliou a adequação do processo de trabalho das equipes de saúde do Brasil, através do PMAQ-AB, com base nos dados do segundo ciclo de avaliação do Programa, realizado no segundo semestre de 2014. Participaram da pesquisa 29.777 equipes de saúde distribuídas em 4.826 municípios brasileiros.

Segundo Bárbara Castro, seu interesse por estudos avaliativos na área da saúde foi despertado durante a vivência na Atenção Básica, enquanto participava de um programa de residência em saúde. “Essa experiência foi essencial neste processo de formação, para compreensão de como eram oferecidos os serviços de atenção à saúde da mulher, e como se articulavam com o sistema de saúde, de modo mais amplo”, explicou.

METODOLOGIA

O estudo pretende contribuir com a valorização da pesquisa, como ferramenta para fomentar a cultura da avaliação nos serviços de saúde e consequentemente subsidiar a tomada de decisões por parte dos trabalhadores, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer a Atenção Básica como modelo de atenção à saúde e auxiliar na realização de novas pesquisas avaliativas no Brasil, com foco no trabalho das equipes de atenção básica. “Essa pesquisa poderá contribuir com as autoridades sanitárias, os profissionais de saúde, a sociedade, o meio acadêmico e, em especial, os usuários que poderão exigir qualidade no atendimento integral à sua saúde”, comenta Bárbara.

Para analisar a adequação do processo de trabalho das equipes foram consideradas características demográficas e indicadores de saúde dos municípios do país, como: região geopolítica, porte populacional, índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e Cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF); e, posteriormente, foram realizadas associações dessas variáveis com a adequação do processo de trabalho das equipes.

RESULTADOS

Os resultados da pesquisa revelaram grandes desigualdades no processo de trabalho das equipes de saúde entre as regiões brasileiras, com impactos significativos no acesso e na qualidade da atenção à saúde na Atenção Básica. “A estas desigualdades pode-se atribuir as especificidades locais, assim como também a forte influência do IDHM, porte populacional e cobertura da ESF. No que tange às regiões geopolíticas o Sudeste e o Nordeste apresentaram o melhor perfil de equipes adequadas, em contrapartida a região Norte e o Centro-Oeste apresentaram os piores resultados de adequação do processo de trabalho das equipes de atenção básica. As equipes com a maior proporção de adequação foram encontradas em municípios de elevado porte populacional”, destacou a pesquisadora.

A análise aponta que o processo de trabalho das Equipes de Atenção Básica (EAB) é incipiente, fragmentado, desarticulado e que os entraves para a consolidação da Atenção Básica estão impregnados no contexto de saúde brasileiro. Embora o PMAQ-AB tenha sido instituído com o intuito de garantir um padrão de qualidade assistencial a nível local, regional e nacional, trata-se de uma pesquisa cuja avaliação é realizada com base num padrão de assistência defina pelas políticas nacionais do Ministério da Saúde (MS), sendo reproduzida nos mais diversos contextos de saúde do país.

“No cotidiano do serviço de uma unidade básica de saúde da família pude observar algumas condições estruturais, assistenciais, e inclusive o processo de trabalho da equipe, que comprometiam a continuidade do cuidado e a qualidade da assistência. O serviço contava com a atuação de uma equipe multiprofissional, mas pouco se visualizava a integração destes profissionais no cuidado a saúde dos indivíduos. Era intensa a hegemonia médica nas ações em saúde que deveriam ser em equipe, além das amplas relações de poder”, conclui Bárbara Castro.

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA é um programa de mestrado do ILMD/Fiocruz Amazônia, que tem por objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia;  planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

As defesas ocorridas no âmbito dos programas do ILMD/Fiocruz Amazônia são abertas ao público. Outras defesas do PPGVIDA devem ocorrer ao longo deste segundo semestre.

Acompanhe programação de defesas aqui.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

 

ILMD lança edital para o curso de mestrado PPGBIO-Interação

Foi lançado o edital para o curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia). As inscrições podem ser feitas no período de 20/9 a 10/10 deste ano.

A Chamada Pública Nº 003/2017 do Programa oferece 20 vagas distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

INSCRIÇÃO

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a seguinte documentação:  Formulário de inscrição preenchido por meio da Plataforma SIGA , disponível em www.sigass.fiocruz.br (conforme orientação do edital);  apresentar Carta de Aceite do Orientador; diploma do curso de graduação ou documento equivalente; Histórico Escolar do curso superior; Curriculum vitae depositado na plataforma Lattes do CNPq; Projeto de Pesquisa; Carteira de Identidade; CPF; RNE ou passaporte, para candidatos estrangeiros;  comprovante de pagamento do boleto bancário no valor de R$ 100,00 (cem reais); dentre os outros documentos que constam no edital.

PROCESSO SELETIVO

A admissão no curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita e Prova Oral (Entrevista). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A  segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa, pontuação do currículo lattes e entrevista.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Este é o segundo processo seletivo para o PPGBIO-Interação. A primeira turma iniciou o curso em março deste ano.

Para mais informações acesse o edital.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

 

Fiocruz divulga ofício sobre suspensão das bolsas do CNPq

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, escreveu um ofício para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, manifestando preocupação com a suspensão de bolsas anunciada no portal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Leia o documento na íntegra:

“Ao Senhor
Mario Neto Borges
Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Senhor Presidente,

Considerando a informação veiculada pelo portal do MCTIC que os recursos do CNPq são suficientes para o pagamento dos bolsistas apenas até o mês de agosto, a Fundação Oswaldo Cruz vem expressar sua preocupação com os efeitos da suspensão das bolsas.

Assim como nas demais instituições de pesquisa no país, o impacto de tal suspensão na Fiocruz seria extremamente negativo. Além de representar um forte desestímulo aos estudantes em formação, a ausência de bolsas acarretaria prejuízos para diversas pesquisas em andamento. Desnecessário ressaltar o papel fundamental da ciência, tecnologia e inovação para garantir um futuro nacional com soberania e justiça social.

Somente no âmbito da iniciação científica, mestrado e doutorado, na Fiocruz, seriam afetados mais de 650 bolsistas atuantes em diversas áreas de conhecimento no campo da saúde.

Desde 1952, o CNPq investe na formação de pesquisadores brasileiros e sua atuação contribui fortemente para a consolidação de instituições de pesquisa do país, pelo que seria desalentador interromper tal atuação. Devemos, ainda, alertar que os efeitos de um suspensão, ainda que temporária, exigirá muitos anos para a sua recuperação.

Acreditando que a pesquisa é patrimônio da sociedade brasileira e que pesquisadores brasileiros vêm encontrando visibilidade crescente na comunidade internacional através do apoio fundamental do CNPq, esperamos que a agência consiga superar as dificuldades atuais e viabilize o pagamento das bolsas sem descontinuidade.

Atenciosamente,

Nísia Trindade Lima
Presidente da Fundação Oswaldo Cruz”

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Rede Unida realiza seminário para debater políticas públicas de saúde

A Associação Brasileira Rede Unida em parceria com o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza nos dias 9 e 10 de agosto, das 8h30 às 17h, no auditório Canoas do ILMD/Fiocruz Amazônia, o Seminário Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos.

O evento tem como objetivo, intensificar o debate e a reflexão entre pesquisadores, estudantes, trabalhadores e gestores que atuam junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que defendem o seu aprimoramento e ampliação em todas as regiões do país.

Com inscrições gratuitas para 80 pessoas, o Seminário é aberto ao público em geral, que queiram contribuir nas discussões sobre o SUS e ter um conhecimento mais aprofundado sobre as políticas públicas que tratam da gestão do trabalho e da atenção básica em saúde.

As inscrições para participação no Seminário serão realizadas no dia e local do evento. A Fiocruz/Amazônia fica localizada na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus. Confira a programação.

PARTICIPANTES

O Ministério da Saúde confirmou a presença de três órgãos importantes no evento, representados pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGETS), Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) e o Departamento de Atenção Básica (DAB), que integra a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS).

A representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil também já está com presença confirmada no Seminário, assim como os representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems), da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

REDE UNIDA

Dentro da programação do Seminário Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos, a Associação Brasileira Rede Unida estará comemorando seus 32 anos de atuação no Brasil.

Ao longo desses anos, a Associação reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se tratando de qualquer parceria e sim de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

LANÇAMENTOS

Ainda durante a programação do evento, a Editora Rede Unida lançará vários livros e dentre eles estão as obras: ‘Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde e Meio Ambiente na Amazônia’ e ‘História e Política Pública de Saúde na Amazônia’, ambos da série Saúde & Amazônia.

O livro ‘Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde e Meio Ambiente na Amazônia’, organizado por Júlio Cesar Schweickardt, Renan Albuquerque, Alcindo Antônio Ferla e Maria Cristina Soares Guimarães, discute diferentes formas de divulgar temas científicos e ainda aponta a complexidade e os matizes do fazer e comunicar ciência no Bioma Amazônia.

Já o livro ‘História e Política Pública de Saúde na Amazônia’, dos organizadores Júlio Cesar Schweickardt, Alcindo Antônio Ferla, Rodrigo Tobias de Sousa Lima e Michele Rocha Kadri, apresenta como o estudo da história e suas conexões com a saúde no campo teórico e empírico da Saúde Coletiva mobiliza a produção conceitual e metodológica. Os estudos nele reunidos pretendem contribuir nesses dois aspectos.

Rede Unida, por Mirinéia Nascimento
Foto: Araquém Alcântara

Doação de leite humano auxilia desenvolvimento de prematuros

O bebê prematuro é aquele que nasceu antes de completar 37 semanas de gestação e a amamentação para ele é essencial pois, oferecida de forma exclusiva, diminui significativamente a incidência e a gravidade de algumas doenças específicas, que só ocorrem nessa fase da vida do bebê. O leite materno nutre, auxilia no crescimento e desenvolvimento, além de facilitar a formação do vínculo entre mãe e bebê – um dos aspectos mais importantes para o recém-nascido prematuro.

Geralmente, o bebê prematuro permanece algum tempo internado até ganhar peso para poder ir para casa (a partir de 1.800g) e a alimentação é feita de acordo com esse peso, as condições clínicas e o grau de prematuridade. A pediatra do Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Marlene Roque Assumpção explica que, quanto maior a idade do bebê, mais esperto ele será. “Nestes casos, o bebê poderá mamar diretamente no seio materno, mas quando for muito prematuro, o início da alimentação será pela sonda gástrica ou pelo uso do copinho, que é indicado quando a mãe não está presente no momento da mamada, ou quando o bebê cansa e não consegue extrair todo o leite que necessita”, explicou.

O prematuro é um bebê sonolento e, por isso, precisa ser acordado e estimulado nos horários das mamadas. Inicialmente, se houver muita dificuldade para sugar, a mãe deve ordenhar o leite e oferecer a ele em um copinho. “A frequência das mamadas vai depender de quantas vezes o bebê solicita o peito, tanto de dia quanto de noite, sendo indicado sempre a livre demanda. À medida que crescem vão se acomodando a um ritmo próprio de frequência e duração”, enfatizou Marlene Roque.

Para facilitar a interação, que pode ser mais difícil por conta da rotina da unidade de terapia intensiva neonatal (UTI neo), os pais podem falar com o bebê antes de tocá-lo. A voz suave da mãe o acalma e o toque carinhoso dá segurança e tranquilidade ao bebê. “Realizar o contato pele a pele com o bebê mantém a temperatura corporal, auxiliando na função pulmonar e cardíaca dele. Além disso, amamentar e fazer o método canguru também auxiliam bastante na recuperação do peso do bebê, bem como proporcionam o desenvolvimento”, aconselha a pediatra.

CUIDADOS PARA UTILIZAR O COPINHO:

1 – Lave as mãos antes de oferecer leite no copinho para o bebê;

2 – Observe a temperatura do leite (se não for o leite da mãe retirado no mesmo momento);

3 – Coloque o bebê em posição semi-sentada;

4 – Apoie a borda do copo no lábio inferior do bebê para evitar que ele empurre o copo para fora com a língua;

5 – Espere que o bebê sugue o leite e não o obrigue a engolir.

Não é recomendado oferecer o leite em mamadeira, pois o bebê se acostuma ao bico que é oferecido. “Quando o bebê mama no peito, realiza uma ordenha, que trabalha toda a musculatura facial. Na mamadeira, ao contrário, ele chupa o leite como chupamos um canudinho, não usando adequadamente os músculos faciais, podendo apresentar mais tarde, problemas dentários, respiratórios e de linguagem”, alerta a pediatra.

Há casos em que, por conta da prematuridade, a mãe não consegue produzir leite suficiente para alimentar o filho, neste momento o BLH local se faz essencial, pois é o leite doado a esse local que irá alimentar o bebê. “O leite doado aos BLHs e postos de coleta passa por um rigoroso processo de seleção, classificação e pasteurização até que esteja pronto para ser distribuído com qualidade certificada a bebês internados em unidades de terapia intensiva neonatais. Todas as mulheres em fase de amamentação e que produzam um volume de leite que excede a necessidade de seu filho podem doar. As lactantes também devem ser saudáveis e não podem fazer uso de medicamentos que impeçam a doação. Diferente da doação de sangue que necessita de coleta presencial, a doação de leite humano pode ser feita em casa e aos poucos, conforme orientações de higienização e armazenamento adequados”, esclareceu a pediatra.

Para se tornar doadora, basta entrar em contato com o BLH mais próximo e realizar um cadastro mediante apresentação dos últimos exames de sangue. A equipe irá orientar sobre a forma correta de coletar o leite. O leite humano a ser doado pode permanecer congelado por 15 dias. Antes deste período, a nutriz deve entrar em contato para providenciar a coleta em seu domicílio. Para esclarecer dúvidas, consulte o site da rBLH ou ligue gratuitamente para 0800 026 8877.

IFF/Fiocruz, por Juliana Xavier

Foto: Aline Câmera (IFF/Fiocruz).