Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia recebe inscrições de estudantes até 25/5

Até a sexta-feira, 25/5, a coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) recebe inscrições de estudantes de graduação interessados em desenvolver projetos de iniciação científica.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, conforme edital.

Segundo a coordenadora do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, os estudantes interessados devem buscar a área de interesse no site da instituição, www.amazonia.fiocruz.br, e verificar as linhas de pesquisa e orientadores que trabalhem nessas áreas. Depois, entrar em contato com o próprio pesquisador ou com a secretaria do PIC, através do e-mail pic.ilmd@fiocruz , para saber da disponibilidade de vaga.

Acesse aqui o edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia ou na página Chamadas Públicas.

As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de 1º.  de agosto de 2018 até 30 julho de 2019, com possibilidades de renovação.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Na edição de 2017/2018 o PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia beneficiou 35 bolsistas, estudantes dos cursos de  Biotecnologia, Biomedicina, Farmácia, Medicina, Ciências Biológicas e Ciências Sociais de instituições de ensino superior públicas e privadas de Manaus.

As bolsas são pagas diretamente aos bolsistas, mediante depósito mensal em conta bancária. O valor da mensalidade é estipulado pelo Conselho Diretor da Fapeam e pela Fiotec, conforme a vinculação da bolsa.

ILMD/Fiocruz Amazônia por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Palestra do centro de estudos vai abordar Interação patógeno-vetor na malária vivax

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 18/5, a partir de 9h, no Sala 2, prédio anexo do Instituto, a palestra “Interação patógeno-vetor na malária vivax: descrição da ultraestrutura do intestino médio de Anopheles aquasalis e de aspectos envolvidos na interação”, a ser ministrada pela pesquisadora Djane Clarys Baia da Silva, da Faculdade de Ciência Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

SOBRE A PALESTRANTE

Djane Clarys é graduada em Farmácia, mestra em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará ((UFPA),) e Doutora em Doenças infecciosas e Parasitárias. Têm experiência em cultivo in vivo de P. vivax e Plasmodium falciparum, avaliação in vitro e em ensaios de bloqueio de transmissão utilizando compostos sintéticos.

Nos últimos cinco anos vem dedicando-se ao estudo de interação Anopheles aquasalis-Plasmodium vivax, descrevendo aspectos ultraestruturais de intestino médio e de Matriz peritrófica, assim como aspectos que interferem na dinâmica da infecção de P. vivax em A. aquasalis, a exemplo da administração de quitinase exógena, inibidores de tripsina e também da concentração de células vermelhas presentes ao longo do repasto sanguíneo.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fiocruz promove ações para orientar pesquisadores sobre Lei da Biodiversidade e o SisGen

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) tornou disponível desde novembro do ano passado o acesso ao Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional (SisGen), mas ainda são muitas as dúvidas sobre o uso do Sistema e a Lei da Biodiversidade (Lei 13.123/2015).

Para esclarecer sobre as implicações da legislação que rege o uso do patrimônio genético brasileiro e o conhecimento tradicional associado (CTA) em pesquisas, a Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz (VPPCB/Fiocruz) vem promovendo nas unidades regionais,  palestras sobre “Os impactos da Lei da Biodiversidade nas atividades de P&D e o SisGen na prática”.

No Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) esteve Aline Christine de Morais Santos, advogada e servidora da Gestão Tecnológica, da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (Gestec-VPPIS/Fiocruz) para falar sobre o assunto. Além dos eventos de conscientização para a importância dos cadastros de pesquisas, os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) têm relevante contribuição na conscientização de pesquisadores da Fiocruz sobre a Lei da Biodiversidade e o SisGen.

André Mariuba, coordenador do NIT, do ILMD/Fiocruz Amazônia, explica que na unidade o Núcleo vai auxiliar e monitorar os cadastros dos projetos de pesquisadores. A recomendação na Fiocruz é de que os orientadores façam o cadastro das pesquisas a eles vinculadas.

O NIT da Fiocruz Amazônia disponibiliza ainda aos pesquisadores vinculados ao instituto o e-mail nit.ilmd@fiocruz.br para atendimento às dúvidas sobre o SisGen.

Vale lembrar que no site do SisGen também está disponível o Manual do Usuário com orientações para cadastro, credenciamento de pesquisas, etc.

SOBRE O SISGEN

O SisGen é um sistema eletrônico criado pelo Decreto nº 8.772/2016, que regulamenta a Lei nº 13.123/2015, é mantido e operacionalizado pela Secretaria-Executiva do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), como ferramenta para auxiliar na gestão do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado.

O Sistema apresenta interface que possibilita ao usuário: cadastrar acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado; cadastrar envio de amostra que contenha patrimônio genético para prestação de serviços no exterior; cadastrar remessa de amostra de patrimônio genético; notificar produto acabado ou material reprodutivo; solicitar autorização de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado e de remessa ao exterior; solicitar credenciamento de instituições mantenedoras das coleções ex situ que contenham amostras de patrimônio genético; obter comprovantes de cadastros, de remessa e de notificações; obter certidões do procedimento administrativo de verificação; e solicitar atestados de regularidade de acesso.

Por motivos de segurança, o SisGen não é acessado por meio de dispositivos móveis como smartphones e tablets. O Sistema é acessado em https://sisgen.gov.br >. Para acessar o SisGen é necessário ser um usuário cadastrado e ter instalado o módulo de segurança.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia elabora Plano de Desenvolvimento Institucional 2018 – 2021

Em abril de 2018 iniciou a caminhada para elaboração do, Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018 – 2021 do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). O PDI é o documento e instrumento de planejamento a ser considerado na gestão estratégica do Instituto nos próximos anos e será elaborado em alinhamento com as Teses e Diretrizes institucionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaboradas no VIII Congresso Interno da Instituição.

Durante a apresentação das Comissões formadas pelos delegados e observadores do VIII Congresso Interno da Fundação, e de bolsistas do Projeto de Gestão e Desenvolvimento Institucional (PGDI), o Diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz, apresentou um balanço da participação dos representantes do ILMD/Fiocruz Amazônia no VIII Congresso, e enfatizou um marco importante para a Fiocruz na região: a aprovação da Tese 9 – “Tese Amazônia”, proposta pela Instituição.

TESE DA AMAZÔNIA

Discutida e aprovada no VIII Congresso Interno da Fiocruz, a TESE 9 (tese da Amazônia), pontua principalmente o reconhecimento da Amazônia como componente essencial do projeto de integração nacional e alvo do interesse internacional, além do papel estratégico na geração de conhecimento e inovação em saúde, em parceria com instituições da região, para a salvaguarda da soberania brasileira no território da Amazônia Legal.

Para Sérgio Luz, a participação de todos é fundamental para o alcance dos objetivos, de modo mais eficiente e efetivo, com a otimização de esforços e recursos pelo Instituto. “O comprometimento de todos, quer da administração superior como de toda a comunidade do ILMD, é requisito básico para que o PDI ILMD/Fiocruz Amazônia tenha sucesso.  Nesse sentido, a metodologia proposta buscou o envolvimento de todos na etapa de diagnóstico institucional, e será a tônica nas próximas etapas, como a de consolidação do documento PDI, de execução, de acompanhamento e de avaliação do processo a ser desenvolvido”, destacou.

Na oportunidade, Sérgio Luiz destacou a decisão estratégica de esperar para produzir o PDI institucional, considerando sua reeleição e a possibilidade do PDI (2018-2021) ILMD/Fiocruz Amazônia ser fundamentado nas teses e diretrizes aprovadas no VIII Congresso Interno da Fiocruz e divulgadas em março de 2018. O diretor convidou todos a participarem efetivamente da elaboração do PDI, e atividades de construção do documento que será apresentado no Fórum das Unidades Regionais (FUR), a ser realizado em Manaus, no mês de agosto.

SOBRE O PDI

O PDI (2018-2021) – ILMD/Fiocruz Amazônia, caracteriza a identidade institucional da Fiocruz Amazônia, definindo sua missão e visão de futuro, além das estratégias, diretrizes e políticas a serem seguidas para o alcance de seus objetivos e metas. O documento elaborado deverá nortear a tomada de decisões em níveis estratégicos, táticos e operacionais, assegurando a prática de uma gestão democrática, responsável e transparente.

Para a Presidente da Comissão Executiva do PDI, Maria Olívia Simão, o plano possibilitará a construção de relevantes estratégias, que visam oportunizar o desenvolvimento da Fiocruz Amazônia. “A ideia é pensar a Instituição a médio e longo prazo. É claro que as urgências acontecem, os temas emergenciais surgem, mas precisamos nos planejar para fazer antecipadamente uma análise de contexto que revelam oportunidades para a instituição crescer, além de novas diretrizes e caminhos que podem ser trilhados para o processo de fortalecimento da atuação da Fiocruz no território Amazônico”, explicou.

REUNIÕES

As reuniões da Comissão Executiva designada pela Portaria n.º 17/2018 – GAB/ILMD/ Fiocruz Amazônia, para a elaboração da proposta do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI – 2018 – 2021) já estão acontecendo. O resultado dessas reuniões será ainda discutido com grupos focais e posteriormente pelo Conselho Deliberativo do ILMD e aprovado em Assembléia Geral.

A Comissão Executiva do PDI organiza e executa o processo conforme metodologia aprovada pela Comissão Central; pesquisa nos documentos oficiais dados que serão inseridos no documento; consolida os Eixos Temáticos Essenciais, além de elaborar o documento final do PDI (2018-2021) ILMD/Fiocruz Amazônia para encaminhamento a Comissão Central.

CONCEITO DA MARCA

Apresentada durante o lançamento do PDI ILMD/Fiocruz Amazônia, a marca remete a Tese 9 – Amazônia, apresentada pelo Instituto e aprovada no VIII Congresso Interno da Fiocruz. A formação do tronco da árvore representa o maior valor da Instituição: as pessoas, e por meio delas a parceria da Fiocruz com as demais instituições da região em um esforço de integração nacional.

As folhas diversas que brotam das pessoas remetem à diversidade Amazônica representada por diversos matizes, o ideal de sustentabilidade, o desafio do ILMD de se renovar sempre para se desenvolver como uma Unidade da Fiocruz compromissada com uma Amazônia soberana.

 ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Divulgado resultado final do processo seletivo do PPGVIDA 

A Comissão de Seleção do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta terça-feira, 15/5, o resultado final da Chamada Pública Nº 001/2018.

Para resultados e outras informações sobre este processo seletivo, acesse a Plataforma Siga, da Fiocruz, no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A seleção para o PPGVIDA aconteceu em três etapas. Foram oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

Os candidatos aprovados ingressam no curso no segundo semestre deste ano.

SOBRE O CURSO

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro

Evento na Fiocruz Amazônia aborda saúde mental no trabalho

Em referência ao mês do trabalhador, o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz no Amazonas (Asfoc-AM) promoveu na última sexta-feira, 11/5, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a roda de conversa “Hora de ir ao trabalho, o que você sente nesse momento?”, ministrada pelas pesquisadoras e psicólogas, Rosângela Dutra de Moraes, e Socorro de Moraes Nina. O debate foi mediado pela pesquisadora, Amandia Braga Souza, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC/ILMD Fiocruz Amazônia).

O evento abordou as relações profissionais, situações de estresse, assédio moral, normas regulatórias, jornada de trabalho, além de trazer à tona fatores que afetam direta ou indiretamente a saúde mental do trabalhador. A atividade visou aproximar os profissionais e oportunizar um debate mais amplo sobre o tema “Saúde mental do trabalhador”.

Para a psicóloga Socorro Nina, reconhecimento é a palavra chave para estabelecer vínculos de afetividade e possibilidade de um lugar melhor para trabalhar. “A saúde mental relacionada ao trabalho vem sendo discutida no âmbito nacional, como uma possibilidade, de através da fala suscitarmos movimentos de saúde. Nós trabalhadores vivemos para o trabalho, mas viver para o trabalho é também viver para si, e reconhecer em si a possibilidade de viver melhor nesse lugar”, destacou.

Rosângela Dutra, destacou que a atividade sinaliza o interesse da Instituição na promoção da saúde, e pontuou que ações como esta devem se tornar uma política Institucional de promoção a saúde. “Achei o evento muito oportuno por termos a presença do sindicato, do diretor e principalmente pelo fato das pessoas terem abordado o tema de maneira confiante, falando sobre aspectos pessoais, que nos fizeram perceber um clima de confiança, além do desejo sincero de fazer alguma coisa diferente do convencional para promover a saúde.

DIA DAS MÃES

Na oportunidade, a Asfoc-AM realizou ainda uma homenagem em referência ao Dia das Mães. A atração cultural ficou por conta do show da cantora Monalisa Roberta.

O servidores, bolsistas e colaboradores do IMD/Fiocruz Amazônia puderam saborear ainda um Rodízio de pizza, além de um prato especial, feito pelo pesquisador Pritesh Lalwani, uma das receitas premiadas durante o Superchef ILMD, promovido pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST/ Fiocruz Amazônia).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Marlúcia Seixas

Manaus receberá 3 mil pessoas para congresso da Rede Unida

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o Congresso da Rede Unida movimentará a agenda científica do País com a participação estimada de 3.000 congressistas e convidados nacionais e internacionais. O evento será sediado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no período de 30 de maio a 02 de junho de 2018, em Manaus (AM).

O Congresso tem como finalidade propor o debate em torno da saúde, da educação, da arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo é composto por trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

A expectativa do presidente desta edição do Congresso, Rodrigo Tobias, é que os participantes vejam que a Região Amazônica não é somente o lugar da distância, da dificuldade, da falta de acesso, o lugar das carências e das doenças. “Esperamos que esse evento possa deixar nos congressistas a ideia de que a Amazônia, com suas especificidades, também é um lugar de potencialidades, de produção de saúde, educação e de vida. O nosso desejo é que os participantes desfrutem de tudo o que vai acontecer. Estamos trabalhando muito para que tudo saia bem”, declarou Tobias.

ATIVIDADES INTERNACIONAIS

As atividades internacionais incluem cinco fóruns, que fomentam debates sobre temas da atualidade em relação a gestão da educação e do trabalho em saúde na perspectiva de diferentes países.

Com presença confirmada, os fóruns terão representantes do Brasil, Bélgica, Chile, Colômbia, EUA, Espanha, Inglaterra, Itália, Nicarágua e Portugal.

O V Fórum Internacional de Educação na Saúde tem como temática a Interprofissionalidade na formação e no trabalho em saúde: desafios às políticas e ao cotidiano. O IV Fórum Internacional de Participação em Saúde, Políticas Públicas e Educação Cidadã vem com o tema A vitalidade da democracia quando as instituições padecem: a resistência cidadã como artesania de novos tempos.

O V Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde trará para o centro das discussões o tema A atenção básica/primária nos sistemas de saúde universais: desafios e avanços após 40 anos de Alma Ata. O IV Fórum Internacional de Cooperação em Saúde e Políticas Públicas abordará os Direitos humanos, políticas públicas e inclusão em tempos de austeridade: repercussões na gestão da educação e do trabalho na saúde. E o I Fórum Internacional de Saúde do Migrante terá como tema central A dignidade e a saúde das pessoas em tempos sombrios: as fronteiras nacionais e a afirmação de direitos humanos.

TRABALHOS SUBMETIDOS

Esta edição no Amazonas fechou com o número de 3.420 submissões de trabalhos nacionais e internacionais. Realizado pela primeira vez no Norte do País, a região foi a que mais teve trabalhos submetidos, totalizando 1.652 submissões com destaque aos estados do Amazonas e Pará, com 913 e 641 trabalhos inscritos, respectivamente.  A região Nordeste ficou em segundo lugar com 628 trabalhos. Já o Sudeste figurou em terceira posição com 383 submissões. As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil tiveram 298 e 165 trabalhos submetidos, respectivamente. Da participação internacional, a Itália submeteu três trabalhos.

Nos congressos da Rede Unida são aceitos trabalhos para apresentação oral nas modalidades Távolas e Rodas de Conversa. Para os organizadores, o volume de trabalhos submetidos e aprovados aponta um Congresso com grande densidade técnico-científica, além da enorme diversidade de temas e de experiências locais que compõem uma programação atrativa para diferentes públicos.

Confira a programação de apresentação dos trabalhos: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/rodas-e-tavolas

Segundo o coordenador Nacional da Rede Unida, Júlio César Schweickardt, a organização do Congresso é um dos desafios da atual coordenação, que tem dentre os seus objetivos mobilizar os vários setores e atores que atuam no contexto da saúde e da educação, incluindo usuários de serviços de saúde, membros de Conselhos de Saúde e trabalhadores do SUS, oportunizando um fórum especial de participação cidadã. “Ver com novos olhares a saúde pública brasileira, fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde [SUS] e pensar na formação dos profissionais da área são algumas de nossas missões à frente da Rede Unida, uma instituição muito atuante e comprometida com as políticas de saúde no Congresso”, concluiu.

PROGRAMAÇÃO

Além da apresentação dos trabalhos e da realização dos fóruns internacionais, a programação do congresso inclui atividades como Távolas Institucionais, Res-Publicas, Mostra Fotográfica, Lançamentos de livros, Seminários, encontros e oficinas, Conferências, Intervenções e muitas outras atividades com temas que contemplam os cinco eixos centrais do Congresso na área da Saúde, que são: Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação e Saúde, Cultura e Arte.

Inscreva-se e participe das atividades: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/inscricoes

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

São parceiros desta edição a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

SOBRE A REDE UNIDA

A Associação Brasileira da Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, institutos de pesquisa, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se trata de qualquer parceria: trata-se de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

Por ser uma Associação de abrangência nacional, a Rede Unida prima por estimular a produção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimentos técnicos e científicos, que digam respeito às atividades de promoção da educação e da saúde em todo o País, bem como de proposição de novos modelos sócios produtivos e de sistemas alternativos de produção que fortaleçam o campo da saúde, a fim de garantir e ampliar a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.

Nesse sentido, é tarefa prioritária da Rede Unida é reafirmar o processo histórico de luta pela reforma sanitária e democratização da saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS por meio de mudanças na formação profissional em saúde.

Para tanto, é desafio da Rede induzir modelos de educação profissional interdisciplinares, multiprofissionais e que respeitem os princípios do controle social e do SUS e, assim, promover tessituras entre educação, saúde e sociedade a partir da formação de trabalhadores críticos e reflexivos, capazes de realizar leituras de cenário, identificar problemas e propor soluções no cotidiano de sua prática profissional e na organização do trabalho em saúde.

Agência Rede Unida de Comunicação, por Mirinéia Nascimento (Ascom/Rede Unida)

Centro de Estudos abordará prevalência de bactéria causadora da meningite meningocócica em populações indígenas do Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 11/5, a partir de 9h, na sala de aula 2, prédio anexo da Instituição, a palestra “Investigação da infecção subclínica de Neisseria meningitidis em populações indígenas do Amazonas”, a ser ministrada pela pesquisadora, Kátia Maria da Silva Lima, Tecnologista do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS/ILMD Fiocruz Amazônia).

O estudo que será apresentado faz parte dos resultados da tese de doutorado da pesquisadora. “Nosso objetivo foi estudar a prevalência da infecção assintomática por Neisseria meningitidis, bactéria que causa a meningite meningocócica (tipo C). Estudamos a prevalência dessa bactéria nos indígenas assintomáticos, ou seja, aqueles indígenas que não estão com a doença, mas que ao fazermos a coleta na nasofaringe, identificamos a presença da bactéria”, explicou.

A meningite meningocócica é um tipo de meningite bacteriana que é causada pela bactéria Neisseria Meningitidis. Para a pesquisadora, o estudo possui grande importância ao identificar a prevalência da bactéria entre os indígenas, por ser uma população que reside em lugares de difícil acesso, longe de laboratórios e hospitais que possam dar uma assistência adequada para casos de meningite.

Segunda Kátia, a pesquisa possibilitou o levantamento de dados secundários sobre a doença em populações indígenas no Amazonas, além de importantes informações sobre a cobertura vacinal, através da carteira de vacinação dos indígenas, visando entender um pouco mais a epidemiologia da doença nessas áreas. Participaram da pesquisa três aldeias indígenas de etnias diferentes: Mura, Munduruku e Mura Pirahã.

SOBRE A PALESTRANTE

Katia Lima é doutora em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia, graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente é Tecnologista do ILMD/ Fiocruz Amazônia. Possui experiência na área da Saúde Pública, com ênfase em Análise das Condições socioambientais e Saúde na Amazônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas de Saúde, Saúde Indígena, Meningite, Leptospirose.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Opas/OMS promove 10ª edição do prêmio Campeões contra a malária nas Américas

Programas locais, nacionais e internacionais com abordagens inovadoras para superar os desafios impostos pela malária no continente americano são convidados a participarem do prêmio “Campeões contra a malária nas Américas” deste ano, lançado no dia 25/4.

O prêmio, que já está em sua 10ª edição, busca encontrar programas ou esforços de combate à malária que demonstrem ênfase significativa na criação de capacidades como componente essencial da eliminação da doença e da prevenção de seu restabelecimento. Os ganhadores receberão uma série de benefícios para seus respectivos projetos e instituições, incluindo oportunidades de capacitações, uma ampla rede de colaboração técnica e a distinção de serem modelos e inspirações para a batalha global contra a malária. As nomeações serão aceitas até 25 de junho de 2018.

O objetivo da competição é encontrar e homenagear as iniciativas que contribuíram significativamente para o combate à malária em países e comunidades nas Américas e além. Os projetos vencedores devem demonstrar seu êxito na prevenção, controle, eliminação ou prevenção do restabelecimento da doença.

Os prêmios são patrocinados pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundação das Nações Unidas, Instituto Milken da Universidade George Washington (MISPH), Escola de Saúde Pública Bloomberg para Programas de Comunicação de Johns Hopkins (JHU-CCP), o Consórcio Global de Saúde da Escola Stempel de Saúde Pública e Trabalho Sociais da Universidade Internacional da Flórida (FIU-GHC) e Sociedade Norte-Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASMTH).

RUMO À ELIMINAÇÃO DA MALÁRIA

Em 2016, sete países da região (Belize, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Paraguai e Suriname) foram incluídos pela OMS no grupo dos 21 países do mundo com potencial para eliminar a transmissão local da malária até 2020. Os processos de certificação de eliminação para a Argentina e o Paraguai estão em andamento.

Entre 2000 e 2016, os casos de malária nas Américas tiveram uma redução de 16%. Apesar de uma diminuição contínua nos casos da doença na região de 2005 a 2014, os números aumentaram mais uma vez em 2015, 2016 e, mais recentemente, em 2017, em vários países. O progresso ao longo do caminho para a eliminação da malária na região pode ser comprometido se a vigilância e outras intervenções-chave para a malária não forem mantidas ou fortalecidas.

O tema do Dia Mundial da Malária deste ano – “Prontos para combater a malária” – ressalta a energia coletiva e o compromisso da comunidade global em se unir em torno do objetivo comum de um mundo livre da doença. Em 2018, a campanha destaca os progressos alcançados no combate à doença, ao mesmo tempo em que chama a atenção para as tendências preocupantes captadas no Relatório Mundial da Malária de 2017. Para reforçar o compromisso das Américas com a eliminação da malária e a prevenção de seu restabelecimento, o prêmio reconhecerá esforços que demonstrem:

  • Uso das melhores práticas da OPAS/OMS na prevenção, controle e eliminação da malária, bem como na prevenção de seu reestabelecimento.
  • Abordagens inovadoras para promover a equidade e aumentar a qualidade e a aceitação de serviços.
  • Colaboração dentro e entre setores.
  • Contribuição para reduzir a morbilidade e mortalidade relacionadas à malária em nível comunitário, nacional, regional ou global.
  • Os vencedores do “Campeões contra a malária nas Américas” de 2018 receberão:
  • A oportunidade de participar de três treinamentos de capacitação da OPAS/OMS para a prevenção, o controle, a eliminação e a prevenção do restabelecimento da malária.
  • US$ 2.500 de apoio financeiro para esforços de capacitação relacionados à malária (como treinamento/educação de profissionais, pesquisa, desenvolvimento de proposta de projeto ou outras atividades que melhorem habilidades para alcançar metas e objetivos)
  • Uma placa comemorativa.
  • A oportunidade de ser destacada em várias plataformas de comunicação da OPAS/OMS, da Fundação das Nações Unidas, GWSPH, JHU-CCP, FIU-GHC e ASTMH como exemplo de “melhores práticas” sobre a malária.

As indicações para o prêmio serão aceitas até 25 de junho de 2018. Mais informações podem ser encontradas neste link.

Os três primeiros indicados serão convidados para participar de um evento regional em comemoração ao Dia da Malária nas Américas, marcado para 6 de novembro deste ano, onde o “Campeão contra a malária nas Américas” será homenageado.

Entre os vencedores anteriores, estão o Plano Binacional para a Eliminação da Malária na Isla Hispaniola-Quanaminthe-Dajabon, um projeto entre o Haiti e a República Dominicana para reduzir os novos casos nas fronteiras (2017); o Plano de Eliminação da Malária 2015-2020 do Ministério da Saúde da Costa Rica (2016); o Programa Nacional para a Prevenção e Controle da Malária do Brasil (2015); e o Centro Nacional de Controle de Doenças Tropicais da República Dominicana (2014), entre outros.

Por Opas/OMS

 

Divulgados resultados da 3ª etapa do processo seletivo do PPGVIDA

A Comissão de Seleção do mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou os resultados das provas da 3ª etapa do processo seletivo 2018.

Para os resultados e outras informações sobre este processo seletivo, acesse a Plataforma Siga, da Fiocruz, no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A seleção para o PPGVIDA acontece em três etapas. Estão sendo oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ASCOM ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Pinheiro