PROFSAÚDE divulga gabarito das provas de inglês e conhecimentos

Divulgado hoje (8/2), os gabaritos das provas de inglês e conhecimentos, referente ao processo seletivo do curso de Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) 2017.

Confira aqui os gabaritos
SOBRE O CURSO

O ProfSaúde é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.
O mestrado está em sintonia com os objetivos do Programa Mais Médicos, lançado pelo Governo Federal em julho de 2013, como parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, que pretende capacitar médicos para atuação nas políticas públicas do país e na organização e funcionamento do SUS. Além disso, o curso visa estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores e os usuários, contribuindo para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com fotos de pesquisadores, livro apresenta aspectos da Comunidade de Rio Pardo, Presidente Figueiredo (AM)

Estabelecer um diálogo através da fotografia entre pesquisadores e moradores da Comunidade do Rio Pardo, Zona Rural do Município de Presidente Figueiredo (AM) é o objetivo central do livro “Visão PARDO”, organizado pelos pesquisadores e fotógrafos Ricardo Agum, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Sávio Stoco, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e Leandro Giatti, da Faculdade de Saúde Pública (FSP/USP). A obra é um ensaio fotográfico idealizado com a proposta de narrar aspectos da realidade da Comunidade, distante aproximadamente 200 km de Manaus.
Segundo Agum, trata-se de um diálogo com a comunidade, um livro que trabalha com fotografias contemporâneas, resultado de uma experiência com pesquisadores que já faziam fotos em comunidades para suas pesquisas, relatando através das imagens o que perceberam nas suas coletas de dados.
As pesquisas realizadas pelos fotógrafos/pesquisadores aconteciam em comunidades dos mais variados tipos: comunidades ribeirinhas, comunidades quilombolas, assentamentos rurais, “populações que podem ser consideradas como vulneráveis, que estão a margem de alguns processos políticos, decisórios, de implementações de políticas públicas, e os pesquisadores já transitavam por essas áreas”. O trabalho de imersão feito em Rio Pardo, possibilitou a percepção sobre a forma de vida dessas pessoas, elaborando um paralelo com o trabalho de pesquisa que os mesmos já desenvolviam.
Parte do projeto foi desenvolvido com recursos do Fundo Nacional de Cultura, investimento do Edital Amazônia Cultural, do Ministério da Cultura (MinC), destinado aos projetos que estimulam, capacitam e difundam ações da cultura brasileira na Região Norte. O projeto foi também contemplado no Edital de popularização da ciência, Pop C&T, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

 

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Agum explicou que as fotografias narram os lugares, paisagens, pessoas, movimentos, trabalhos e ações que representam a comunidade, por esse motivo existe uma transação entre as imagens selecionadas, que compõem o catálogo. “As fotos foram feitas por diferentes pesquisadores, que possuem olhares diferenciados, em momentos distintos. Nos debruçamos em cima da seleção dessas fotos para que existisse uma linha narrativa sobre elas”.
As fotos e textos publicados em Visão PARDO são de autoria dos pesquisadores Ricardo Agum, Sávio Stoco, Leandro Giatti, Alessandra Nava, Rodrigo Mexas, Sérgio de Souza, Danielle Ferreira, Márcio Miranda, Sully Sampaio e Alexandre Sequeira. Publicado pela Editora Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o catálogo recebeu o apoio institucional do Programa de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC) do ILMD, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT).
Entre os desafios, Agum destacou a importância de ter sensibilidade, entendimento e engajamento de que a publicação é um trabalho feito para o outro. “É preciso criar um diálogo de entendimento daquilo que você pretende fazer e aquilo que eles esperam do trabalho, ser o mais objetivo possível, além de executar uma obra que se torne atraente para a comunidade e não só para quem fez o trabalho”, disse.
Um dos destaques da publicação é o ensaio “Pinhole PARDO”, composto por fotografias das oficinas de pinhole, também conhecida como fotografia artesanal. As fotos foram feitas por estudantes do 8º e 9º da escola Municipal Zita Gomes, que participaram de oficinas sobre fotografia, enfocando desde a fabricação das câmeras até a revelação química das imagens. A obra tem distribuição gratuita e foi entregue para os alunos e professores de Rio Pardo, além de terem sido distribuídas para algumas bibliotecas do Amazonas, Rondônia, Pará e Roraima.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Mosquitos podem ser usados para disseminar larvicida, aponta estudo realizado no Amazonas

Os próprios mosquitos transmissores dos vírus zika, dengue, chikungunya ou febre amarela podem atuar no controle de surtos epidêmicos dessas doenças, aponta um estudo de pesquisadores da Fiocruz Amazônia.  Os ensaios foram realizados em Manacapuru (AM), durante dois anos –  de fevereiro de 2014 a janeiro de 2016. O resultado foi surpreendente, pois em 15 dias ficaram evidentes as mudanças na população de mosquitos de toda a cidade.

No estudo, os pesquisadores Fernando Abad-Franch, Elvira Zamora-Perea e Sérgio Luiz Bessa Luz, do Instituto Leônidas & Maria Deane/Fiocruz Amazônia, verificaram a capacidade de utilização dos próprios mosquitos para disseminar o larvicida Pyriproxyfen em criadouros aquáticos, por meio de uma espécie de armadilha, chamada de estação disseminadora de larvicida. A conclusão foi de que, mesmo sob cenários adversos, a estratégia pode tornar-se uma importante ferramenta para melhorar a saúde pública global, sinalizando novos caminhos na prevenção de doenças transmitidas por mosquitos. A pesquisa foi publicada recentemente na PLOS Medicine, intitulado Mosquito-Disseminated Insecticide for Citywide Vector Control and Its Potential to Block Arbovirus Epidemics: Entomological Observations and Modeling Results from Amazonian Brazil.

Metodologia

Para a pesquisa foram selecionadas 100 habitações em Manacapuru, distribuídas uniformemente pela cidade, para a vigilância de mosquitos, como criadouros sentinela, monitorando as populações locais de mosquitos, por um ano. Depois, foram distribuídas por toda a cidade mil estações disseminadoras de larvicida – recipientes com as paredes cobertas por um pano preto, tratado com pó de Pyriproxyfen. As estações disseminadoras continham um pouco de água para atrair as fêmeas dos mosquitos.

As mudanças na população de mosquitos foram percebidas 15 dias após a distribuição das estações disseminadoras. O número de larvas de Aedes nos criadouros sentinela caiu em 80-90%, e a mortalidade das larvas aumentou para 80-90% durante a disseminação de Pyriproxyfen. O número de mosquitos adultos emergindo dos criadouros despencou em mais de 95% na cidade inteira, de forma que a emergência de fêmeas de Aedes caiu de 500-600 por mês antes da intervenção, para um mínimo de uma única fêmea no sexto mês de disseminação.

Por fim, os pesquisadores usaram modelos matemáticos para investigar o impacto potencial desta drástica redução da emergência de fêmeas de Aedes na cidade. O número de fêmeas de Aedes na localidade simplesmente não seria suficiente para manter a transmissão do vírus, e o surto desapareceria rapidamente, sem alcançar dimensões de epidemia.

Política pública

Os autores do trabalho destacam que novos testes devem ser feitos, incluindo cidades maiores e cenários ecológicos e socioeconômicos diversos. É também essencial medir diretamente o impacto da intervenção na transmissão de doenças, para comprovar se as predições dos modelos matemáticos se ajustam à realidade.

Portanto, novos ensaios ocorrerão ainda em 2017, com pesquisadores da Fiocruz trabalhando em parceria e com financiamento do Ministério da Saúde – por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Programa Nacional de Controle da Dengue (Decit & PNCD) -, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS) e com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde, em diferentes regiões do Brasil.

Com isso, as estações de disseminação de larvicida serão usadas em seis cidades da Amazônia: Boa Vista (RR), Tabatinga (AM), Tefé (AM), Parintins (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Borba (AM). Da mesma forma, cinco capitais e um munícipio de São Paulo também receberão as Estações Disseminadoras: Natal, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Marília. Se estes ensaios em larga escala confirmarem os resultados obtidos até agora, a estratégia (simples e de baixa complexidade tecnológica) do “autocontrole” dos mosquitos, por meio do Pyriproxyfen, poderá se transformar numa ferramenta crucial para a melhora da saúde pública global.

 

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Para o pesquisador Sérgio Luz, o resultado da pesquisa foi animador, mas a oportunidade de transformar o conhecimento obtido com o estudo em política pública, é o principal ganho do trabalho. “Estamos muito contentes com todas essas conquistas, principalmente por termos desenhado, desenvolvido e executado essa pesquisa por meio da Fiocruz Amazônia”, comenta.

A pesquisa realizada em Manacapuru (AM) contou com recursos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e apoio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), da Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde de Manacapuru, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Imagem: Eduardo Gomes

Aplicativo da Fiocruz colabora na prevenção da febre amarela

Um aplicativo desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz que transforma cidadãos comuns em agentes ativos para prevenir febre amarela e outras doenças de origem animal foi um dos destaques da segunda metade do painel de Febre Amarela, na última terça-feira (31/1), no campus da Fiocruz em Manguinhos. A bióloga Márcia Chame, coordenadora do Centro de Informação em Saúde Silvestre e do Programa Institucional Biodiversidade & Saúde apresentou o aplicativo SISS-Geo, do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS), discorrendo sobre como o programa pode se tornar uma ferramenta útil no enfrentamento a doenças silvestres.

Segundo a pesquisadora, o principal trunfo do SISS-GEo é estimular a participação da sociedade no monitoramento de epizootias (termo usado para definir eventos de doenças em animais não humanos, análogo ao conceito de epidemia em pessoas). O aplicativo trabalha com a perspectiva de “ciência cidadã”, que entende que qualquer pessoa pode contribuir com a ciência.

Sua proposta é bastante simples: cada vez que alguém se deparar com um animal silvestre, deve reportá-lo no aplicativo, informando o tipo de animal observado, suas características, localização, características do ambiente e fotos. O aplicativo é gratuito, muito leve – tem menos de 3 MB – e simples de usar, possibilitando vasta implementação. “Apostamos que qualquer pessoa é capaz de gerar informação sobre a saúde dos animais, estando onde estiverem, mesmo com nível de alfabetização muito baixa. Com o celular, qualquer um pode prevenir doenças e ajudar a monitorar a situação de saúde dos animais”, disse Márcia.

Após o registro, os dados são disponibilizados em um banco de dados, e então cruzados com 2.600 parâmetros, distribuídos em 39 camadas temáticas. Eles podem ser relacionados com outras bases de dados, permitindo que se estude, por exemplo, como doenças em animais se relacionam a eventos climáticos, ou então que se monitore a dinâmica de animais reintroduzidos em ambiente silvestre, ou ainda que se emitam alertas de moléstias que atingem determinadas espécies.

A pesquisadora explicou que a iniciativa objetiva responder o desafio de “um país de dimensões continentais, com vasta diversidade de parasitas, vetores e hospedeiros”. Somam-se a este cenário difícil a alta complexidade da ecologia das doenças, a capacidade limitada de ir a campo e a deficiência de infraestrutura em Big Data. Para se contrapor a isso, o sistema procura gerar, em tempo real, “informações digitalizadas que permitam explorar esses dados com grande potência”.

Como exemplo, o sistema permitiu saber que, nos últimos 70 dias, houve o registro de 24 indivíduos mortos de tartarugas marinhas, com intervalo médio espacial de 19km entre cada indivíduo, e de 4,33 dias entre o registro de cada óbito.

Para que o sucesso do SISS-Geo seja pleno, entretanto, é crucial a expansão da participação social. No momento da apresentação, o sistema contava com 1.109 colaboradores, com 1.404 registros válidos. A título de comparação, uma iniciativa semelhante para monitoramento de pássaros nos Estados Unidos conta com 80 mil participantes. Márcia confia que o aplicativo da Fiocruz pode chegar lá: “Podemos e queremos também ter 80 mil colaboradores”, afirmou.

Saiba mais em: https://goo.gl/m7ReOF

Fonte: AFN, por André Costa
Foto: Eduardo Gomes, ILMD/ Fiocruz Amazônia

Palestra sobre Imunidade inata e doença de Alzheimer será apresentada no ILMD

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) convida para a palestra “Innate immunity and Alzheimer disease”, a ser ministrada pelo Dr. Douglas Golenbock, professor adjunto da Boston University School of Medicine, e chefe da Division of Infectious Diseases and Immunology, U Mass Medical School. A palestra será apresentada em inglês, e mostrará os recentes resultados sobre a resposta imune inata e suas implicações na patogenia e tratamento da doença de Alzheimer.

Data: 03 de Fevereiro de 2017

Hora: 9h

Local: Salão Canoas, auditório da Instituição, situada na Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Saiba mais em: https://goo.gl/26KkJi

Foto: Divulgação

Fiocruz coordena estudo sobre Profilaxia Pré-Exposição ao HIV

A implementação do estudo sobre Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) na América Latina é objeto da mais nova parceria coordenada pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), através do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST/Aids (LaPClin-Aids). O projeto reúne instituições de saúde do Brasil, do México e do Peru e estuda o uso da truvada – combinação dos medicamentos tenofovir e emtricitabina em um único comprimido – como forma de prevenir a infecção por HIV em populações com risco considerável, como os homens que fazem sexo com homens (MSM), travestis e mulheres transexuais (TGW).

O estudo é fruto de um esforço conjunto do Ministério da Saúde brasileiro e da Fiocruz e prevê o desenvolvimento de políticas públicas e posterior disponibilização do medicamento visando reduzir o contágio pelo vírus HIV nos respectivos países. A iniciativa conta com financiamento da Unitaid, e apoio técnico da Fiotec.

O projeto foi apresentado e discutido durante um encontro de quatro dias realizado no INI/Fiocruz, de 23 a 26 de janeiro, onde diversos pesquisadores e profissionais envolvidos com estudos sobre HIV/Aids acertaram os pontos finais da parceria. No primeiro dia de atividades, no Auditório do Pavilhão de Ensino do Instituto, a pesquisadora do LaPClin-Aids, Valdiléa Veloso, coordenou a reunião onde foram apresentados os objetivos e metas da parceria tríplice entre Brasil, México e Peru.

Para o gerente geral da Fiotec, Adilson Gomes dos Santos, é positivo para todos reunir os agentes envolvidos no estudo que estão preocupados em resolver problemas de Saúde Pública nos seus respectivos países, comprovando assim o comprometimento de todos na luta contra o HIV. Já a representante da Unitaid, Judith Polzky, destacou o pioneirismo brasileiro em adotar a PrEP através dos estudos desenvolvidos no INI, auxiliando assim a Organização Mundial de Saúde na multiplicação dos resultados obtidos a outros países.

Já Giovanni Ravasi, da Organização Pan-americana de Saúde, afirmou que a parceria é fundamental para as novas estratégias de adoção da PrEP no combate a essa doença crítica para a saúde pública. Por fim, a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, citou o Brasil como exemplo no tratamento para todos os pacientes com HIV/aids e lembrou que o MS está trabalhando intensamente para a implementação efetiva da PrEP, aguardando apenas os trâmites técnicos para tal, o que deve ocorrer ainda esse ano.

Desenvolvimento do projeto

Coube a Valdiléa Veloso, pesquisadora do INI/Fiocruz, apresentar os objetivos e a estrutura do projeto, explicando os determinantes estruturais, programáticos e individuais que contribuem para as altas taxas de prevalência do HIV entre homens que fazem sexo com homens (MSM) e travestis e mulheres transexuais (TGW). Nos países que integram o estudo a prevalência de HIV é: MSM – Brasil (14,2%), México (16,9%) e Peru (12,4%). No caso das TGW – Brasil (33,1%), México (20%) e Peru (30%).

“O projeto abordará áreas estratégicas, visando fornecer as informações identificadas nos programas públicos desses países para sanar brechas estratégicas que dificultam o escalonamento dos planos, servindo como um catalisador para a preparação da implantação efetiva da PrEP”, explicou Valdiléa. A pesquisadora lembrou ainda que até dezembro de 2016, nenhum país da América Latina havia implementado a PrEP como uma política pública de saúde.
Ao todo, 19 cidades foram incluídas no estudo: oito no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba. Florianópolis, Recife, Manaus e Brasília), cinco no México (Cidade do México, Guadalajara, Puerto Vallarta, Oaxzaca e Juchitan) e seis no Peru (Lima/Callao – província que concentra 71% dos casos de Aids do país), Iquitos, Pucallpa, Tarapoto, Chiclayo e Trujillo.

“Nosso principal objetivo é contribuir para reduzir a incidência de HIV nessas populações específicas através da PrEP como um componente do serviço de saúde local”, disse. A expectativa é que participem do estudo 7.500 pessoas dos três países ao longo de três anos.

Perspectivas para Peru e México

O Peru enfrenta uma série de questões quanto à prevenção do HIV, relatou Carlos Cáceres, da Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH), entre elas a queda no uso do preservativo, a pouca frequência na realização de exames de HIV/Aids, a barreira no acesso ao início do tratamento e o alto estigma da doença. O fortalecimento da estratégia geral de prevenção e incremento da cobertura PrEP, a partir da incorporação de novas tecnologias, o desenvolvimento do conceito de prevenção combinada, o maior potencial para abordar, de forma efetiva, a epidemia nessas populações (MSM e TGW), e a identificação de critérios para fortalecer o conhecimento e a capacidade das equipes de saúde em sua relação com a prevenção combinada e a PrEP são algumas das metas esperadas pelo representante peruano com essa parceria.

Já Hamid Vegas, da Clínica Especializada Condesa, do México, espera aproveitar as evidencias positivas do uso da PrEP no Brasil para incorpora-las no sistema de saúde mexicano, além de mudar o conceito e as propriedades de investimentos nessa área e promover a integração das diretrizes nacionais de diagnóstico e tratamento do HIV. O representante mexicano lembrou que no país a utilização da medicação é feita apenas para tratamento, não para prevenção da doença, e espera mudar esse conceito com o estudo.

Sobre a medicação da PrEP

O medicamento deve ser tomado diariamente fazendo com que o usuário desenvolva uma espécie de “barreia imunológica” contra o vírus HIV, oferecendo proteção ao manter relações sexuais. Entretanto, quem adotar a medicação não deverá abrir mão do uso da camisinha. A PrEP é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) mas é adotada apenas para o tratamento e não prevenção à doença em diversos países.

INI/Fiocruz, por Antonio Fuchs
Fonte: AFN

Pesquisa destaca centros de referência no combate à hanseníase

Um estudo que analisou mais de 1,8 mil casos suspeitos de hanseníase atendidos durante cinco anos no Ambulatório Souza Araújo, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), aponta para a importância dos centros de referência na atual estratégia para controle da doença. Publicada na revista científica Plos Neglected Tropical Diaseases, a pesquisa investigou o perfil de pacientes recebidos pela unidade em um contexto de mudança no modelo de atenção à hanseníase no Rio de Janeiro, no qual a doença deixou de ser prioritariamente diagnosticada e tratada por especialistas e passou a ser contemplada diretamente pelos médicos da atenção básica.

O trabalho revelou que o Ambulatório Souza Araújo tem expandido seu papel no esclarecimento de casos suspeitos, em apoio às unidades básicas de saúde. Os dados levantados durante o estudo também chamaram atenção para um desafio no combate ao agravo: apesar das medidas para ampliar o acesso ao tratamento, 14% dos pacientes recebidos no Ambulatório durante o período apresentavam lesões avançadas no momento do diagnóstico, prejudicando a função dos olhos, mãos ou pés.

A pesquisa contemplou casos atendidos entre 2010 e 2014, incluindo pacientes encaminhados pelas redes pública e privada e pessoas que procuraram espontaneamente a unidade por suspeita de hanseníase. Entre mais de 1,8 mil pacientes, apenas 465 – um quarto do total – foram confirmados com infecção pelo Mycobacterium leprae, causador da hanseníase. Nos demais casos, os médicos identificaram que outras doenças de pele, incluindo micoses, psoríase e dermatite eczematosa, assim como agravos do sistema nervoso eram a causa das lesões que tinham originado a suspeita de hanseníase.

“Os dados indicam que os médicos da atenção básica, que não são especialistas, estão suspeitando de hanseníase, o que é importante para ampliar o acesso ao tratamento da doença. Porém, em alguns casos, eles não têm certeza do diagnóstico, o que é esperado. Nesta situação, é importante ter um centro de referência, onde essa dúvida pode ser resolvida”, afirma a médica Euzenir Sarno, pesquisadora do Laboratório de Hanseníase do IOC/Fiocruz, unidade responsável pelo Ambulatório Souza Araújo, e coordenadora do estudo. A unidade atua como Serviço de Referência Nacional em Hanseníase junto ao Ministério da Saúde e, nesse contexto, mantém o Ambulatório Souza Araújo, promovendo a integração entre pesquisa e assistência.

A mudança no modelo de atenção à hanseníase no Rio de Janeiro é resultado da expansão da Estratégia de Saúde da Família no estado, com ênfase para a capital. Até 2009, o programa alcançava cerca de 30% da população fluminense, percentual que subiu progressivamente, chegando a quase 50% em 2014. Neste período, o crescimento foi ainda mais acentuado na capital. Até 2009, menos de 10% dos cariocas eram atendidos pelo Saúde da Família.
Em 2014, esse índice chegava a 45%. “No modelo anterior, os pacientes eram encaminhados para serviços especializados de dermatologia, que eram responsáveis pelo diagnóstico e tratamento da hanseníase. Já na Estratégia de Saúde da Família, a doença pode ser diagnosticada e tratada pelos clínicos gerais que fazem o atendimento da população. O objetivo é ampliar o acesso à terapia, uma vez que esses profissionais têm contato frequente com os pacientes e podem identificar o agravo em consultas de rotina”, esclarece Raquel Barbireri, médica do Ambulatório Souza Araújo e primeira autora do estudo.

Com a mudança no modelo de atenção, o perfil de pacientes atendidos no Ambulatório Souza Araújo também passou a apresentar diferenças. Entre 2005 e 2009, apenas 20% dos pacientes tinham passado por apenas uma consulta antes de serem encaminhados para o centro de referência, enquanto 80% tinham sido atendidos previamente em duas ou mais unidades de saúde. Já no período de 2010 a 2014, o percentual de pacientes encaminhados logo após o primeiro atendimento dobrou, alcançando 40%. Ao mesmo tempo, houve um aumento de 16% no encaminhamento de pacientes que, de fato, não apresentavam hanseníase, mas sim outras doenças de pele.

“Na maioria dos casos, os dermatologistas do Ambulatório Souza Araújo não precisaram realizar biópsias das lesões para identificar os casos de outras doenças dermatológicas. Porém, o diagnóstico diferencial da hanseníase, pelo exame visual, pode ser difícil para um profissional de saúde que não é especializado no tema. Nesse contexto, o papel do centro de referência se torna ainda mais importante, uma vez que atua inserido no Sistema Único de Saúde”, ressalta Euzenir.

Como referência, o Ambulatório Souza Araújo desempenha atividades de diagnóstico, tratamento e prevenção da hanseníase. O atendimento é feito por uma equipe multiprofissional e pode incluir a realização de biópsias e outros procedimentos. Após o diagnóstico, os pacientes com casos simples podem ser encaminhados para tratamento em unidades básicas de saúde, próximas de suas residências.

O Ambulatório segue com os atendimentos de maior complexidade, incluindo casos de recidiva, quando a doença retorna após o tratamento, e reações inflamatórias, complicação que pode afetar os pacientes antes, durante ou após o tratamento. Em 2014, a unidade recebeu o Certificado de Acreditação Internacional pela Joint Commission International (JCI), maior e mais antiga comissão acreditadora dos Estados Unidos. O documento atesta o alinhamento com padrões de excelência internacional em qualidade e segurança no atendimento aos pacientes.

DIAGNÓSTICO TARDIO

Apesar do grande número de unidades de saúde no Rio de Janeiro, o estudo detectou atraso no diagnóstico da hanseníase, o que foi considerado surpreendente pelas pesquisadoras. Entre 262 pacientes que tiveram o grau de incapacidade física avaliado no momento do diagnóstico, 40% apresentavam algum nível de perda de sensibilidade ou de movimento. Em 14% dos casos, foram identificadas lesões avançadas, que prejudicavam a função dos olhos, das mãos ou dos pés, classificadas como incapacidade física de grau 2. O resultado foi pior do que o observado em um levantamento anterior, realizado no Ambulatório Souza Araújo entre 2003 e 2007, no qual 32% dos pacientes apresentaram algum nível de redução da sensibilidade ou de movimentos e 12% revelaram grau 2 de incapacidade física.

“Apesar da expansão no acesso aos serviços de saúde, continua existindo demora no diagnóstico da hanseníase. Isso é um problema grave porque as deformidades e incapacidades físicas, que são associadas ao forte estigma da hanseníase, podem ser prevenidas com o tratamento precoce”, diz Euzenir, lembrando que o índice de lesões avançadas detectadas no Rio de Janeiro é classificado com alto pelo Ministério da Saúde. Em 2014, 11% dos pacientes diagnosticados com hanseníase no estado e na capital fluminense apresentaram incapacidade física de grau 2.

De acordo com os cientistas, é comum que o percentual de quadros graves diagnosticados aumente quando o total de casos da doença se reduz, o que contribui para explicar o resultado observado na pesquisa. No estado do Rio, o número de novos casos de hanseníase detectados caiu aproximadamente pela metade entre 2005 e 2014, passando de mais de 2,5 mil para menos de 1,5 mil. Nesse cenário, na medida em que os casos mais simples são tratados com facilidade, restam os pacientes com apresentações complexas, que podem ser difíceis de diagnosticar durante os atendimentos por profissionais de saúde que não são especializados. Por outro lado, uma vez que o agravo se torna menos frequente, os médicos podem deixar de considerar a infecção como uma opção de diagnóstico ao avaliar lesões dermatológicas, o que também pode contribuir para o diagnóstico em momento tardio da evolução da doença.

Considerando que o resultado reflete as dificuldades para o diagnóstico da hanseníase, as pesquisadoras enfatizam a necessidade de investimentos no desenvolvimento de ferramentas que possam facilitar a detecção da doença. “Além de realizar o atendimento, o centro de referência realiza pesquisas e, no Laboratório de Hanseníase, temos projetos para desenvolvimento de métodos de diagnóstico que poderiam auxiliar os profissionais de saúde no objetivo de detectar precocemente a doença. O investimento nesse tipo de iniciativa é muito importante para continuarmos avançando no enfrentamento da hanseníase”, completa Raquel.

Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)
Fonte: AFN

Perspectiva dos periódicos científicos em debate no ILMD

Realizada ontem, 26 de janeiro, a primeira palestra ofertada em 2017, pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) abordou aspectos e estratégias de submissão de artigos, escolhas de periódicos científicos, políticas editoriais, assim como fatores de impacto e custos de publicações. A atividade foi ministrada pelos pesquisadores sêniores do ILMD, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), e Carlos Coimbra, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na programação, Coimbra destacou a importância de pensar no público a quem interessa o estudo. “Os autores devem refletir muito sobre o público que querem atingir, independente dessa mistificação do fator de impacto dos periódicos. Se eu quero atingir o público dos profissionais do serviço de saúde, ou se eu quero atingir o público dos cientistas das escolas médicas do mundo, eu preciso saber aonde eu quero chegar com isso”, explicou.

O pesquisador avaliou que mesmo os artigos mais voltados para a academia, comunidade científica Stricto Senso, devem se preocupar com a segmentação que existe na academia. Outro aspecto abordado sobre os desafios encontrados no momento de submissão dos artigos, foi a dificuldade por parte dos autores em saber escrever para o público certo, e isso também inclui a redação da língua portuguesa.

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Sobre os questionamentos do público em relação ao “fator de impacto” das publicações, Bernardo Horta, esclareceu que “impacto de produção é algo muito maior do que simplesmente citação, é algo que leva a novos produtos, novas patentes, algo usado para atingir o desenvolvimento de um novo procedimento, ou estudos que levem a novas políticas públicas”.

Outro assunto bastante discutido durante a apresentação foi a escolha do idioma em que os artigos são publicados. De acordo com os pesquisadores, a língua deve ter relação com o público ao qual os autores querem alcançar.

Horta ponderou que os avanços das publicações científica dos pesquisadores do Brasil, devem ser pautados por estratégias como a inovação e importância dos estudos científicos. “A nossa produção nacional tem alcançado destaque internacional, temos pesquisadores brasileiros publicando nos principais periódicos do mundo, então eu penso que é uma questão de nós produzirmos pesquisas inovadoras, relevantes e com isso conseguiremos ir além das fronteiras”, disse.

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Para o biólogo, Yuri Chaves, que cursa doutorado no ILMD, a palestra ajudou a desconstruir conceitos e ampliar o olhar em relação a outros aspectos de importância. “A gente leva em consideração que um artigo deve ser publicado em inglês, e graças a utilização da língua ele será bem acessado, mas na verdade os palestrantes nos mostraram o contrário. Além disso, é importante conhecer o trabalho e escolher qual a melhor revista para que o artigo tenha mais acesso, de acordo com o público que se pretende atingir”, falou.

CENTRO DE ESTUDOS

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O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

EAD: revista que abordará processos de formação em saúde recebe artigos

A EAD e os processos de formação na área da saúde será o tema da próxima edição da revista de Educação a Distância EmRede. Essa publicação é mantida pela Associação Universidades em Rede (UniRede), e a nova edição está sendo elaborada em parceria com a Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (Cdead) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), a Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e docentes do curso de Informática Biomédica da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Para tanto, seus editores estão aceitando artigos que abordem as seguintes linhas temáticas: Formação em Saúde utilizando tecnologias digitais; Inovações em EAD incorporadas nos processos de formação em Saúde; Avaliação das ações EAD utilizadas na formação em Saúde; e Formação do docente da área da Saúde para desenvolver ações de EAD. A submissão deve ser feita por meio da página eletrônica da revista até 15/3.

O tema central do v.4, nº1 da revista EmRede visa lançar luz ao debate sobre a importância de se planejar processos formativos com base nas necessidades de saúde das pessoas e das populações, destacando a problematização do processo e da qualidade do trabalho em cada serviço de saúde, a formação para a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho e, ainda, a atualização técnico-científica como um dos aspectos da transformação das práticas, e não como seu foco central.

As integrantes da Cdead/Ensp Lucia Dupret e Henriette dos Santos são editoras desse número junto com profissionais da Escola de Enfermagem da UFRGS e do curso de Informática Biomédica da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

A revista foi criada com a missão de fomentar a pesquisa e o desenvolvimento pedagógico e tecnológico no contexto da Educação a Distância e da educação apoiada pelas tecnologias digitais; busca reunir e publicar trabalhos de excelência elaborados por profissionais e pesquisadores da área de Educação a Distância. Os principais objetivos da revista são divulgar a produção científica dos grupos de pesquisa nacionais e internacionais vinculados às instituições de ensino que trabalham com Educação a Distância; propiciar um espaço de reflexão para as práticas e experiências de inserção da modalidade a distância nas instituições de ensino; e estimular a produção científica em nível de graduação e pós-graduação.

A revista EmRede publica trabalhos originais em português, espanhol e inglês por meio de seu sistema de submissão on-line. Todos os trabalhos submetidos à publicação na revista são avaliados por pelo menos dois avaliadores (double blind), mais um membro do corpo editorial da EmRede. O tempo médio de avaliação é 6 meses. O corpo editorial é formado por professores doutores com competência e experiência reconhecidas na área de Educação a Distância e áreas afins.

A previsão de publicação dessa edição é 15 de julho de 2017.

Fonte: Portal Fiocruz

Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela no país

O Ministério da Saúde registrou, na última segunda-feira (23), 421 casos suspeitos de febre amarela, sendo 87 mortes em quatro estados e o Distrito Federal. Do total, 357 permanecem em investigação, 63 foram confirmados e um descartado. Das 87 mortes notificadas, 34 foram confirmadas e 53 permanecem em investigação. Os casos foram registrados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Minas Gerais é o estado com o maior número de registros até o momento. Foram 391 casos suspeitos em 39 municípios, com 58 já confirmados. Do total de confirmados, 31 evoluíram para óbitos. Outras 52 mortes continuam em investigação, totalizando 83 óbitos notificados. Para auxiliar na intensificação da imunização em Minas Gerais, o Ministério da Saúde já enviou ao estado 2,4 milhões de doses extras contra febre amarela.

O Espírito Santo notificou 19 casos em 12 municípios, sendo um óbito. Dos 19 registros, apenas um caso foi confirmado, que não evoluiu para óbito. Os outros 18 permanecem em investigação. Em janeiro, o Ministério da Saúde encaminhou 905 mil doses extras para o estado realizar a vacinação em municípios que estão na divisa com o estado de Minas Gerais e têm área de mata contínua.

A Bahia notificou sete casos da febre amarela. Um deles já foi confirmado, cinco permanecem em investigação e um foi descartado. Não há registro de mortes. Os casos foram notificados em três municípios. O Ministério da Saúde enviou ao estado 400 mil doses extras para vacinação preventiva da população na área recomendada.

O estado de São Paulo confirmou três mortes por febre amarela, em três municípios paulistas. Para intensificar a vacinação nas áreas de recomendação do estado de SP, o Ministério da Saúde enviou, na semana passada, 400 mil doses da vacina. Além disso, já haviam sido distribuídas 88,3 mil doses para a vacinação de rotina. Parte do estado de São Paulo faz parte da Área de Recomendação de Vacina. O Distrito Federal tem um caso em investigação, que não evoluiu para óbito. O DF recebeu 42 mil doses extras de vacina contra febre amarela.

O Ministério da Saúde distribuiu, no mês de janeiro, 650 mil doses da vacina de febre amarela para todo o país, como parte da rotina de abastecimento do Calendário Nacional de Vacinação. Além das doses de rotina, foram enviadas, neste ano, um total de 4,6 milhões de doses extras para implementar as estratégias de vacina aos quatro estados com registros da doença e ao Distrito Federal. O estoque disponível no Ministério da Saúde é suficiente para atender a demanda do momento.

Histórico

Em 2016, foram confirmados sete casos da doença, nos estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (2), sendo que cinco deles evoluíram para óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

O Ministério da Saúde adota o esquema de duas doses da vacina Febre Amarela no Calendário Nacional, sendo uma dose aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos. A recomendação de vacinação para o restante do país continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

É importante informar que a vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, o total distribuído foi de mais de 16 milhões de doses. A vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

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Camila Bogaz / Agência Saúde

Fonte: Portal Fiocruz

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