Palestra do Centro de Estudos abordará pesquisas sobre bioprospecção de plantas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 13/7, a partir de 9h, na Sala 2, prédio anexo do Instituto, a palestra “Bioprospecção de Plantas, seus fungos e seus calos… o que são, o que produzem?”, a ser ministrada por Cecilia Nunez, tecnologista Senior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A apresentação abordará estudos desenvolvidos pela pesquisadora no Inpa, na área de bioprospecção de plantas.

SOBRE A PALESTRANTE

Cecilia Nunez é graduada em Química pela Universidade Mackenzie, mestre e doutora em Química Orgânica (Produtos Naturais) pela Universidade de São Paulo (1996), possui pós-doutorado em Química Orgânica (Produtos Naturais) pela Universidade de São Paulo – São Carlos, e pós-doutorado em Farmacognosia pela Université de Lille-2, Droit et Santé, França.

Atualmente é Tecnologista Senior do Inpa e professora/orientadora permanente dos Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia (UFAM/Inpa), Biotecnologia – (UEA/Inpa) e Botânica – (Inpa), além de ser professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Química – (UFAM/Inpa).

Possui experiência nas áreas de Biotecnologia Vegetal e Química de Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: bioprospecção de plantas e de micro-organismos endofíticos, biotecnologia vegetal (obtenção de calos/cultura de células vegetais/suspensões celulares), fracionamento biomonitorado, atividade antioxidante, atividade antimicrobiana, atividade citotóxica, atividade inseticida, metodologia de separação cromatográfica, identificação/elucidação estrutural de moléculas por RMN, análise de misturas por RMN e fotoionização de produtos naturais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e as atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente devem ser feitas até 31 de julho

Professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), têm até o dia 31 de julho para inscrever projetos na 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As inscrições encerram às 17h (horário de Brasília).

Os trabalhos inscritos devem abordar as temáticas saúde e meio ambiente e podem ser desenvolvidos nas seguintes modalidades: Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Para mais informações sobre as modalidades, CLIQUE.

Acesse AQUI ao regulamento da 9ª. Obsma.

A Obsma é um projeto da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), criado em 2001.  Sua finalidade é estimular a realização de ações e atividades educativas voltadas para os temas transversais de Saúde e de Meio Ambiente, permitindo aos professores ressignificarem  suas práticas docentes e animar os estudantes  a se aproximarem do conteúdo pedagógico, tudo isso sob um olhar voltado para realidade local.

Nesta edição, a Olímpiada além de motivar professores e alunos a refletirem sobre questões relacionadas à saúde, ao meio ambiente e suas interfaces com a educação,  ciência e tecnologia (C&T), também tem como finalidade  divulgar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  (ODS),  que são resultados de debates e negociações globais para a composição da agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável de 2015, a Agenda 2030.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a 9ª. Obsma serão recebidas até às 17h (horário de Brasília), do dia 31 de julho 2018. Depois de inscritos, os professores têm que enviar o material original, via Correios, até o dia 31 de agosto de 2018.

Para se inscrever, o professor deve estar cadastrado no site da Obsma, www.olimpiada.fiocruz.br . Vale ressaltar que, se o trabalho for orientado por mais de um professor, deve ser escolhido apenas um representante para efetuar a inscrição.

O material a ser enviado pelos Correios (textos, documentos, fotografias, vídeos, pendrives, CDs, DVDs etc.) deve ser remetido para o endereço da Coordenação Regional da Obsma, correspondente ao Estado de origem da escola participante.

PRÊMIO ANO OSWALDO CRUZ

Na sua 9ª edição a Obsma irá premiar um trabalho que tenha utilizado como referência bibliográfica artigos, capítulos, livros, teses, dissertações e outros recursos educacionais produzidos pela Fiocruz.

Para concorrer, o professor deve informar as fontes consultadas.

COORDENAÇÕES

A coordenação nacional da Obsma fica no Rio de Janeiro- RJ. As coordenações regionais estão assim distribuídas:  Regional Centro-Oeste (atende ao DF, GO, MS, MT, TO); Regional Minas/Sul (MG, PR, RS, SC); Regional Nordeste I (CE, MA, PB, PE, PI, RN); Regional Nordeste II (AL, BA, SE); Regional Norte (AC, AP, AM, PA, RO, RR); e Regional Sudeste (ES, RJ, SP).

O endereço de cada coordenação regional está disponível no site da Obsma, ou clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: divulgação

Pesquisadores da Fiocruz descrevem nova espécie de parasito

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descreveram uma nova espécie de parasito, identificada em uma espécie de gambá que habita a Mata Atlântica do Rio de Janeiro. Por trás do nome escolhido – Trypanosoma janseni – está uma homenagem à carreira da pesquisadora Ana Maria Jansen, chefe do Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC, que se destaca pelas contribuições científicas no estudo de mamíferos. Os autores da descoberta afirmam que, com esse gesto, é reconhecido “o mérito de uma pesquisadora que  se esforçou de forma persistente e minuciosa para investigar todos os fatores possíveis envolvidos no complexo ciclo de vida do Trypanosoma”, conforme destaca trecho do artigo no qual descrevem a nova espécie, publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

DESCOBERTA

Situado no conjunto dos protozoários, o grupo dos tripanossomatídeos reúne uma ampla gama de espécies capazes de parasitar pessoas, insetos e mamíferos. O trabalho de investigação das múltiplas possibilidades de interação entre parasitos e hospedeiros pode ser comparada à montagem de um grande quebra-cabeças. Empenhados neste desafio, pesquisadores do IOC desenvolvem estudos sobre o ciclo de vida dos tripanossomatídeos, que dependem de diferentes hospedeiros o seu desenvolvimento. O estudo que levou à identificação do T. janseni foi realizado no âmbito da Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Parasitária do IOC.

As amostras dos espécimes identificados como uma nova espécie foram coletadas em 2012. Os protozoários estavam parasitando o baço e o fígado de gambás (Didelphis aurita) recolhidos durante trabalho de campo em área de Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Segundo o pesquisador André Roque, um dos autores da descoberta, a definição da nova espécie foi feita com base em análises morfológicas e genéticas. “Uma nova espécie pode ser definida por um conjunto de características. Morfologicamente, as formas de T. janseni no estágio de epimastigota se assemelham a outros tripanossomatídeos já conhecidos, exceto pela presença de uma organela de membrana simples observada através de microscopia eletrônica”, explicou o veterinário, que atua no Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC.

A descoberta é o pontapé inicial para a compreensão do papel da espécie recém-identificada na ecologia dos tripanossomatídeos. Ainda serão necessários estudos complementares para esclarecer características como o ciclo de vida e os impactos que o T. janseni pode oferecer para a saúde pública. A descrição do T. janseni também contou com a participação de Camila Madeira Lopes (Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos), Rubem Menna-Barreto (Laboratório de Biologia Celular), Márcio Galvão Pavan (Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários) e Mirian Cláudia de Souza Pereira (Laboratório de Ultraestrutura Celular).

TRAJETÓRIA RECONHECIDA

A carreira científica de Ana Maria Jansen começou na década de 1960, durante a graduação em medicina veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). “Ainda na faculdade, teve início o meu interesse pela parasitologia, esse campo de estudo da interação entre criaturas tão diferentes. A parasitologia é o estudo de uma vida dentro de outra vida. Entender como esse convívio mútuo se dá era algo absolutamente fascinante”, ressalta Jansen. Após a formatura como médica veterinária, iniciou a trajetória científica como bolsista em atividades de pesquisa junto à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Após esse período, fez uma breve pausa na carreira para se dedicar à família.

Na década de 1980, quando o IOC passava por reestruturações lideradas pelo então diretor, José Rodrigues Coura, uma das medidas implementadas foi a captação de talentos para compor o quadro de pesquisadores da instituição. Neste contexto, a cientista Maria Deane, considerada hoje uma das mais renomadas parasitologistas do país, assumiu a chefia do Departamento de Protozoologia. Partiu dela o convite para que Ana Jansen se juntasse ao grupo. “Ela era uma pessoa com muita intuição científica. Ao longo da nossa parceria, eu tive o prazer de participar de uma descoberta única sobre a biologia do Trypanosoma cruzi, parasito causador da doença de Chagas: nosso grupo, liderado por Maria Deane, identificou e descreveu a capacidade que o parasito tem de se esconder nas glândulas de cheiro do gambá”, rememora Ana Jansen. A parceria durou cerca de 15 anos e apenas se encerrou com o falecimento de Maria Deane, em 1995.

Desde então, Ana Jansen assumiu o desafio de chefiar o Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos, onde se dedica à pesquisa em laboratório e em campo. Segundo a cientista, ao longo dos anos, o estudo deste amplo grupo de parasitos foi expandido graças à colaboração de profissionais com diferentes perspectivas e linhas de atuação. “Ampliamos as nossas pesquisas para investigar variadas características desse complexo conjunto de parasitos. Voltamos o olhar para o campo, passamos a estudar a interação dos tripanossomas com outros mamíferos e a investigar a saúde dos animais analisados”, enumera.

Nem tudo foi simples na carreira da cientista. Durante estudos com gambás para a investigação do ciclo de transmissão de parasitos, ela foi envolvida de um processo judicial a partir de uma denúncia infundada – a despeito da finalidade de investigação em saúde pública e dos cuidados de acordo com os preceitos de bem-estar animal. O caso, que correu ao longo de anos, foi arquivado e a pesquisadora foi declarada inocente. O episódio não foi capaz de deter a carreira exitosa da pesquisadora, que publicou mais de 130 artigos científicos e orientou mais de 80 estudantes, da iniciação científica ao pós-doutorado. “A atividade de docência representa uma parte muito importante na minha trajetória. A parceria com os orientandos expande horizontes a partir da troca de conhecimento. Quando você sente que a pessoa que está ao seu lado é um bom parceiro de trapézio, e a ciência funciona mais ou menos assim, a pesquisa só tende a ganhar”, relata a pesquisadora, que atua no corpo docente do Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária do IOC.

SOBRE OS TRIPANOSSOMATÍDEOS

Tripanossomas são parasitos obrigatórios capazes de infectar vertebrados. Estão distribuídos em todo o mundo. Em geral, o ciclo de vida desses protozoários alterna entre os hospedeiros vertebrados, como os seres humanos, por exemplo, e uma variedade de hospedeiros invertebrados que atuam como vetores, como os barbeiros, insetos vetores da doença de Chagas. Entre as espécies que representam desafios para a saúde pública e para a economia dos países estão o Trypanosoma cruzi, que é responsável pela doença de Chagas na América do Sul e em outras partes do mundo, e o T. brucei, causador da tripanossomíase africana humana e animal.

No Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC são realizados estudos sobre aspectos macro e microecológicos que interferem na interação destes parasitos com seus hospedeiros e vetores. A identificação dos elos envolvidos na cadeia de transmissão dos tripanossomas contribui para subsidiar a vigilância epidemiológica e o controle de agravos.

IOC/Fiocruz, por Lucas Rocha
Imagem: Rubem Menna-Barreto

Inscrições para o PPGVIDA alteradas para os dias 10 e 11 de julho

A coordenação do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), alterou o período de inscrição para aluno especial.

As inscrições estarão abertas nos dias 10 e 11 de julho. A mudança foi necessária devido a problemas técnicos no endereço eletrônico para envio de documentação.

A republicação do edital e demais informações sobre o processo seletivo encontram-se na  Plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 23 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Republicação da oferta de vagas para aluno especial do PPGBIO-Interação

Mais uma vaga para aluno especial foi incluída na chamada para o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

As inscrições devem ser feitas hoje e amanhã (5 e 6/7). A Republicação da Oferta de Vagas para Aluno Especial em Disciplinas Período 2018/2, o formulário de inscrição e demais informações sobre esse processo seletivo estão disponíveis na Plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127. Acesse a Plataforma por meio do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER:

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

SOBRE O CURSO

O PPGBIO-Interação é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Para mais informações sobre o curso, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

1ª Oficina do PDI-ILMD discute programas estratégicos para o protagonismo Institucional

A comissão executiva do Plano de Desenvolvimento Institucional do ILMD – 2018-2021 promoveu nesta quarta-feira, 4/7, a “1ª Oficina do PDI-ILMD/Fiocruz Amazônia”. A atividade visa estabelecer o alinhamento com os instrumentos de planejamento institucional, considerando o modelo sistêmico de organização e o repasse de macros comandos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para todas suas Unidades, visando o cumprimento dos objetivos da Instituição.

Na ocasião foram apresentados e discutidos os programas, objetivos estratégicos e as linhas de ação para o período 2018-2021. A elaboração e direcionamento dos programas instituídos no PDI estão fortemente atrelados ao Diagnóstico Organizacional ILMD, Teses e Diretrizes do VIII Congresso Interno da Fiocruz, Direcionadores Estratégicos do Plano de Longo Prazo do Fórum de Unidades Regionais – FUR, e os Objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS/ONU).

Segundo Maria Olívia, presidente da Comissão Executiva do PDI, a atividade colabora com o alinhamento das ações estratégicas  Institucionais. “É muito importante esse momento em que estamos indo para a fase de ampliação da participação. Essas oficinas são para que a gente possa mediar a visão das pessoas que estavam no Congresso Interno da Fiocruz com as pessoas que vivem o ILMD cotidianamente, fazendo um elo para potencializar as ações que a Instituição irá desenvolver para seu protagonismo, voltadas para atender a missão da Fiocruz”, explicou

WORLD CAFÉ

O debate entre os grupos foi realizado por meio da metodologia “World café”, um método de livre acesso para todas as pessoas, que visa gerar e fomentar diálogos entre os indivíduos, a partir daí criando uma rede viva de diálogo colaborativo que acessa e aproveita a inteligência coletiva para responder questões de grande relevância para organizações e comunidades

Os participantes discutiram e propuseram melhorias nas linhas de ação dos seguintes programas: Programa Fiocruz para Amazônia estratégica; Programa conexão institucional; Programa de consolidação e excelência na pesquisa; Programa de pesquisa em saúde e ambiente; Programa desenvolvimento tecnológico e inovação; Programa educação para o SUS; Programa comunicação, divulgação e popularização da ciência; Programa qualidade, biossegurança e ambiente; Programa gestão e desenvolvimento institucional; Programa gestão de pessoas; Programa infraestrutura; Programa planejamento estratégico; Programa de prevenção e promoção em saúde do trabalhador; e Programa acompanhamento e avaliação (A&A).

A Comissão Executiva do PDI sistematizará e apresentará o documento para apreciação do Conselho Deliberativo do ILMD/ Fiocruz Amazônia, e aprovação em Assembléia, a ser realizada  no dia 17/07. Após aprovado, finaliza-se o documento, iniciam-se as oficinas de elaboração de projetos e planos de Ação no âmbito de cada Programa.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Divulgado o resultado do processo seletivo para iniciação científica da Fiocruz Amazônia

A coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado do processo seletivo para bolsas de iniciação científica.

Foram selecionados 28 estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).  Acesse aqui o resultado.

Os candidatos aprovados devem entregar documentação até o dia 11 de julho, na secretaria do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis. Dúvidas podem ser encaminhadas  para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de 1º.  de agosto de 2018 até 30 julho de 2019, com possibilidades de renovação.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

As bolsas são pagas diretamente aos bolsistas, mediante depósito mensal em conta bancária. O valor da mensalidade é estipulado pelo Conselho Diretor da Fapeam e pela Fiotec, conforme a vinculação da bolsa.

ILMD/Fiocruz Amazônia por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

PPGBIO-Interação abre inscrições para aluno especial

A Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), informa que o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) recebe nos dias 5 e 6 de julho inscrições para candidatos externos.

As disciplinas ofertadas, o formulário de inscrição, o edital e demais informações estão disponíveis na Plataforma SIGA, em : http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127. Acesse a Plataforma por meio do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER:

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

SOBRE O CURSO

O PPGBIO-Interação é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Para mais informações sobre o curso, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Curso de mestrado PPGVIDA aumenta vagas para candidatos externos

Aumentou o número de vagas para candidatos externos  a disciplinas do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

São mais 10 vagas ofertadas com a entrada da disciplina Epidemiologia II, ou seja, agora o processo seletivo oferece no total 53 vagas.

As inscrições podem ser feitas hoje e amanhã (4 e 5/7). O edital e demais informações sobre o processo seletivo encontram-se na  plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

 

Pesquisa avalia eficácia de medicamento para pé diabético

“Avaliação da eficácia e segurança do fator de crescimento epidérmico recombinante (FCEhr) intralesional em participantes com úlcera de pé diabético no Brasil”. Assim foi batizado o protocolo de pesquisa clínica conduzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que deverá envolver 304 participantes ao longo dos próximos seis meses. A iniciativa tem por objetivo avaliar a resposta dos pacientes brasileiros com diabetes e úlcera nos membros inferiores, caracterizando o quadro de pé diabético, ao medicamento cubano Heberprot-P®. Ao longo de oito semanas, metade desses 304 participantes da pesquisa receberá no mínimo 18 aplicações, por três vezes a cada semana, do produto. A outra metade, 152 participantes, receberá placebo.

A presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Hermelinda Pedrosa, será a investigadora principal (PI, na sigla em inglês) do trabalho. De acordo com ela, o pé diabético é uma das complicações crônicas que provoca grande impacto nos custos e na qualidade de vida dos pacientes diabéticos. O recente estudo, Annual Direct Medical Costs of Diabetic Foot Disease in Brazil: A Cost of Illness Study, indica que nos países em desenvolvimento, 25% dos diabéticos desenvolverão pelo menos uma úlcera do pé durante a vida, ou seja, uma pessoa entre quatro terá problema nos pés, desencadeados pela Neuropatia e complicados por Doença Arterial Periférica e Infecção, resultando em amputações.

O trabalho é baseado na população com diabetes em 2014 (9,2 milhões de pessoas), abaixo da atual, cerca de 13 milhões (IDF, 2017), e estima 43.726 pacientes com úlceras no pé, metade com infecção, e 22.244 pacientes com diabetes mellitus foram hospitalizados para procedimentos relacionados a Pé diabético. O custo total com esta complicação totalizou US$ 361 milhões, e o custo médio mais alto foi entre aqueles submetidos a amputação. Em recente publicação da Associação Americana de Diabetes, de maio, as complicações mais onerosas são a doença arterial periférica e as neurológicas.

Úlcera do pé diabético

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pé diabético é a “situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus”. O comprometimento dos nervos periféricos dos pés e pernas, a Neuropatia diabética, decorre do excesso de glicose circulante no sangue, hiperglicemia, não controlada ao longo dos anos, e provoca perda da sensibilidade dos pés associada a deformidades semelhantes às que ocorrem na Hanseníase. Úlceras em pés de pessoas com diabetes são de difícil cicatrização, principalmente quando se instala  infecção.

Portanto, mesmo pequenos ferimentos nos pés desses pacientes podem se tornar um problema grave, levando– 40 mil por ano, no Brasil – à necessidade de amputação. Daí a importância de opções terapêuticas que colaborem para a cicatrização das úlceras, sobretudo se há neuropatia e má circulação, considerando-se que há aproximadamente 830 mil pessoas com esses problemas, segundo o estudo de 2014.

Hermelinda lembra que a descontinuidade das políticas públicas colabora para estes números, pois projeto iniciado de forma pioneira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Distrito Federal, o “Salvando o Pé Diabético”, foi implementado na década de 1990 e contribuiu para a redução de 78% nas amputações. Os resultados fizeram com que o projeto se estendesse a outros estados, e até 2004 havia mais de 70 ambulatórios de Pé diabético na maioria dos estados brasileiros, após capacitação de médicos e enfermeiros, obtendo ainda reconhecimento internacional.

O Heberprot-P® é uma alternativa para diminuir as internações prolongadas e aos desafios trazidos pela descontinuidade das políticas, com a inexistência de uma linha de tratamento padrão. Criado no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), em Havana, Cuba, o medicamento é aplicado no sistema de saúde cubano desde 2007, como parte do programa de assistência primária aos pacientes com úlcera diabética do país caribenho. Lá, seu uso foi aprovado após estudos com mais de quatro mil pacientes participantes. Desde o início de seu uso, os casos de amputação foram reduzidos em mais de 80%.

A pesquisa conduzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz poderá confirmar se seu uso realmente acelera a cicatrização de úlceras profundas e complexas, tanto neuropáticas quanto isquêmicas, dos pacientes brasileiros com úlcera do pé diabético.

TRABALHO ABERTO À COLABORAÇÃO

Para pactuar como a pesquisa clínica será conduzida, Bio-Manguinhos/Fiocruz recebeu em meados de junho profissionais do Hospital Regional de Taguatinga (DF), da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, do Hospital Universitário Agamenon Magalhães (PE), da Universidade Federal da Paraíba, do Hospital de Servidores do Estado do Rio de Janeiro, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) e também do laboratório que desenvolveu o produto, o CIGB cubano.

O diretor do Instituto, Mauricio Zuma, lembrou a todos sobre a importância do estudo, que poderá beneficiar milhares de pessoas, e agradeceu aos profissionais pela parceria na captação e acompanhamento dos participantes do estudo. Coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maria de Lourdes de Sousa Maia, lembrou que o trabalho junto aos 304 participantes terá de obedecer ao cronograma de seis meses, já que o trabalho está organizado a ter seu início, sustentação e conclusão.

Ela ressaltou ainda a importância de dialogar e esclarecer às associações de pacientes sobre a importância da empreitada. “Eles precisam ter a dimensão de que vamos iniciar este estudo clínico. Fazer a divulgação nos estados, envolver as equipes de Saúde da Família, empoderar, abrir as portas para a colaboração de novos atores”, destacou.

Hermelinda afirma que as atuais opções de tratamento em uso não conseguiram recomendação forte pela qualidade baixa das evidências e o Heberprot® é considerado, na revisão sistemática de 2016 pelo IWGDF (International Working Group on the Diabetic Foot), o qual ela representa no Brasil, “uma medicação promissora mas que requer um estudo de melhor desenho”. Por isso, o protocolo do estudo contou com a participação de experts internacionais do tema, William Jeffcoate e Fran Game, além da equipe brasileira.

“Há expectativa de que este estudo encontre respostas para questões até agora não respondidas nas pesquisas realizadas em Cuba. A perspectiva de ter um produto para acelerar a granulação e também promover o fechamento da úlcera de forma integral pode resultar em ganhos econômicos e sociais, com impactos diretos e indiretos sobre o Sistema Único de Saúde”, aposta Hermelinda.

Segundo o cronograma, os resultados completos podem estar disponíveis em cerca de um ano e meio. “São seis meses para obter os dados de cada participante. No entanto, o estudo tem alta complexidade de inclusão e exclusão de participantes, provenientes de um segmento de pacientes de difícil acompanhamento e o prazo pode ter de ser estendido”, concluiu Hermelinda.

 Bio-Manguinhos/Fiocruz, por Paulo Schueler