Posts

Fundação Bill and Melinda Gates anuncia na Fiocruz financiamento para eliminar malária

“Uma possibilidade de cura radical para a malária, através da combinação de um novo medicamento em uma única dose, com um diagnóstico que garante que o tratamento é adequado para a pessoa”, foi assim que a CEO da Fundação Bill and Melinda Gates, Sue Desmond-Hellmann, definiu o tratamento que está sendo testado pelo Instituto Elimina, um consórcio de cerca de trinta organizações – que incluem o Ministério da Saúde, a Fiocruz e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “É medicina de precisão sendo usada para populações mais pobres”, destacou.

Sue esteve pela primeira vez no Brasil como CEO da Gates e visitou a Fiocruz, na última terça-feira (19/6), para anunciar um investimento de US$ 600 mil (cerca de R$ 2,2 milhões) para acelerar os esforços para eliminação da malária no Brasil. Além disso, Sue e sua equipe participaram de reuniões e visitas a projetos da Fiocruz já apoiados pela Fundação.

A tafenoquina é a primeira nova droga em 60 anos contra a malária causada por P. vivax, tipo prevalente em 90% dos casos no Brasil, e reduz o tratamento contra recaídas para um único dia. Atualmente, o tratamento dura de 7 a 14 dias. No entanto, tanto o atual quanto o novo tratamento apresentam riscos para cerca de 5% da população, uma vez que sua interação com a a enzima G6PD, uma condição genética, pode causar efeitos colaterais nestes pacientes, como anemia e até morte. Por isso, o diagnóstico preciso sobre a presença da enzima é essencial para determinar qual tratamento é adequado para cada paciente.

A dose única, por outro lado, tem um papel importante nos esforços para a eliminação. A redução facilita que as pessoas completem o tratamento, evitando a recaída. Como a recaída é a principal forma de contaminação na Amazônia, onde a malária é endêmica no Brasil, é prioritário preveni-la. Além disso, a incidência da doença tem um histórico de altos e baixos, e um único caso incubado é potencialmente responsável pela ressurgência da epidemia, explica Marcus Lacerda, pesquisador chefe do Instituto Elimina.

É o que estamos vivendo agora nas Américas, uma ressurgência após uma década de queda. Toda a região registrou aumentos da malária no último ano – no Brasil, os casos cresceram 50%. A atual crise de saúde pública na Venezuela resultou num grande aumento de casos dentro do país, o que gera mais preocupações para as fronteiras de toda a América Latina. De acordo com os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados 216 milhões de casos de malária no mundo e 445 mil mortes em 2016.

Lacerda esclarece que as causas do retorno da doença não são totalmente claras e podem ser influenciadas por muitos fatores. No entanto, o desinvestimento e o desmantelamento de programas após o controle da doença são citados como fatores que contribuem para que ela retorne ainda pior. “Por isso, precisamos entender a importância de eliminar a malária”, defendeu Cássio Peterka, representante do Ministério da Saúde e do Programa Nacional contra Malária.

O pesquisador também defende que se passe do controle à eliminação como meta. Apesar de parecer inalcançável, ele acredita que este objetivo pode ser atingido em alguns anos, com esforços e investimentos para tal. “Já reduzimos muito o mapa da malária”, lembrou o pesquisador, ao demonstrar que em 1950 a doença era endêmica em quase todo território nacional e agora está concentrada apenas na região amazônica. Na semana passada, o Paraguai foi declarado um país livre de malária pela OMS. É o segundo país do continente a conseguir esse reconhecimento. Cuba está livre da doença desde 1973.

“O Brasil está em uma excelente posição para liderar outros países nos esforços para eliminar a malária”, ressaltou a CEO da Fundação Gates. “Trabalhando em colaboração com o Ministério da Saúde, a Fiocruz e outros parceiros importantes, nosso objetivo é encurtar substancialmente o tempo necessário para disponibilizar novos tratamentos e testes para a malária”, afirmou ainda. A expectativa é que o tratamento esteja aprovado para ser utilizado já em 2019.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima também comemorou a parceria entre as duas instituições, que já dura mais de uma década, e destacou a importância do nosso Sistema de Saúde (SUS) na luta contra a malária e outros problemas de saúde. “É importante pensar o SUS como a principal inovação em saúde, tanto na dimensão tecnológica como social”, afirmou Nísia. Para a presidente, a medicina personalizada abre novas perspectivas de tratamento, mas também traz o risco de gerar novas desigualdades. Por isso, iniciativas em saúde pública são importantes. “Quando falamos de malária, não se trata mais de uma doença negligenciada, mas sim de uma população negligenciada”, definiu Nísia.

Apoio à inovação

Outro foco da visita da Sue Hellmann à Fiocruz foi o acompanhamento de projetos co-financiados pela Fundação. A cooperação entre as duas instituições teve início em 2008 e incluiu temas como tuberculose, vacinas e outros temas de saúde pública. Ela também aproveitou para conhecer o campus de Manguinhos e o Castelo da Fiocruz, pelo qual se encantou. “Estou muito impressionada com a Fiocruz e com a história de Oswaldo Cruz. Como cientista, eu amo a ciência e nada melhor do que um castelo para celebra-la”, afirmou Sue.

Na parte da manhã, a equipe da Fundação Gates teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o criadouro de mosquitos Aedes aegypti com o método Wolbachia e alguns resultados da iniciativa World Mosquito Project (WMP) no Brasil. O programa está presente em 12 países e é financiado pela Fundação Gates.

O método permite a redução da incidência de doenças cujo transmissor é o Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, através da introdução de mosquitos com a bactéria Wolbachia em ambientes com alta prevalência de mosquitos. Foi comprovado que, quando a bactéria está presente no mosquito, estes vírus não se desenvolvem bem, reduzindo a sua transmissão. Além disso, o método tem sustentabilidade comprovada, já que a bactéria é transmitida naturalmente da fêmea para seus descendentes.

No Brasil, o método ganhou escala após uma fase piloto devido à necessidade de resposta rápida as crises de zika, chikungunya e dengue no Rio de Janeiro e em Niterói. Em novembro de 2016 teve início a expansão em larga escala para 28 bairros de Niterói, que abrangem 270 mil pessoas. Atualmente, em Niterói, 13 bairros recebem a segunda rodada de liberação de mosquitos. No Rio de Janeiro, a liberação em larga escala começou em de agosto de 2017, com a previsão de atingir 90 bairros, nos quais vivem 2,5 milhões de habitantes. Na etapa atual, 28 bairros do Rio de Janeiro, com 886 mil habitantes, recebem os mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia.

Alguns projetos contemplados pelo Grand Challenges, co-financiado pela Fundação Gates, também forma apresentados. O Grand Challenges é uma série de iniciativas que promovem a inovação para resolver os principais problemas globais de saúde e desenvolvimento. No Brasil, foram lançadas duas chamadas para o desafio, em 2013 e 2014, com o tema saúde materno-infantil e 21 projetos foram contemplados. Em 2018, duas novas chamadas foram lançadas e os projetos estão em análise.

Na parte da manhã, a equipe da Fundação Gates teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o criadouro de mosquitos Aedes aegypti com o método Wolbachia

Selecionado na primeira chamada, o projeto de José Simon, professor e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), busca desenvolver um leite humano enriquecido com o próprio leite humano. Para isso, criou-se um leite humano congelado e desidratado (liofilizado) que pode melhorar a nutrição de recém-nascidos com muito baixo peso, ou seja, bebês que nascem com menos de 1500g. O projeto deve lançar seus primeiros resultados em breve na revista Plos. As evidências indicam que o método é seguro, de baixo custo e fácil de ser implementado em na rede de bancos de leite do Brasil. A partir de agora, a pesquisa deve iniciar sua fase de testes clínicos.

Outro projeto apresentado foi a coorte dos 100 milhões de brasileiros, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz). A pesquisa trabalha com grandes bases de dados, como o Cadastro Único para programas sociais, para analisar como políticas públicas sociais, como o Bolsa Família, podem interferir em variáveis de saúde, como mortalidade infantil. A importância desse projeto é que ele provê uma escala muito maior para pesquisas, além de possibilitar recortes em subpopulações e múltiplas interações.

O Cidacs/Fiocruz participou de uma chamada do Grand Challenges Brasil como provedor de dados, disponibilizando a Coorte de 100M Sinasc-SIM. Além disso, ele é um exemplo de boas práticas de proteção de dados para pesquisas em saúde no país, podendo se tornar referência após a aprovação de uma legislação de dados pessoais no país. Atualmente, estão em discussão no país dois projetos de lei para regular esse tema, que se encontra em um vazio legal. “A Fiocruz tem a possibilidade de assumir esse papel de guardiã e curadora de um patrimônio de dados em saúde”, explicou Maurício Barreto, pesquisador do projeto.

Agência Fiocruz de Notícias, por Julia Dias.
Fotos: Pedro Linger

Palestra do centro de estudos vai abordar Interação patógeno-vetor na malária vivax

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 18/5, a partir de 9h, no Sala 2, prédio anexo do Instituto, a palestra “Interação patógeno-vetor na malária vivax: descrição da ultraestrutura do intestino médio de Anopheles aquasalis e de aspectos envolvidos na interação”, a ser ministrada pela pesquisadora Djane Clarys Baia da Silva, da Faculdade de Ciência Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

SOBRE A PALESTRANTE

Djane Clarys é graduada em Farmácia, mestra em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará ((UFPA),) e Doutora em Doenças infecciosas e Parasitárias. Têm experiência em cultivo in vivo de P. vivax e Plasmodium falciparum, avaliação in vitro e em ensaios de bloqueio de transmissão utilizando compostos sintéticos.

Nos últimos cinco anos vem dedicando-se ao estudo de interação Anopheles aquasalis-Plasmodium vivax, descrevendo aspectos ultraestruturais de intestino médio e de Matriz peritrófica, assim como aspectos que interferem na dinâmica da infecção de P. vivax em A. aquasalis, a exemplo da administração de quitinase exógena, inibidores de tripsina e também da concentração de células vermelhas presentes ao longo do repasto sanguíneo.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Opas/OMS promove 10ª edição do prêmio Campeões contra a malária nas Américas

Programas locais, nacionais e internacionais com abordagens inovadoras para superar os desafios impostos pela malária no continente americano são convidados a participarem do prêmio “Campeões contra a malária nas Américas” deste ano, lançado no dia 25/4.

O prêmio, que já está em sua 10ª edição, busca encontrar programas ou esforços de combate à malária que demonstrem ênfase significativa na criação de capacidades como componente essencial da eliminação da doença e da prevenção de seu restabelecimento. Os ganhadores receberão uma série de benefícios para seus respectivos projetos e instituições, incluindo oportunidades de capacitações, uma ampla rede de colaboração técnica e a distinção de serem modelos e inspirações para a batalha global contra a malária. As nomeações serão aceitas até 25 de junho de 2018.

O objetivo da competição é encontrar e homenagear as iniciativas que contribuíram significativamente para o combate à malária em países e comunidades nas Américas e além. Os projetos vencedores devem demonstrar seu êxito na prevenção, controle, eliminação ou prevenção do restabelecimento da doença.

Os prêmios são patrocinados pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundação das Nações Unidas, Instituto Milken da Universidade George Washington (MISPH), Escola de Saúde Pública Bloomberg para Programas de Comunicação de Johns Hopkins (JHU-CCP), o Consórcio Global de Saúde da Escola Stempel de Saúde Pública e Trabalho Sociais da Universidade Internacional da Flórida (FIU-GHC) e Sociedade Norte-Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASMTH).

RUMO À ELIMINAÇÃO DA MALÁRIA

Em 2016, sete países da região (Belize, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Paraguai e Suriname) foram incluídos pela OMS no grupo dos 21 países do mundo com potencial para eliminar a transmissão local da malária até 2020. Os processos de certificação de eliminação para a Argentina e o Paraguai estão em andamento.

Entre 2000 e 2016, os casos de malária nas Américas tiveram uma redução de 16%. Apesar de uma diminuição contínua nos casos da doença na região de 2005 a 2014, os números aumentaram mais uma vez em 2015, 2016 e, mais recentemente, em 2017, em vários países. O progresso ao longo do caminho para a eliminação da malária na região pode ser comprometido se a vigilância e outras intervenções-chave para a malária não forem mantidas ou fortalecidas.

O tema do Dia Mundial da Malária deste ano – “Prontos para combater a malária” – ressalta a energia coletiva e o compromisso da comunidade global em se unir em torno do objetivo comum de um mundo livre da doença. Em 2018, a campanha destaca os progressos alcançados no combate à doença, ao mesmo tempo em que chama a atenção para as tendências preocupantes captadas no Relatório Mundial da Malária de 2017. Para reforçar o compromisso das Américas com a eliminação da malária e a prevenção de seu restabelecimento, o prêmio reconhecerá esforços que demonstrem:

  • Uso das melhores práticas da OPAS/OMS na prevenção, controle e eliminação da malária, bem como na prevenção de seu reestabelecimento.
  • Abordagens inovadoras para promover a equidade e aumentar a qualidade e a aceitação de serviços.
  • Colaboração dentro e entre setores.
  • Contribuição para reduzir a morbilidade e mortalidade relacionadas à malária em nível comunitário, nacional, regional ou global.
  • Os vencedores do “Campeões contra a malária nas Américas” de 2018 receberão:
  • A oportunidade de participar de três treinamentos de capacitação da OPAS/OMS para a prevenção, o controle, a eliminação e a prevenção do restabelecimento da malária.
  • US$ 2.500 de apoio financeiro para esforços de capacitação relacionados à malária (como treinamento/educação de profissionais, pesquisa, desenvolvimento de proposta de projeto ou outras atividades que melhorem habilidades para alcançar metas e objetivos)
  • Uma placa comemorativa.
  • A oportunidade de ser destacada em várias plataformas de comunicação da OPAS/OMS, da Fundação das Nações Unidas, GWSPH, JHU-CCP, FIU-GHC e ASTMH como exemplo de “melhores práticas” sobre a malária.

As indicações para o prêmio serão aceitas até 25 de junho de 2018. Mais informações podem ser encontradas neste link.

Os três primeiros indicados serão convidados para participar de um evento regional em comemoração ao Dia da Malária nas Américas, marcado para 6 de novembro deste ano, onde o “Campeão contra a malária nas Américas” será homenageado.

Entre os vencedores anteriores, estão o Plano Binacional para a Eliminação da Malária na Isla Hispaniola-Quanaminthe-Dajabon, um projeto entre o Haiti e a República Dominicana para reduzir os novos casos nas fronteiras (2017); o Plano de Eliminação da Malária 2015-2020 do Ministério da Saúde da Costa Rica (2016); o Programa Nacional para a Prevenção e Controle da Malária do Brasil (2015); e o Centro Nacional de Controle de Doenças Tropicais da República Dominicana (2014), entre outros.

Por Opas/OMS

 

Estudo investiga possível uso da Ivermectina na eliminação da malária

Pesquisa desenvolvida com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e das Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados do Amazonas e Minas Gerais (Fapeam) e (Fapemig) avaliou a susceptibilidade do vetor da malária, Anopheles aquasalis in vitro e também alimentados em voluntários tratados com a ivermectina.

O trabalho foi apresentado no Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), na última sexta-feira 7/7. A palestra “Efeitos da ivermectina na biologia de Anopheles aquasalis: implicações no controle e eliminação da malária” foi apresentada pelo pesquisador da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Vanderson Sampaio.

O estudo “Filling gaps on ivermectin knowledge: effects on the survival and reproduction of Anopheles aquasalis, a Latin American malaria vector”, foi publicado em setembro de 2016, no Malaria Journal. Os achados apontam interessantes características de uma droga com grande potencial para ser utilizada como ferramenta na eliminação da malária na Amazônia e na América Latina.

A ivermectina, conhecida como um endectocida (possui efeitos em parasitos internos e externos), é indicada para o​ tratamento de oncocercose, escabiose, pediculose, helmintoses, etc. De acordo com Sampaio, “o principal mecanismo de ação da Ivermectina é nos canais de cloro mediados pelo glutamato. A droga se liga nesses lugares, promovendo desequilíbrio eletrolítico e causando paralisia muscular, levando o organismo-alvo à morte”. O pesquisador destaca que se trata de um medicamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que não é exatamente novo, mas que um novo uso foi dado para ele.

A descoberta foi realizada pelos pesquisadores Vanderson de Souza Sampaio, Gustavo Bueno da Silva Rivas, Kevin Kobylinski, Tatiana Pinilla Beltrán, Andre Machado de Siqueira, Marcos Ennes Barreto Paulo, Paulo Pimenta, José Bento Pereira Lima, Rafaela Vieira Bruno, Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, e Wuelton Marcelo Monteiro.

Também foram avaliados o efeito da droga na reprodução, a sobrevida de mosquitos alimentados em Ensaios de Alimentação em Membrana (EAM) e Alimentação Direta (EAD), além de verificar os impactos na atividade locomotora do vetor. Os Pesquisadores apontam que a Ivermectina, uma droga eficaz contra mosquitos, poderia ser adicionada a tais intervenções, pois parece ser eficaz contra mosquitos com hábitos extradomiciliares, algo impossível com as ferramentas de controle vetorial disponíveis atualmente como mosquiteiros impregnados e borrifação intradomiciliar.

ANOPHELES AQUASALIS

O Anopheles aquasalis é um mosquito, hospedeiro e transmissor da malária, encontrado geralmente no litoral, devido a sua preferência por águas com alguma salinidade, preferência esta que deu origem a seu nome.

Sua distribuição é limitada pelo fator salinidade, pois é mais favorável para o desenvolvimento de suas larvas em ambientes com teor elevado de cloreto de sódio, preferindo águas paradas e salobras, como terrenos temporariamente inundados pelas águas do mar.

SOBRE O PALESTRANTE

Vanderson Sampaio é doutor em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Bioinformática pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e graduado em Biologia também pela UFPA.

É biólogo da FVS-AM desde 2006. Atua principalmente nas áreas de Epidemiologia, bioestatística e análise de dados, entomologia, controle vetorial, georreferenciamento, uso de sistemas de informação geográfica e desenvolvimento de softwares e scripts para análise de bancos de dados computacionais.

(Foto: Edmilson Bibiani)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

Centro de Estudos vai abordar efeitos da ivermectina na biologia de vetor da malária

A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) tem como título “Efeitos da ivermectina na biologia de Anopheles aquasalis: implicações no controle e eliminação da malária”. O tema será abordado pelo pesquisador da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Vanderson Sampaio, na sexta-feira, 7/7, às 9h, no Salão Canoas, na sede do Instituto, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

O objetivo é apresentar à ​comunidade científica as descobertas mais recentes sobre os efeitos da Ivermectina, em um dos vetores de malária da América Latina, e as implicações no controle de malária na região. A Ivermectina é uma droga conhecida como endectocida, ou seja, possui efeitos em parasitos internos e externos, é indicada para o​ tratamento de oncocercose, escabiose, pediculose, helmintoses etc.

De acordo com Sampaio, “o principal mecanismo de ação da Ivermectina é nos canais de cloro mediados pelo glutamato. A droga se liga nesses lugares, promovendo desequilíbrio eletrolítico e causando paralisia muscular, levando o organismo-alvo à morte”. O pesquisador destaca que trata-se de um medicamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que não é exatamente novo, mas que um novo uso foi dado para ele.

ANOPHELES AQUASALIS

O Anopheles aquasalis é um mosquito, hospedeiro e transmissor da malária, encontrado geralmente no litoral, devido a sua preferência por águas com alguma salinidade, preferência esta que deu origem a seu nome.

Sua distribuição é limitada pelo fator salinidade, pois é mais favorável para o desenvolvimento de suas larvas em ambientes com teor elevado de cloreto de sódio, preferindo águas paradas e salobras, como terrenos temporariamente inundados pelas águas do mar.

SOBRE O PALESTRANTE

Vanderson Sampaio é doutor em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Bioinformática pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e graduado em Biologia também pela UFPA.

É biólogo da FVS-AM desde 2006. Atua principalmente nas áreas de Epidemiologia, bioestatística e análise de dados, entomologia, controle vetorial, georreferenciamento, uso de sistemas de informação geográfica e desenvolvimento de softwares e scripts para análise de bancos de dados computacionais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: divulgação

Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária será tema do Centro de Estudos

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 12/05, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Ministério da Saúde lança campanha para combate à malária

O Ministério da Saúde lança, nesta terça-feira (25), no Dia Mundial da Malária, campanha de prevenção e incentivo ao tratamento da doença. Com o slogan “Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor”, o foco é incentivar as pessoas a procurarem o diagnóstico de malária em uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso positivo, realizar o tratamento completo. A publicidade será veiculada na televisão, rádio, internet e outdoors a partir de hoje na Região Amazônica (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO) do país, que concentra 99% dos casos. A campanha será divulgada também em carros e barcos de som, para que a informação chegue à população das localidades mais vulneráveis à doença.

“É fundamental que as pessoas diagnosticadas com malária sigam com o tratamento recomendado até o final. Quem não completa o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam, pode acabar tendo agravamento do quadro, e além disso mantém o ciclo de transmissão da doença”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O esforço do Ministério da Saúde, em conjunto com os estados e municípios, para prevenir, controlar e reduzir a malária tem demonstrado resultados positivos a cada ano. Em 2016, foram notificados 129.195 casos (dados preliminares) em todo o país, que representa uma redução de 9,7% em relação a 2015 (143.161 casos). Na comparação dos últimos dez anos, a redução foi de 76,5%, uma vez que em 2006 foram registrados 550.847 mil casos da doença. Em relação ao número de óbitos por malária, também houve uma queda expressiva de 67,6%, passando de 105 em 2006 para 34 em 2015.

AÇÕES – Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 11,9 milhões para intensificação das ações de combate e controle de malária na Região Amazônica. Cabe esclarecer que estados de outras regiões podem apresentar casos da doença, portanto, a vigilância não deve ser negligenciada, diante do risco de reintrodução, agravado pelo fluxo migratório em áreas suscetíveis. Dos 129.195 casos registrados no país, 501 foram notificados fora da Região Amazônica.

O Ministério da Saúde realizou, na semana passada, a 26ª Reunião de Monitoramento e Avaliação do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, que teve como objetivo analisar e discutir ações desenvolvidas, em 2016, pelos estados e municípios, além de avaliar o plano de ações para 2017 das coordenações estaduais. A Região Amazônica apresentou uma redução de aproximadamente 10% do número de casos em 2016 (128.694), comparado com o ano de 2015 (142.644).

METAS – Em 2015, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Eliminação da Malária no Brasil, com ênfase na doença causada pelo Plasmodium falciparum. A medida faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio

O documento fornece orientação técnica para os municípios, define estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social. O Plano de Eliminação da Malária no Brasil é uma iniciativa para deter a doença com potencial de maior gravidade. Em 2000, a malária falciparum era responsável por 21% dos casos, caindo para 12% em 2016. Em 2016 foram registrados 13.828 (dados preliminares) casos autóctones de malária falciparum, uma redução de 10% em relação ao ano anterior, quando tinham sido registrados mais de 15 mil casos.

 

Centro de Estudos promove palestra sobre Instituto de pesquisa focado na eliminação da malária

Gerar conhecimento para avançar no processo de eliminação da malária no Brasil é o foco do Instituto ELIMINA, que será tema de palestra do Centro de Estudos, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Ficoruz Amazônia), na próxima sexta-feira, dia 28/04, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A temática será abordada pelo pesquisador do ILMD, Dr. Marcus Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pesquisador e diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Coordenado por Lacerda, devem integrar o projeto outros 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

De acordo com o pesquisador, o Instituto vai se concentrar na geração de dados de alta qualidade, por meio de redes de pesquisa colaborativas, organizadas em nove linhas de estudo, que vão funcionar de forma independente, mas também interagindo ocasionalmente, compartilhando dados, insumos, infraestrutura e experiências técnicas.

Em junho de 2016, a FMT-HVD, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), aprovou junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação do Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto ELIMINA). A proposta do Instituto ELIMINA é se concentrar na geração da evidência científica que ainda é necessária para os gestores, a fim de desenvolver planos de eliminação da Malária, específicos para cada região.

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde. A entrada é gratuita e podem participar estudantes de graduação e pós graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcus Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, com residência médica em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade de Nova York. O pesquisador é Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia, além de colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas, e professor adjunto da Kent State University.

Lacerda coordena o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus, e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD. Além disso, é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Sub-comitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, e consultor eventual da Organização Mundial da Saúde em malária por Plasmodium vivax, e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical de 2015 a 2017.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Febre Amarela: até 9 milhões de doses da vacina por mês

O Instituto Tecnológico em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, é o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela. Bio-Manguinhos é também o principal fornecedor de vacinas do Ministério da Saúde e sua produção é feita a partir da previsão anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em situações de rotina, a produção mensal da vacina de febre amarela em Bio-Manguinhos é de 4 milhões de doses. Em função do aumento da demanda e da priorização por este insumo, atualmente a produção está em 6 milhões de doses. O Instituto, no entanto, tem capacidade para produzir 9 milhões de doses por mês, o que representam 108 milhões anuais.

As vacinas produzidas em Bio-Manguinhos são transportadas em caminhões frigoríficos para o Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), permanecendo em câmaras frias até a aprovação dos lotes de vacinas e diluentes pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). Uma vez liberados os lotes, o Cenadi os envia em caixas térmicas para as coordenações estaduais de Saúde, que por sua vez encaminham para as centrais regionais, onde as vacinas ficam armazenadas. Então os representantes dos postos de vacinação retiram a quantidade necessária para um determinado período na região em que atuam.

Até quarta-feira (29/3) foram confirmados 574 casos de febre amarela no país. Ao todo, foram notificados 1.987 casos suspeitos, sendo que 487 permanecem em investigação e 926 foram descartados. Dos 282 óbitos notificados, 187 foram confirmados, 71 ainda são investigados e 24 foram descartados.

A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento também estão sendo vacinadas de forma escalonada as populações de Rio de Janeiro e Espírito Santo. As pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.

Desde o início deste ano o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 20,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,7 milhões), Espírito Santo (3,6 milhões), Rio de Janeiro (3,3 milhões) e Bahia (1,4 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,1 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da Federação.

Fonte: AFN, por Ricardo Valverde